terça-feira, 14 de junho de 2016

FERNANDO JORGE: VIDA E OBRA DO PLAGIÁRIO PAULO FRANCIS O MERGULHO DA IGNORANCIA NO POÇO DA ESTUPIDEZ

O signatário Marco Antonio Azkoul se sente agraciado por ter sido escolhido pelo amigo, formado em Direito nas arcadas da Faculdade do Largo São Francisco, bibliotecário, escritor e jornalista Fernando Jorge, a fazer um breve comentário desta valiosa obra, best-seller, consagrada mundialmente, e já na 3ª edição, atualizada e aumentada. São Paulo, Geração Editorial, 2016.   

·       Esta obra ratifica um velho provérbio árabe: - A espada não faz o que a palavra faz! 

·      Todos os que pensavam e pensam ao contrário, tiveram e terão de rever as suas posições, diante das provas trazidas a colação nesta biografia surpreendente.      

·      Os jornalistas tem um compromisso com a verdade! Nesse sentido, Numa-Denys Fustel de Coulanges (1830-1889) em sua célebre tese intitulada La Cité Antique - Étude sur Le Culte, Le Droit, Les Institutions de la Grèce et de Rome concluiu:
           
              Sem documentos não há História.    


O compromisso com a verdade é levado a sério por Fernando Jorge ao descortinar à luz da verdade o que esta por trás das aparências dos interesses espúrios, arrivismos e inescrupulosos de uma mente insana.     

·       O autor trata Paulo Francis como um homem, dentre outros vícios, sádico, vaidoso e soberbo, com vários desvios de conduta, tais como, sexual, alcoolismo, etc.. Um homem cheio de preconceitos e aversão, marcado na infância e, consequentemente, um adulto marcado à vida toda.

·      Sofrido e ferido emocionalmente com o sucesso alheio, frustrado, complexado, a espargir no seio da sociedade e nas relações pessoais toda sorte de racismo, ódio, inveja, dissimulação, mentiras, plágios, contrafação, injurias, difamações e calúnias às vítimas assassinadas intelectual, cultural e moralmente.

·       Se você não falar não ao seu inimigo, ele te venceu! Paulo Francis é tratado como um homem que se penitenciava e odiava a si mesmo, pois o seu sofrimento intenso estava registrado indelevelmente nos recônditos do recesso de sua mente subliminar, conflitos trazidos consigo, registrados no seu córtex cerebral e, contingencialmente, não tinha forças ou consciência para quiçá reagir de forma positiva aos vícios, emoções e paixões desmedidas que o levaram à morte prematura. Fenômenos adquiridos e transmitidos a Paulo Francis, desde a sua tenra infância, quer dos horrores dos pós-guerras, quer de uma Europa e de uma Alemanha arrasada. Europa esta melancólica e ressentida em sua mente inconsciente coletiva. Guerras são guerras e não há vencedores e nem vencidos, pois os que não morrem nela acabam morrendo doentes física e psicologicamente.

·       Aos que se arriscam descer um profundo abismo, outro velho provérbio árabe é categórico: - A mentira é uma corda curta!    Immanuel Kant na sua Crítica da Razão Prática, afirmou ser a lei moral santa ou inviolável; humildade é o conhecimento de si e a felicidade a certeza subjetiva de ser honesta a pessoa consigo. Ora, a Bíblia é clara (João 8:44): O Pai da mentira é o Demônio! Ela é maior subversora da razão, segundo Nitzsche nos seus escritos sobre História.   Ficou provado, neste opúsculo, que Paulo Francis pensava estar acima do bem e do mal e não obstante as suas imprecações cheias de torpor contra pessoas intelectuais, talentosas, e instituições públicas e privadas. Era um racista empedernido e não poupava ninguém: judeus, árabes, russos, índios, baianos, portugueses, mestiços e negros... Não hesitava para tanto em se utilizar da mais vil violência psicológica, vis compulsivas e ameaças para alcançar suas lucubrações e obstinados arrivismos.  

·       A vida e obra do plagiário Paulo Francis, confidenciada ao signatário pelo autor, foi motivada também por pura vingança do jornalista e escritor Fernando Jorge contra o biografado, tendo origem em um comentário feito pelo seu nobre e inesquecível pai, o grande gênio e poeta injustiçado, autor dos mais lindos versos cristãos, “Porta do Céu”, Salomão Jorge sobre o artigo de Paulo Francis publicado na Folha de São Paulo, ridicularizando e chamando os árabes de débeis mentais e de que o alcorão e a virgindade das mulheres muçulmanas eram duvidosos. Naquela época, Salomão Jorge se pronunciou mais ou menos assim:- Filho o Paulo Francis ofendeu pesadamente os árabes, o Islamismo e suas mulheres! A alma sensível de Fernando Jorge ao ver o seu amado pai consternado com lagrimas nos olhos, reagiu impetuosamente dizendo: - Pai! Irei vingar a nossa raça e origens árabes! E assim o fez.    

·      Fernando Jorge, em toda obra, quis provar com riquezas de detalhes, o mau caráter e a personalidade torpe de Paulo Francis, que além de mentiroso e plagiário, falou mal da Itália, atacou não poucas vezes, o Poder Judiciário do Brasil, incluindo os seus juristas, Portugal, Brasília, japoneses, judeus, muçulmanos, russos, mestiços, índios, mulatos, negros, religiões, nordestinos, pessoas físicas, jurídicas... E assim Fernando Jorge não só cumpriu a sua promessa, mas fez acelerar a grande expiação de Paulo Francis até a sua morte súbita.      

·      Fernando Jorge, agindo com flama e o sangue ardente de um verdadeiro beduíno do deserto, munido de sua desembainhada e afiada espada vingadora de justiça (a caneta e a consciência), não mediu esforços ao empreender as mais árduas pesquisas, investigações jornalísticas contra o seu desafeto e detrator alheio; obteve as provas irrefutáveis e incontestáveis contra a quem considerava o maior dos farsantes, plagiário, covarde, sub-reptício e apedeuta, Paulo Francis.      

·      E em seguida, com incansável fôlego, escreveu esta obra onde Fernando Jorge fez um verdadeiro libelo crime acusatório contra o temido Paulo Francis até o juízo final, daquele considerado pelo autor como um dos maiores criminosos racistas, contra a honra, decoro, dignidade e a propriedade intelectual alheia; violando não só os direitos autorais, mas com todos esses meios fraudulentos, enriquecendo-se ilicitamente, não obstante a sua tremenda ignorância e estupidez em todos os aspectos da vida. E não obstante os seus infindáveis erros grassos de português, Fernando Jorge não o poupou em estigmatizá-lo também como um dos maiores inimigos de toda a humanidade e das nossas instituições.  

·      Paulo Francis era um crápula. Um criminoso pilantra e contumaz; uma espécie de fascista ou nazista travestido de intelectual, segundo o próprio Fernando Jorge entre outros reprováveis adjetivos mostrados em sua obra. Fernando Jorge foi implacável ao acusar Paulo Francis a certa altura de premeditar e consumar os seus crimes à distancia, a fim de dificultar e ficar impune das ameaças, plágios, contrafações e achincalhos com que enxovalhava as suas vitimas por fixar seu domicilio com uma vida confortável e luxuosa em Nova Iorque-EUA, vide páginas 03/493.

·       Apenas, a titulo de comparação, Fernando Jorge contou ao signatário em sua agradável residência, que o animador e apresentador de programa de TV, Silvio Santos, Senor Abravanel, descendente dos judeus árabes da Espanha (safaradita) e que pertencem à tribo de Levi, sacerdotes e guardiões do Templo de Salomão e do antigo Tabernaculo de David, quando foi entrevistado sobre a sua vida profissional e matrimonial pelo saudoso, loquaz e intelectual jornalista Flávio Cavalcanti (1923/1986), no seu programa de TV, sucesso de audiência, que ia ao ar em horário nobre, cujo um dos jurados era o culto escritor, jornalista, perspicaz e perscrutador de almas Fernando Jorge, o qual fez duras criticas e interpelações a respeito da moralidade sexual de Silvio Santos,  naquele programa de TV, transmitido em rede nacional pela extinta TV Tupi.  Silvio Santos com o seu sorriso contagiante (marketing pessoal) levava tudo na esportiva. Depois do programa, atrás dos bastidores, Fernando Jorge perguntou ao entrevistado Senor Abravanel, se realmente tinha se ofendido com as interpelações feitas publicamente no programa de TV do apresentador Flávio Cavalcanti? Silvio Santos com o seu peculiar sorriso que desarma qualquer espírito, respondeu: - Fernando Jorge, você não me conhece! Falem bem ou falem mal, mas falem de mim!   Não fiquei ofendido não, ao contrário!      

·       É só comparar a reação psicologicamente positiva de Silvio Santos, diante dos preconceitos e criticas das elites naquela época, onde ele levava tudo no bom humor ao do sofrido, amargurado e rancoroso Paulo Francis. Todo drama como se vê é psicológico, pois todas as pessoas reagem como são tratadas, isto é, gentileza gera gentileza, alegria gera alegria, riqueza gera riqueza da mesma forma, ao contrário-senso de que ofensas geram ofensas, pobrezas geram mais pobrezas, ou seja, um abismo atrai o outro pela natural lei da atração dos homólogos. Logo, as pessoas são o que pensam.  Cada um tem o que merece, quer com pensamentos, palavras e ações. Nesse sentido há um velho adágio, não culpe a Deus, não culpe os outros e não culpe o acaso. Culpe a si. Se quiser que os outros mudem, mude você primeiro!

·      Assim diz um sábio provérbio português: - Contra as provas não há argumentos!  Fernando Jorge conseguiu até então o seu objetivo contra o biografado Paulo Francis ao revelar toda verdade à humanidade nos capítulos epiqueremicos, a saber: 1- A vida do plagiário Paulo Francis. 2- Seus plágios intermináveis. 3- As intermináveis informações erradas de Paulo Francis. 4- Os seus gravíssimos erros de português. 5- A sua ignorância berrante no setor da história da pintura. 6- Seus erros monumentais no campo da literatura. 7- Seus impressionantes erros no campo da história. 8- As injúrias, difamações e calunias nojentas de Paulo Francis e sua vil personalidade em vários aspectos e muito mais, em VIDA E OBRA DO PLAGIÁRIO PAULO FRANCIS O MERGULHO DA IGNORÂNCIA NO POÇO DA ESTUPIDEZ.

·      Morte de Paulo Fancis. Segundo informações, ele teve um mal súbito, possivelmente ocorrido no interior do banheiro do seu apartamento em Nova Iorque-EUA, ora por causa deste livro, escrito três meses antes de sua morte, ora por causa do processo movido nos EUA pelo então Presidente da Petrobrás Joel Mendes Rennó,  que ocupou o cargo de presidente da Petrobrás durante o biênio de 1992 a 2003 do governo Itamar Franco e durante o primeiro mandato de 1995 a 1998 do governo Fernando Henrique Cardoso, a saber: No início de 1997, no programa de TV a cabo do qual participava,  “Manhattan Connection”, transmitido pelo canal GNT, Paulo Francis propôs a privatização da Petrobras e acusou os diretores da estatal de possuírem cinquenta milhões de dólares em contas na Suíça. Rennó sentindo-se ofendido, utiliza-se da Petrobrás (sociedade de economia mista, sob controle da União) para processá-lo na justiça americana, sob alegação de que o programa seria transmitido nos Estados Unidos para assinantes de canais brasileiros na TV a cabo. Caso condenado, Paulo Francis  pagaria indenização milionária (de 100 milhões de dólares) aos diretores da Petrobras, pois não tinham conta na Suíça com proventos ilícitos imputados a eles.  Fernando Jorge asseverou que Paulo Francis, ao saber do processo, ficou tão enfurecido e os bravejando que chegou a pedir até a intervenção do próprio Presidente Fernando Henrique Cardoso,   também uma de suas vitimas antes de se tornar Presidente da Republica do Brasil, objetivando persuadir os autores da ação  a desistir do malsinado processo, pois temia ser condenado e perder a sua fortuna obtida ao longo de sua vida.    No entanto, somente muitos anos depois, já em outras gestões da Petrobrás, comprovou-se a existência de acordos ilícitos das grandes empreiteiras com os diretores da Petrobrás no Governo Fernando Henrique Cardoso. Repita-se, após a gestão de Joel Mendes Rennó.
Foi a partir da gestão de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás de 2004 a 2012, suspeito de chefiar o esquema de desvio de dinheiro da Petrobrás. Fernando Henrique Cardoso publicou em seu livro Diários da Presidência, volume 1... (Cód: 9186765), Companhia das Letras.
Paulo Francis (1930/1997) morreu de um ataque cardíaco, diagnosticado em seus primeiros sintomas, como uma simples bursite. Era casado com a jornalista e escritora Sônia Nolasco, com quem viveu por mais de vinte anos. Fernando Jorge afirmou: -Kito Junqueira, amigo pessoal de Paulo Francis foi quem entregou o meu livro a ele em Nova Iorque. Fernando Jorge, confidenciou ao signatário também, que após a morte de Paulo Francis a sua mulher, a jornalista e escritora Sônia Nolasco, telefonou de Nova Iorque ao Sr. Luiz Fernando Emediato, proprietário da Geração Editorial, que fez a 1ª/3ª edição deste livro, aturdida, exclamou: - Você viu o que você fez? Você fez o Fernando Jorge  matar o meu marido!  O corpo de Paulo Francis foi embalsamado e trasladado de Nova Iorque para o Rio de Janeiro onde foi enterrado no jazigo familiar do Cemitério de São João Batista.

·      TEORIA MONISTA DO DIREITO Fernando Jorge adota a teoria monista do direito, e avisa: - Todo aquele que acede ou concorda com o criminoso, tornar-se também autor dos crimes por ele praticados.
Uma repórter do Jornal do Brasil, após a fatalidade, telefonou para Fernando Jorge e lhe perguntou: - O Senhor está com a consciência tranquila, dorme direito?- Aqui no Rio de Janeiro estão dizendo que o seu livro causou a morte de Paulo Francis quando o lia no interior do banheiro do seu apartamento nova-iorquino! Respondeu Fernando Jorge: - Sim, estou com a minha consciência tranquila, pois cumpri a minha missão! Tudo o que eu apresentei é verdade. Estou esperando alguém que me prove o contrario! E se o meu livro é assassino, quem irá processa-lo e que pena ele irá receber? E depois a indagou de maneira jocosa: - Se sou autor de um livro assassino, eu tenho que figurar no Guinness World Records, pois sou o pai do primeiro livro assassino do mundo!

·      O Caso Petrobrás. Quanto ao escândalo da Petrobrás, Fernando Jorge elogia as investigações feitas pela Polícia Federal na operação Lava Jato e entende que a pena não passa do infrator e quem não deve, não teme! E postula: - O caso de Joel Mendes Rennó, ex-presidente da Petrobras nos anos de 1992 a 2003, não há nenhum nexo causal, nenhuma prova apresentada nas noticias infamantes propaladas em 1997 pelo sagaz e astuto Paulo Francis contra Joel Mendes Rennó e sua gestão, caso contrário ele e sua diretoria não teriam ajuizado a ação por danos morais, mediante advogados norte-americanos contratados, patronos da ação na Justiça dos EUA. A Justiça dos EUA é extremamente democrática e investiga toda a exceção da verdade para não pairar duvidas, suspeitas e indícios contra os autores da ação até então. Lá é Juri Popular para tudo. Utiliza-se do sistema  “pleabargaining”, quer dizer, admiti-se a transação com a admissão da culpa do réu  para todos os casos com exceção aos crimes tentados e consumados contra a vida.

Para Fernando Jorge os crimes contra a Petrobrás só teriam sido deflagrados em outras gestões a partir de 2004, data do inícios dos fatos delituosos progressivos, onde figura como mentor e chefe do esquema de corrupção e peculato contra a Petrobrás o Senhor Paulo Roberto Costa, ex diretor de Abastecimento da Petrobrás e seus outros comparsas, gestão de 2004 a 2012. Todos esses réus são confessos e delatores com provas da sanha criminosa contra a administração pública constantes nos autos do inquérito policial e do processo judicial, sendo noticiado intensamente pela mídia e pela imprensa em geral. -E isso só é a ponta do “iceberg”, pois culturalmente o Brasil é marcado por drásticas crises sucessivas em sua História. E como tal não diminui o mau caráter e a personalidade vil deste mais um canalha da História, ídolo de barro, oportunista, plagiário, apedeuta, nazistas e criminoso qualificado Mister Paulo Francis Plagiarist..., assevera assim Fernando Jorge, que se sente um vingador e paladino da justiça que prestou relevantes serviços com esta obra, quer a  todas as vitimas, quer a verdade real e aos que querem ver o bem triunfar contra o mal.   


·       CONCLUSÃO: Trata-se de um arcabouço de provas apresentada com riqueza de detalhes ao publico em geral. Um valioso opúsculo imprescindível à Criminologia Cientifica nas matérias gnosiológicas e concernentes à vitimologia, livre-arbítrio... A obra não deixa de ser também um alerta à pedagogia e andragogia da educação de massa, não só na questão do uso incorreto do nosso léxico, mas sobretudo em rever esse modelo retrogrado e castrador de ensino, pois muitas informações e matérias são ministradas aos alunos, mas não a mais importante e essencial de todas: O estudo da mente, seu funcionamento e os fenômenos biopsicosociais.  Disciplina esta restrita apenas aos poucos que estudam a Criminologia Cientifica, Psicanálise e a Psicologia Forense.  



Marco Antonio Azkoul – Mestre e Doutor em Direito Constitucional - pré-candidato ao cargo de Vereador da Cidade de São Paulo/capital pelo PRB.   “Um homem de Deus com vontade de mudar!”

Eu pergunto: no fundo sou um assassino?

      Entrevistado pelo Antônio Abujamra no programa “Provocações”, do Canal 2, TV Cultura, ele perguntou a mim:
     -Fernando Jorge, qual é o seu maior sonho?
      Respondi, sem vacilar:
       -O meu maior sonho é ver os nossos políticos corruptos serem fuzilados numa praça pública.
      Almoçando comigo, Sinval de Itacarambi Leão, diretor da revista IMPRENSA, criticou a minha resposta:
      -Você é muito violento, um jornalista não deve pensar assim.
      Mas confesso, já pensei assim em dezenas de ocasiões. Eu indago: no fundo sou um assassino, um criminoso nato, como os descrevia o italiano Cesare Lombroso (1835-1909), autor do famoso livro L’uomo delinquente, publicado em 1876?
      Vou evocar quantas vezes senti a forte vontade de matar. Pelo menos sou franco, sincero. Detesto a hipocrisia, pois acho, como o filósofo inglês Francis Bacon (1561-1626), que “não há prazer comparável ao de pisar firme sobre o vantajoso terreno da verdade” (No pleasure is comparable to the standing upon the vantage ground of truth).
       No ano de 1992 alimentei o sonho de estrangular o presidente Fernando Collor de Mello e o ex-tesoureiro deste, o empresário Paulo César Farias, devido ao esquema montado para desviar dinheiro público e arrecadar propinas. Quem denunciou o esquema foi o Pedro Collor, irmão caçula do Fernando Collor.
       Em 1993, no ano seguinte, apoderou-se de minha alma satânica o monstruoso desejo de enforcar a Raquel Cândido, deputada federal de Rondônia; o João Alves de Almeida, deputado federal da Bahia; o José Carlos Alves dos Santos, diretor da Comissão de Orçamento da Câmara.     Por que quis enforcá-los? Devido ao esquema “Anões do Orçamento”. Eles desviavam dinheiro do Orçamento da União, por meio de emendas parlamentares, a fim de beneficiar laranjas e parentes...
       Entre os anos de 1993 e 1999 tive ganas de assar, como churrasco, o Paulo Maluf, ex-prefeito de São Paulo, e o Celso Pitta, seu ex-secretário de Finanças, pois o dinheiro obtido com o lançamento de títulos da Prefeitura da capital paulista, destinado a pagar os precatórios (dívidas judiciais), foi usado em obras superfaturadas. Houve enorme desvio de recursos. Graças à bandalheira, doleiros e empresas fantasmas depositaram milhões de reais no exterior. Dinheiro nosso, suado, de um povo iludido, traído.
       No ano de 2000 sofri a ânsia de pretender afogar num lago cheio de piranhas esfomeadas o juiz Nicolau dos Santos Neto e o senador Luiz Estevão de Oliveira. Por quê? Apenas porque desviaram cerca de 930 milhões de reais (valores atuais) durante a construção superfaturada da nova sede do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo. Dono de uma construtora, Luiz Estevão papou imensa quantia e o Nicolau se enriqueceu muito às custas do dinheiro roubado. Este juiz canalha comprou carros de luxo, imóveis caríssimos, apartamentos na Flórida. Eu gostaria de ver, no lago, centenas de piranhas comendo os dois. Piranhas vorazes, de dentes bem aguçados, devorando gorduchos tubarões! Que cena linda, encantadora, maravilhosa! Desconfio: além de assassino, sou sádico.
       Ano de 2003. Senti a avassaladora vontade de liquidar com venenos contra ratos, infalíveis raticidas, os réus da Operação Anaconda, da Policia Federal. Esta descobriu, por meio de escutas telefônicas, as provas de extorsão e venda de sentenças judiciais. Eis as vitimas, conforme o meu sonho ardente, das certeiras e mortíferas doses do raticida: o juiz João Carlos da Rocha Mattos, mentor do esquema; os juízes Casem Mazloun e Ali Mazloum; os delegados José Augusto Bellini e Jorge Luiz Bezerra da Silva, todos condenados em primeira instância.
       Ano de 2005. Escândalo do Mensalão, esquema montado com a ajuda de bancos e empresários, para financiar os partidos aliados do governo federal. Num outro sonho ardente, obriguei o envolvido Roberto Jefferson, do PTB-RJ, a matar o envolvido deputado Valdemar Costa Neto, do PR-SP.   Depois, ainda no mesmo sonho, forcei o envolvido empresário Marcos Valério Fernandes de Souza a assassinar o Roberto Jefferson. E por fim o Marcos é liquidado pelo José Dirceu, ex-chefe da Casa Civil da Presidência da República. E quem mataria o Dirceu? O Lula...
      Ano de 2006. A Máfia dos Sanguessugas, fraude nas emendas do Orçamento. Culpados: Maria da Penha Lino, funcionária do Ministério da Saúde, e Darci e Luiz Antônio Vedoin, pai e filho, empresários que pagavam propina a deputados. Minha sentença: eu os entregaria à boca de uma comprida e gulosa jararaca verde-oliva.
      Ano de 2007. Operação Navalha, esquema descoberto pela Polícia Federal, de favorecimento ilegal da construtora Gautama em licitações de obras do PAC e de programas federais. Dois culpados: Zuleido Veras, dono da Gautama, e Ivo de Almeida Costa, assessor no Ministério de Minas e Energia. Sentença do assassino Fernando Jorge: morte de ambos com navalhadas nas suas gordas e luzidias bundas.
     Ano de 2010. Mensalão do DEM, esquema de pagamentos de propinas de empresários a integrantes do governo. O José Roberto Arruda, ex-governador do Distrito Federal, e o Leonardo Prudente, que presidiu a Câmara desse distrito, recebiam pacotes de dinheiro em seus gabinetes, como mostram de forma clara os vídeos. Sentença do degenerado Fernando Jorge: teriam de engolir, num chiqueiro fedido, mil notas de dez reais, cobertas de merda, até morrerem sufocados.
     Paro aqui. Deixei de lado a roubalheira da Petrobras, do Lava Jato, pois o meu estômago é sensível e não quero vomitar...

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Uma senhora muito desconfiada

A historiadora mineira Guiomar de Grammont, no livro Aleijadinho e o aeroplano, lançado pela Civilização Brasileira, afirma que o seu conterrâneo Antônio Francisco Lisboa, conhecido pelo apelido de Aleijadinho, nunca existiu, é uma ficção inventada pelo historiador Rodrigo José Ferreira Bretas.
No entender da desconfiadíssima senhora Grammont, as obras do nosso genial escultor são uma “criação coletiva”. Antes de exibir o seu erro primário e fatal, que destrói completamente a sua afirmativa, vamos apresentar três erros graves que ela cometeu.
Primeiro erro grave da senhora Guiomar de Grammont. Sem nenhuma prova, denegriu a memória de Rodrigo Ferreira Bretas, o primeiro biógrafo do Aleijadinho, pois sustenta que ele o “inventou”. Ora, Bretas era um homem honrado. Conforme informo no meu livro sobre o Aleijadinho, já na sétima edição, ele veio à luz em Cachoeira do Campo, no ano de 1814, e faleceu em 1866. Advogou na localidade de Bonfim do Paraopeba, onde fundou e dirigiu um colégio. De 1852 a 1861, em quatro legislaturas, foi atuante deputado à Assembleia Provincial. Também exerceu o cargo de secretário do governo mineiro e lecionou filosofia em Barbacena. Além de ter sido diretor do Ensino Público de Minas Gerais e sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, ele dirigiu o Colégio de Congonhas do Campo. Alguns dos seus discursos, pronunciados na Assembleia Provincial, foram reunidos num opúsculo, hoje bastante raro. Em 1861, o governo mineiro o designou para representá-lo na instalação da vila de São Paulo de Muriaé, fato que revela como era bem respeitado e gozava de prestígio.
A desconfiadíssima senhora Guiomar, sem nenhuma prova, mostra Rodrigo Bretas como um vigarista, um “especialista em retórica”. Chega ao cúmulo de dizer, também sem nenhuma prova, que ele “inventou” um pai para o Aleijadinho, o arquiteto português Manuel Francisco Lisboa. E ainda sem nenhuma prova, garante que Bretas “incorporou” dados da vida de Miguel Ângelo à vida do Aleijadinho. Mas o historiador mineiro apenas coloca diante de nós algumas semelhanças entre o artista brasileiro e o artista italiano, mais nada...
Segundo erro grave da senhora Guiomar de Grammont. Ela despreza os depoimentos dos viajantes estrangeiros que estiveram em Minas Gerais no século XVIII, como o francês Saint-Hilaire e o inglês Sir Richard Burton, Tais depoimentos provam que o Aleijadinho existiu realmente. Os dois fazem referência à sua deformidade. Aliás, três anos antes da morte do Aleijadinho, o barão Guilherme de Eschwege visitou Minas em 1811 e depois escreveu no seu Journal von Brasilien:
“O principal escultor que aqui se salientou era um homem aleijado, com as mãos paralíticas. ”
Terceiro erro grave da senhora Guiomar de Grammont. Não há nenhuma prova de que o Estado Novo de Getúlio Vargas, instituído em 10 de novembro de 1937, criou o “mito Aleijadinho”, para ele adquirir a imagem de “herói nacional”. Este herói já existia: é Tiradentes. A tese da senhora Guiomar é tão ilógica, tão absurda, tão desprovida de fundamento como a da senhora Isolde Helena Brans Venturelli, que em 1979 quis provar, a todo custo, que os doze profetas esculpidos em pedra sabão pelo Aleijadinho, no adro do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo, representam os vultos da Inconfidência Mineira...
E agora o erro mais grave da historiadora Guiomar de Grammont. Erro primário e fatal, repito, e que destrói completamente esta afirmativa: o Aleijadinho nunca existiu. Prezada e desconfiadíssima senhora Guiomar, meu Deus do Céu, como a senhora pôde cometer este erro tão grande, tão impressionante? Se foram vários os artistas que executaram as obras atribuídas a Antônio Francisco Lisboa, como se explica que ao longo de mais de quarenta anos os recibos assinados pelo Aleijadinho apresentam sempre a mesma grafia? A assinatura dele era bem característica. O livro primeiro de Receita e Despesa da Ordem de São Francisco de Assis de Ouro Preto é a prova disso. A conclusão é lógica, se fossem vários os Antônio Francisco Lisboa, as assinaturas seriam diferentes. Basta examinar os recibos descobertos pelos pesquisadores do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. A afirmativa da desconfiadíssima senhora Guiomar, portanto, desmorona, fica reduzida a pó. Ela se esqueceu desse pormenor, que é fundamental, mas logrou convencer, com a sua tese maluca, até um jornalista calejado como o Zuenir Ventura, de O Globo...
Aconselho a desconfiadíssima senhora Guiomar de Grammont a memorizar esta frase do filósofo Francis Bacon (1561-1626), inserida no capítulo 31 de seus Essays:
“Nada induz o homem a desconfiar muito, como saber pouco.”
(“There is nothing makes a man suspect much more than to know little”) 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Marcelo é sádico e Percival é masoquista?

O Percival de Souza continua a ser humilhado pelo Marcelo Resende no programa Cidade Alerta, da TV Record. Milhares de telespectadores ficam chocados com a violência, a estupidez do Marcelo, e a inércia, o conformismo, a passividade de boi manso de Percival, incapaz de reagir, de mostrar que possui brio, auto-estima. Várias pessoas costumam me perguntar:
-Aquilo é combinado?
Tenho respondido:
-Se é combinado, ainda assim é cena de crueldade e também de cínico desrespeito aos telespectadores, pois estes estão sendo vítimas de uma tapeação.
Há outra hipótese: o Marcelo sofre do distúrbio psíquico gerador do gozo sexual quando se causa sofrimento ou humilhação a um parceiro. Resumindo, ele me parece um sádico. E o Percival, por seu turno, talvez seja vítima do distúrbio psicológico no qual um homem ou mulher só obtém o prazer pela dor que lhe é infligida. Em síntese, o Percival me parece um masoquista, vocábulo derivado do nome do escritor austríaco Leopold von Sacher-Masoch (1836-1895), cujo interesse sexual se centrava na ânsia compulsiva de padecer e de se humilhar.
O programa Cidade Alerta, da TV Record, assume diante de mim o aspecto de um espetáculo de sadomasoquismo, termo criado por Sigmund Freud (1856-1939), o pai da Psicanálise, pois nesse programa duas taras se uniram, completaram-se, o sadismo do Marcelo Resende com o masoquismo do Percival de Souza. Casamento lindo, emocionante!
Freud observou: “o sádico é sempre e ao mesmo tempo um masoquista”. Tal fato não impede que o lado ativo, ou o lado passivo da sua perversão, possa predominar.
O relacionamento do Marcelo com o Percival me traz à memória, de forma constante, o relacionamento sadomasoquista do personagem Alexei Ivanovitch, do romance O jogador, de Dostoiewski, publicado em 1866, com a perversa e caprichosa Paulina, sua cunhada. Aliás, inspirado nesse romance autobiográfico, o russo Serguei Prokofiev compôs, no ano de 1916, a ópera O jogador.
Imaginei uma cena, após o diário espetáculo de sadomasoquismo, oferecido pelo Marcelo e pelo Percival. Feliz, realizado, este se volta para o outro e confessa:
-Marcelo, adorei a sua humilhação. Que delícia!
E o Marcelo responde:
-Eu também adorei humilhar você. Juro, senti um prazer imenso, indescritível!
Numa dessas cenas de sadomasoquismo do Cidade Alerta, o Marcelo escarneceu do septuagenário Percival de Souza, nascido em 1943:
-Você tem mais de mil anos!
Ora, e o Marcelo? A sua cara amarrotada já é a de um pré-cadáver amarelo, prestes a ser comido pelos esfomeados vermes cor de pus das sepulturas!
Vejamos duas humilhações impostas pelo Marcelo ao submisso Percival.
Humilhação do dia 5 de outubro de 2015, segunda-feira. Marcelo, na frente do Percival:
-Cala a boca. Você está se metendo aonde não é chamado. Cala a boca.
Ponho de lado a grosseria e corrijo o erro de português do Marcelo: o certo é cale a boca. Se o bruto o aconselhou a silenciar, empregando o tratamento você, o correto é usar a primeira pessoa do presente do subjuntivo (que eu cale ou que você cale) e não o presente do imperativo (cala tu).
Humilhação do dia 6 de outubro de 2015, terça-feira. Marcelo, em frente do Percival:
-Você já acordou? Estava dormindo? Não me interrompa, que falta de assunto!
O humilhado, depois de ouvir a esculhambação, sorriu como um fanático, alegre masoquista, depois de receber monumentais porradas nas bochechas flácidas.
E Marcelo Resende, por favor, deixe de estuprar a idosa senhora Língua Portuguesa. Respeite-a, não ensine os telespectadores a falar errado. Aprenda a pronunciar de maneira correta os verbos do nosso idioma. O senhor não para de defecar esta frase:
-Dá trabalho prá fazê.
Não é fazê, senhor Marcelo, é fazer, com r no fim...
Mais um dos seus estupros, repetido dezenas de vezes:
-Pensa no seguinte.
Não é pensa, é pense, um conselho. Pensa se aplica à terceira pessoa do presente do indicativo do verbo pensar: eu penso, tu pensas, ele pensa. Eis a primeira pessoa do presente do subjuntivo desse verbo: que eu pense ou que você pense. Compreendeu, Marcelo?
Sem descanso, a todo momento, o algoz do Percival chama uma repórter de capitão. Precisa meter isto na sua cabecinha, Marcelito: o feminino do substantivo masculino capitão é capitã ou capitoa. Apresento como exemplo esta frase, extraída de uma notícia da Folha de S. Paulo:
“A capitã Sochaki disse também que os sérvios da Bósnia foram avisados sobre a ação”.
Forneço mais um exemplo, colhido da página 200 do volume primeiro do Dicionário prático da língua portuguesa, de J. Mesquita de Carvalho (Editora Egéria, São Paulo, 1966), lexicógrafo que era diretor geral do Instituto de Educação do Estado de Minas Gerais:
“Capitoa (ô), S.F. Mulher, esposa de capitão... Mulher que dirige ou comanda outras”.
Teimando em chamar a repórter de capitão, como se ela fosse um homem dotado de colhões exuberantes, um membro do Exército brasileiro, o apedeuta Marcelo Resende prova como o poeta e dicionarista inglês Samuel Johnson (1709-1784), na Letter to Drummond, de 13 de agosto de 1766, acertou ao garantir que quem voluntariamente persevera na sua ignorância, torna-se culpado de todos os crimes produzidos por ela” (He that voluntarily continues ignorance is guilty of all the crimes which ignorance produces).

domingo, 24 de janeiro de 2016

O GRANDE POETA ANÔNIMO DE MINAS

Numa das minhas conversas com Carlos Drummond de Andrade, no seu apartamento carioca, eu frisei:
-Poeta mineiro que admiro muito, e o considero um dos maiores do Brasil, é o Alphonsus de Guimaraens.
Imediatamente, com a maior espontaneidade, Drummond iniciou uma declamação:

“Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a cismar...
Viu uma lua no céu,
viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
queria descer ao mar...

E no desvario seu,
na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
estava longe do mar...

E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...”

Antes de Drummond concluir, eu finalizei:

“As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...”

O poeta de Itabira aplaudiu esta jóia do místico autor do Setenário das dores da Nossa Senhora. Em seguida comentou:
-A poesia de Alphonsus de Guimaraens é harpejo, música delicada, etérea, som evanescente. Nenhum poeta brasileiro, como o “Rouxinol das Alterosas”, falou do amor com tanta suavidade. Vou recitar para você umas estâncias desse mineiro que viveu em Mariana, imerso na pobreza e às vezes nas brumas do álcool.
De olhos semi-cerrados, sem gestos amplos, Drummond deixou sair isto da sua boca de lábios finos:

“O amor tem vozes misteriosas
No coração implume...
Como são cheirosas as primeiras rosas,
E os primeiros beijos como têm perfume!

O amor tem prantos de abandono
No coração que morre...
As folhas tombam quando vem o outono
E ninguém as socorre!

O amor tem noites, noites inteiras
De agonias e de letargos...
Que tristeza têm as rosas derradeiras,
E o último beijos como são amargos!”

Quando ele terminou de recitar esta poesia do livro Pastoral aos crentes do amor e da morte, eu não me contive:
-Ah, que coisa linda Drummond, que coisa linda! Parece melodia vinda do além, tocada por um anjo de asas trêmulas.
A face comovida do itabirano traia sua emoção. Depois garanti:
-Mas Minas Gerais ainda não fez justiça a um grande poeta.
O autor de Amar se aprende amando me interrogou com os olhos. Afirmei:
-Este grande poeta você conhece. Só que é anônimo, não publica os seus versos em livros, jornais e revistas.
-Quem é?
-O povo mineiro. Ouça estas quadras dele.

Levantei-me, e com voz forte, enfática, passei a declamar:
“Como as flores nascem
A minha Líria nasceu,
Como as flores morrem,
A minha Líria morreu...

Como pode o peixe vivo
Viver fora da água fria?
Como poderei viver
Sem a tua companhia?

Maria me deu um cravo,
Sexta-feira da Paixão,
Eu pus o cravo no peito,
Maria no coração...

Passe o tempo que passar,
Viva os anos que viver,
Ande eu por onde andar,
De ti não hei de esquecer.”

Sorrindo, Drummond elogiou-me por eu ter decorado estas quadras populares mineiras. E perguntou:
-Você conhece quadras mineiras humorísticas?
-Confesso que não, só memorizei quadras românticas.
Sempre de modo sóbrio, Drummond recitou três quadras alegres de Minas:

“Meu pai se chama Caco,
Minha mãe, Caca Maria,
Oh, meu Deus, com tanto caco,
Sou filho da Cacaria!

O seio de siá Janoca,
Eu atesto porque vi,
É que nem leite coalhado,
Não sei como não o comi!

A rua da Venda Nova
É comprida e sem largura,
Toda menina de lá,
Tem perna de saracura.”

Conforme Drummond me explicou, há várias espécies da ave saracura e o que a caracteriza, além do canto quase plangente, é o colorido vermelho-rubro das suas pernas feias. Dando prova do seu conhecimento da literatura de Minas Gerais, ele se referiu a três escritores mineiros que citaram a saracura: Bernardo Guimarães, em O seminarista; Afonso Arinos, em Os jagunços, e Guimarães Rosa, em Sagarana.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Paulo Coelho is a swindler superior to all of these!

        Born in 1785, French Anthelme Collet visited, in 1812, the Spanish region of Valencia with the fake title, name, and position of Count Carlos Alexandre de Borromeu, general inspector of Napoleon Bonaparte’s army in Iberian Peninsula. Displaying several medals on his chest, he presented a false document forged by himself. He said he was required to reorganize the army in Cataluña. Majestic, with airs and graces, the swindler was delighted to see the troops parading in homage to him. Before leaving Valencia, he got hold of twenty-thousand francs, requested from the regiment’s safe.
        In Avignon, the “city of popes”, the fraudster managed to put his hands on one hundred and fifteen thousand francs, recurring to the same process.
        Anthelme Collet, always boasting the title of count, fake names and positions, could enjoy the luxury of having honor guards and listened to the epic sounds of military bands, and people’s praises.
        In Montpellier, the city of the notorious university and the splendid gothic cathedral, he presided a feast in his homage, in which the applauses echoed as thunders. All of a sudden, a police force entered the place and arrested him. General astonishment. Taken to the city hall, the trickster stayed in the kitchen, instead of being arrested at a cell, and did not think twice before escaping as a cook.
        In his Memories, written in prison, this deceiver tells he had been a soldier, marquis, Army officer, typographer, monsignor, Napolitano priest, and even a police officer from Dordogne, Southeastern France department.
        Convicted to serve twenty years of compulsory labor, Anthelme Collet died in 1840, during Louis Philippe time, the “bourgeois king”.

                                                                   *  *  *

        Dear reader, now I will introduce you to charlatan Don Jaime Addison de Peralta-Reavis, who in the year of 1888, called himself Baron of Arizonaca and Caballero de Los Colorados. In fact, his name was Jim Reavis. He showed up in Phoenix, capital city of the American state of Arizona. He claimed to be the legitimate owner of a land measuring ten thousand acres, where farms, copper, gold, and silver mines, and Southern Pacific railways were located.
        This rogue, former coachman in Missouri, eager to piss in gold chamber pot, produced fake documents that revealed simply this: a vast extension of land had been donated to his ancestors in 1748, by King Ferdinand VI of Spain. The rascal was aware that according to the Gadsden Agreement and the treatise of Guadalupe Hidalgo, the United States’ government was obliged to acknowledge the property right and bonds of the acquired territories.
        Master at the art of documents falsification, the former coachman earned millions of dollars due to agreements to properties re-purchase. However, thanks to the efforts of the journalist Tom Weedin, from the journal Gazzette in Florence, Arizona State, the fraud was discovered. Jim Reavis, convicted, entered Santa Fe Penitentiary in New Mexico State.
                                                *   *   *

        Admire, after Jim, the Scotsman Arthur Ferguson’s natural guile, gifted with an ingenious ability to convince the incautious. He was, in a certain sunny morning in the 1920’s, at Londoner Trafalgar Square, at a short distance from  Lord Nelson’s statue, placed over a 50 meter-high column. Then he saw a wealthy American from Idaho contemplating the statue. Arthur pretended to the square guide and lamented near the American man:
       “What a shame! This monument will have to be sold, along with the four lions made by sculptor Edwin Landseer, due to England’s debts!”
        He informed that the government had assigned him the uncomfortable mission of negotiating the sale of the most famous character of British navy’s statue.
        “For how much?” –inquired the millionaire.
       “Only six thousand pounds.” –the trickster answered with a sad expression.
        In an open way, the American asked him for priority. Ferguson said he would telephone his boss, in the sales department. He walked away, and when he was back, he assured:
       “The government agreed.”
       Before taking the simple man’s check, he handed him the name and address of the company in charge of disassembling and sending the statue to the United States.
        Short time later, the victim found out, through Scotland Yard, that he had been fooled…
        Arthur Ferguson made other victims in London: an American man paid him a thousand pounds for the Big Ben, the big bell from Westminster Palace, and a third one paid him two thousand pounds for the main building of British Monarchy, the Buckingham Palace.
        Afraid of being caught by Scotland Yard, Ferguson boarded to the United States in a hurry. In Washington, he rented to a cattle raiser for the period of 99 years, for one hundred thousand dollars, the White House. And at meeting an Australian man from Sidney, he offered to sell the Statue of Liberty, because the New York Port, he explained, had to be broadened and the monument removed. The guy accepts the deal. As the money coming from Australia took long to arrive, Ferguson got impatient, causing suspicion to the son of the kangaroos’ country.
        Arrested in 1930, the cheater served only five years in prison. He died in 1938.

                                                   *   *   *

        Rival to this Scotsman in the art of cheating, the false worker of French Ministry responsible for the preservation of public buildings, “count” Victor Lustig, born in Bohemia in 1890 and dead in 1947, he stimulated five scrap metal traders to “buy” the Eiffel Tower, 320 meters high. The swindler’s argument: it needed to be put down, because its preservation would be too expensive. The buyer’s advantage: the tower was made of ten thousand tons of excellent iron.
        André Poísson, a rich entrepreneur, “buys” the tower. The “count” grabs the check with the bulky amount and his suitcase filled with francs. Quickly, Victor Lustig cashes the check and runs away to Vienna, along with his accomplice, the thief Dan Collins. They were never caught…
                                                          *   *   *
        How about us, Brazilians? Have we got a swindler superior to all of these? Yes, really superior is Paulo Coelho, because none of the others could make it rain, the wind blow, and become invisible as Paulito Coelhito declared to be capable of, on an interview to Playboy magazine (issue 27, October 1992). Thousands of fools believe in this fib, and delight in it. A liar can always find, no matter where he goes, complete retards to admire him.

        Another superiority of our trickster: he has never been arrested, as it happened o Anthelme Collet, Dom Jaime Addison de Peralta-Reavis, and Arthur Ferguson… Wow! How lucky Paulito is!

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

HITLER - RETRATO DE UMA TIRANIA

Caríssimo amigo Fernando Jorge,

Hitler retrato de uma tirania. Recomendo a todos indistintamente a imediata leitura desta biografia providencial e preventiva, pois parece que não  foram suficientes duas malditas guerras mundiais, onde não houve nem vencedores e nem vencidos. Mussolini e Hitler foram consequências de causas dos desastrosos fenômenos econômicos e sociais da comunidade internacional. Quanto aos aspectos étnicos foi o diplomata francês Arthur de Gobieau, (1816/1882), autor das ideias mirabolantes da pureza das raças Arianas no seu preconceituoso Ensaio sobre a desigualdade das raças humanas (1855),  que diga-se de passagem nunca escondeu em 1869 quando esteve no Brasil o seu desprezo aos aspectos étnicos e miscigenados da nossa  sociedade brasileira, comparando os  pardos a raças que julgava inferior, degenerada  e estéril, sendo seguido por um outro louco preconceituoso Huston Stewart Chamberlain, de origem Inglesa ( 1855/1927) na sua obra Os fundamentos do século XIX , de 1899. Esses escritos permearam indelevelmente a mente subliminar de Adolf Hitler, uma das poucas pessoas presentes no funeral de Chamberlain, em 1927.  Hitler encarnou o ódio, ressentimento, irresignação, inconformismo da derrocada e da espoliada Alemanha, oriunda do famigerado Tratado de Versalhes pela então sociedade das nações. Antes vimos à ditadura de partidos fascistas e nazistas, que geraram a ditadura individual de feras insanas, soberbas  e preconceituosas. Os comunistas liderados por um carniceiro “Stalim” queriam se assenhorarem de todo mundo. Até países que lograram ganhar a 1ª Guerra mundial não escaparam da derrocada econômica da então politica internacional. Tudo como se vê por atos praticados por inconsequente lideres de nações naquelas épocas de triste memorias. Nações essas cujas suas origens foram até de povos miscigenados apregoadores contra as desigualdades, intolerâncias e arautos das declarações dos direitos humanos e garantias fundamentais,  mas que na pratica só ficaram nos discursos. Ao final, Adolf Hitler afirmou categoricamente que o seu objetivo final após vencer a 2ª Guerra Mundial seria  unir-se a Inglaterra.   Antes o terrorismo e a tirania despótica e genocida eram personificados e um grupo ou em um determinado ditador populista. Hoje, como se vê os falsos defensores dos Direitos Universais da Pessoa Humana não aprenderam ou se esqueceram dos horrores e atrocidades do passado, onde guerras, destruição e ódio fizeram que os campos ao invés de dar pão dessem sangue, ossos de cadáveres e lagrimas. Outrossim, hoje em dia estamos correndo um perigo muito maior e  mais avassalador  diante do terrorismo moderno, armas nucleares, bioterrorismo, ciberterrorismo,  crimes contra o ecossistema  e o crime organizado internacional os quais já mostraram não terem fronteiras,  onde os autores,  determinados ou não, se tornam vitimas dos seus próprios atos atrozes, não havendo  a mínima possibilidade de responsabiliza-los pelos assassinatos, chacinas  e genocídios praticados por esses  suicidas. Hitler retrato de uma tirania é um alerta do perigo e das ameaças ao mundo globalizado e a própria vida da espécie humana no planeta, caso esses maus políticos, materialistas e fanfarrões não venham repensar a ética e façam de verdade uma justa relação econômica, social internacional entres as n
ações soberanas para uma solida e fraterna paz e justiça mundial. O bem maior é a vida. Lembrando que a fonte do direito e da justiça  é a pessoa humana. O direito e a justiça só existem por causa da vida e do respeito à dignidade da pessoa humana.


Do seu agradecido e sincero amigo

Dr. Marco Antonio Azkoul