Conheci Carlos Drummond de Andrade no Rio de Janeiro, na época em que ele era funcionário do Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN). Quem me apresentou ao famoso filho de Itabira foi Rodrigo Melo Franco de Andrade (1893-1969), mineiro como o poeta e que dirigia este órgão. Drummond me ofereceu, com dedicatória, um exemplar do livro A rosa do povo, publicado em 1945, e eu lhe dei a primeira edição da minha obra sobre o Aleijadinho, na qual reproduzi o seu poema em louvor do nosso genial estatuário, cujo fecho é assim:
“Era uma vez um Aleijadinho,
não tinha dedo, não tinha mão,
raiva e cinzel lá isso tinha,
era uma vez um Aleijadinho,
era uma vez muitas igrejas
com muitos paraísos e muitos infernos,
era uma vez São João, Ouro Preto,
Sabará, Congonhas,
era uma vez muitas cidades,
e um Aleijadinho era uma vez”
Conversei com o poeta e antes de me despedir, ele me deu o seu telefone e o seu endereço, no bairro de Copacabana. Rodrigo Melo Franco de Andrade, de quem fui grande amigo, depois comentou:
-Fernando, o Drummond gostou de você, pois não costuma dar o seu telefone e o seu endereço.
A partir daí ficamos amigos. Sempre o visitava, quando ia ao Rio de Janeiro. E embora tivesse fama de ser um homem seco, de poucas palavras, Drummond, diante de mim, algumas vezes abriu-se em confidências. Certa ocasião me confessou:
-Julgam-me, como poeta, um cerebral, porém no fundo sou um emotivo, um nostálgico do passado. Sinto saudades da minha infância em Itabira, dos meus colegas do Grupo Escolar Dr. Carvalho Brito, das aulas particulares do professor Emílio Magalhães. Segundo o botânico alemão Martius, o topônimo Itabira significa “pedra fulgurante, chamejante”. Pois bem, caro amigo, ela é uma pedra que aquece o meu coração.
Vi os olhos azuis de Drummond se umedecerem. E pude contemplar o profundo amor que havia entre aquele homem retraído, magro, de testa alta – testa de intelectual – e a sua filha Maria Julieta, aliás parecidíssima com ele. Ambos exibiam o mesmo rosto, o mesmo olhar. Maria Julieta o beijava e o abraçava, volta e meia. E em 1987, no dia 5 de agosto, essa filha querida faleceu, vítima do câncer. Logo depois, no dia 17 do mesmo mês, Drummond foi ao encontro de Deus e de Julieta...
A minha intimidade com o poeta me permitia ser ousado. Um dia eu lhe disse:
-Qual é o Drummond verdadeiro? O poeta ou o prosador? Como poeta você viola as leis da sintaxe e como prosador as respeita, não se atreve a ser um gramaticida.
Sorrindo, ele respondeu:
-Você é terrível, Fernando. Os dois são sinceros, o poeta e o prosador. Se a poesia e a prosa fossem iguais, de naturezas idênticas, uma não se distinguiria da outra.
Autorizou-me a colocar esta minha irreverência no meu romance satírico O grande líder, atualmente na sexta edição.
Numa das vezes em que o visitei, eu quis saber:
-Você gostaria de escrever um romance?
O rosto de Drummond iluminou-se e ele se expandiu:
-Adoraria ser o autor de um romance fantástico, com a história de um elefante voraz, insaciável, que devora todos os dias, na hora do almoço, um boi, ou uma baleia, ou um hipopótamo. Até já escolhi o nome desse bicho: Geraldão. Devido ao seu apetite, fica do tamanho daquele morro de Ouro Preto, o Itacolomi, cuja altura é de 1.797 metros. Geraldão ambicionava namorar a elefanta Claudete e não conseguia, por causa do seu tamanho. E além disso, ao fazer cocô, emporcalhava tudo...
Nunca poderei me esquecer da gargalhada do Drummond, quando me contou esta história. Coisa rara, a gargalhada, pois era um homem discreto, que apenas sorria de leve. Ele me transmitiu a impressão, ao narrar a história do tal elefante, de ter voltado à sua infância, na longínqua Itabira de 1910....
Contarei numa segunda crônica um episódio curioso, desconhecido, da vida do meu amigo Carlos Drummond de Andrade.
terça-feira, 13 de março de 2012
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
UMA REVISTA ÚTIL, PREJUDICADA PELO EVANILDO
A revista útil é a Nossa Língua, número 29, da editorial Duetto. Essa publicação obteve o apoio da improfícua Academia Brasileira de Letras, grêmio ridículo, anacrônico, repleto de solenes cadáveres ambulantes, sociedade tão estéril como o útero de uma mula. Quem prejudica a revista: o acadêmico Evanildo Bechara, com os seus artigos difusos, prolixos, mal escritos, nos quais os erros de português brilham, cintilam, à semelhança de reluzentes poças de lama sob os raios do sol.
Evanildo tornou-se o principal responsável pela monstruosa reforma ortográfica da língua portuguesa. Reforma nojenta, teratológica, pois tirou o trema das palavras, estabeleceu o caos entre a preposição para e o verbo parar, expulsou o acento de idéia (agora é idêia), de assembléia (agora é assemblêia), além de cometer outras burrices e inegáveis barbaridades.
A dinâmica revista Nossa Língua apresentou um artigo manquitola, necessitado urgentemente de muletas, desse agressor do idioma de Fernando Pessoa. Título do artigo coxo: “Os animais na linguagem dos homens”. Artigo quadrupedal, provido de ferraduras e arreio, inchado de nauseabundos erros de português. Texto que zurra, pateja, solta coices, agita o rabo. Evanildo merece estar na macabra Academia Brasileira de Letras, junto do apedeuta Paulo Coelho, cujos livros, sem qualquer exceção, todos eles, servem de exercício para a correção de textos.
Autor de obras causadoras de dispepsias cerebrais, o Evanildo escreveu logo no inicio do seu péssimo artigo, mixórdia mais indigesta que uma sopa de calhaus:
“Desde muito cedo acostumou-se o homem a conviver com os animais ditos ‘inferiores’ e a deles se aproveitar...”
Horrível, o “a deles”, porque é suficiente dizer “e deles se aproveitar”. Evanildo não se limita, às vezes, a escrever corretamente mal. Ele sempre escreve completamente mal.
Mais adiante esse bombástico gramaticóide salienta que Pangloss, personagem do Candide de Voltaire, chamou o planeta Terra de “o melhor dos mundos”. Citação incorreta. O certo é assim: “o melhor dos mundos possíveis” (“tout est pour le mieux dans le meilleur des mondes possibles”).
Uma frase ambígua do Evanildo:
“... aprendeu o homem a surpreender nos seus primos pobres propriedades, qualidades...”
Que diabo é isto? Vejam a falta de senso estético. Ele usou três palavras que começam com p e rimou propriedades com qualidades. Frase enigmática, de duplo sentido. Afinal de contas, são primos pobres ou pobres propriedades? É caso típico de anfibologia, vício de linguagem que consiste em redigir a frase de um modo que se presta a mais de uma interpretação. Aí vai este exemplo:
“A freguesa, na loja, pedia meia de mulher preta”.
Ela desejava meia preta ou queria comprar tal peça de mulher preta? O Evanildo fez a mesma confusão!
O vocabulário do Bechara é pobríssimo, é um mendigo esfarrapado. Pai da anêmica Gramática escolar da língua portuguesa, digna de receber uma abundante transfusão de sangue, esse Conselheiro Acácio da ABL repete os verbos sem o mínimo critério:
“Um dos animais que o homem tem mais perto de si e, por isso, tem observado...”
Se ele substituísse o primeiro tem pela palavra conserva, eliminaria a visível indigência vocabular...
Evanildo ignora, apesar de se considerar um gramático, que o a preposição para atrai de maneira normal os pronomes pessoais, objetivos e terminativos. Aqui exponho três passagens do seu artigo:
“... para aludir-se ao diabo”...
“... para referir-se as pessoas (falta o acento no as) ou coisas...”
“... para referir-se à zanga e à irritação.”
Aprenda, Evanildo, o correto é desta forma:
“... para se aludir e para se referir”.
Sabichão, quer que eu lhe ofereça exemplos? Ei-los:
“... para se remontarem ao puro idealismo” (Latino Coelho).
“... para se não levantarem ímpetos de ira” (Padre Manuel da Bernardes).
“... para se entregar quase rendidos à fortuna das forças africanas” (Camões).
No meio do seu aranzel, onde os erros de português se esparramam como um lixo fedorento, Evanildo declarou:
“... o português dos nossos dias teve necessidade de distinguir o cavaleiro e o cavalheiro, este empréstimo ao espanhol caballero”.
Preste atenção, Evanildo, não foi a nossa língua que emprestou à língua espanhola o substantivo cavalheiro e sim o contrário: o idioma de Cervantes deu ao idioma de Frei Luís de Sousa o substantivo caballero, transformado em cavalheiro. O professor Silveira Bueno, catedrático de filologia portuguesa da Universidade de São Paulo, mostrou este fato num verbete da página 655 do segundo volume do Grande dicionário etimológico-prosódico da língua portuguesa, obra em nove volumes da Editora Brasília, publicada no ano de 1974.
Não contente de ter lançado este erro abominável, o Evanildo Bechara pariu mais um da mesma natureza:
“Vê o homem no cavalo e demais bestas de carga o símbolo do trabalhador costumaz...”
Ora, a palavra costumaz não existe na nossa língua e sim o adjetivo contumaz, oriundo do latim contumax e que significa teimoso, opiniático, obstinado. Exemplo:
“... o contumaz espírito do erro não se acobarda, na presença dos respeitáveis triunfos de Cristo” (Camilo Castelo Branco)
Evanildo não parou de expelir erros de concordância no seu texto:
“Em algumas regiões de língua portuguesa tais noctívagos se dizem também morcego.”
Corrigindo: o substantivo morcego deve ficar no plural: morcegos. Aliás, a frase está mal escrita. Vamos aperfeiçoá-la:
“Em algumas regiões de língua portuguesa, tais noctívagos se chamam também morcegos”.
Coloquei uma vírgula depois de portuguesa, e substitui se dizem por se chamam. Não ficou melhor?
Evanildo é um pernóstico. Nos artigos que fez para o jornal O Estado de S.Paulo, a fim de justificar a maluca reforma ortográfica que patrocinou, em vez de empregar a palavra usuário, ele emprega o arcaico adjetivo utente. Quanto pedantismo!
Frequentes vezes, na sua lengalenga, Evanildo encaixou frases enigmáticas, abstrusas:
“De se lhe atribuir ao animal o trabalho excessivo deve ser tratado com a rédea curta...”
Entenderam? Trata-se de uma charada indecifrável? De um código secreto da Máfia? É um hieróglifo da época do faraó Akhenaton ou da época do faraó Tutancâmon?
O Evanildo mamou toda a documentação da sua logorréia nos trabalhos da pesquisadora Delmira Maçãs, porém sem citar os títulos desses trabalhos. Que descaramento!
Como uma praga de incômodos piolhos, os erros se multiplicam no blababá do tenaz esfrangalhador da língua portuguesa. Meu Deus, e o Bechara coordena os artigos da revista Nossa Língua! Coitado do pessoal desta publicação, coitados do Janir Hollanda, editor-chefe, do colaborador Caio Barbosa, da assistente Giselle Gomes, das editoras Érika dos Anjos e Márcia Araújo Almeida. Coitadinhos, coitadinhos! Acolham a minha solidariedade. E com o firme propósito de consolá-los, cito no fim do meu texto um pensamento do filósofo inglês Robert Burton (1577-1640), extraído do seu ensaio Anatomy of melancholy, publicado em 1621:
“A esperança e a paciência são dois soberanos remédios para tudo, são o descanso mais seguro e o mais suave coxim, sobre os quais podemos nos inclinar na adversidade.”
(“Hope and patience are two sovereign remedies for all, the surest reposals, the softest cushions to lean on in adversity”)
Evanildo tornou-se o principal responsável pela monstruosa reforma ortográfica da língua portuguesa. Reforma nojenta, teratológica, pois tirou o trema das palavras, estabeleceu o caos entre a preposição para e o verbo parar, expulsou o acento de idéia (agora é idêia), de assembléia (agora é assemblêia), além de cometer outras burrices e inegáveis barbaridades.
A dinâmica revista Nossa Língua apresentou um artigo manquitola, necessitado urgentemente de muletas, desse agressor do idioma de Fernando Pessoa. Título do artigo coxo: “Os animais na linguagem dos homens”. Artigo quadrupedal, provido de ferraduras e arreio, inchado de nauseabundos erros de português. Texto que zurra, pateja, solta coices, agita o rabo. Evanildo merece estar na macabra Academia Brasileira de Letras, junto do apedeuta Paulo Coelho, cujos livros, sem qualquer exceção, todos eles, servem de exercício para a correção de textos.
Autor de obras causadoras de dispepsias cerebrais, o Evanildo escreveu logo no inicio do seu péssimo artigo, mixórdia mais indigesta que uma sopa de calhaus:
“Desde muito cedo acostumou-se o homem a conviver com os animais ditos ‘inferiores’ e a deles se aproveitar...”
Horrível, o “a deles”, porque é suficiente dizer “e deles se aproveitar”. Evanildo não se limita, às vezes, a escrever corretamente mal. Ele sempre escreve completamente mal.
Mais adiante esse bombástico gramaticóide salienta que Pangloss, personagem do Candide de Voltaire, chamou o planeta Terra de “o melhor dos mundos”. Citação incorreta. O certo é assim: “o melhor dos mundos possíveis” (“tout est pour le mieux dans le meilleur des mondes possibles”).
Uma frase ambígua do Evanildo:
“... aprendeu o homem a surpreender nos seus primos pobres propriedades, qualidades...”
Que diabo é isto? Vejam a falta de senso estético. Ele usou três palavras que começam com p e rimou propriedades com qualidades. Frase enigmática, de duplo sentido. Afinal de contas, são primos pobres ou pobres propriedades? É caso típico de anfibologia, vício de linguagem que consiste em redigir a frase de um modo que se presta a mais de uma interpretação. Aí vai este exemplo:
“A freguesa, na loja, pedia meia de mulher preta”.
Ela desejava meia preta ou queria comprar tal peça de mulher preta? O Evanildo fez a mesma confusão!
O vocabulário do Bechara é pobríssimo, é um mendigo esfarrapado. Pai da anêmica Gramática escolar da língua portuguesa, digna de receber uma abundante transfusão de sangue, esse Conselheiro Acácio da ABL repete os verbos sem o mínimo critério:
“Um dos animais que o homem tem mais perto de si e, por isso, tem observado...”
Se ele substituísse o primeiro tem pela palavra conserva, eliminaria a visível indigência vocabular...
Evanildo ignora, apesar de se considerar um gramático, que o a preposição para atrai de maneira normal os pronomes pessoais, objetivos e terminativos. Aqui exponho três passagens do seu artigo:
“... para aludir-se ao diabo”...
“... para referir-se as pessoas (falta o acento no as) ou coisas...”
“... para referir-se à zanga e à irritação.”
Aprenda, Evanildo, o correto é desta forma:
“... para se aludir e para se referir”.
Sabichão, quer que eu lhe ofereça exemplos? Ei-los:
“... para se remontarem ao puro idealismo” (Latino Coelho).
“... para se não levantarem ímpetos de ira” (Padre Manuel da Bernardes).
“... para se entregar quase rendidos à fortuna das forças africanas” (Camões).
No meio do seu aranzel, onde os erros de português se esparramam como um lixo fedorento, Evanildo declarou:
“... o português dos nossos dias teve necessidade de distinguir o cavaleiro e o cavalheiro, este empréstimo ao espanhol caballero”.
Preste atenção, Evanildo, não foi a nossa língua que emprestou à língua espanhola o substantivo cavalheiro e sim o contrário: o idioma de Cervantes deu ao idioma de Frei Luís de Sousa o substantivo caballero, transformado em cavalheiro. O professor Silveira Bueno, catedrático de filologia portuguesa da Universidade de São Paulo, mostrou este fato num verbete da página 655 do segundo volume do Grande dicionário etimológico-prosódico da língua portuguesa, obra em nove volumes da Editora Brasília, publicada no ano de 1974.
Não contente de ter lançado este erro abominável, o Evanildo Bechara pariu mais um da mesma natureza:
“Vê o homem no cavalo e demais bestas de carga o símbolo do trabalhador costumaz...”
Ora, a palavra costumaz não existe na nossa língua e sim o adjetivo contumaz, oriundo do latim contumax e que significa teimoso, opiniático, obstinado. Exemplo:
“... o contumaz espírito do erro não se acobarda, na presença dos respeitáveis triunfos de Cristo” (Camilo Castelo Branco)
Evanildo não parou de expelir erros de concordância no seu texto:
“Em algumas regiões de língua portuguesa tais noctívagos se dizem também morcego.”
Corrigindo: o substantivo morcego deve ficar no plural: morcegos. Aliás, a frase está mal escrita. Vamos aperfeiçoá-la:
“Em algumas regiões de língua portuguesa, tais noctívagos se chamam também morcegos”.
Coloquei uma vírgula depois de portuguesa, e substitui se dizem por se chamam. Não ficou melhor?
Evanildo é um pernóstico. Nos artigos que fez para o jornal O Estado de S.Paulo, a fim de justificar a maluca reforma ortográfica que patrocinou, em vez de empregar a palavra usuário, ele emprega o arcaico adjetivo utente. Quanto pedantismo!
Frequentes vezes, na sua lengalenga, Evanildo encaixou frases enigmáticas, abstrusas:
“De se lhe atribuir ao animal o trabalho excessivo deve ser tratado com a rédea curta...”
Entenderam? Trata-se de uma charada indecifrável? De um código secreto da Máfia? É um hieróglifo da época do faraó Akhenaton ou da época do faraó Tutancâmon?
O Evanildo mamou toda a documentação da sua logorréia nos trabalhos da pesquisadora Delmira Maçãs, porém sem citar os títulos desses trabalhos. Que descaramento!
Como uma praga de incômodos piolhos, os erros se multiplicam no blababá do tenaz esfrangalhador da língua portuguesa. Meu Deus, e o Bechara coordena os artigos da revista Nossa Língua! Coitado do pessoal desta publicação, coitados do Janir Hollanda, editor-chefe, do colaborador Caio Barbosa, da assistente Giselle Gomes, das editoras Érika dos Anjos e Márcia Araújo Almeida. Coitadinhos, coitadinhos! Acolham a minha solidariedade. E com o firme propósito de consolá-los, cito no fim do meu texto um pensamento do filósofo inglês Robert Burton (1577-1640), extraído do seu ensaio Anatomy of melancholy, publicado em 1621:
“A esperança e a paciência são dois soberanos remédios para tudo, são o descanso mais seguro e o mais suave coxim, sobre os quais podemos nos inclinar na adversidade.”
(“Hope and patience are two sovereign remedies for all, the surest reposals, the softest cushions to lean on in adversity”)
domingo, 18 de dezembro de 2011
PRESIDENTA DILMA: MANDE PARA OS CONFINS DO JUDAS OS LÍDERES DESSES PARTIDOS!
Fui amigo intimo do presidente Jânio Quadros. Frequentei durante anos a casa desse homem carismático, situada na rua Nove de Julho, número 880, em frente à Chácara Flora, no bairro paulistano Alto da Boa Vista. Ele me estimulava a escrever a sua biografia e chegou a enviar-me uma carta com estas palavras,no dia 15 de agosto de 1972:
“Se vai ser o meu biógrafo, asseguro-lhe que meus ossos dormirão em paz.”
Certa ocasião, após almoçar com ele e dona Eloá, sua esposa, eu lhe disse:
-Presidente, o senhor me pediu para eu ser o seu biógrafo, porém preciso obter uma informação que é essencial nesse caso, embora não ignore a sua aversão pelo assunto.
Jânio Quadros fitou-me de maneira firme e respondeu:
-Já sei, Fernandinho (ele me chamava pelo diminutivo, carinhosamente), você quer saber a causa da minha renúncia.
-Sim, presidente.
-Veja, meu caro, estamos num país onde ninguém renuncia a nada. Apenas D. Pedro I, no ano de 1831, renunciou em favor do seu filho, D. Pedro de Alcântara, então com cinco anos de idade. E note, D. Pedro I não era brasileiro... Aqui todos se aferram aos seus cargos, às suas posições, de modo até feroz. O vereador, o deputado, o prefeito, o governador, o secretário de Estado, o ministro, o presidente da República, agarram-se aos seus cargos como os cães famélicos se atiram a um pedacinho de osso coberto de pouca carne. Perder o cargo, para essa gente, é como morrer, tornar-se vítima de uma tragédia sangrenta. E no entanto eu apresentei a minha renúncia ao Congresso, no dia 25 de agosto de 1961, depois de menos de sete meses de governo. Renunciei ao cargo supremo, num país, repito, onde ninguém renuncia a nada, a nada!
Nesse momento o rosto de Jânio ficou bem vermelho. Falava exaltado. Temendo pela sua saúde, pronunciei estas palavras:
-Presidente, se este assunto o desagrada, eu...
Ele me interrompeu:
-Não, não, você merece ouvir o que estou dizendo. Isto me faz bem, me alivia.
Mais sereno, Jânio prosseguiu, após tomar um gole de uísque:
-Eu havia prometido, a milhões dos meus eleitores, travar um combate ininterrupto ao clientelismo, ao empreguismo, à ineficiência administrativa, à corrupção endêmica e à burocracia obsoleta. Ansiei por alcançar, neste sentido, a minha total independência em relação a grupos e a partidos. E não foi sem dificuldades que consegui efetuar o corte dos subsídios às importações de trigo e petróleo, a fim de atrair os empréstimos do Exterior à nossa combalida economia. Também transpus barreiras, quando optei pela neutralidade do Brasil em plena Guerra Fria. Assacaram contra mim a pecha de comunista, por reatar as relações diplomáticas com a União Soviética e por não aderir ao boicote a Cuba de Fidel Castro, promovido pelos Estados Unidos do governo Kennedy. Resumindo, eu, como presidente da República, achava-me com as mãos atadas, incapaz de cumprir as solenes promessas que fizera ao povo. Não dispunha de maioria no Congresso, o PSB e o PTB dominavam a Câmara e o Senado, opunham-se à minha política clara, sadia, regeneradora.
Jânio colocou a sua mão direita no meu ombro e outra vez de fisionomia rubra, agitado, com o cabelo caindo na testa, emitiu esta frase:
-Ninguém pode governar o Brasil se não tiver o apoio maciço do Congresso, ninguém!
O rosto dele parecia estar congestionado e os seus olhos despendiam fagulhas. No intento de acalmá-lo, desviei a conversa para outro assunto.
De fato nenhum homem ou mulher pode governar o nosso país se não tiver o apoio da Câmara Federal e do Senado. Eis aí o drama da presidenta Dilma Rousseff. Devido aos compromissos políticos que ela assumiu, para receber o indispensável apoio do Congresso e com este apoio dirigir a nação, Dilma nomeou sete ministros no primeiro ano do seu mandato e todos acabaram sendo demitidos, ou por corrupção, ou por atos reprováveis.
Antonio Palocci, ministro da Casa Civil, foi demitido no dia 7 de junho de 2011, pelo motivo de não explicar como multiplicou o seu patrimônio, entre os anos de 2006 e 2010.
Alfredo Nascimento, ministro do Transportes, foi demitido no dia 6 de julho do mesmo ano, por causa de um esquema de superfaturamento em obras públicas.
Nelson Jobim, ministro da Defesa, foi demitido no dia 7 do mês seguinte, depois de chamar os integrantes do governo de idiotas.
Wagner Rossi, ministro da Agricultura, foi demitido no dia 17 do mesmo mês de agosto, por atos de corrupção.
Pedro Novais, ministro do Turismo, foi demitido no dia 14 do mês seguinte, sob a acusação de usar o dinheiro dos cofres públicos em beneficio próprio.
Orlando Silva, ministro do Esporte, foi demitido no dia 26 de outubro de 2011, por se encontrar envolvido diretamente num esquema de desvio de recursos do programa Segundo Tempo.
Carlos Lupi, ministro do Trabalho, foi demitido no dia 4 de dezembro de 2011, acusado, entre outras coisas, de desvio das verbas de ONGs e de acumulo de cargos na Câmara dos Deputados e na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Este ex-ministro declarou: só sairia do cargo se fosse “abatido à bala”.
Como uma professora que expulsa, da sala de aula, sete maus alunos, a presidenta Dilma Rousseff enxotou do seu governo sete ministros...
Ela, a ex-guerrilheira, é dinâmica, inteligente, capacitada, mas para governar o Brasil de modo eficaz, precisa libertar-se, no decorrer do seu mandato, dos compromissos partidários. Dilma só deveria nomear pessoas de comprovada honestidade, não indicadas por qualquer partido, nem pelo PT, nem pelo PDT, nem pelo PMDB, nem pelo PSDB, enfim, negar-se a atender os pedidos dos líderes das várias agremiações políticas. Se estas lhe retirarem o apoio, movidas pela vingança, e Dilma ficar com minoria no Congresso, apesar de submeter a ele a aprovação de medidas acertadas, o povo a apoiará entusiasticamente, obrigando o Poder Legislativo da República a prestigiar o seu governo.
Presidenta Dilma: mande para os confins do Judas os líderes desses partidos!
_______________________________________________________
Escritor e jornalista, Fernando Jorge é autor do livro Se não fosse o Brasil, jamais Barack Obama teria nascido, cuja 3ª edição foi lançada pela Editora Novo Século
“Se vai ser o meu biógrafo, asseguro-lhe que meus ossos dormirão em paz.”
Certa ocasião, após almoçar com ele e dona Eloá, sua esposa, eu lhe disse:
-Presidente, o senhor me pediu para eu ser o seu biógrafo, porém preciso obter uma informação que é essencial nesse caso, embora não ignore a sua aversão pelo assunto.
Jânio Quadros fitou-me de maneira firme e respondeu:
-Já sei, Fernandinho (ele me chamava pelo diminutivo, carinhosamente), você quer saber a causa da minha renúncia.
-Sim, presidente.
-Veja, meu caro, estamos num país onde ninguém renuncia a nada. Apenas D. Pedro I, no ano de 1831, renunciou em favor do seu filho, D. Pedro de Alcântara, então com cinco anos de idade. E note, D. Pedro I não era brasileiro... Aqui todos se aferram aos seus cargos, às suas posições, de modo até feroz. O vereador, o deputado, o prefeito, o governador, o secretário de Estado, o ministro, o presidente da República, agarram-se aos seus cargos como os cães famélicos se atiram a um pedacinho de osso coberto de pouca carne. Perder o cargo, para essa gente, é como morrer, tornar-se vítima de uma tragédia sangrenta. E no entanto eu apresentei a minha renúncia ao Congresso, no dia 25 de agosto de 1961, depois de menos de sete meses de governo. Renunciei ao cargo supremo, num país, repito, onde ninguém renuncia a nada, a nada!
Nesse momento o rosto de Jânio ficou bem vermelho. Falava exaltado. Temendo pela sua saúde, pronunciei estas palavras:
-Presidente, se este assunto o desagrada, eu...
Ele me interrompeu:
-Não, não, você merece ouvir o que estou dizendo. Isto me faz bem, me alivia.
Mais sereno, Jânio prosseguiu, após tomar um gole de uísque:
-Eu havia prometido, a milhões dos meus eleitores, travar um combate ininterrupto ao clientelismo, ao empreguismo, à ineficiência administrativa, à corrupção endêmica e à burocracia obsoleta. Ansiei por alcançar, neste sentido, a minha total independência em relação a grupos e a partidos. E não foi sem dificuldades que consegui efetuar o corte dos subsídios às importações de trigo e petróleo, a fim de atrair os empréstimos do Exterior à nossa combalida economia. Também transpus barreiras, quando optei pela neutralidade do Brasil em plena Guerra Fria. Assacaram contra mim a pecha de comunista, por reatar as relações diplomáticas com a União Soviética e por não aderir ao boicote a Cuba de Fidel Castro, promovido pelos Estados Unidos do governo Kennedy. Resumindo, eu, como presidente da República, achava-me com as mãos atadas, incapaz de cumprir as solenes promessas que fizera ao povo. Não dispunha de maioria no Congresso, o PSB e o PTB dominavam a Câmara e o Senado, opunham-se à minha política clara, sadia, regeneradora.
Jânio colocou a sua mão direita no meu ombro e outra vez de fisionomia rubra, agitado, com o cabelo caindo na testa, emitiu esta frase:
-Ninguém pode governar o Brasil se não tiver o apoio maciço do Congresso, ninguém!
O rosto dele parecia estar congestionado e os seus olhos despendiam fagulhas. No intento de acalmá-lo, desviei a conversa para outro assunto.
De fato nenhum homem ou mulher pode governar o nosso país se não tiver o apoio da Câmara Federal e do Senado. Eis aí o drama da presidenta Dilma Rousseff. Devido aos compromissos políticos que ela assumiu, para receber o indispensável apoio do Congresso e com este apoio dirigir a nação, Dilma nomeou sete ministros no primeiro ano do seu mandato e todos acabaram sendo demitidos, ou por corrupção, ou por atos reprováveis.
Antonio Palocci, ministro da Casa Civil, foi demitido no dia 7 de junho de 2011, pelo motivo de não explicar como multiplicou o seu patrimônio, entre os anos de 2006 e 2010.
Alfredo Nascimento, ministro do Transportes, foi demitido no dia 6 de julho do mesmo ano, por causa de um esquema de superfaturamento em obras públicas.
Nelson Jobim, ministro da Defesa, foi demitido no dia 7 do mês seguinte, depois de chamar os integrantes do governo de idiotas.
Wagner Rossi, ministro da Agricultura, foi demitido no dia 17 do mesmo mês de agosto, por atos de corrupção.
Pedro Novais, ministro do Turismo, foi demitido no dia 14 do mês seguinte, sob a acusação de usar o dinheiro dos cofres públicos em beneficio próprio.
Orlando Silva, ministro do Esporte, foi demitido no dia 26 de outubro de 2011, por se encontrar envolvido diretamente num esquema de desvio de recursos do programa Segundo Tempo.
Carlos Lupi, ministro do Trabalho, foi demitido no dia 4 de dezembro de 2011, acusado, entre outras coisas, de desvio das verbas de ONGs e de acumulo de cargos na Câmara dos Deputados e na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Este ex-ministro declarou: só sairia do cargo se fosse “abatido à bala”.
Como uma professora que expulsa, da sala de aula, sete maus alunos, a presidenta Dilma Rousseff enxotou do seu governo sete ministros...
Ela, a ex-guerrilheira, é dinâmica, inteligente, capacitada, mas para governar o Brasil de modo eficaz, precisa libertar-se, no decorrer do seu mandato, dos compromissos partidários. Dilma só deveria nomear pessoas de comprovada honestidade, não indicadas por qualquer partido, nem pelo PT, nem pelo PDT, nem pelo PMDB, nem pelo PSDB, enfim, negar-se a atender os pedidos dos líderes das várias agremiações políticas. Se estas lhe retirarem o apoio, movidas pela vingança, e Dilma ficar com minoria no Congresso, apesar de submeter a ele a aprovação de medidas acertadas, o povo a apoiará entusiasticamente, obrigando o Poder Legislativo da República a prestigiar o seu governo.
Presidenta Dilma: mande para os confins do Judas os líderes desses partidos!
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Escritor e jornalista, Fernando Jorge é autor do livro Se não fosse o Brasil, jamais Barack Obama teria nascido, cuja 3ª edição foi lançada pela Editora Novo Século
domingo, 11 de dezembro de 2011
QUATRO IMUNDOS INSULTADORES DE JESUS
Jesus Cristo continua a ser ultrajado. Já mostrei aqui, num dos meus bate-papos, os disparates da “teóloga” Marcella Althaus – Reid, professora de Ética Cristã e Teologia Prática na Universidade de Edimburgo. Obcecada por sexo, essa mulher de cara obscena, assustadora, cara que é um verdadeiro breviário contra a luxúria, defecou a seguinte blasfêmia, numa entrevista concedida à repórter Eliane Brum, da revista “Época”:
“Que sabemos da sexualidade de Jesus? Nada. O que dizem os Evangelhos? Dizem que foi circuncidado... Então por que não assumir que Jesus teria outra sexualidade? E qual teria sido? Busco elaborar um Bi-Cristo.”
Como é nojenta essa criatura! Marcella causa-me ânsia de vômito. O diabo já deve ter reservado uma sala especial para ela, lá no Inferno, onde ele a espera com um comprido ferro em brasa na mão, a fim de espetá-lo naquela sua murcha parte traseira, chamada vulgarmente de bumbum...
Bem antes da imunda Marcella, dois imundos escritores insultaram Cristo. Refiro-me a Richard Leigh e Michael Raigent. Ambos, no livro “Holy Blood, Holy Grail”, publicado em 1982, descrevem Jesus como um revolucionário inescrupuloso, que forjou a “lenda” da sua crucificação e fugiu com Maria Madalena para o sul da França.
Eu acredito, juro: Richard e Michael também estão sendo aguardados lá no Inferno, pelo impaciente rabudo. Este vai enfiar longuíssimos ferros em brasa no bumbum dos dois. Ferros que sairão nas suas cabeças, enquanto uma negra e sufocante fumaça se evolará dos seus corpos assados como churrasco...
A última canalhice infligida a Jesus Cristo se acha no livro “O Código Da Vinci”, do espertalhão norte-americano Dan Brown. Lançada em março de 2003, mais de 15 milhões de exemplares dessa obra já foram vendidos. Sem apresentar nenhum documento idôneo, o vigarista Dan Brown quer provar que a Igreja Católica foi fundada sobre uma mentira, em relação à vida de Jesus, porque o filho de Deus se casou com Maria Madalena, fugiu da Palestina e teve filhos!
O sucesso do livro “O Código Da Vinci” me convenceu de uma coisa: a humanidade não presta. Qualquer escritor que consiga inventar uma história falsa e engenhosa sobre Cristo, poderá lançar um livro capaz de lhe render milhões de dólares. E aos que negam a existência histórica de Jesus, eu afirmo: a “Bíblia” é por si mesma um autêntico documento histórico da existência do Salvador. Os Evangelhos são coincidentes. Respondam-me, ateus: o Cristianismo surgiu do nada? Existe o efeito sem causa?
Antes que me esqueça: o Pé-de-Gancho, lá do Inferno, também já preparou outro ferro em brasa, para o enfiar na fofa ou dura região glútea do blasfemo Dan Brown, autor do conto-do-vigário “O Código Da Vinci”.
“Que sabemos da sexualidade de Jesus? Nada. O que dizem os Evangelhos? Dizem que foi circuncidado... Então por que não assumir que Jesus teria outra sexualidade? E qual teria sido? Busco elaborar um Bi-Cristo.”
Como é nojenta essa criatura! Marcella causa-me ânsia de vômito. O diabo já deve ter reservado uma sala especial para ela, lá no Inferno, onde ele a espera com um comprido ferro em brasa na mão, a fim de espetá-lo naquela sua murcha parte traseira, chamada vulgarmente de bumbum...
Bem antes da imunda Marcella, dois imundos escritores insultaram Cristo. Refiro-me a Richard Leigh e Michael Raigent. Ambos, no livro “Holy Blood, Holy Grail”, publicado em 1982, descrevem Jesus como um revolucionário inescrupuloso, que forjou a “lenda” da sua crucificação e fugiu com Maria Madalena para o sul da França.
Eu acredito, juro: Richard e Michael também estão sendo aguardados lá no Inferno, pelo impaciente rabudo. Este vai enfiar longuíssimos ferros em brasa no bumbum dos dois. Ferros que sairão nas suas cabeças, enquanto uma negra e sufocante fumaça se evolará dos seus corpos assados como churrasco...
A última canalhice infligida a Jesus Cristo se acha no livro “O Código Da Vinci”, do espertalhão norte-americano Dan Brown. Lançada em março de 2003, mais de 15 milhões de exemplares dessa obra já foram vendidos. Sem apresentar nenhum documento idôneo, o vigarista Dan Brown quer provar que a Igreja Católica foi fundada sobre uma mentira, em relação à vida de Jesus, porque o filho de Deus se casou com Maria Madalena, fugiu da Palestina e teve filhos!
O sucesso do livro “O Código Da Vinci” me convenceu de uma coisa: a humanidade não presta. Qualquer escritor que consiga inventar uma história falsa e engenhosa sobre Cristo, poderá lançar um livro capaz de lhe render milhões de dólares. E aos que negam a existência histórica de Jesus, eu afirmo: a “Bíblia” é por si mesma um autêntico documento histórico da existência do Salvador. Os Evangelhos são coincidentes. Respondam-me, ateus: o Cristianismo surgiu do nada? Existe o efeito sem causa?
Antes que me esqueça: o Pé-de-Gancho, lá do Inferno, também já preparou outro ferro em brasa, para o enfiar na fofa ou dura região glútea do blasfemo Dan Brown, autor do conto-do-vigário “O Código Da Vinci”.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
O INGLÊS QUE ODIAVA O SEU NARIZ
Sei que várias pessoas não acham quase nenhuma utilidade no nariz. Monteiro Lobato, por exemplo, disse uma ocasião:
-Ora, ele só presta para servir de cavalo aos óculos!
Mas isto não é verdade, porque o nariz do homem tem a grande capacidade de destruir os micróbios quê por ele passam. É um fato científico.
O norte-americano Henry Lewis obteve estrondosas vitórias jogando bilhar com a ponta do nariz...
Gogol tem um personagem, chamado Kovaliev, que perde o nariz e após muitas peripécias o encontra. Diversos discípulos de Freud vêem na novela “O nariz” mais do que uma sátira. Descobrem nessa obra o reflexo caricaturesco da frustração sexual do autor de "Taras Bulba”.
Gregório de Matos cantou um
“Nariz de embono,
Com tal sacada,
Que entra na escada,
Duas horas primeiro que seu dono.”
Bernardo Guimarães divulgou no Rio de Janeiro, em 1858, o seu poema “O nariz perante os poetas", no qual faz esta pergunta:
“Se bem me lembro, a Bíblia em qualquer parte
Certo nariz ao Líbano compara;
Se tal era o nariz,
De que tamanho seria a cara?!...”
Alf Smith foi um inglês que sentiu pelo seu nariz uma repulsa sem limites. A sua tragédia iniciou-se em 1950, quando ele tomou parte numa briga, saindo dela com o nariz quebrado e rasgado por uma navalha. Smith adquiriu um aspecto tão grotesco que chegava a ter vergonha de sair de casa. Ficou obcecado pelo seu nariz em pandarecos. Certo dia resolveu procurar um especialista em cirurgia plástica. Submeteu-se a uma operação e ganhou novo nariz. Mas Smith não se sentiu satisfeito. O segundo nariz lhe desagradava enormemente. Voltou ao cirurgião e pediu-lhe outro, que estivesse mais de acordo com os traços do seu rosto. Foi feita uma segunda intervenção cirúrgica, que também surtiu o mesmo efeito negativo. Enraivecido, negou-se a pagar a operação...
Smith viveu torturado, num desolador estado de abatimento moral. Decidiu então consultar o melhor especialista britânico na matéria. Este, por setenta mil dólares, confeccionou-lhe um nariz invejável, digno de um deus grego. Smith, no entanto, ainda ficou aborrecido. Puxou uma pistola e apontando-a para o cirurgião, berrou:
-Quero outro nariz ou o mato!
A polícia prendeu-o e foi condenado a dez anos de prisão, dos quais cumpriu apenas um.
Conheço narizes de todos os tipos e condições sociais: petulantes, humildes, orgulhosos, plebeus, aristocratas.
O nariz possui tal força sugestiva que associamos seu aspecto aos sentimentos do dono. Um nariz pálido, não sei porquê, parece exprimir azedume, inveja. O arrebitado fornece impressão de jovialidade. O esguio, sugere um intelecto brilhante, inclinado à ironia.
Diversas caras estão com o nariz errado. Um narigudo tímido, medroso, em vez de ter um órgão nasal alongado, agressivo, devia ganhar um outro que fosse bem menor. Não se harmoniza ainda menos o nariz purpúreo, sanguíneo, nas feições impassíveis de uma pessoa fria, apática, carecida de entusiasmos.
_______________________________________________________
Escritor e jornalista, Fernando Jorge é autor do livro Se não fosse o Brasil, jamais Barack Obama teria nascido, cuja 3ª edição foi lançada pela Editora Novo Século
-Ora, ele só presta para servir de cavalo aos óculos!
Mas isto não é verdade, porque o nariz do homem tem a grande capacidade de destruir os micróbios quê por ele passam. É um fato científico.
O norte-americano Henry Lewis obteve estrondosas vitórias jogando bilhar com a ponta do nariz...
Gogol tem um personagem, chamado Kovaliev, que perde o nariz e após muitas peripécias o encontra. Diversos discípulos de Freud vêem na novela “O nariz” mais do que uma sátira. Descobrem nessa obra o reflexo caricaturesco da frustração sexual do autor de "Taras Bulba”.
Gregório de Matos cantou um
“Nariz de embono,
Com tal sacada,
Que entra na escada,
Duas horas primeiro que seu dono.”
Bernardo Guimarães divulgou no Rio de Janeiro, em 1858, o seu poema “O nariz perante os poetas", no qual faz esta pergunta:
“Se bem me lembro, a Bíblia em qualquer parte
Certo nariz ao Líbano compara;
Se tal era o nariz,
De que tamanho seria a cara?!...”
Alf Smith foi um inglês que sentiu pelo seu nariz uma repulsa sem limites. A sua tragédia iniciou-se em 1950, quando ele tomou parte numa briga, saindo dela com o nariz quebrado e rasgado por uma navalha. Smith adquiriu um aspecto tão grotesco que chegava a ter vergonha de sair de casa. Ficou obcecado pelo seu nariz em pandarecos. Certo dia resolveu procurar um especialista em cirurgia plástica. Submeteu-se a uma operação e ganhou novo nariz. Mas Smith não se sentiu satisfeito. O segundo nariz lhe desagradava enormemente. Voltou ao cirurgião e pediu-lhe outro, que estivesse mais de acordo com os traços do seu rosto. Foi feita uma segunda intervenção cirúrgica, que também surtiu o mesmo efeito negativo. Enraivecido, negou-se a pagar a operação...
Smith viveu torturado, num desolador estado de abatimento moral. Decidiu então consultar o melhor especialista britânico na matéria. Este, por setenta mil dólares, confeccionou-lhe um nariz invejável, digno de um deus grego. Smith, no entanto, ainda ficou aborrecido. Puxou uma pistola e apontando-a para o cirurgião, berrou:
-Quero outro nariz ou o mato!
A polícia prendeu-o e foi condenado a dez anos de prisão, dos quais cumpriu apenas um.
Conheço narizes de todos os tipos e condições sociais: petulantes, humildes, orgulhosos, plebeus, aristocratas.
O nariz possui tal força sugestiva que associamos seu aspecto aos sentimentos do dono. Um nariz pálido, não sei porquê, parece exprimir azedume, inveja. O arrebitado fornece impressão de jovialidade. O esguio, sugere um intelecto brilhante, inclinado à ironia.
Diversas caras estão com o nariz errado. Um narigudo tímido, medroso, em vez de ter um órgão nasal alongado, agressivo, devia ganhar um outro que fosse bem menor. Não se harmoniza ainda menos o nariz purpúreo, sanguíneo, nas feições impassíveis de uma pessoa fria, apática, carecida de entusiasmos.
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Escritor e jornalista, Fernando Jorge é autor do livro Se não fosse o Brasil, jamais Barack Obama teria nascido, cuja 3ª edição foi lançada pela Editora Novo Século
domingo, 30 de outubro de 2011
LIRA NETO? NÃO, TIRA NETO
Declarei no programa “Quebrando a banca”, no Canal 9, TV Aberta, do qual sou produtor e participante, e também no mesmo programa transmitido para todo o país pela Rede Brasil de Televisão, que o senhor Lira Neto deve passar a se chamar Tira Neto, pois nas suas biografias capengas de José de Alencar e do Padre Cícero, ele só soube usar a cola e a tesoura, isto é, essas biografias apresentam mais de 80% de aspas.
O senhor Lira Neto vive atacando o meu livro Getúlio Vargas e o seu tempo. Pura inveja gorda desse perito na arte de entupir as suas desastradas biografias com aspas. Eu lhe dei, portanto, de maneira justa, os apelidos de Aspudo e de Tira Neto.
Qualquer página dos livros dele serve de exercício para a correção de textos. Tira Neto não para de cometer gravíssimos erros de português. Já anotei mais de duzentos nos seus aleijões biográficos. Eu o aconselho: senhor Tira Neto, em vez de ser biografocida (assassino de biografias) abra uma fábrica de cola e uma fábrica de tesouras. Assim poderá recortar e colar os textos alheios com mais facilidade...
A biografia de José de Alencar, parida por Tira Neto, intitulada O inimigo do rei, além de ser confusa, mal escrita, tediosa, está repleta de disparates. Vejam este na página 231:
“...Petrópolis, onde o clima da floresta tropical deveria ajudar a restituir-lhe a energia perdida.”
Absurdo! Ele assegurou: Petrópolis tem o clima de floresta tropical! Tira Neto, o senhor estava bêbado, quando vomitou esta cretinice? Então o clima ameno da Cidade Imperial, um dos melhores do Brasil, é o da floresta amazônica? Vá depressa aprender Climatologia, senhor Tira Neto, o ramo da Geografia Física que estuda os climas do nosso planeta e os fenômenos com eles relacionados.
Os erros de natureza histórica abundam no livro O inimigo do rei, a pior biografia de José de Alencar, quase cem por cento inferior às biografias do autor de Iracema, escritas por Raimundo de Menezes, Oswaldo Orico e Luís Viana Filho. Contemplem este grave erro do Tira Neto, na página 81 da sua péssima biografia do escritor cearense:
“Em meio aos conchavos e viradas de mesa que caracterizariam todo o segundo império”...
Ora, como eu já salientei no meu livro As sandálias de Cristo, o Segundo Império nunca existiu no Brasil. O Império aqui foi apenas um, tendo havido, sim, o Segundo Reinado, o de D. Pedro II (1840-1889), continuação do Primeiro Reinado, de D. Pedro I (1822-1831), após a Regência Trina Provisória, de 1831; a Regência Trina Permanente, de 1831 a 1835; e a Regência Una, de 1835 a 1840. Esta última exercida pelo padre Diogo Antônio Feijó e depois por Pedro de Araújo Lima, o Visconde de Olinda.
Que erro, o do Tira Neto! Senhor biografocida (assassino de biografias, repito), adquira mais cultura, deixe de ser apedeuta, volte a ler os compêndios de História do Brasil, se é que de fato já os leu. Aspudo, procure se instruir, largue essa mania de tomar porres de aspas e memorize este pensamento do estadista inglês Benjamin Disraeli, inserido no seu livro Sybil, or the two nations, publicado em 1847:
“Ter consciência da própria ignorância é um grande passo em direção ao saber.”
(“To be conscious that you are ignorant is a great step to knowledge”)
Os erros de português se multiplicam no livro do Aspudo sobre José de Alencar. Eis um, da página 217:
“...a primeira edição, de mil exemplares, esgotou rapidamente”.
Correção: o verbo aí é pronominal, esgotou-se. Sem o pronome se, parece que a primeira edição esgotou a paciência do leitor...
Erro de atração pronominal do Tira Neto na página 275 do seu caótico livreco:
“Alencar respondia às críticas dizendo-lhe que o cargo de ministro da Justiça dava-lhe o pleno comando...”
Aspudo, aprenda: o que atrai o pronome lhe. Olhe esta frase correta do José de Alencar, vítima do senhor, pois o seu livro sobre ele é horroroso, um atentado contra o romancista de As minas de prata:
“...pedir ao velho que lhes ensine”...
Leia também, Aspudo, as seguintes palavras do insigne escritor luso Antônio Feliciano de Castilho:
“... por isso mesmo que lhes faleceu a força e a arte.”
Quer mais um exemplo, Aspudo?
Aí vai, é uma frase do padre Antônio Vieira, outro expoente da rica literatura portuguesa:
“Respondeu Apolo que, dali a sete dias, lhes concederia o que pedimos”.
Escreve mal, muito mal, o Tira Neto. A sua prosa é cheia de assonâncias, de palavras que rimam entre si, como neste trecho da página 199 do chatíssimo O inimigo do rei:
“Quando a crítica espinafrava ou silenciava sobre sua obra literária, José de Alencar ameaçava... Quando imaginava... proclamava... O irascível Alencar oscilava...”
É o estilo AVA-AVA-AVA-AVA. Creio que Tira Neto é um fanático admirador da atriz americana Ava Gardner...
Na página 233 encontrei isto no seu livro-aborto:
“... Rio de Janeiro de então.”
Puxa, eu não sabia que a Cidade Maravilhosa tem um dentão! Ela é uma tigresa faminta? Qual é o tamanho desse dentão, ò Lira Neto? Mede dois ou cinco metros de comprimento?
Escritor fraco, anêmico, a sua lengalenga sobre José de Alencar se mostra abarrotada de frases batidas, surradas, de expressões comuns tão comuns como é comum o sal nas águas oceânicas e a areia nas praias no Nordeste:
“... dizia não morrer de amores”... (página 17); “o clima era de profundo pesar” (página 79); “tentava defender-se da maré de acusações” (página 80); “crítica contundente” (página 116); “território praticamente inexplorado” (página 180); “fora fragorosamente derrotado” (página 194); “respeitável mãe de família” (página 229); “notório solteirão” (página 230); “no apagar das luzes do ano anterior” (página 302); “realidade brutal” (página 380).
Tira Neto, na página 388 da sua babilônica descrição da vida de José de Alencar, agradece a várias pessoas que o ajudaram a gerar o seu monstrengo biográfico. Ele devia agradecer também à tesoura e à cola, pois a primeira lhe permitiu recortar centenas de trechos alheios e a segunda a grudá-los na sua obra palavrosa, inchada de erros de português, de informações desnecessárias, supérfluas, onde as aspas se assemelham a uma devastadora praga de insetos hematófagos.
O senhor Lira Neto vive atacando o meu livro Getúlio Vargas e o seu tempo. Pura inveja gorda desse perito na arte de entupir as suas desastradas biografias com aspas. Eu lhe dei, portanto, de maneira justa, os apelidos de Aspudo e de Tira Neto.
Qualquer página dos livros dele serve de exercício para a correção de textos. Tira Neto não para de cometer gravíssimos erros de português. Já anotei mais de duzentos nos seus aleijões biográficos. Eu o aconselho: senhor Tira Neto, em vez de ser biografocida (assassino de biografias) abra uma fábrica de cola e uma fábrica de tesouras. Assim poderá recortar e colar os textos alheios com mais facilidade...
A biografia de José de Alencar, parida por Tira Neto, intitulada O inimigo do rei, além de ser confusa, mal escrita, tediosa, está repleta de disparates. Vejam este na página 231:
“...Petrópolis, onde o clima da floresta tropical deveria ajudar a restituir-lhe a energia perdida.”
Absurdo! Ele assegurou: Petrópolis tem o clima de floresta tropical! Tira Neto, o senhor estava bêbado, quando vomitou esta cretinice? Então o clima ameno da Cidade Imperial, um dos melhores do Brasil, é o da floresta amazônica? Vá depressa aprender Climatologia, senhor Tira Neto, o ramo da Geografia Física que estuda os climas do nosso planeta e os fenômenos com eles relacionados.
Os erros de natureza histórica abundam no livro O inimigo do rei, a pior biografia de José de Alencar, quase cem por cento inferior às biografias do autor de Iracema, escritas por Raimundo de Menezes, Oswaldo Orico e Luís Viana Filho. Contemplem este grave erro do Tira Neto, na página 81 da sua péssima biografia do escritor cearense:
“Em meio aos conchavos e viradas de mesa que caracterizariam todo o segundo império”...
Ora, como eu já salientei no meu livro As sandálias de Cristo, o Segundo Império nunca existiu no Brasil. O Império aqui foi apenas um, tendo havido, sim, o Segundo Reinado, o de D. Pedro II (1840-1889), continuação do Primeiro Reinado, de D. Pedro I (1822-1831), após a Regência Trina Provisória, de 1831; a Regência Trina Permanente, de 1831 a 1835; e a Regência Una, de 1835 a 1840. Esta última exercida pelo padre Diogo Antônio Feijó e depois por Pedro de Araújo Lima, o Visconde de Olinda.
Que erro, o do Tira Neto! Senhor biografocida (assassino de biografias, repito), adquira mais cultura, deixe de ser apedeuta, volte a ler os compêndios de História do Brasil, se é que de fato já os leu. Aspudo, procure se instruir, largue essa mania de tomar porres de aspas e memorize este pensamento do estadista inglês Benjamin Disraeli, inserido no seu livro Sybil, or the two nations, publicado em 1847:
“Ter consciência da própria ignorância é um grande passo em direção ao saber.”
(“To be conscious that you are ignorant is a great step to knowledge”)
Os erros de português se multiplicam no livro do Aspudo sobre José de Alencar. Eis um, da página 217:
“...a primeira edição, de mil exemplares, esgotou rapidamente”.
Correção: o verbo aí é pronominal, esgotou-se. Sem o pronome se, parece que a primeira edição esgotou a paciência do leitor...
Erro de atração pronominal do Tira Neto na página 275 do seu caótico livreco:
“Alencar respondia às críticas dizendo-lhe que o cargo de ministro da Justiça dava-lhe o pleno comando...”
Aspudo, aprenda: o que atrai o pronome lhe. Olhe esta frase correta do José de Alencar, vítima do senhor, pois o seu livro sobre ele é horroroso, um atentado contra o romancista de As minas de prata:
“...pedir ao velho que lhes ensine”...
Leia também, Aspudo, as seguintes palavras do insigne escritor luso Antônio Feliciano de Castilho:
“... por isso mesmo que lhes faleceu a força e a arte.”
Quer mais um exemplo, Aspudo?
Aí vai, é uma frase do padre Antônio Vieira, outro expoente da rica literatura portuguesa:
“Respondeu Apolo que, dali a sete dias, lhes concederia o que pedimos”.
Escreve mal, muito mal, o Tira Neto. A sua prosa é cheia de assonâncias, de palavras que rimam entre si, como neste trecho da página 199 do chatíssimo O inimigo do rei:
“Quando a crítica espinafrava ou silenciava sobre sua obra literária, José de Alencar ameaçava... Quando imaginava... proclamava... O irascível Alencar oscilava...”
É o estilo AVA-AVA-AVA-AVA. Creio que Tira Neto é um fanático admirador da atriz americana Ava Gardner...
Na página 233 encontrei isto no seu livro-aborto:
“... Rio de Janeiro de então.”
Puxa, eu não sabia que a Cidade Maravilhosa tem um dentão! Ela é uma tigresa faminta? Qual é o tamanho desse dentão, ò Lira Neto? Mede dois ou cinco metros de comprimento?
Escritor fraco, anêmico, a sua lengalenga sobre José de Alencar se mostra abarrotada de frases batidas, surradas, de expressões comuns tão comuns como é comum o sal nas águas oceânicas e a areia nas praias no Nordeste:
“... dizia não morrer de amores”... (página 17); “o clima era de profundo pesar” (página 79); “tentava defender-se da maré de acusações” (página 80); “crítica contundente” (página 116); “território praticamente inexplorado” (página 180); “fora fragorosamente derrotado” (página 194); “respeitável mãe de família” (página 229); “notório solteirão” (página 230); “no apagar das luzes do ano anterior” (página 302); “realidade brutal” (página 380).
Tira Neto, na página 388 da sua babilônica descrição da vida de José de Alencar, agradece a várias pessoas que o ajudaram a gerar o seu monstrengo biográfico. Ele devia agradecer também à tesoura e à cola, pois a primeira lhe permitiu recortar centenas de trechos alheios e a segunda a grudá-los na sua obra palavrosa, inchada de erros de português, de informações desnecessárias, supérfluas, onde as aspas se assemelham a uma devastadora praga de insetos hematófagos.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Fernando Jorge, comentando os dois Livros de Tira Neto.
Declarei no programa “Quebrando a banca”, no Canal 9, TV Aberta e no mesmo programa da Rede Brasil de televisão, transmitido para todo o país, que o Sr. Lira Neto deve passar a se chamar Tira Neto, pois nas suas biografias capengas de José de Alencar e do Padre Cícero, ele só soube usar a cola e a tesoura, isto é, essas biografias apresentam mais de 80% de aspas.
O Sr. Lira Neto é perito na arte de entupir as suas desastradas biografias com aspas. Eu lhe dei portanto os justos apelidos de Aspudo e de Tira Neto.
Qualquer página dos seus livros serve de exercício para a correção de textos. Tira Neto não pára de cometer erros gravíssimos de português. Já anotei de mais 200 nos seus aleijões biográficos.
Eu o aconselho a em vez de ser biografocida (assassino de biografias) a abrir uma fábrica de cola e também uma fábrica de tesouras. Assim poderá recortar e colar os textos alheios com mais facilidade.
O Sr. Lira Neto é perito na arte de entupir as suas desastradas biografias com aspas. Eu lhe dei portanto os justos apelidos de Aspudo e de Tira Neto.
Qualquer página dos seus livros serve de exercício para a correção de textos. Tira Neto não pára de cometer erros gravíssimos de português. Já anotei de mais 200 nos seus aleijões biográficos.
Eu o aconselho a em vez de ser biografocida (assassino de biografias) a abrir uma fábrica de cola e também uma fábrica de tesouras. Assim poderá recortar e colar os textos alheios com mais facilidade.
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