Rosas... Todas as almas sensíveis amam as rosas. Elas são o símbolo dos sentimentos nobres, puros, verdadeiros, dos sentimentos que não nascem no abismo da mentira, da hipocrisia e da traição, mas sim no jardim esplendidamente florido do amor, do carinho e da sinceridade. Jardim do mundo espiritual, onde as víboras não rastejam. Talvez andem nesse jardim, repleto de rosas deslumbrantes, as almas boas dos que sofreram muito aqui na Terra.
Narra uma lenda chinesa: as rosas brancas abrem o chão onde lançamos os maus pensamentos; as amarelas secam as lágrimas dos incompreendidos, dos injustiçados, dos sofredores; as vermelhas escancaram as portas magníficas da alegria e da esperança.
Tanto Homero como Anacreonte enalteceram a rainha das flores – a rosa – essa flor que brota no meio de espinhos, porque todas as coisas raras, sutis, preciosas, nascem entre mil perigos, entre mil dificuldades. A soberana das flores apareceu, segundo Anacreonte, no momento em que Vênus surgia das águas do mar, quando a alva espuma do corpo perfeito da deusa, a escorrer devagarinho, transformava-se em rosas de uma brancura imaculada.
Cleópatra, querendo seduzir Júlio César, forrou os ladrilhos de sua sala de banquetes com espesso tapete de pétalas de rosas. Mais tarde, em outra ocasião, ofereceu a Marco Antônio uma coroa de rosas, porém envenenadas, a fim de provar isto: ela poderia matá-lo, sem gerar a menor desconfiança no espírito do cônsul romano.
Santa Radegonda, ao homenagear o poeta Fortunato com uma ceia no seu mosteiro de Poitiers, mandou substituir a toalha de mesa por uma camada de pétalas de rosas. A santa agiu de modo correto, pois as pétalas dessa flor são tão delicadas como a alma dos poetas e dos sonhadores...
Quando Nossa Senhora surgiu diante de Santa Bernardete na gruta de Massabielle, onde uma roseira brava se cobria de rosas brancas na primavera, em cada um dos pés da aparição havia uma rutilante rosa amarela. É oportuno frisar que a rosa se tornou, depois do fim do simbolismo pagão, o emblema da Virgem Maria. Esta é chamada pelos católicos de “Rosa Mística”.
Uma lenda de Sardenha conta a história de um par de namorados. Eram dois adolescentes, unidos por um grande amor. Mas certo dia o rapaz morreu. Logo em seguida, angustiada pela saudade, a moça também fechou os olhos.
Ficaram enterrados em dois túmulos, um a pouca distância do outro. Então uma roseira começou a alongar a sua haste – de onde pendia uma imperecível rosa branca – de um túmulo para outro túmulo, como se quisesse aproximar os dois jovens que a morte cruelmente tinha separado. E a rosa da haste não murchava, porque o amor verdadeiro é uma flor que nunca fenece. As pétalas da rosa branca caíam nos túmulos, sem parar, como infinitas lágrimas da cor da plumagem dos cisnes. Esse milagre só cessou quando os camponeses deixaram os dois túmulos bem juntinhos.
Ora, amigo leitor, por que estou contando estas histórias, talvez ridículas para o gosto de certas pessoas? É porque tenho alma, coração, sensibilidade, e amo as coisas belas e espirituais.
Escritor e jornalista, Fernando Jorge é autor do livro “Vida, Obra e Época de Paulo Setúbal, Um Homem de Alma Ardente”, publicado pela Geração Editorial
domingo, 21 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
UMA VELHA DOENÇA DO BRASIL: A CORRUPÇÃO
Doença crônica da nossa pátria amada, salve, salve, a corruptite levou um grande orador, o padre Antônio Vieira, a soltar estas afirmativas, perguntas e respostas num sermão pronunciado em 1665:
“Perde-se o Brasil (digâmo-lo em uma palavra) porque alguns ministros de Sua Majestade não vêm cá buscar nosso bem, vem cá buscar nossos bens... EI-Rei manda-os tomar Pernambuco e eles contentam-se com o tomar... Toma nesta terra o ministro da Justiça? Sim, toma. Toma, o ministro da Fazenda? Sim, toma... Toma o ministro da República? Sim, toma. Toma o ministro do Estado? Sim, toma..."
Autoridades do rei dom José I, na época do Brasil Colonial, exibiam as suas gananciosas unhas aduncas até na palma da mão, e os outros figurões também, como os contratadores de diamantes. Esses contratadores arrendavam do Estado as jazidas. João Fernandes de Oliveira, um deles, apaixonou-se pela negra Xica da Silva e tinha palácios, templos, edifícios opulentos, minas de ouro. Uma riqueza oriunda das infrações que ele cometia contra o erário do reino. Sabendo disso, o marquês de Pombal o obrigou a pagar, ao Estado português, a imensa quantia de 11 milhões de cruzados.
Fiscais e meirinhos se locupletavam às custas de safadezas, mormente na barroca Minas Gerais do século XVIII.
Se Brasil Colonial já era um país de corruptos, o Brasil Império não ficou atrás, também foi uma Corruptolândia.
Narra Moreira de Azevedo no seu livro “Mosaico brasileiro” (Editora Garnier, Rio de Janeiro, 1869, página 135), que tendo ocorrido um roubo no Tesouro Público do Império, uma pessoa transmitiu esta notícia ao marquês de Maricá. O assalto, observou o informante, havia sido praticado “por uns miseráveis”. Indignado, o marquês de Maricá respondeu:
- Miseráveis! Miseráveis! Ah, meu caro amigo, o roubo de milhões enobrece os ladrões.
De fato, em larga escala, a desonestidade no Brasil dava foros de nobreza. Filosofando, o povo dizia:
“Quem rouba um tostão é ladrão. Quem rouba um milhão é barão.”
Cínicos e audaciosos, os corruptos se multiplicavam nas épocas de dom Pedro I e de dom Pedro II. E os monarquistas não me venham com essa história de que nos reinados de ambos só se via, em toda parte, a decência, a honradez, a probidade administrativa. O britânico Henry Coster, autor do livro “Travels in Brazil”, publicado em Londres no ano de 1816, afirmou o seguinte nessa obra: aqui, no tempo de dom Pedro I, eram comuns o peculato, a corrupção, vários delitos, porém os autores desses crimes escapavam da Justiça. Van Halle, outro europeu, ficou escandalizado em 1881, quando soube que o governo de dom Pedro II reintegrara no serviço público alguns agentes de polícia exonerados por desonestidade.
Após a queda do Império em 1889, os corruptos da República substituiram em numerosos postos os corruptos do regime monárquico. Ratos ocuparam os lugares de outros ratos. Eles, como os da mesma espécie do Segundo Reinado, passaram a navegar calmamente nas águas mansas da Corruptolândia. Ao ver essa afrontosa tranqüilidade da rataria, o austero barão de Lucena, ministro da Fazenda, escreveu estas palavras numa carta enviada no dia 4 de novembro de 1891 ao seu amigo Cesário Alvim, governador de Minas:
“...em nosso Brasil não há falta de homens inteligentes e ilustrados; a falta que há é de homens de caráter e patriotas!”
“Perde-se o Brasil (digâmo-lo em uma palavra) porque alguns ministros de Sua Majestade não vêm cá buscar nosso bem, vem cá buscar nossos bens... EI-Rei manda-os tomar Pernambuco e eles contentam-se com o tomar... Toma nesta terra o ministro da Justiça? Sim, toma. Toma, o ministro da Fazenda? Sim, toma... Toma o ministro da República? Sim, toma. Toma o ministro do Estado? Sim, toma..."
Autoridades do rei dom José I, na época do Brasil Colonial, exibiam as suas gananciosas unhas aduncas até na palma da mão, e os outros figurões também, como os contratadores de diamantes. Esses contratadores arrendavam do Estado as jazidas. João Fernandes de Oliveira, um deles, apaixonou-se pela negra Xica da Silva e tinha palácios, templos, edifícios opulentos, minas de ouro. Uma riqueza oriunda das infrações que ele cometia contra o erário do reino. Sabendo disso, o marquês de Pombal o obrigou a pagar, ao Estado português, a imensa quantia de 11 milhões de cruzados.
Fiscais e meirinhos se locupletavam às custas de safadezas, mormente na barroca Minas Gerais do século XVIII.
Se Brasil Colonial já era um país de corruptos, o Brasil Império não ficou atrás, também foi uma Corruptolândia.
Narra Moreira de Azevedo no seu livro “Mosaico brasileiro” (Editora Garnier, Rio de Janeiro, 1869, página 135), que tendo ocorrido um roubo no Tesouro Público do Império, uma pessoa transmitiu esta notícia ao marquês de Maricá. O assalto, observou o informante, havia sido praticado “por uns miseráveis”. Indignado, o marquês de Maricá respondeu:
- Miseráveis! Miseráveis! Ah, meu caro amigo, o roubo de milhões enobrece os ladrões.
De fato, em larga escala, a desonestidade no Brasil dava foros de nobreza. Filosofando, o povo dizia:
“Quem rouba um tostão é ladrão. Quem rouba um milhão é barão.”
Cínicos e audaciosos, os corruptos se multiplicavam nas épocas de dom Pedro I e de dom Pedro II. E os monarquistas não me venham com essa história de que nos reinados de ambos só se via, em toda parte, a decência, a honradez, a probidade administrativa. O britânico Henry Coster, autor do livro “Travels in Brazil”, publicado em Londres no ano de 1816, afirmou o seguinte nessa obra: aqui, no tempo de dom Pedro I, eram comuns o peculato, a corrupção, vários delitos, porém os autores desses crimes escapavam da Justiça. Van Halle, outro europeu, ficou escandalizado em 1881, quando soube que o governo de dom Pedro II reintegrara no serviço público alguns agentes de polícia exonerados por desonestidade.
Após a queda do Império em 1889, os corruptos da República substituiram em numerosos postos os corruptos do regime monárquico. Ratos ocuparam os lugares de outros ratos. Eles, como os da mesma espécie do Segundo Reinado, passaram a navegar calmamente nas águas mansas da Corruptolândia. Ao ver essa afrontosa tranqüilidade da rataria, o austero barão de Lucena, ministro da Fazenda, escreveu estas palavras numa carta enviada no dia 4 de novembro de 1891 ao seu amigo Cesário Alvim, governador de Minas:
“...em nosso Brasil não há falta de homens inteligentes e ilustrados; a falta que há é de homens de caráter e patriotas!”
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
JÂNIO QUADROS, NO PALÁCIO DA ALVORADA, FEZ O EMBAIXADOR DOS ESTADOS UNIDOS ENTRAR NO SEU GUARDA-ROUPA!
Fiz esta pergunta a Jânio Quadros, durante um dos meus almoços com ele, na sua casa da rua 9 de Julho, em Santo Amaro:
- Houve muita pressão dos Estados Unidos para o senhor apoiar a ação armada que o governo do presidente Kennedy planejava contra Cuba?
Eufórico, com o rosto mais vermelho, Jânio Quadros fitou-me. Bebeu um pouco de vinho e de modo desembaraçado, às vezes escandindo as sílabas de algumas palavras, começou a rememorar:
- Um mês depois da minha posse na presidência da República, nos fins de fevereiro de 1961, desembarcou em Brasília o Adolfo Berle Jr. Este, no ano de 1945, como embaixador dos Estados Unidos, havia contribuído para a derrubada do Estado Novo, da ditadura de Getúlio Vargas, mas eu jamais iria tolerar qualquer interferência do governo norte-americano em nossa política interna. Nem quis recebê-lo, pois não ignorava que o seu plano consistia em forçar o Brasil a participar de uma ação jurídica e diplomática cujo objetivo era legalizar a intervenção direta dos Estados Unidos em Cuba, como aconteceu na Coréia e no Congo, sob os auspícios da OEA e da ONU.
Indaguei, repleto de curiosidade:
- E de que maneira o senhor descascou o pepino?
- Eu não o descasquei. Quem o descascou foi o Afonso Arinos de Melo Franco, o meu ministro das Relações Exteriores, a quem incumbi de falar com o Berle. O enviado de Kennedy, vendo que não conseguia nada, pediu socorro ao John Moors Cabot, embaixador dos Estados Unidos no Brasil. Cabot, na ânsia de agradar o Berle e o Kennedy, ousou interferir em nossa vida política.
- Bem, e aí, o que o senhor fez?
- Impaciente, fervendo de indignação, mandei chamar o John Moors Cabot. Ele, muito sem jeito, entrou no meu gabinete. Decerto já sabia que eu me achava bem informado sobre o seu vil procedimento. Sentou-se na minha frente, diante de uma mesa baixa, e fui direto ao assunto: “embaixador Cabot, o senhor é o representante de um país com o qual a minha pátria, o Brasil, mantém tradicionais laços de amizade, desde a época de Tiradentes, mas agora o senhor não está se comportando bem!”
- O senhor teve a coragem de dizer isto?
- Sim, é claro, pois era a pura verdade!
- E ele, qual foi a sua reação?
- Ficou pálido. Eu o encarei de modo firme, sem desviar o meu olhar irado dos seus olhos, enquanto lhe dizia: “o senhor está metendo o bedelho em nossa vida política. Asseguro, o senhor não tem o direito de fazer isto, assim como o nosso embaixador em Washington não tem o direito de interferir nos assuntos internos dos Estados Unidos”.
- E aí, presidente, o que ele disse?
- Nervoso, a gaguejar, quis me contradizer. Reagi: “não, não, não, o senhor não me desminta, eu posso apresentar as provas! Vou adverti-lo, ou o senhor pára de meter o bedelho em nossa vida política, ou serei obrigado, para o bem dos tradicionais laços de amizade entre o Brasil e os Estados Unidos, a pedir ao seu governo a sua substituição por outro embaixador. Escolha”.
- E como acabou o encontro, presidente?
- Levantei-me e o despedi, sem lhe apertar a mão. Ele estava tão nervoso, tão atarantado, que em vez de sair pela porta do gabinete, entrou no meu guarda-roupa!
Eu e a dona Eloá rimos a valer, provocando os latidos dos três cães do casal.
- Houve muita pressão dos Estados Unidos para o senhor apoiar a ação armada que o governo do presidente Kennedy planejava contra Cuba?
Eufórico, com o rosto mais vermelho, Jânio Quadros fitou-me. Bebeu um pouco de vinho e de modo desembaraçado, às vezes escandindo as sílabas de algumas palavras, começou a rememorar:
- Um mês depois da minha posse na presidência da República, nos fins de fevereiro de 1961, desembarcou em Brasília o Adolfo Berle Jr. Este, no ano de 1945, como embaixador dos Estados Unidos, havia contribuído para a derrubada do Estado Novo, da ditadura de Getúlio Vargas, mas eu jamais iria tolerar qualquer interferência do governo norte-americano em nossa política interna. Nem quis recebê-lo, pois não ignorava que o seu plano consistia em forçar o Brasil a participar de uma ação jurídica e diplomática cujo objetivo era legalizar a intervenção direta dos Estados Unidos em Cuba, como aconteceu na Coréia e no Congo, sob os auspícios da OEA e da ONU.
Indaguei, repleto de curiosidade:
- E de que maneira o senhor descascou o pepino?
- Eu não o descasquei. Quem o descascou foi o Afonso Arinos de Melo Franco, o meu ministro das Relações Exteriores, a quem incumbi de falar com o Berle. O enviado de Kennedy, vendo que não conseguia nada, pediu socorro ao John Moors Cabot, embaixador dos Estados Unidos no Brasil. Cabot, na ânsia de agradar o Berle e o Kennedy, ousou interferir em nossa vida política.
- Bem, e aí, o que o senhor fez?
- Impaciente, fervendo de indignação, mandei chamar o John Moors Cabot. Ele, muito sem jeito, entrou no meu gabinete. Decerto já sabia que eu me achava bem informado sobre o seu vil procedimento. Sentou-se na minha frente, diante de uma mesa baixa, e fui direto ao assunto: “embaixador Cabot, o senhor é o representante de um país com o qual a minha pátria, o Brasil, mantém tradicionais laços de amizade, desde a época de Tiradentes, mas agora o senhor não está se comportando bem!”
- O senhor teve a coragem de dizer isto?
- Sim, é claro, pois era a pura verdade!
- E ele, qual foi a sua reação?
- Ficou pálido. Eu o encarei de modo firme, sem desviar o meu olhar irado dos seus olhos, enquanto lhe dizia: “o senhor está metendo o bedelho em nossa vida política. Asseguro, o senhor não tem o direito de fazer isto, assim como o nosso embaixador em Washington não tem o direito de interferir nos assuntos internos dos Estados Unidos”.
- E aí, presidente, o que ele disse?
- Nervoso, a gaguejar, quis me contradizer. Reagi: “não, não, não, o senhor não me desminta, eu posso apresentar as provas! Vou adverti-lo, ou o senhor pára de meter o bedelho em nossa vida política, ou serei obrigado, para o bem dos tradicionais laços de amizade entre o Brasil e os Estados Unidos, a pedir ao seu governo a sua substituição por outro embaixador. Escolha”.
- E como acabou o encontro, presidente?
- Levantei-me e o despedi, sem lhe apertar a mão. Ele estava tão nervoso, tão atarantado, que em vez de sair pela porta do gabinete, entrou no meu guarda-roupa!
Eu e a dona Eloá rimos a valer, provocando os latidos dos três cães do casal.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Brasileiro: pare de ser macaco do americano!
Não sou inimigo de nenhum povo e de nenhum país e sim dos governos de certas nações. Um amigo dotado de bela cultura, jornalista de “O Estado de S.Paulo”, que me viu ser entrevistado no programa “Provocações”, do Antônio Abujamra, da TV Cultura, e que leu a entrevista que concedi ao colega Gilberto Amendola do “Jornal da Tarde”, publicada na edição do dia 8 de julho de 2009 desse periódico, o referido amigo chegou a esta conclusão:
-Fernando Jorge, você é um anarquista, um fiel seguidor do italiano Enrico Malatesta e do russo Mikhail Aleksandrovitch Bakunin.
Não posso negar: sempre tive uma entusiástica admiração pelos anarquistas. Desde jovem eu lia e aplaudia os textos do inglês William Godwin (1756-1836), paladino da tese de que o homem pode tornar-se perfeito pela educação e pela razão, e se conseguir criar uma sociedade livre de qualquer coercitivo governo autoritário. Sonho utópico, irrealizável? Depois mergulhei na leitura das obras de Bakunin (“Deus e o Estado”, “O catecismo revolucionário”, “Os princípios da revolução”), cuja escola se opunha vigorosamente ao socialismo ditatorial de Karl Marx e defendia uma espontânea ação revolucionária, com o objetivo de destruir o “desumano capitalismo” da época moderna. Confesso também li e reli, e até adorei, o livro “A doutrina anarquista ao alcance de todos”, do professor José Oiticica (1882-1957), um homem puro, honrado, profundo conhecedor do nosso idioma, tão conhecedor que lecionou Filologia Portuguesa na Universidade de Hamburgo.
Diversas vezes perguntei a mim mesmo: sou ou não sou um anarquista? Bem, se ser anarquista é rebelar-se contra a macaqueação do brasileiro diante do americano, contra a sua mania de querer falar bem o inglês e mal o português, então de fato eu sou um fanático adepto de Peter Alexievitch Kropotkin (1842-1921), autor, entre outros livros, das “Palavras de um revoltado” e de “A conquista do pão”, lidos e relidos por mim, o primeiro publicado em 1885, e o segundo em 1892.
Repito, não sou inimigo de nenhum povo e de nenhum país, mas não aceito, não me conformo, esculhambo, meto o porrete nessa paranóia de milhões de brasileiros se obstinarem em serem macacos dos americanos. Isto para mim é falta de cultura, de caráter, de personalidade, de patriotismo.
Você liga o rádio e só ouve a música cacofônica dos Estados Unidos. Os brasileiros americanizados, ou melhor, americanalhados, metidos a besta, acham que é prova de mau gosto, de atraso, ouvir um tango argentino, uma canção italiana, mexicana ou francesa. Ouvimos mais a ensurdecedora música cacofônica americana do que a nossa, a da Bethânia, da Gal, da Zizi Possi, do Caetano Veloso. E se ligarmos a televisão, é só filme americano de quinta ou oitava categoria, exibindo cretinices, assassinatos, barbaridades. Filmes para os criminosos se sentirem estimulados a assaltar, a estrangular, a fuzilar, a cortar cabeças.
O brasileiro é tão macaco do americano, tão complexado, tão sem personalidade, que hoje, em dezenas de lojas comerciais, quando deseja anunciar uma grande liquidação, ele coloca as palavras inglesas off e sale.
Lá no Rio de Janeiro, os jovens da alta classe média copiam nas praias os jogos da americana National Football League. É o Superbowl! É o Touchdown! Eles mal sabem se expressar em português, mas gritam, no decorrer das partidas:
-Field goals! (Gol de campo!)
-Tight-end! (Bloqueio!)
-Safety! (Vale dois pontos!)
-Defensive tackies! (Jogar pelo meio da defesa!)
-Defensive ends! (Defender as pontas!)
-Quaterbaks! (Armação das jogadas de ataque!)
As mocinhas americanizadas do Leblon, de Ipanema, de Copacabana, da Barra da Tijuca, vendo as partidas dos simiescos garotões, vomitam estas palavras, como se estivessem soltando orgasmos:
-Wonderful! (Maravilhoso!)
-Beauty! (Beleza!)
-What a bit of luck! (Que sorte!)
-Gracious goodness!, good gracious! (Ora essa, céus, meu Deus!)
-That makes us square! (Agora estamos quites!)
-Over again! (Outra vez!)
-Well, I’m jiggered! (Por essa eu não esta esperava!)
Entrevistada por uma repórter de televisão, uma das tais mocinhas assim se expressou:
-Prefiro falar o inglês do que o português. Acho tão feia, tão cafona a nossa língua! Take my Word for it. (Dou-lhe a minha palavra). My dream (meu sonho) é conhecer, em New York City, o Music and Dance Booth, no Bryant Park. Take my word for it! (Dou-lhe a minha palavra!)
Ao ver esta fulana na televisão, eu pensei: amanhã, se os Estados Unidos invadirem o Brasil, milhões de jovens como ela vão renegar a sua nacionalidade, trair o seu país, virar americanos ou americanas de carteirinha.
Na pátria do Lula existem idosos americanizados. Rubem Fonseca, nascido em Juiz de Fora, Minas Gerais, no dia 11 de maio de 1925, não parece um escritor brasileiro e sim americano. Os textos dos seus contos e romances se assemelham às narrativas de John Steinbeck, Ernest Hemingway e Jerome David Salinger. Aliás, Rubem imita este último na vida pessoal, usa o estratagema de nunca dar entrevistas, a fim de se mostrar difícil, estranho, singular... É oportuno dizer que esse escritor cem por cento americanizado, estudou administração e comunicação nas universidades de Boston e de Nova York.
João Ubaldo Ribeiro, no artigo “Vergonha da mesóclise” (“O Globo”, 2-6-2009), provou como o fascínio pelo inglês dos americanos está mudando, de forma corrosiva, horrenda, a língua portuguesa falada em nosso país.
Brasileiro, você quer continuar a ser macaco do americano? Peça para ficar numa jaula de um jardim zoológico dos Estados Unidos, a fim de nela pular, guinchar, fazer caretas, empinar o rabo e comer bananas, pipoca e amendoim, em frente dos olhos aparvalhados dos visitantes.
Brasileiro, tenha um pouco de vergonha na cara, pare de ser macaco do americano!
-Fernando Jorge, você é um anarquista, um fiel seguidor do italiano Enrico Malatesta e do russo Mikhail Aleksandrovitch Bakunin.
Não posso negar: sempre tive uma entusiástica admiração pelos anarquistas. Desde jovem eu lia e aplaudia os textos do inglês William Godwin (1756-1836), paladino da tese de que o homem pode tornar-se perfeito pela educação e pela razão, e se conseguir criar uma sociedade livre de qualquer coercitivo governo autoritário. Sonho utópico, irrealizável? Depois mergulhei na leitura das obras de Bakunin (“Deus e o Estado”, “O catecismo revolucionário”, “Os princípios da revolução”), cuja escola se opunha vigorosamente ao socialismo ditatorial de Karl Marx e defendia uma espontânea ação revolucionária, com o objetivo de destruir o “desumano capitalismo” da época moderna. Confesso também li e reli, e até adorei, o livro “A doutrina anarquista ao alcance de todos”, do professor José Oiticica (1882-1957), um homem puro, honrado, profundo conhecedor do nosso idioma, tão conhecedor que lecionou Filologia Portuguesa na Universidade de Hamburgo.
Diversas vezes perguntei a mim mesmo: sou ou não sou um anarquista? Bem, se ser anarquista é rebelar-se contra a macaqueação do brasileiro diante do americano, contra a sua mania de querer falar bem o inglês e mal o português, então de fato eu sou um fanático adepto de Peter Alexievitch Kropotkin (1842-1921), autor, entre outros livros, das “Palavras de um revoltado” e de “A conquista do pão”, lidos e relidos por mim, o primeiro publicado em 1885, e o segundo em 1892.
Repito, não sou inimigo de nenhum povo e de nenhum país, mas não aceito, não me conformo, esculhambo, meto o porrete nessa paranóia de milhões de brasileiros se obstinarem em serem macacos dos americanos. Isto para mim é falta de cultura, de caráter, de personalidade, de patriotismo.
Você liga o rádio e só ouve a música cacofônica dos Estados Unidos. Os brasileiros americanizados, ou melhor, americanalhados, metidos a besta, acham que é prova de mau gosto, de atraso, ouvir um tango argentino, uma canção italiana, mexicana ou francesa. Ouvimos mais a ensurdecedora música cacofônica americana do que a nossa, a da Bethânia, da Gal, da Zizi Possi, do Caetano Veloso. E se ligarmos a televisão, é só filme americano de quinta ou oitava categoria, exibindo cretinices, assassinatos, barbaridades. Filmes para os criminosos se sentirem estimulados a assaltar, a estrangular, a fuzilar, a cortar cabeças.
O brasileiro é tão macaco do americano, tão complexado, tão sem personalidade, que hoje, em dezenas de lojas comerciais, quando deseja anunciar uma grande liquidação, ele coloca as palavras inglesas off e sale.
Lá no Rio de Janeiro, os jovens da alta classe média copiam nas praias os jogos da americana National Football League. É o Superbowl! É o Touchdown! Eles mal sabem se expressar em português, mas gritam, no decorrer das partidas:
-Field goals! (Gol de campo!)
-Tight-end! (Bloqueio!)
-Safety! (Vale dois pontos!)
-Defensive tackies! (Jogar pelo meio da defesa!)
-Defensive ends! (Defender as pontas!)
-Quaterbaks! (Armação das jogadas de ataque!)
As mocinhas americanizadas do Leblon, de Ipanema, de Copacabana, da Barra da Tijuca, vendo as partidas dos simiescos garotões, vomitam estas palavras, como se estivessem soltando orgasmos:
-Wonderful! (Maravilhoso!)
-Beauty! (Beleza!)
-What a bit of luck! (Que sorte!)
-Gracious goodness!, good gracious! (Ora essa, céus, meu Deus!)
-That makes us square! (Agora estamos quites!)
-Over again! (Outra vez!)
-Well, I’m jiggered! (Por essa eu não esta esperava!)
Entrevistada por uma repórter de televisão, uma das tais mocinhas assim se expressou:
-Prefiro falar o inglês do que o português. Acho tão feia, tão cafona a nossa língua! Take my Word for it. (Dou-lhe a minha palavra). My dream (meu sonho) é conhecer, em New York City, o Music and Dance Booth, no Bryant Park. Take my word for it! (Dou-lhe a minha palavra!)
Ao ver esta fulana na televisão, eu pensei: amanhã, se os Estados Unidos invadirem o Brasil, milhões de jovens como ela vão renegar a sua nacionalidade, trair o seu país, virar americanos ou americanas de carteirinha.
Na pátria do Lula existem idosos americanizados. Rubem Fonseca, nascido em Juiz de Fora, Minas Gerais, no dia 11 de maio de 1925, não parece um escritor brasileiro e sim americano. Os textos dos seus contos e romances se assemelham às narrativas de John Steinbeck, Ernest Hemingway e Jerome David Salinger. Aliás, Rubem imita este último na vida pessoal, usa o estratagema de nunca dar entrevistas, a fim de se mostrar difícil, estranho, singular... É oportuno dizer que esse escritor cem por cento americanizado, estudou administração e comunicação nas universidades de Boston e de Nova York.
João Ubaldo Ribeiro, no artigo “Vergonha da mesóclise” (“O Globo”, 2-6-2009), provou como o fascínio pelo inglês dos americanos está mudando, de forma corrosiva, horrenda, a língua portuguesa falada em nosso país.
Brasileiro, você quer continuar a ser macaco do americano? Peça para ficar numa jaula de um jardim zoológico dos Estados Unidos, a fim de nela pular, guinchar, fazer caretas, empinar o rabo e comer bananas, pipoca e amendoim, em frente dos olhos aparvalhados dos visitantes.
Brasileiro, tenha um pouco de vergonha na cara, pare de ser macaco do americano!
terça-feira, 13 de outubro de 2009
UMA CALÚNIA CONTRA JESUS CRISTO
Desde 1983 até 1995, ano do seu falecimento, o jornalista Amaral Netto quis legalizar a pena de morte em nosso país. Julgando que a maioria da população lhe dava apoio para realizar esse projeto, encaminhou como deputado, na Câmara Federal, a emenda destinada a estabelecer um plebiscito. Sua iniciativa repercutiu no mundo inteiro e ele recebeu um minucioso documento, com o protesto de mais de oitenta nações.
Eu costumava ver na televisão as entrevistas do Amaral Netto. Uma coisa me surpreendia: ele tinha o hábito de declarar que o próprio Jesus Cristo era a favor da pena de morte. Ora, basta ler a “Bíblia” com atenção para saber como isto não é verdade. Jesus nunca pronunciou qualquer frase ou qualquer palavra, a fim de apoiar a pena capital.
Mas descobri o motivo que instigava o Amaral a espalhar aquela mentira. Foi quando examinei o seu livro “A pena de morte”, lançado pela Editora Record em 1991, pois ele, depois de ler o prefacio do padre Emílio Silva de Castro para a sua obra, passou a acreditar que de fato o Salvador dera apoio a essa pena. O padre modificou uma frase de Jesus no Sermão da Montanha, isto é, o texto do versículo 21 do capitulo quinto do Evangelho de São Mateus. Eis a frase de Cristo, adulterada pelo padre, e que o Salvador nunca proferiu:
“Não matarás e quem matar será réu de morte” (página 21 do livro de Amaral Netto).
A expressão “réu de morte” designa “o que está condenado à morte por crime”, segundo esclarece um verbete da página 4.452 do volume quinto do “Grande e novíssimo dicionário da língua portuguesa”, de Laudelino Freire (Livraria José Olympio Editora, 3ª edição, Rio de Janeiro, 1957).
Jesus Cristo nunca se expressou desta forma – “Não matarás, e quem matar será réu de morte” - porque a rigor a frase do Filho de Deus é assim, segundo a “Bíblia” traduzida diretamente dos originais pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma:
“Não matarás, e quem matar será submetido a juízo”, (Mat. V. 21).
Cristo não podia apoiar a pena de morte, pois ele abrogou a Lei de Talião, do “olho por olho, dente por dente”, a lei da chamada “vingança justa”, conforme se vê no versículo 28 desse capítulo do Evangelho de São Mateus. Ao ser preso no Jardim do Getsêmani, informam os versículos 51 e 52 do capítulo vigésimo sexto do mesmo evangelho, o Rabi da Galiléia aconselhou a um discípulo, que ali, com a sua espada, havia cortado a orelha de um homem:
"Guarda a tua espada, porque todos que pegam a espada pela espada, perecerão".
Mais uma vez, portanto, ele condenou o espírito de vingança, de represália, salientando apenas isto: a violência gera a violência e causa a destruição, o aniquilamento. Não é correto, por conseguinte, dizer que Cristo nesta passagem apoiou a pena de morte, como dá a entender o Amaral Netto na página 80 do seu livro. Aliás, segundo os versículos 17, 18 e 19 do capítulo décimo do Evangelho de São Mateus, pondo-se Jesus a caminho, um homem correu ao seu encontro, e após se ajoelhar, perguntou-lhe:
-Bom mestre, que farei para herdar a vida eterna?
O Nazareno exaltou a bondade de Deus e respondeu:
-Tu conheces os mandamentos, “não matarás”...
As provas são esmagadoras. Todavia, mesmo assim, oh fato incrível!, o padre Emilio Silva de Castro, no prefácio do livro de Amaral Netto, obrigou o Redentor a apoiar a pena de morte! É por isto que o Amaral vivia proclamando: até Jesus Cristo foi um defensor dessa pena. O jornalista aceitou sem pestanejar a adulteração do padre, mas agiu de boa fé, não sabia que estava sendo enganado.
Eu costumava ver na televisão as entrevistas do Amaral Netto. Uma coisa me surpreendia: ele tinha o hábito de declarar que o próprio Jesus Cristo era a favor da pena de morte. Ora, basta ler a “Bíblia” com atenção para saber como isto não é verdade. Jesus nunca pronunciou qualquer frase ou qualquer palavra, a fim de apoiar a pena capital.
Mas descobri o motivo que instigava o Amaral a espalhar aquela mentira. Foi quando examinei o seu livro “A pena de morte”, lançado pela Editora Record em 1991, pois ele, depois de ler o prefacio do padre Emílio Silva de Castro para a sua obra, passou a acreditar que de fato o Salvador dera apoio a essa pena. O padre modificou uma frase de Jesus no Sermão da Montanha, isto é, o texto do versículo 21 do capitulo quinto do Evangelho de São Mateus. Eis a frase de Cristo, adulterada pelo padre, e que o Salvador nunca proferiu:
“Não matarás e quem matar será réu de morte” (página 21 do livro de Amaral Netto).
A expressão “réu de morte” designa “o que está condenado à morte por crime”, segundo esclarece um verbete da página 4.452 do volume quinto do “Grande e novíssimo dicionário da língua portuguesa”, de Laudelino Freire (Livraria José Olympio Editora, 3ª edição, Rio de Janeiro, 1957).
Jesus Cristo nunca se expressou desta forma – “Não matarás, e quem matar será réu de morte” - porque a rigor a frase do Filho de Deus é assim, segundo a “Bíblia” traduzida diretamente dos originais pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma:
“Não matarás, e quem matar será submetido a juízo”, (Mat. V. 21).
Cristo não podia apoiar a pena de morte, pois ele abrogou a Lei de Talião, do “olho por olho, dente por dente”, a lei da chamada “vingança justa”, conforme se vê no versículo 28 desse capítulo do Evangelho de São Mateus. Ao ser preso no Jardim do Getsêmani, informam os versículos 51 e 52 do capítulo vigésimo sexto do mesmo evangelho, o Rabi da Galiléia aconselhou a um discípulo, que ali, com a sua espada, havia cortado a orelha de um homem:
"Guarda a tua espada, porque todos que pegam a espada pela espada, perecerão".
Mais uma vez, portanto, ele condenou o espírito de vingança, de represália, salientando apenas isto: a violência gera a violência e causa a destruição, o aniquilamento. Não é correto, por conseguinte, dizer que Cristo nesta passagem apoiou a pena de morte, como dá a entender o Amaral Netto na página 80 do seu livro. Aliás, segundo os versículos 17, 18 e 19 do capítulo décimo do Evangelho de São Mateus, pondo-se Jesus a caminho, um homem correu ao seu encontro, e após se ajoelhar, perguntou-lhe:
-Bom mestre, que farei para herdar a vida eterna?
O Nazareno exaltou a bondade de Deus e respondeu:
-Tu conheces os mandamentos, “não matarás”...
As provas são esmagadoras. Todavia, mesmo assim, oh fato incrível!, o padre Emilio Silva de Castro, no prefácio do livro de Amaral Netto, obrigou o Redentor a apoiar a pena de morte! É por isto que o Amaral vivia proclamando: até Jesus Cristo foi um defensor dessa pena. O jornalista aceitou sem pestanejar a adulteração do padre, mas agiu de boa fé, não sabia que estava sendo enganado.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
AS BESTEIRAS DA “TEÓLOGA” MARCELLA
Li a entrevista que a “teóloga” Marcella Althaus - Reid concedeu à repórter Eliane Brum, da revista “Época”, e fiquei chocado. Nascida em Rosário, na Argentina, a senhora Marcella leciona Ética Cristã e Teologia Prática na Universidade de Edimburgo. Verborrágica, embrulhona, ela adora a confusão, a complicação, o excesso de palavras inúteis. Lá na Escócia publicou dois livros caóticos, “Indecent Theology” (“Teologia Indecente”), e “The Queer Good” (“O Deus Gay”). Nessas obras a autora defende a tese de que a teologia precisa resgatar a sexualidade! Vejam o disparate. Ciência que trata de Deus, a teologia não tem nada a ver com os problemas da sexualidade humana.
Marcela é obcecada por sexo. Propõe uma teologia “sem roupas íntimas”, isto é, nua, bem peladinha. Sua “Indecent Theology”, segundo afirmou, corresponde a “levantar as saias de Deus”. É tão obcecada por sexo, essa senhora de fisionomia maltratada pelo tempo, que ela vomitou a seguinte besteira, registrada por Eliane Brum:
“A ‘Bíblia’ está cheia de metáforas sexuais. O Cristianismo vem de uma metáfora sexual - um Deus que tem amores com uma mulher e dessa relação amorosa nasceu Cristo. Sai tudo de uma matriz sexual que querem sempre dessexualizar.”.
Vamos corrigir a besteira. Primeiro, não é a “Bíblia” que está repleta de metáforas sexuais e sim a cabeça da Marcella. Segundo, Deus não se casou com a Santíssima Virgem e sim José, carpinteiro por profissão (Mateus, capítulo 1, versículo 18; Lucas, capítulo 3, versículo 23).
Essa “teóloga” trapalhona não aceita a imagem do “Deus perfeito”, dotado de “sabedoria suprema”. Para ela, o Criador comete erros e também é palhaço! Leiam estas suas palavras absurdas:
“Falo de um deus que abre seu armário e diverte seus amigos, dizendo: ‘Agora sou Marlene Dietrich’.”
Quanta idiotice! A senhora Marcella devia ter vergonha na cara, a fim de não espalhar esta blasfêmia: fazer o Todo Poderoso imitar a atriz alemã cujas longas pernas esculturais, cobertas por uma meia preta, apareceram com destaque no filme “Der Blaue Engel” (“O Anjo Azul”), dirigido em 1930 pelo vienense Josef von Sternberg.
Mais adiante, na entrevista concedida a Eliane Brum, a nossa “teóloga” declarou:
“... quero reivindicar um Deus que é marginal. Sou indecente, graças a Deus"
Admire este disparate, amigo leitor, um Deus traficante de drogas, um Deus Fernandinho Beira Mar! É necessário corrigir outra vez a senhora Marcella Althaus - Reid: ela não é indecente, graças a Deus, e sim graças ao diabo!
Sempre obcecada pelo sexo, a “notável teóloga” voltou a abrir a torneira do seu interminável besteirol. Aí vai uma de suas cretinices:
“Que sabemos da sexualidade de Jesus? Nada. O que dizem os Evangelhos? Dizem que foi circuncidado... Então, por que não assumir que Jesus teria outra sexualidade? E qual teria sido? Busco elaborar um Bi-Cristo.”
Ah, prezado leitor, o Nazareno não merece isto, ser crucificado outra vez! E agora por essa criatura que quer transformar a Teologia numa pornografia. Juro, o Salvador não merece isto!
Incapaz de se libertar da sua obsessão pelo sexo, a "teóloga” fez a sua cabeça de miolos enfermos gerar outra blasfêmia fedorenta:
"Estou convencida de que a Igreja tem um falo (órgão sexual masculino) muito grande e, ao mesmo tempo, tem uma base homossexual muito grande".
Mundo imundo! Incrível! Marcella Althaus - Reid é professora de Teologia da Universidade de Edimburgo. Pobre Teologia, pobre universidade! Ela leciona Ética Cristã. Como pode lecionar ética cristã quem não tem ética cristã? Mundo imundo! Ficaria bem mais limpo sem a presença dessa pornógrafa, dessa ofensora de Deus, de Jesus Cristo, dos católicos, dos protestantes, dos evangélicos, dos espíritas, dos fiéis leitores da nossa santa, querida e maravilhosa “Bíblia”.
Marcela é obcecada por sexo. Propõe uma teologia “sem roupas íntimas”, isto é, nua, bem peladinha. Sua “Indecent Theology”, segundo afirmou, corresponde a “levantar as saias de Deus”. É tão obcecada por sexo, essa senhora de fisionomia maltratada pelo tempo, que ela vomitou a seguinte besteira, registrada por Eliane Brum:
“A ‘Bíblia’ está cheia de metáforas sexuais. O Cristianismo vem de uma metáfora sexual - um Deus que tem amores com uma mulher e dessa relação amorosa nasceu Cristo. Sai tudo de uma matriz sexual que querem sempre dessexualizar.”.
Vamos corrigir a besteira. Primeiro, não é a “Bíblia” que está repleta de metáforas sexuais e sim a cabeça da Marcella. Segundo, Deus não se casou com a Santíssima Virgem e sim José, carpinteiro por profissão (Mateus, capítulo 1, versículo 18; Lucas, capítulo 3, versículo 23).
Essa “teóloga” trapalhona não aceita a imagem do “Deus perfeito”, dotado de “sabedoria suprema”. Para ela, o Criador comete erros e também é palhaço! Leiam estas suas palavras absurdas:
“Falo de um deus que abre seu armário e diverte seus amigos, dizendo: ‘Agora sou Marlene Dietrich’.”
Quanta idiotice! A senhora Marcella devia ter vergonha na cara, a fim de não espalhar esta blasfêmia: fazer o Todo Poderoso imitar a atriz alemã cujas longas pernas esculturais, cobertas por uma meia preta, apareceram com destaque no filme “Der Blaue Engel” (“O Anjo Azul”), dirigido em 1930 pelo vienense Josef von Sternberg.
Mais adiante, na entrevista concedida a Eliane Brum, a nossa “teóloga” declarou:
“... quero reivindicar um Deus que é marginal. Sou indecente, graças a Deus"
Admire este disparate, amigo leitor, um Deus traficante de drogas, um Deus Fernandinho Beira Mar! É necessário corrigir outra vez a senhora Marcella Althaus - Reid: ela não é indecente, graças a Deus, e sim graças ao diabo!
Sempre obcecada pelo sexo, a “notável teóloga” voltou a abrir a torneira do seu interminável besteirol. Aí vai uma de suas cretinices:
“Que sabemos da sexualidade de Jesus? Nada. O que dizem os Evangelhos? Dizem que foi circuncidado... Então, por que não assumir que Jesus teria outra sexualidade? E qual teria sido? Busco elaborar um Bi-Cristo.”
Ah, prezado leitor, o Nazareno não merece isto, ser crucificado outra vez! E agora por essa criatura que quer transformar a Teologia numa pornografia. Juro, o Salvador não merece isto!
Incapaz de se libertar da sua obsessão pelo sexo, a "teóloga” fez a sua cabeça de miolos enfermos gerar outra blasfêmia fedorenta:
"Estou convencida de que a Igreja tem um falo (órgão sexual masculino) muito grande e, ao mesmo tempo, tem uma base homossexual muito grande".
Mundo imundo! Incrível! Marcella Althaus - Reid é professora de Teologia da Universidade de Edimburgo. Pobre Teologia, pobre universidade! Ela leciona Ética Cristã. Como pode lecionar ética cristã quem não tem ética cristã? Mundo imundo! Ficaria bem mais limpo sem a presença dessa pornógrafa, dessa ofensora de Deus, de Jesus Cristo, dos católicos, dos protestantes, dos evangélicos, dos espíritas, dos fiéis leitores da nossa santa, querida e maravilhosa “Bíblia”.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
EU DEFENDO AS SOGRAS
Evoquei no meu bate-papo “A sogra, esta incompreendida”, uma conversa com um motorista de táxi, que me disse que detestava a sogra, porque esta comia todos os seus franguinhos colocados na geladeira. Tenho vários amigos taxistas. No automóvel fico ao lado deles, para conversar. Pois bem, outro dia um desses profissionais, após me narrar vários episódios de sua vida, fez a seguinte confissão:
-A minha mulher me trata mal, vive dizendo que eu chego tarde em casa pelo motivo de ter uma amante.
-E você tem?
-Não, doutor, nunca tive, mas a peste não acredita, é super desconfiada. Quem me defende é a minha sogra, que é um anjo.
Como podemos ver, de modo bem claro, o meu amigo taxista pertence à classe dos amigos das sogras. Já dissertei sobre os inimigos dessas criaturas tão injustiçadas. É justo, portanto, que eu agora evoque dois homens de valor que eram amigos de suas sogras.
Amigo da sogra foi o grande romancista russo Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski (1821-1881). Sua segunda esposa, Anna Grigoriev¬na Dostoievskaia, reproduziu no livro “Meu marido Dostoievski” (traduzido para o nosso idioma por Zoia Prestes) as palavras desse escritor dirigidas à futura sogra:
“Claro que a senhora já sabe que pedi a mão de sua filha em casamento. Ela concordou em ser minha mulher e estou muito feliz. Gostaria que aceitasse a sua escolha. Anna Grigorievna me falou tão bem da senhora, que me acostumei a respeitá-la. Dou-lhe a minha palavra que farei o possível e o impossível para que ela seja feliz. Para a senhora serei um genro dedicado e amoroso.”
A esposa do autor de “Crime e castigo” admitiu:
“Devo reconhecer que Fiódor Mikhailovitch, realmente, durante os quatorze anos de casamento, sempre foi muito gentil e atencioso com a minha mãe, tratando-a com amor e estima.”
Outro escritor insigne, Edgar Allan Poe (l809-l849), também era amigo de sua sogra, a senhora Marie Clemm. Esta lhe arranjava dinheiro quando ele não tinha um níquel, consolava-o nas desventuras, fazia-o adormecer perpassando a mão rechonchuda pela sua atormentada fronte. Edgar amou-a como se fosse sua mãe. Numa carta, das últimas que escreveu, ele assim se referiu a ela:
“Você tem sido... tudo para mim, querida e sempre amada mãe, a mais querida e verdadeira amiga.”
Depois da morte de Poe, a sua sogra declarou:
“Jamais gostava de ficar sozinho, e eu costumava sentar-me com ele, muitas vezes até as quatro horas da madrugada. Ele, na sua mesa, escrevendo, e eu cochilando na minha cadeira. Quando estava compondo ‘Eureka’, costumávamos passear para lá e para cá no jardim, abraçados um ao outro, até ficar eu tão cansada, a ponto de não poder mais andar... Sempre me sentava perto dele quando estava escrevendo e dava-lhe uma xícara de café quente, de uma ou de duas em duas horas... Durante todos os anos em que viveu comigo, não me recordo de uma só noite em que tenha deixado de vir beijar sua ‘mãe’, como me chamava, antes de ir para a cama.”
Aconselho os inimigos das sogras a seguir os exemplos de Dostoiévski e Edgar Allan Poe, pois a sografobia, a aversão às sogras, além de complicar a vida, ataca logo o fígado, os nervos e a cabeça...
-A minha mulher me trata mal, vive dizendo que eu chego tarde em casa pelo motivo de ter uma amante.
-E você tem?
-Não, doutor, nunca tive, mas a peste não acredita, é super desconfiada. Quem me defende é a minha sogra, que é um anjo.
Como podemos ver, de modo bem claro, o meu amigo taxista pertence à classe dos amigos das sogras. Já dissertei sobre os inimigos dessas criaturas tão injustiçadas. É justo, portanto, que eu agora evoque dois homens de valor que eram amigos de suas sogras.
Amigo da sogra foi o grande romancista russo Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski (1821-1881). Sua segunda esposa, Anna Grigoriev¬na Dostoievskaia, reproduziu no livro “Meu marido Dostoievski” (traduzido para o nosso idioma por Zoia Prestes) as palavras desse escritor dirigidas à futura sogra:
“Claro que a senhora já sabe que pedi a mão de sua filha em casamento. Ela concordou em ser minha mulher e estou muito feliz. Gostaria que aceitasse a sua escolha. Anna Grigorievna me falou tão bem da senhora, que me acostumei a respeitá-la. Dou-lhe a minha palavra que farei o possível e o impossível para que ela seja feliz. Para a senhora serei um genro dedicado e amoroso.”
A esposa do autor de “Crime e castigo” admitiu:
“Devo reconhecer que Fiódor Mikhailovitch, realmente, durante os quatorze anos de casamento, sempre foi muito gentil e atencioso com a minha mãe, tratando-a com amor e estima.”
Outro escritor insigne, Edgar Allan Poe (l809-l849), também era amigo de sua sogra, a senhora Marie Clemm. Esta lhe arranjava dinheiro quando ele não tinha um níquel, consolava-o nas desventuras, fazia-o adormecer perpassando a mão rechonchuda pela sua atormentada fronte. Edgar amou-a como se fosse sua mãe. Numa carta, das últimas que escreveu, ele assim se referiu a ela:
“Você tem sido... tudo para mim, querida e sempre amada mãe, a mais querida e verdadeira amiga.”
Depois da morte de Poe, a sua sogra declarou:
“Jamais gostava de ficar sozinho, e eu costumava sentar-me com ele, muitas vezes até as quatro horas da madrugada. Ele, na sua mesa, escrevendo, e eu cochilando na minha cadeira. Quando estava compondo ‘Eureka’, costumávamos passear para lá e para cá no jardim, abraçados um ao outro, até ficar eu tão cansada, a ponto de não poder mais andar... Sempre me sentava perto dele quando estava escrevendo e dava-lhe uma xícara de café quente, de uma ou de duas em duas horas... Durante todos os anos em que viveu comigo, não me recordo de uma só noite em que tenha deixado de vir beijar sua ‘mãe’, como me chamava, antes de ir para a cama.”
Aconselho os inimigos das sogras a seguir os exemplos de Dostoiévski e Edgar Allan Poe, pois a sografobia, a aversão às sogras, além de complicar a vida, ataca logo o fígado, os nervos e a cabeça...
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