<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865</id><updated>2012-01-30T15:07:25.294-08:00</updated><category term='Evanildo Bechara'/><category term='tem todos os parentes'/><category term='Um filho que tem mãe'/><category term='ABL'/><category term='A revolta contra o fascista Acordo Ortográfico'/><category term='reforma ortografica'/><title type='text'>Artigos de Fernando Jorge</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>65</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-6355184841536412836</id><published>2012-01-26T12:32:00.000-08:00</published><updated>2012-01-26T12:32:40.606-08:00</updated><title type='text'>UMA REVISTA ÚTIL, PREJUDICADA PELO EVANILDO</title><content type='html'>A revista útil é a Nossa Língua, número 29, da editorial Duetto. Essa publicação obteve o apoio da improfícua Academia Brasileira de Letras, grêmio ridículo, anacrônico, repleto de solenes cadáveres ambulantes, sociedade tão estéril como o útero de uma mula. Quem prejudica a revista: o acadêmico Evanildo Bechara, com os seus artigos difusos, prolixos, mal escritos, nos quais os erros de português brilham, cintilam, à semelhança de reluzentes poças de lama sob os raios do sol.&lt;br /&gt;Evanildo tornou-se o principal responsável pela monstruosa reforma ortográfica da língua portuguesa. Reforma nojenta, teratológica, pois tirou o trema das palavras, estabeleceu o caos entre a preposição para e o verbo parar, expulsou o acento de idéia (agora é idêia), de assembléia (agora é assemblêia), além de cometer outras burrices e inegáveis barbaridades.&lt;br /&gt;A dinâmica revista Nossa Língua apresentou um artigo manquitola, necessitado urgentemente de muletas, desse agressor do idioma de Fernando Pessoa. Título do artigo coxo: “Os animais na linguagem dos homens”. Artigo quadrupedal, provido de ferraduras e arreio, inchado de nauseabundos erros de português. Texto que zurra, pateja, solta coices, agita o rabo. Evanildo merece estar na macabra Academia Brasileira de Letras, junto do apedeuta Paulo Coelho, cujos livros, sem qualquer exceção, todos eles, servem de exercício para a correção de textos.&lt;br /&gt;Autor de obras causadoras de dispepsias cerebrais, o Evanildo escreveu logo no inicio do seu péssimo artigo, mixórdia mais indigesta que uma sopa de calhaus:&lt;br /&gt;“Desde muito cedo acostumou-se o homem a conviver com os animais ditos ‘inferiores’ e a deles se aproveitar...”&lt;br /&gt;Horrível, o “a deles”, porque é suficiente dizer “e deles se aproveitar”. Evanildo não se limita, às vezes, a escrever corretamente mal. Ele sempre escreve completamente mal.&lt;br /&gt;Mais adiante esse bombástico gramaticóide salienta que Pangloss, personagem do Candide de Voltaire, chamou o planeta Terra de “o melhor dos mundos”. Citação incorreta. O certo é assim: “o melhor dos mundos possíveis” (“tout est pour le mieux dans le meilleur des mondes possibles”).&lt;br /&gt;Uma frase ambígua do Evanildo:&lt;br /&gt;“... aprendeu o homem a surpreender nos seus primos pobres propriedades, qualidades...”&lt;br /&gt;Que diabo é isto? Vejam a falta de senso estético. Ele usou três palavras que começam com p e rimou propriedades com qualidades. Frase enigmática, de duplo sentido. Afinal de contas, são primos pobres ou pobres propriedades? É caso típico de anfibologia, vício de linguagem que consiste em redigir a frase de um modo que se presta a mais de uma interpretação. Aí vai este exemplo:&lt;br /&gt;“A freguesa, na loja, pedia meia de mulher preta”.&lt;br /&gt;Ela desejava meia preta ou queria comprar tal peça de mulher preta? O Evanildo fez a mesma confusão!&lt;br /&gt;O vocabulário do Bechara é pobríssimo, é um mendigo esfarrapado. Pai da anêmica Gramática escolar da língua portuguesa, digna de receber uma abundante transfusão de sangue, esse Conselheiro Acácio da ABL repete os verbos sem o mínimo critério:&lt;br /&gt;“Um dos animais que o homem tem mais perto de si e, por isso, tem observado...”&lt;br /&gt;Se ele substituísse o primeiro tem pela palavra conserva, eliminaria a visível indigência vocabular...&lt;br /&gt;Evanildo ignora, apesar de se considerar um gramático, que o a preposição para atrai de maneira normal os pronomes pessoais, objetivos e terminativos. Aqui exponho três passagens do seu artigo:&lt;br /&gt;“... para aludir-se ao diabo”...&lt;br /&gt;“... para referir-se as pessoas (falta o acento no as) ou coisas...”&lt;br /&gt;“... para referir-se à zanga e à irritação.”&lt;br /&gt;Aprenda, Evanildo, o correto é desta forma:&lt;br /&gt;“... para se aludir e para se referir”.&lt;br /&gt;Sabichão, quer que eu lhe ofereça exemplos? Ei-los:&lt;br /&gt;“... para se remontarem ao puro idealismo” (Latino Coelho).&lt;br /&gt;“... para se não levantarem ímpetos de ira” (Padre Manuel da Bernardes).&lt;br /&gt;“... para se entregar quase rendidos à fortuna das forças africanas” (Camões).&lt;br /&gt;No meio do seu aranzel, onde os erros de português se esparramam como um lixo fedorento, Evanildo declarou:&lt;br /&gt;“... o português dos nossos dias teve necessidade de distinguir o cavaleiro e o cavalheiro, este empréstimo ao espanhol caballero”.&lt;br /&gt;Preste atenção, Evanildo, não foi a nossa língua que emprestou à língua espanhola o substantivo cavalheiro e sim o contrário: o idioma de Cervantes deu ao idioma de Frei Luís de Sousa o substantivo caballero, transformado em cavalheiro. O professor Silveira Bueno, catedrático de filologia portuguesa da Universidade de São Paulo, mostrou este fato num verbete da página 655 do segundo volume do Grande dicionário etimológico-prosódico da língua portuguesa, obra em nove volumes da Editora Brasília, publicada no ano de 1974.&lt;br /&gt;Não contente de ter lançado este erro abominável, o Evanildo Bechara pariu mais um da mesma natureza:&lt;br /&gt;“Vê o homem no cavalo e demais bestas de carga o símbolo do trabalhador costumaz...”&lt;br /&gt;Ora, a palavra costumaz não existe na nossa língua e sim o adjetivo contumaz, oriundo do latim contumax e que significa teimoso, opiniático, obstinado. Exemplo:&lt;br /&gt;“... o contumaz espírito do erro não se acobarda, na presença dos respeitáveis triunfos de Cristo” (Camilo Castelo Branco)&lt;br /&gt;Evanildo não parou de expelir erros de concordância no seu texto:&lt;br /&gt;“Em algumas regiões de língua portuguesa tais noctívagos se dizem também morcego.”&lt;br /&gt;Corrigindo: o substantivo morcego deve ficar no plural: morcegos. Aliás, a frase está mal escrita. Vamos aperfeiçoá-la:&lt;br /&gt;“Em algumas regiões de língua portuguesa, tais noctívagos se chamam também morcegos”.&lt;br /&gt;Coloquei uma vírgula depois de portuguesa, e substitui se dizem por se chamam. Não ficou melhor?&lt;br /&gt;Evanildo é um pernóstico. Nos artigos que fez para o jornal O Estado de S.Paulo, a fim de justificar a maluca reforma ortográfica que patrocinou, em vez de empregar a palavra usuário, ele emprega o arcaico adjetivo utente. Quanto pedantismo!&lt;br /&gt;Frequentes vezes, na sua lengalenga, Evanildo encaixou frases enigmáticas, abstrusas:&lt;br /&gt;“De se lhe atribuir ao animal o trabalho excessivo deve ser tratado com a rédea curta...”&lt;br /&gt;Entenderam? Trata-se de uma charada indecifrável? De um código secreto da Máfia? É um hieróglifo da época do faraó Akhenaton ou da época do faraó Tutancâmon?&lt;br /&gt;O Evanildo mamou toda a documentação da sua logorréia nos trabalhos da pesquisadora Delmira Maçãs, porém sem citar os títulos desses trabalhos. Que descaramento!&lt;br /&gt;Como uma praga de incômodos piolhos, os erros se multiplicam no blababá do tenaz esfrangalhador da língua portuguesa. Meu Deus, e o Bechara coordena os artigos da revista Nossa Língua! Coitado do pessoal desta publicação, coitados do Janir Hollanda, editor-chefe, do colaborador Caio Barbosa, da assistente Giselle Gomes, das editoras Érika dos Anjos e Márcia Araújo Almeida. Coitadinhos, coitadinhos! Acolham a minha solidariedade. E com o firme propósito de consolá-los, cito no fim do meu texto um pensamento do filósofo inglês Robert Burton (1577-1640), extraído do seu ensaio Anatomy of melancholy, publicado em 1621:&lt;br /&gt;“A esperança e a paciência são dois soberanos remédios para tudo, são o descanso mais seguro e o mais suave coxim, sobre os quais podemos nos inclinar na adversidade.”&lt;br /&gt;(“Hope and patience are two sovereign remedies for all, the surest reposals, the softest cushions to lean on in adversity”)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-6355184841536412836?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/6355184841536412836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=6355184841536412836' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/6355184841536412836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/6355184841536412836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2012/01/uma-revista-util-prejudicada-pelo.html' title='UMA REVISTA ÚTIL, PREJUDICADA PELO EVANILDO'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-9069799766400820327</id><published>2011-12-18T12:11:00.000-08:00</published><updated>2011-12-18T12:11:02.727-08:00</updated><title type='text'>PRESIDENTA DILMA: MANDE PARA OS CONFINS DO JUDAS OS LÍDERES DESSES PARTIDOS!</title><content type='html'>Fui amigo intimo do presidente Jânio Quadros. Frequentei durante anos a casa desse homem carismático, situada na rua Nove de Julho, número 880, em frente à Chácara Flora, no bairro paulistano Alto da Boa Vista. Ele me estimulava a escrever a sua biografia e chegou a enviar-me uma carta com estas palavras,no dia 15 de agosto de 1972:&lt;br /&gt;“Se vai ser o meu biógrafo, asseguro-lhe que meus ossos dormirão em paz.”&lt;br /&gt;Certa ocasião, após almoçar com ele e dona Eloá, sua esposa, eu lhe disse:&lt;br /&gt;-Presidente, o senhor me pediu para eu ser o seu biógrafo, porém preciso obter uma informação que é essencial nesse caso, embora não ignore a sua aversão pelo assunto.&lt;br /&gt;Jânio Quadros fitou-me de maneira firme e respondeu:&lt;br /&gt;-Já sei, Fernandinho (ele me chamava pelo diminutivo, carinhosamente), você quer saber a causa da minha renúncia.&lt;br /&gt;-Sim, presidente.&lt;br /&gt;-Veja, meu caro, estamos num país onde ninguém renuncia a nada. Apenas D. Pedro I, no ano de 1831, renunciou em favor do seu filho, D. Pedro de Alcântara, então com cinco anos de idade. E note, D. Pedro I não era brasileiro... Aqui todos se aferram aos seus cargos, às suas posições, de modo até feroz. O vereador, o deputado, o prefeito, o governador, o secretário de Estado, o ministro, o presidente da República, agarram-se aos seus cargos como os cães famélicos se atiram a um pedacinho de osso coberto de pouca carne. Perder o cargo, para essa gente, é como morrer, tornar-se vítima de uma tragédia sangrenta. E no entanto eu apresentei a minha renúncia ao Congresso, no dia 25 de agosto de 1961, depois de menos de sete meses de governo. Renunciei ao cargo supremo, num país, repito, onde ninguém renuncia a nada, a nada!&lt;br /&gt;Nesse momento o rosto de Jânio ficou bem vermelho. Falava exaltado. Temendo pela sua saúde, pronunciei estas palavras:&lt;br /&gt;-Presidente, se este assunto o desagrada, eu...&lt;br /&gt;Ele me interrompeu:&lt;br /&gt;-Não, não, você merece ouvir o que estou dizendo. Isto me faz bem, me alivia.&lt;br /&gt;Mais sereno, Jânio prosseguiu, após tomar um gole de uísque:&lt;br /&gt;-Eu havia prometido, a milhões dos meus eleitores, travar um combate ininterrupto ao clientelismo, ao empreguismo, à ineficiência administrativa, à corrupção endêmica e à burocracia obsoleta. Ansiei por alcançar, neste sentido, a minha total independência em relação a grupos e a partidos. E não foi sem dificuldades que consegui efetuar o corte dos subsídios às importações de trigo e petróleo, a fim de atrair os empréstimos do Exterior à nossa combalida economia. Também transpus barreiras, quando optei pela neutralidade do Brasil em plena Guerra Fria. Assacaram contra mim a pecha de comunista, por reatar as relações diplomáticas com a União Soviética e por não aderir ao boicote a Cuba de Fidel Castro, promovido pelos Estados Unidos do governo Kennedy. Resumindo, eu, como presidente da República, achava-me com as mãos atadas, incapaz de cumprir as solenes promessas que fizera ao povo. Não dispunha de maioria no Congresso, o PSB e o PTB dominavam a Câmara e o Senado, opunham-se à minha política clara, sadia, regeneradora.&lt;br /&gt;Jânio colocou a sua mão direita no meu ombro e outra vez de fisionomia rubra, agitado, com o cabelo caindo na testa, emitiu esta frase:&lt;br /&gt;-Ninguém pode governar o Brasil se não tiver o apoio maciço do Congresso, ninguém!&lt;br /&gt;O rosto dele parecia estar congestionado e os seus olhos despendiam fagulhas. No intento de acalmá-lo, desviei a conversa para outro assunto.&lt;br /&gt;De fato nenhum homem ou mulher pode governar o nosso país se não tiver o apoio da Câmara Federal e do Senado. Eis aí o drama da presidenta Dilma Rousseff. Devido aos compromissos políticos que ela assumiu, para receber o indispensável apoio do Congresso e com este apoio dirigir a nação, Dilma nomeou sete ministros no primeiro ano do seu mandato e todos acabaram sendo demitidos, ou por corrupção, ou por atos reprováveis.&lt;br /&gt;Antonio Palocci, ministro da Casa Civil, foi demitido no dia 7 de junho de 2011, pelo motivo de não explicar como multiplicou o seu patrimônio, entre os anos de 2006 e 2010.&lt;br /&gt;Alfredo Nascimento, ministro do Transportes, foi demitido no dia 6 de julho do mesmo ano, por causa de um esquema de superfaturamento em obras públicas.&lt;br /&gt;Nelson Jobim, ministro da Defesa, foi demitido no dia 7 do mês seguinte, depois de chamar os integrantes do governo de idiotas.&lt;br /&gt;Wagner Rossi, ministro da Agricultura, foi demitido no dia 17 do mesmo mês de agosto, por atos de corrupção.&lt;br /&gt;Pedro Novais, ministro do Turismo, foi demitido no dia 14 do mês seguinte, sob a acusação de usar o dinheiro dos cofres públicos em beneficio próprio.&lt;br /&gt;Orlando Silva, ministro do Esporte, foi demitido no dia 26 de outubro de 2011, por se encontrar envolvido diretamente num esquema de desvio de recursos do programa Segundo Tempo.&lt;br /&gt;Carlos Lupi, ministro do Trabalho, foi demitido no dia 4 de dezembro de 2011, acusado, entre outras coisas, de desvio das verbas de ONGs e de acumulo de cargos na Câmara dos Deputados e na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Este ex-ministro declarou: só sairia do cargo se fosse “abatido à bala”.&lt;br /&gt;Como uma professora que expulsa, da sala de aula, sete maus alunos, a presidenta Dilma Rousseff enxotou do seu governo sete ministros...&lt;br /&gt;Ela, a ex-guerrilheira, é dinâmica, inteligente, capacitada, mas para governar o Brasil de modo eficaz, precisa libertar-se, no decorrer do seu mandato, dos compromissos partidários. Dilma só deveria nomear pessoas de comprovada honestidade, não indicadas por qualquer partido, nem pelo PT, nem pelo PDT, nem pelo PMDB, nem pelo PSDB, enfim, negar-se a atender os pedidos dos líderes das várias agremiações políticas. Se estas lhe retirarem o apoio, movidas pela vingança, e Dilma ficar com minoria no Congresso, apesar de submeter a ele a aprovação de medidas acertadas, o povo a apoiará entusiasticamente, obrigando o Poder Legislativo da República a prestigiar o seu governo.&lt;br /&gt;Presidenta Dilma: mande para os confins do Judas os líderes desses partidos!&lt;br /&gt;_______________________________________________________&lt;br /&gt;Escritor e jornalista, Fernando Jorge é autor do livro Se não fosse o Brasil, jamais Barack Obama teria nascido, cuja 3ª edição foi lançada pela Editora Novo Século&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-9069799766400820327?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/9069799766400820327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=9069799766400820327' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/9069799766400820327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/9069799766400820327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2011/12/presidenta-dilma-mande-para-os-confins.html' title='PRESIDENTA DILMA: MANDE PARA OS CONFINS DO JUDAS OS LÍDERES DESSES PARTIDOS!'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-1229725290278844863</id><published>2011-12-11T12:15:00.001-08:00</published><updated>2011-12-11T12:15:53.529-08:00</updated><title type='text'>QUATRO IMUNDOS INSULTADORES DE JESUS</title><content type='html'>Jesus Cristo continua a ser ultrajado. Já mostrei aqui, num dos meus bate-papos, os disparates da “teóloga” Marcella Althaus – Reid, professora de Ética Cristã e Teologia Prática na Universidade de Edimburgo. Obcecada por sexo, essa mulher de cara obscena, assustadora, cara que é um verdadeiro breviário contra a luxúria, defecou a seguinte blasfêmia, numa entrevista concedida à repórter Eliane Brum, da revista “Época”:&lt;br /&gt;“Que sabemos da sexualidade de Jesus? Nada. O que dizem os Evangelhos? Dizem que foi circuncidado... Então por que não assumir que Jesus teria outra sexualidade? E qual teria sido? Busco elaborar um Bi-Cristo.”&lt;br /&gt;Como é nojenta essa criatura! Marcella causa-me ânsia de vômito. O diabo já deve ter reservado uma sala especial para ela, lá no Inferno, onde ele a espera com um comprido ferro em brasa na mão, a fim de espetá-lo naquela sua murcha parte traseira, chamada vulgarmente de bumbum...&lt;br /&gt;Bem antes da imunda Marcella, dois imundos escritores insultaram Cristo. Refiro-me a Richard Leigh e Michael Raigent. Ambos, no livro “Holy Blood, Holy Grail”, publicado em 1982, descrevem Jesus como um revolucionário inescrupuloso, que forjou a “lenda” da sua crucificação e fugiu com Maria Madalena para o sul da França.&lt;br /&gt;Eu acredito, juro: Richard e Michael também estão sendo aguardados lá no Inferno, pelo impaciente rabudo. Este vai enfiar longuíssimos ferros em brasa no bumbum dos dois. Ferros que sairão nas suas cabeças, enquanto uma negra e sufocante fumaça se evolará dos seus corpos assados como churrasco...&lt;br /&gt;A última canalhice infligida a Jesus Cristo se acha no livro “O Código Da Vinci”, do espertalhão norte-americano Dan Brown. Lançada em março de 2003, mais de 15 milhões de exemplares dessa obra já foram vendidos. Sem apresentar nenhum documento idôneo, o vigarista Dan Brown quer provar que a Igreja Católica foi fundada sobre uma mentira, em relação à vida de Jesus, porque o filho de Deus se casou com Maria Madalena, fugiu da Palestina e teve filhos!&lt;br /&gt;O sucesso do livro “O Código Da Vinci” me convenceu de uma coisa: a humanidade não presta. Qualquer escritor que consiga inventar uma história falsa e engenhosa sobre Cristo, poderá lançar um livro capaz de lhe render milhões de dólares. E aos que negam a existência histórica de Jesus, eu afirmo: a “Bíblia” é por si mesma um autêntico documento histórico da existência do Salvador. Os Evangelhos são coincidentes. Respondam-me, ateus: o Cristianismo surgiu do nada? Existe o efeito sem causa?&lt;br /&gt;Antes que me esqueça: o Pé-de-Gancho, lá do Inferno, também já preparou outro ferro em brasa, para o enfiar na fofa ou dura região glútea do blasfemo Dan Brown, autor do conto-do-vigário “O Código Da Vinci”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-1229725290278844863?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/1229725290278844863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=1229725290278844863' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/1229725290278844863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/1229725290278844863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2011/12/quatro-imundos-insultadores-de-jesus.html' title='QUATRO IMUNDOS INSULTADORES DE JESUS'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-8415124449105556278</id><published>2011-12-05T06:38:00.000-08:00</published><updated>2011-12-05T06:38:23.880-08:00</updated><title type='text'>O INGLÊS QUE ODIAVA O SEU NARIZ</title><content type='html'>Sei que várias pessoas não acham quase nenhuma utilidade no nariz. Monteiro Lobato, por exemplo, disse uma ocasião:&lt;br /&gt;-Ora, ele só presta para servir de cavalo aos óculos!&lt;br /&gt;Mas isto não é verdade, porque o nariz do homem tem a grande capacidade de destruir os micróbios quê por ele passam. É um fato científico.&lt;br /&gt;O norte-americano Henry Lewis obteve estrondosas vitórias jogando bilhar com a ponta do nariz...&lt;br /&gt;Gogol tem um personagem, chamado Kovaliev, que perde o nariz e após muitas peripécias o encontra. Diversos discípulos de Freud vêem na novela “O nariz” mais do que uma sátira. Descobrem nessa obra o reflexo caricaturesco da frustração sexual do autor de "Taras Bulba”. &lt;br /&gt;Gregório de Matos cantou um&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nariz de embono, &lt;br /&gt;Com tal sacada,&lt;br /&gt;Que entra na escada,&lt;br /&gt;Duas horas primeiro que seu dono.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bernardo Guimarães divulgou no Rio de Janeiro, em 1858, o seu poema “O nariz perante os poetas", no qual faz esta pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se bem me lembro, a Bíblia em qualquer parte&lt;br /&gt;Certo nariz ao Líbano compara;&lt;br /&gt;Se tal era o nariz,&lt;br /&gt;De que tamanho seria a cara?!...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alf Smith foi um inglês que sentiu pelo seu nariz uma repulsa sem limites. A sua tragédia iniciou-se em 1950, quando ele tomou parte numa briga, saindo dela com o nariz quebrado e rasgado por uma navalha. Smith adquiriu um aspecto tão grotesco que chegava a ter vergonha de sair de casa. Ficou obcecado pelo seu nariz em pandarecos. Certo dia resolveu procurar um especialista em cirurgia plástica. Submeteu-se a uma operação e ganhou novo nariz. Mas Smith não se sentiu satisfeito. O segundo nariz lhe desagradava enormemente. Voltou ao cirurgião e pediu-lhe outro, que estivesse mais de acordo com os traços do seu rosto. Foi feita uma segunda intervenção cirúrgica, que também surtiu o mesmo efeito negativo. Enraivecido, negou-se a pagar a operação...&lt;br /&gt;Smith viveu torturado, num desolador estado de abatimento moral. Decidiu então consultar o melhor especialista britânico na matéria. Este, por setenta mil dólares, confeccionou-lhe um nariz invejável, digno de um deus grego. Smith, no entanto, ainda ficou aborrecido. Puxou uma pistola e apontando-a para o cirurgião, berrou: &lt;br /&gt;-Quero outro nariz ou o mato! &lt;br /&gt;A polícia prendeu-o e foi condenado a dez anos de prisão, dos quais cumpriu apenas um.&lt;br /&gt;Conheço narizes de todos os tipos e condições sociais: petulantes, humildes, orgulhosos, plebeus, aristocratas. &lt;br /&gt;O nariz possui tal força sugestiva que associamos seu aspecto aos sentimentos do dono. Um nariz pálido, não sei porquê, parece exprimir azedume, inveja. O arrebitado fornece impressão de jovialidade. O esguio, sugere um intelecto brilhante, inclinado à ironia.&lt;br /&gt;Diversas caras estão com o nariz errado. Um narigudo tímido, medroso, em vez de ter um órgão nasal alongado, agressivo, devia ganhar um outro que fosse bem menor. Não se harmoniza ainda menos o nariz purpúreo, sanguíneo, nas feições impassíveis de uma pessoa fria, apática, carecida de entusiasmos. &lt;br /&gt;_______________________________________________________&lt;br /&gt;Escritor e jornalista, Fernando Jorge é autor do livro Se não fosse o Brasil, jamais Barack Obama teria nascido, cuja 3ª edição foi lançada pela Editora Novo Século&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-8415124449105556278?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/8415124449105556278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=8415124449105556278' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/8415124449105556278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/8415124449105556278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2011/12/o-ingles-que-odiava-o-seu-nariz.html' title='O INGLÊS QUE ODIAVA O SEU NARIZ'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-6655568214853127217</id><published>2011-10-30T12:51:00.000-07:00</published><updated>2011-10-30T12:51:14.883-07:00</updated><title type='text'>LIRA NETO? NÃO, TIRA NETO</title><content type='html'>Declarei no programa “Quebrando a banca”, no Canal 9, TV Aberta, do qual sou produtor e participante, e também no mesmo programa transmitido para todo o país pela Rede Brasil de Televisão, que o senhor Lira Neto deve passar a se chamar Tira Neto, pois nas suas biografias capengas de José de Alencar e do Padre Cícero, ele só soube usar a cola e a tesoura, isto é, essas biografias apresentam mais de 80% de aspas.&lt;br /&gt;O senhor Lira Neto vive atacando o meu livro Getúlio Vargas e o seu tempo. Pura inveja gorda desse perito na arte de entupir as suas desastradas biografias com aspas. Eu lhe dei, portanto, de maneira justa, os apelidos de Aspudo e de Tira Neto.&lt;br /&gt;Qualquer página dos livros dele serve de exercício para a correção de textos. Tira Neto não para de cometer gravíssimos erros de português. Já anotei mais de duzentos nos seus aleijões biográficos. Eu o aconselho: senhor Tira Neto, em vez de ser biografocida (assassino de biografias) abra uma fábrica de cola e uma fábrica de tesouras. Assim poderá recortar e colar os textos alheios com mais facilidade...&lt;br /&gt;A biografia de José de Alencar, parida por Tira Neto, intitulada O inimigo do rei, além de ser confusa, mal escrita, tediosa, está repleta de disparates. Vejam este na página 231:&lt;br /&gt;“...Petrópolis, onde o clima da floresta tropical deveria ajudar a restituir-lhe a energia perdida.”&lt;br /&gt;Absurdo! Ele assegurou: Petrópolis tem o clima de floresta tropical! Tira Neto, o senhor estava bêbado, quando vomitou esta cretinice? Então o clima ameno da Cidade Imperial, um dos melhores do Brasil, é o da floresta amazônica? Vá depressa aprender Climatologia, senhor Tira Neto, o ramo da Geografia Física que estuda os climas do nosso planeta e os fenômenos com eles relacionados.&lt;br /&gt;Os erros de natureza histórica abundam no livro O inimigo do rei, a pior biografia de José de Alencar, quase cem por cento inferior às biografias do autor de Iracema, escritas por Raimundo de Menezes, Oswaldo Orico e Luís Viana Filho. Contemplem este grave erro do Tira Neto, na página 81 da sua péssima biografia do escritor cearense:&lt;br /&gt;“Em meio aos conchavos e viradas de mesa que caracterizariam todo o segundo império”...&lt;br /&gt;Ora, como eu já salientei no meu livro As sandálias de Cristo, o Segundo Império nunca existiu no Brasil. O Império aqui foi apenas um, tendo havido, sim, o Segundo Reinado, o de D. Pedro II (1840-1889), continuação do Primeiro Reinado, de D. Pedro I (1822-1831), após a Regência Trina Provisória, de 1831; a Regência Trina Permanente, de 1831 a 1835; e a Regência Una, de 1835 a 1840. Esta última exercida pelo padre Diogo Antônio Feijó e depois por Pedro de Araújo Lima, o Visconde de Olinda.&lt;br /&gt;Que erro, o do Tira Neto! Senhor biografocida (assassino de biografias, repito), adquira mais cultura, deixe de ser apedeuta, volte a ler os compêndios de História do Brasil, se é que de fato já os leu. Aspudo, procure se instruir, largue essa mania de tomar porres de aspas e memorize este pensamento do estadista inglês Benjamin Disraeli, inserido no seu livro Sybil, or the two nations, publicado em 1847:&lt;br /&gt;“Ter consciência da própria ignorância é um grande passo em direção ao saber.”&lt;br /&gt;(“To be conscious that you are ignorant is a great step to knowledge”)&lt;br /&gt;Os erros de português se multiplicam no livro do Aspudo sobre José de Alencar. Eis um, da página 217:&lt;br /&gt;“...a primeira edição, de mil exemplares, esgotou rapidamente”.&lt;br /&gt;Correção: o verbo aí é pronominal, esgotou-se. Sem o pronome se, parece que a primeira edição esgotou a paciência do leitor...&lt;br /&gt;Erro de atração pronominal do Tira Neto na página 275 do seu caótico livreco:&lt;br /&gt;“Alencar respondia às críticas dizendo-lhe que o cargo de ministro da Justiça dava-lhe o pleno comando...”&lt;br /&gt;Aspudo, aprenda: o que atrai o pronome lhe. Olhe esta frase correta do José de Alencar, vítima do senhor, pois o seu livro sobre ele é horroroso, um atentado contra o romancista de As minas de prata:&lt;br /&gt;“...pedir ao velho que lhes ensine”...&lt;br /&gt;Leia também, Aspudo, as seguintes palavras do insigne escritor luso Antônio Feliciano de Castilho:&lt;br /&gt;“... por isso mesmo que lhes faleceu a força e a arte.”&lt;br /&gt;Quer mais um exemplo, Aspudo?&lt;br /&gt;Aí vai, é uma frase do padre Antônio Vieira, outro expoente da rica literatura portuguesa:&lt;br /&gt;“Respondeu Apolo que, dali a sete dias, lhes concederia o que pedimos”.&lt;br /&gt;Escreve mal, muito mal, o Tira Neto. A sua prosa é cheia de assonâncias, de palavras que rimam entre si, como neste trecho da página 199 do chatíssimo O inimigo do rei:&lt;br /&gt;“Quando a crítica espinafrava ou silenciava sobre sua obra literária, José de Alencar ameaçava... Quando imaginava... proclamava... O irascível Alencar oscilava...”&lt;br /&gt;É o estilo AVA-AVA-AVA-AVA. Creio que Tira Neto é um fanático admirador da atriz americana Ava Gardner...&lt;br /&gt;Na página 233 encontrei isto no seu livro-aborto:&lt;br /&gt;“... Rio de Janeiro de então.”&lt;br /&gt;Puxa, eu não sabia que a Cidade Maravilhosa tem um dentão! Ela é uma tigresa faminta? Qual é o tamanho desse dentão, ò Lira Neto? Mede dois ou cinco metros de comprimento?&lt;br /&gt;Escritor fraco, anêmico, a sua lengalenga sobre José de Alencar se mostra abarrotada de frases batidas, surradas, de expressões comuns tão comuns como é comum o sal nas águas oceânicas e a areia nas praias no Nordeste:&lt;br /&gt;“... dizia não morrer de amores”... (página 17); “o clima era de profundo pesar” (página 79); “tentava defender-se da maré de acusações” (página 80); “crítica contundente” (página 116); “território praticamente inexplorado” (página 180); “fora fragorosamente derrotado” (página 194); “respeitável mãe de família” (página 229); “notório solteirão” (página 230); “no apagar das luzes do ano anterior” (página 302); “realidade brutal” (página 380).&lt;br /&gt;Tira Neto, na página 388 da sua babilônica descrição da vida de José de Alencar, agradece a várias pessoas que o ajudaram a gerar o seu monstrengo biográfico. Ele devia agradecer também à tesoura e à cola, pois a primeira lhe permitiu recortar centenas de trechos alheios e a segunda a grudá-los na sua obra palavrosa, inchada de erros de português, de informações desnecessárias, supérfluas, onde as aspas se assemelham a uma devastadora praga de insetos hematófagos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-6655568214853127217?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/6655568214853127217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=6655568214853127217' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/6655568214853127217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/6655568214853127217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2011/10/lira-neto-nao-tira-neto.html' title='LIRA NETO? NÃO, TIRA NETO'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-7390448297896395128</id><published>2011-09-30T12:52:00.001-07:00</published><updated>2011-09-30T12:52:41.461-07:00</updated><title type='text'>Fernando Jorge, comentando os dois Livros de Tira Neto.</title><content type='html'>Declarei no programa “Quebrando a banca”, no Canal 9, TV Aberta e no mesmo programa da Rede Brasil de televisão, transmitido para todo o país, que o Sr. Lira Neto deve passar a se chamar Tira Neto, pois nas suas biografias capengas de José de Alencar e do Padre Cícero, ele só soube usar a cola e a tesoura, isto é, essas biografias apresentam mais de 80% de aspas.&lt;br /&gt;O Sr. Lira Neto é perito na arte de entupir as suas desastradas biografias com aspas. Eu lhe dei portanto os justos apelidos de Aspudo e de Tira Neto.&lt;br /&gt;Qualquer página dos seus livros serve de exercício para a correção de textos. Tira Neto não pára de cometer erros gravíssimos de português. Já anotei de mais 200 nos seus aleijões biográficos.&lt;br /&gt;Eu o aconselho a em vez de ser biografocida (assassino de biografias) a abrir uma fábrica de cola e também uma fábrica de tesouras. Assim poderá recortar e colar os textos alheios com mais facilidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-7390448297896395128?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/7390448297896395128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=7390448297896395128' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/7390448297896395128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/7390448297896395128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2011/09/fernando-jorge-comentando-os-dois.html' title='Fernando Jorge, comentando os dois Livros de Tira Neto.'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-3369071123429040253</id><published>2011-09-25T12:44:00.000-07:00</published><updated>2011-09-25T12:44:43.791-07:00</updated><title type='text'>COMO AS SOGRAS SÃO CALUNIADAS!</title><content type='html'>Conta Augusto de Lima que foi visitar, num dos arrabaldes de Ouro Preto, o romancista Bernardo Guimarães. O autor de A escrava Isaura vivia os seus últimos anos quase na miséria, numa deprimente e humilhante pobreza. Queixando-se da sorte, lamentou:&lt;br /&gt;- O meu destino é de tal ordem, meu amigo, que a minha sogra tem o nome de Felicidade!... &lt;br /&gt;Estaria sendo injusto o iniciador do sertanismo no romance nacional? Não compreenderia sua sogra, como Leandro, personagem de Aluisio de Azevedo? Afirma um dito popular, registrado por Perestrello da Câmara na sua Collecção de proverbios, adagios, rifãos, anexins, sentenças moraes e idiotismos da lingoa portuguesa, que “amizade de genro é sol de inverno”.&lt;br /&gt;Pobres criaturas! Corno são caluniadas! Poucos sabem compreende-las. Tanto os povos selvagens como os civilizados vem revelando, através dos séculos, uma invencível sografobia... &lt;br /&gt;Os cafres jamais vivem com elas. Nem lhe pronunciam, muito menos, o nome. Os índios omáguas, da América do Norte, não permitiam que tivessem comunicação direta com os genros. Em Minahaça era proibido, a estes, mencionar o nome da sogra. Se, por distração, o nome lhes escapava, cuspiam logo no solo, exclamando: &lt;br /&gt;- Enganei-me!&lt;br /&gt;Os espanhóis costumam soltar este provérbio:&lt;br /&gt;Suegra, ni aun de azúcar es buena.&lt;br /&gt;Mas nem todas sogras são inimigas íntimas... &lt;br /&gt;Edgar Allan Poe teve em Marie Clemm, mãe de sua esposa, um anjo tutelar. A senhora Clemm lhe arranjava dinheiro quando não tinha um níquel, consolava-o nas desventuras, fazia-o adormecer perpassando a mão rechonchuda pela sua atormentada fronte. O poeta amou-a como se fosse sua progenitora. Numa carta, das últimas que escreveu, confessou:&lt;br /&gt;“Você tem sido tudo... tudo para mim, querida e sempre amada mãe, a mais querida e verdadeira amiga."&lt;br /&gt;E a mãe da meiga Virgínia, depois que o autor de "O Corvo" desapareceu, disse um dia:&lt;br /&gt;"Jamais gostava de ficar sozinho, e eu costumava sentar-me com ele, muitas vezes até as quatro horas da madrugada. Ele, na sua mesa, escrevendo, e eu cochilando na minha cadeira. Quando estava compondo 'Eureka', costumávamos passear para lá e para cá no jardim, abraçados um ao outro, até ficar eu tão cansada, a ponto de não poder mais andar. Ele parava alguns minutos e me explicava as suas ideias, perguntando-me se o entendia. Sempre me sentava perto dele quando estava escrevendo, e dava-lhe uma xícara de café quente, de uma ou de duas em duas horas. Em casa era simples e afetuoso como uma criança e durante todos os anos que viveu comigo, não me recordo de uma só noite em que tenha deixado de vir beijar sua ‘mãe’, como me chamava, antes de ir para a cama." &lt;br /&gt;Que dirão, lendo este sentimental depoimento, os inimigos das sogras?&lt;br /&gt;Excelente sogra, não podemos deixar de lembrar, foi a imperatriz Maria Teresa da Áustria, que persuadiu sua filha, a leviana Maria Antonieta, a respeitar o augusto e bonachão marido, Luís XVl. Chegou mesmo, esta dedicada sogra, a passar severa descompostura na rainha de França, ao ver que esta se havia referido ao esposo de maneira irônica: &lt;br /&gt;“Que linguagem! – exclama a austríaca numa carta dirigida à filha – Le pauvre homme! Onde estão o respeito e a gratidão por tanta bondade?”.&lt;br /&gt;Terêncio escreveu no ano 165 antes de Cristo, uma comédia chamada Hecyra, na qual  mostra uma sogra bondosa, simpática, ideal, cujo nome é Sostrata. Talvez, por causa disto, sua peça não obteve sucesso ao ser representada...&lt;br /&gt;Goldoni, na comédia La famiglia dell’ antiquario, explorou o antagonismo de uma sogra com a nora. A sogra "satânica" chama-se Isabella e a nora "seráfica" Doralice...&lt;br /&gt;Há uma curiosa narrativa de Salomão Jorge, da qual me permito, com ousadia, fazer uma transposição literária. Narra que certo califa recebeu como presente de um soberano chinês um estranho metal. Segundo afirmava o ofertante, este não se derretia de nenhum modo. Não existia fornalha capaz de torná-lo menos frio, mais inconsistente. Era um metal único na terra. O califa fez diversas experiências e verificou que realmente possuía natureza inamolgável. Não obstante, mandou apregoar por todo o país que se alguém conseguisse alterá-Io, ainda que fosse de maneira mínima, ganharia três valiosos prêmios. O primeiro era uma cornucópia de bronze, contendo mil rubis mais rubros do que as sedas de Damasco. O segundo, um palácio de alabastro, coberto de topázios, com portas de ouro, todo pavimentado de esmeraldas, onde num lago de águas verdes e nenúfares de flores amarelas, deslizavam peixes azuis e prateados. O terceiro, uma dançarina circassiana, de lábios mais vermelhos que os abrunhos escarlates, cútis tão alva como o lódão sagrado dos egípcios, e olhos merencórios, à semelhança de uma ave cujas asas estivessem partidas&lt;br /&gt;Surgiram três candidatos. O califa mandou colocar o metal em cima de uma rígida pedra e reclinou-se em fofas almofadas de seda. Ia presenciar as experiências cercado por lânguidas odaliscas cobertas de véus transparentes. Guardavam sua sagrada pessoa trinta núbios de torsos desnudos, trajados de bombachas brancas e calçados com pantufas encarnadas. &lt;br /&gt;O primeiro que surgiu, disposto a vergar o singular metal, era um homem de barba ruiva, carregando um alfanje esguio, curvo como o crescente. Trazia escudo oblongo, onde se desenhava um dragão alado, de bocarra ignescente. Vestia uma cota feita de couro de javali e via-se, pelo seu punhal de cabo lavrado, pelo seu elmo cintilante, que era um guerreiro. Avançou com passos hieráticos, marciais... Ergueu o alfanje e desferiu no metal um violento golpe, que silvou como a mais rápida das serpentes. Não aconteceu nada. Apenas sua arma encurvou-se ainda mais...&lt;br /&gt;Depois surgiu um gigante de quase quatro metros de altura. Segurava, numa das manzorras calosas, um pesado machado de ferro. Cada brinco de cobre que pendia de suas orelhas acabanadas, semelhantes às de um orangotango, tinha a largura e a espessura de um grosso bracelete. Levantou, qual homem das cavernas, sua tosca arma, e arremessou-a, num relâmpago, sobre o metal. O machado pulverizou-se em estilhas, espalhando no ar uma tênue poeira clara. &lt;br /&gt;Por fim apareceu um mercador franzino, rosto lívido, cabelos crescidos até as costas, traje curto e surrado, de mãos amarelas e finas como pergaminhos. Desamarrou, ante o olhar surpreso de todos, um minúsculo embrulho. Dentro se achava um pedacinho róseo, sanguíneo, de carne. Com muita delicadeza encostou, de leve, aquela matéria flácida, roxa, mal cheirosa, no elemento invencível, que por escárnio parecia rebrilhar com fulgor diabólico. Uma chispa acendeu-se e ouviu-se um pavoroso estrondo. A sala foi invadida por calor causticante. Todas fisionomias ficaram congestionadas e o ambiente, dando a impressão de haver sido incendiado, tornou-se purpúreo. O califa levantou-se, lesto, dos seus macios coxins e correu para perto do metal que se tinha transformado, ó milagre!, em matéria visguenta, pastosa, a esparramar-se pelo chão. &lt;br /&gt;- Homem! - exclamou louco de espanto o califa - de que extraordinária substância é feito o teu talismã maravilhoso? Que naco de carne é este, tão virulento que é capaz de derreter o mais sólido, o mais vigoroso, o mais inabalável de todos os corpos? Diga-me, por Alá! &lt;br /&gt;- Emir dos Crentes - respondeu o homenzinho - este talismã tão poderoso é apenas um pedaço da língua de minha sogra...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-3369071123429040253?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/3369071123429040253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=3369071123429040253' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/3369071123429040253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/3369071123429040253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2011/09/como-as-sogras-sao-caluniadas.html' title='COMO AS SOGRAS SÃO CALUNIADAS!'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-8938285969439414242</id><published>2011-08-26T12:22:00.000-07:00</published><updated>2011-08-26T12:22:40.375-07:00</updated><title type='text'>Sou um colecionador de frases cretinas</title><content type='html'>Eu coleciono as frases imbecis das pessoas mais famosas do Brasil. Já tenho centenas dessas frases e pretendo publicar um livro, ao qual darei este titulo: Dicionário das frases cretinas dos brasileiros celebres. &lt;br /&gt;Baseado em frias análises, cheguei à uma conclusão: o poder, diversas vezes, também emburrece, cretiniza. Foi a única explicação lógica que eu encontrei para compreender as frases idiotas de pessoas famosas, cujos nomes se acham em evidência nos jormais, nas revistas, nos programas das emissoras de televisão.&lt;br /&gt;Há vários anos, aliás, as besteiras dessa gente frequentam os noticiários.&lt;br /&gt;Após assumir a presidência da Republica em 15 de março de 1985, o maranhense José Sarney vomitou a seguinte asneira: &lt;br /&gt;“Realmente, estamos importando alimentos, mas isso é ótimo, porque significa que quem não comia está comendo." &lt;br /&gt;Oh raciocínio genial! Cérebro privilegiado, o do senhor José Sarney! Ele merece, não há duvida, ser membro da estéril Academia Brasileira de Letras. Amigo leitor, curve a cabeça diante da robusta inteligência do singular poeta do livro Maribondos de fogo, obra onde a poesia foi assassinada por esses insetos chamejantes! &lt;br /&gt;Ficaram célebres as frases cretinas do senhor Mário Amato, na época em que era presidente da FIESP. No mês de abril de 1989, por exemplo, ele fez este elogio à senhora Dorothéia Werneck, ministra do Trabalho do presidente Sarney:&lt;br /&gt;-Ela é muito inteligente, apesar de ser mulher.&lt;br /&gt;A frase é tão cretina, mas tão cretina, que dispensa qualquer comentário. E comentar o quê? Assim como uma rosa é apenas uma rosa, conforme dizia a Gertrude Stein, a m. é apenas uma m. &lt;br /&gt;Mais tarde, em 21 de junho de 1992, justificando a sonegação de impostos como "a defesa da sociedade contra a elevada carga tributária”, o senhor Mário Amato garantiu:&lt;br /&gt;-Sonegar impostos é proteger a sociedade brasileira. O crime compensa. Ninguém pode atirar a primeira pedra: somos todos corruptos.&lt;br /&gt;Estas frases imorais, insultuosas, cretinas, geraram o protesto indignado de 150 empresários gaúchos e do senhor Luíz Carlos Mandelli, presidente da Federação de Indústrias do Rio Grande do Sul. Vários gângsteres de Chicago e Nova York, inclusive o impiedoso Al Capone, enviaram do Inferno, onde cumprem as suas penas eternas, calorosos telegramas de aplauso ao senhor Mário Amato.&lt;br /&gt;Três meses depois, em outubro de 1992, o Amato expeliu outra frase cretina:&lt;br /&gt;-Quando a mocidade, que está despontando para a cidadania, sai para as ruas, isso me amedronta e apavora.". &lt;br /&gt;Sentir medo da mocidade consciente, patriótica! Olhem aí o cúmulo do reacionarismo! Mário Amato deveria tremer, borrar as calças, se fosse o contrário. Se os jovens se acomodam diante do erro, do arbítrio, da corrupção, da patifaria, da injustiça, isto sim é condenável e maléfico. Viva pois a mocidade estuante, vibrante, apaixonada, a bela e generosa mocidade que sai das escolas, das universidades, e vai às ruas para reagir, protestar, combater a opressão, defender a democracia, lutar pela liberdade, a indômita e esplêndida mocidade de quente e rubro sangue novo! Ela é que é a verdadeira esperança de meu país, o seu futuro radioso! &lt;br /&gt;Durante a campanha pelas eleições diretas, no ano de 1989, o doutor Paulo Salim Maluf deu este conselho em Belo Horizonte, na Faculdade de Ciências Médicas:&lt;br /&gt;-O que fazer com um camarada que estuprou uma moça e matou? Tá bom, tá com vontade sexual, estupra, mas não mata.&lt;br /&gt;Frases soberbas, notáveis! Eu soube que o presidente da Sociedade Brasileira de Estupradores convocou uma reunião extraordinária para os sócios desse grêmio poderem aplaudir de pé, entusiasticamente, o doutor Paulo Salim Maluf, defensor dessa nova e revolucionária prática sexual, chamada "Estupra, mas não mata". Convém dizer: o “Maniaco do Parque”, o Francisco de Assis Pereira, tentou acatar o conselho do doutor Maluf, porém ele não se dominava na hora "H" e acabou estuprando e matando dezenas de moças nas clareiras do Parque do Estado, uma das maiores áreas verdes da cidade de São Paulo. Francisco, menino mau, por que você não se limitou a estuprar as moças, seguindo o excelente conselho do doutor Maluf, por quê? &lt;br /&gt;Em 1995, o doutor Maluf confessou: &lt;br /&gt;-Me orgulho muito dos povos árabes, mas sou de origem libanesa. &lt;br /&gt;Ora, eu pergunto, e o Líbano não é um país árabe? É tão árabe que 75 por cento da sua população é muçulmana. Basta salientar: em 1945 o Líbano ingressou na Liga Árabe. Eis os nomes árabes de localidades do país dos cedros: Al Laban, Batrum, Bent Jbail, Dayr al Qamar, El Khiyam, Qurnat al-Hamrã, etc, etc.&lt;br /&gt;Bem, e qual é a minha firme conclusão? A minha firme conclusão é simples: de fato o poder em nosso país muitas vezes burrifica, imbeciliza. Os miolos de certos fulanos que exercem o poder se desconjuntam e ficam soltos, boiando nas suas cabeças. Eles passam a ter os cérebros em compotas. Devido a esta metamorfose, começam a defecar pela boca.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-8938285969439414242?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/8938285969439414242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=8938285969439414242' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/8938285969439414242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/8938285969439414242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2011/08/sou-um-colecionador-de-frases-cretinas.html' title='Sou um colecionador de frases cretinas'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-9146481886669807254</id><published>2011-08-17T08:04:00.000-07:00</published><updated>2011-08-17T08:04:24.509-07:00</updated><title type='text'>VIVA A ALEGRIA!</title><content type='html'>Numa época em que tanta gente morre em consequência de desastres, epidemias, guerras e mil outras calamidades, digam-me se não é uma ventura morrer de alegria, simplesmente. Pois isto aconteceu, conforme os jornais noticiaram, à senhora Becker, de Essen, na Alemanha. Em 1939, ela contava sessenta anos e era mãe de onze filhos, sendo também bisavó. Nesta idade sofreu um ataque de catarata, ficando cega. Os médicos, temendo complicações, não quiseram operá-Ia. Há pouco tempo, com setenta e oito anos, a senhora Becker submeteu-se a uma operação cirúrgica, coroada de êxito. A alegria de conseguir ver, por fim, seus vinte e nove netos, dezessete bisnetos e nove trinetos, foi tal, tão excessiva, que ela não resistiu: morreu de emoção. &lt;br /&gt;Se todos os seres pudessem se despedir da vida assim, no auge da felicidade! Morrer sorrindo, eufórico, deve ser uma volúpia. Um belo epílogo reconcilia o homem com a existência, por mais ingrata e adversa que esta tenha sido. O lamentável é que Santo Agostinho sentenciou: &lt;br /&gt;"Acabamos sempre humilhados pela vida". &lt;br /&gt;Eis uma dolorosa verdade. Ao percorrermos as biografias dos homens célebres, o nosso coração se sente confrangido. Com uma e outra rara exceção, quase todos sucumbiram tragicamente: Cícero degolado, Menandro afogado no Pireu, Eurípides despedaçado por uma matilha de cães, Sócrates envenenado, Abimeleque triturado pela mó de um moinho, Sansão esmagado sob as ruínas de um templo, Pirro caiu numa rua de Argos, vítima de pesada telha que lhe foi atirada à cabeça por uma mulher do povo. &lt;br /&gt;Santo Deus! - exclamará o leitor - então não existiu ninguém importante no mundo que morresse em paz, num clima benigno? É claro que houve. Mas são tão poucos! Uma das mortes mais poéticas que conhecemos é a do pintor Rafael. Esse artista possuía uma fisionomia seráfica. Nele tudo era suave: o olhar, o perfil, a voz, os gestos. Foi, como Fra Angélico, um santo da arte. Viveu só para ela, cercado por um séquito de admiradores e discípulos. Expirou mansamente no seu atelier, no meio dos seus quadros, dos inúmeros amigos, enquanto a tarde, tranquila como o rosto de suas madonas, enlanguescia numa auréola de matizes opalescentes. &lt;br /&gt;Talvez se o homem não temesse tanto a morte, a vida seria mais calma, aprazível. Esta certeza absoluta do nosso perecimento físico nos deixa sempre inquietos, sobressaltados. Estamos atentos, todos os minutos, na defesa da nossa carcaça. "O receio da morte é pior que a própria morte", afirmou Públio Ciro nas Sentenças.&lt;br /&gt;De Thou, no cadafalso, contemplando o cadáver palpitante do seu companheiro Cinq-Mars, e percebendo que o carrasco se preparava para executá-Io, voltou-se para a multidão e disse: &lt;br /&gt;-Sou homem, temo a morte, e o corpo desse amigo, estendido a meus pés, me perturba. Peço, por caridade, que me ocultem os olhos. Qual dos senhores poderia ceder-me um lenço?&lt;br /&gt;A senhora Becker não foi a única criatura que pôde morrer de alegria. Quilon, um dos sete sábios da Grécia, tombou trespassado de contentamento ao beijar seu filho, um dos vencedores dos Jogos Olímpicos. Anacreonte expirou num festim, ébrio, soltando gargalhadas. O poeta Filemon pereceu de ataque de riso, ao ver que um burrico, aproximando-se de uma mesa, devorava os figos bons e atirava fora os podres. Aretino também sucumbiu de tanto rir. Sófocles, em virtude do sucesso alcançado por uma de suas peças. Natale Constantine, célebre cantor italiano, quando soube que Verdi havia escrito uma parte especial para ele, na ópera Atila. Calchas, adivinho grego, ao comentar, exultante, com alguns amigos, o fato de se ter vencido o dia da sua morte, por ele mesmo anunciada num dos seus vaticínios.&lt;br /&gt;Morrer de alegria é bem melhor do que passar deste mundo para o outro sem ser afogado, como o Duque de Clarença, num tonel de malvasia, ou sem ser, como Brunilde, filha de Atanagildo, rei dos visigodos, arrastada pela cauda de um cavalo xucro.&lt;br /&gt;É preferível extinguir-se feliz, satisfeito, pois é um privilégio assaz raro, que não tiveram homens do porte de um Dante, falecido no desterro, de um Lavoisier, cuja cabeça foi decepada pela guilhotina. É bem melhor, em vez de chorar, de se desesperar, crer na sobrevivência da alma, ser superior, sorrir da morte. Dirão: é muito fácil dar conselhos... Mas afirmo que não é difícil também segui-Ios. O cínico Alphonse Karr dizia que emitir conselhos distrai bastante aquele que os distribui e não obriga à nada aquele que os recebe. Em todo o caso, ouvindo as recomendações de vozes sobrenaturais, Joana d' Arc salvou a França e o estouvado D. Pedro I, não fazendo ouvidos de mercador às sensatas palavras proferidas pelo seu pai, proclamou a independência do Brasil... As nossas exortações de resignação cristã ante o irremediável não terão eficácia se o leitor tiver a mentalidade do arqueólogo italiano Giacomo Boni, o qual explicava desta maneira o segredo de suas vitórias nas escavações que fazia:&lt;br /&gt;-É muito simples. Recolho os informes do monumento ou do objeto procurado. E onde os tratados dizem que não deve existir coisa alguma, mando cavar e sempre encontro qualquer coisa...&lt;br /&gt;Se tudo vai mal, se nada nos entremostra uma perspectiva risonha, se até os amigos, nos momentos infaustos, afastam-se do nosso convívio, não fiquemos desesperados nem lamuriosos. O Altíssimo, para nos consolar, ofereceu-nos o riso, esse broquel de ouro que protege a nossa alma dos vilipêndios da adversidade. &lt;br /&gt;O ríspido Licurgo levantou na Lacedemonia uma estátua ao riso, tão necessário, afirmava, para mitigar o trabalho, as amarguras da vida, a dureza das regras que ele prescrevia. &lt;br /&gt;Saibamos viver bem humorados, pois assim, no instante fatal, não será difícil contemplar a incomplacente ceifeira de olhos frios.&lt;br /&gt;Instrui a Bíblia, nos Provérbios, que o "coração alegre constitui bom remédio, mas um espírito abatido seca os ossos." &lt;br /&gt;Exaltemos, nesta época insípida e utilitarista, a Alegria, essa jucunda fada Viviana que transmuda, com o leve toque da sua varinha de cristal, cravejada de safiras, a capciosa víbora do pessimismo em cambiante colar de turmalinas, o lodo viscoso e infecto do Aqueronte em ametistas de tons rubentes, nas quais Merlin, o Mago, reteve cativas algumas gotas nevadas caídas do seio de uma sílfide. &lt;br /&gt;Quando tudo nos parecer desfavorável, nas horas longas de tédio e desalento, quando estivermos despojados de todas fantasias da Ilusão, sem um vintém de Fé, sedentos de Ideal, voltemos nosso olhar fosco para ela, a rósea e radiante Alegria, deusa ornada pelas flores vermelhas e cetinosas do amaranto, imperatriz da azul Bizâncio dos meus sonhos, cujas almenaras, ostentando cúpulas douradas de faiança, são braços suplicantes de pedra, erguendo, às amplidões estelares, minhas ansiosas e esperançosas preces! &lt;br /&gt;Quis me expressar assim, com esta linguagem ultra-poética. E se estou sendo ridículo, anacrônico, paciência...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-9146481886669807254?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/9146481886669807254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=9146481886669807254' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/9146481886669807254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/9146481886669807254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2011/08/viva-alegria.html' title='VIVA A ALEGRIA!'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-2238547265866738850</id><published>2011-07-10T14:20:00.000-07:00</published><updated>2011-07-10T14:20:27.502-07:00</updated><title type='text'>O deslumbramento de Matthew Shirts diante da espertalhona Camille Paglia</title><content type='html'>Matthew Shirts é um americano que se transformou em colunista de O Estado de S.Paulo. Só escreve a respeito de ninharias, de futilidades. Ler as suas crônicas é como ouvir uma conversa mole, tediosa, sonífera. Confesso, se estou com insônia, eu o leio e durmo logo. E agora pergunto: por que o Ruy Mesquita deixa a lenga-lenga desse gringo chatíssimo abusar da nossa paciência, no jornal onde Monteiro Lobato encantou os seus leitores? É a velha mania do brasileiro prestigiar o estrangeiro, sobretudo os patrícios de Obama, em vez de dar apoio aos nossos escritores e jornalistas de valor.&lt;br /&gt;O paulificante Matthew Shirts, expulso da Chatolândia, o país dos chatos, por ser mais chato do que o rei de tal país, gatafunhou o seguinte na crônica “De Cleópatra a Justine Bieber”:&lt;br /&gt;“Dia desses tive o privilégio de passar a tarde, aqui em São Paulo, com a superestrela intelectual Camille Paglia.”&lt;br /&gt;Essa Camille é uma escritora malandra, metida a besta, especializada em causar escândalos, em soltar palavras completamente idiotas. Pariu um ensaio horroroso, intitulado Personas sexuais: arte e decadência, de Nefertite a Emily Dickinson, lido por milhões de leitores ignorantes, desprovidos de senso crítico. Obra publicada no Brasil, em 1993, pela Companhia das Letras, editora cujos livros se acham repletos de grosseiros erros de português. Louco de entusiasmo, em delírio, mergulhado num histérico alucinamento apoteótico, o verborrágico Matthew Shirts colocou nos cornos da lua o ensaio teratológico da ridícula vigarista. Eis um trecho do seu desvario:&lt;br /&gt;“O livro (de Camille) é genial; pulsante é o adjetivo que me vem à cabeça. Uma obra-prima da história intelectual e da arte.”&lt;br /&gt;Matthew Shirts não entende nada de literatura. Que péssima escolha, a do adjetivo pulsante! Já o critiquei no meu livro Vida e obra do plagiário Paulo Francis – O mergulho da ignorância no poço da estupidez, pois ele afirmou isto, na edição do dia 24 de junho de 1995 de O Estado de S.Paulo:&lt;br /&gt;“Para quem se interessa pelos valores e emoções intelectuais das últimas décadas, recomendo muito o livro Trinta anos esta noite, de Paulo Francis.”&lt;br /&gt;Eu o corrigi no meu livro. Declarei que ele, o frenético, o assanhadíssimo Matthew Shirts, devia ter escrito assim, de modo correto:&lt;br /&gt;“Para quem se interessa por insultos pessoais, descrições de cenas pornográficas, ataques estúpidos aos árabes, ao Alcorão, a Portugal, ao general Castello Branco, às mulheres em geral, à Câmara Federal, e gosta também de ver graves erros de português, acompanhados de dezenas de informações erradas, recomendo muito o livro Trinta anos esta noite, de Paulo Francis.”&lt;br /&gt;Explodindo de amor pela tapeadora Camille Paglia, que faz jus ao seu sobrenome, porque do ponto de vista literário ela é frágil como uma palha, o logorreico Matthew Shirts salientou na sua crônica intragável, com sabor de purgante fervido, que a irresistível, a incomparável, a maravilhosa, a divina Camille criticou o lesbianismo, apesar de ser lésbica. Após nos fornecer a notável informação, esse americano ansioso por virar paulistano caiu em êxtase diante desta cretinice da machona:&lt;br /&gt;“... o homem, ao se tornar homossexual, fica 50% mais esperto; ao virar lésbica, uma mulher perde 25% da inteligência.”&lt;br /&gt;Babou de admiração, o Matthew Shirts, depois de ler esta imensa besteira. Talvez até desfaleceu, soluçando:&lt;br /&gt;-Ai, ai, ai, como a Camille Paglia é genial, como é genial! Ai, ai, ai, ai, ai, ai, eu não aguento! Eu a amo demais, demais!&lt;br /&gt;Após almoçar com ela, Matthew chegou à redação da revista onde trabalha, a National Geographic Brasil, e não conteve o entusiasmo. Contou tudo para os colegas aos brados. Imagino como foi a sua gritaria:&lt;br /&gt;-Eu adoro a Camille! Camille é gênio, gênio, gênio, gênio! Shakespeare estava certo! O powerful love, that in some respects makes a beast a man; in some other, a man a beast! (“Oh, amor todo poderoso, que de certa maneira fazes de uma besta um homem, e também de certa maneira fazes de um homem uma besta!”)&lt;br /&gt;Matthew garante: Camille está vidrada pelo Brasil e já efetuou sete viagens para cá. Pudera! Essa embrulhona percebeu que em nosso país existem milhares de débeis mentais, capazes de adorá-la, de aplaudir todos os dias, em qualquer hora, as suas parvoíces, os seus raciocínios malucos, as suas frases tão ilógicas como a de um bêbado que ingeriu uma mistura de cocaína, maconha, vinho, vodca e cachaça.&lt;br /&gt;Se a Camille Paglia equilibrar na sua cabeça tonta um penico cheio de cocô fedorento, e andar pelas nossas ruas vomitando disparates, ela vai encontrar milhares de fervorosos admiradores, dispostos a segui-la.&lt;br /&gt;Christian Furchtegott Gellert (1715-1769), poeta e moralista alemão, acertou em cheio ao escrever estas palavras na sua obra Fabeln:&lt;br /&gt;“Um tolo sempre encontra um outro ainda mais tolo, que o olha com admiração”.&lt;br /&gt;(Ein Thor find allenmal noch einen grössern Thoren, der seinem Wert zu schätzen weiss).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-2238547265866738850?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/2238547265866738850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=2238547265866738850' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/2238547265866738850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/2238547265866738850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2011/07/o-deslumbramento-de-matthew-shirts.html' title='O deslumbramento de Matthew Shirts diante da espertalhona Camille Paglia'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-5130566858664111895</id><published>2011-05-19T17:30:00.001-07:00</published><updated>2011-05-19T17:30:58.371-07:00</updated><title type='text'>O sonho é a nossa alma que sai do corpo</title><content type='html'>Sim, acredito, o sonho é a nossa alma que sai do corpo. Embora católico, possuo forte mediunidade e não alimento a menor dúvida: nós, seres humanos, somos espíritos materializados. Chico Xavier, nas páginas 443 e 503 do seu livro Parnaso de além túmulo (10ª edição), referiu-se a essa minha mediunidade.&lt;br /&gt;Quando sonho com pessoas afastadas de mim há longo tempo, elas já faleceram, sem antes eu ter sabido disso. No sonho a pessoa conversa comigo. Sinto, nesses encontros realizados num outro plano, uma sensação absoluta de felicidade. Extravaso ternura, amor, carinho. Ao acordar fico tão emocionado que choro. Podem me chamar de “anormal”, se quiserem...&lt;br /&gt;Conheci, no meu tempo de adolescente, uma jovem nascida nos Estados Unidos. Era bem bonita e tinha quatorze anos. Havia sofrido um tombo, num dia de chuva, na calçada em frente do portão de entrada da Graded School, escola americana do bairro do Paraíso. Eu a socorri e levei-a a uma farmácia, pois o seu joelho sangrava sem parar. Após o curativo, acompanhei a menina até a sua casa.&lt;br /&gt;Mostrou-se gratíssima. Se me via, pegava a minha mão para puxar conversa. Ela mal sabia se expressar em português e eu nem entendia direito o seu inglês, mas percebi que a linda menina americana ficou gostando de mim, um garoto magrinho, feio, desprovido de qualquer atrativo físico. Uma tarde, sentados num banco do grande jardim da escola, ela apertou a minha mão e disse:&lt;br /&gt;-Querro ser seu namorrada.&lt;br /&gt;Arregalei os olhos, surpreso. Ela repetiu:&lt;br /&gt;-Seu namorrada.&lt;br /&gt;Respondi, sem jeito:&lt;br /&gt;-Mary, é melhor sermos apenas amigos, friends.&lt;br /&gt;Quis saber porquê e expliquei:&lt;br /&gt;-Você é americana e eu sou brasileiro. Somos muitos diferentes.&lt;br /&gt;A resposta foi imediata:&lt;br /&gt;-Love is blind (o amor é cego).&lt;br /&gt;Eu tentei argumentar:&lt;br /&gt;-Você é loura, anglo-saxônica, e sou um brasileiro descendente de árabes, de beduínos. Os seus pais não gostariam de vê-la namorar um fulano como eu...&lt;br /&gt;Depois frisei que a família dela era de ascendência nobre, britânica. Ela, perto de mim, parecia uma princesa e eu um plebeu... Mary ouviu e pronunciou estas palavras:&lt;br /&gt;-The course of true love never did run smooth.&lt;br /&gt;Não entendi. Rindo, ela escreveu a frase num papel e com esforço procurou traduzi-la para o português. Guardo até hoje a tradução nesse papel:&lt;br /&gt;O caminho do amor verdadeiro nunca foi fácil.&lt;br /&gt;Esta frase, a rigor, é do personagem Lisandro no primeiro ato da peça A midsummer night’s dream (“Sonho de uma noite de verão”), de William Shakespeare.&lt;br /&gt;As colegas americanas de Mary, sempre que a viam ao meu lado, soltavam risadas e lhe diziam, mas não na minha frente:&lt;br /&gt;-O que você viu neste brasileiro feio, raquítico, magrinho? Está louca? Trocou a beleza pela feiúra, o Scott por esse tal Ferrnandoss?&lt;br /&gt;Scott era um belo, alto e musculoso rapaz americano, jogador de basktball. As jovens gringas da Graded School achavam que ele se parecia com o Clark Gable, o sedutor astro do filme Gone with the wind (“E o vento levou”). Mary, como resposta, citava este velho provérbio:&lt;br /&gt;Beauty is in the eye the beholder.&lt;br /&gt;(“Quem o feio ama, bonito lhe parece”).&lt;br /&gt;Não sei se fui de fato namorado completo da mocinha da pátria do presidente Truman ou apenas seu amigo. Jamais procurei beijá-la, mas ela me dava beijinhos no rosto, acariciando as minhas mãos. Sentia-me algo ridículo, meio atrapalhado. Talvez eu fosse vítima de um complexo esmagador, pois os brasileiros, naquela época, julgavam-se inferiores aos norte-americanos. Aliás, hoje milhões dos meus patrícios ainda se consideram uma sub-raça diante deles ou então se tornam seus imitadores, brazilian monkeys, macacos brasileiros...&lt;br /&gt;Um dia, após dois anos de namoro singelo, no decorrer do qual eu lhe punha balinhas de caramelo na boca, Mary me disse com o rosto cheio de lágrimas:&lt;br /&gt;-Ferrnadoss, eu voltar United States! Eu voltar!&lt;br /&gt;As suas lágrimas quentes rolavam. Emocionei-me. Só nesse momento percebi que o meu afeto por ela ia além da amizade.&lt;br /&gt;Mary regressou aos Estados Unidos. Nunca mais soube do seu destino, embora ela houvesse prometido que me enviaria cartas. Não as mandou. Há duas semanas, porém, a minha namoradinha americana me apareceu num sonho. Ria e beijava-me. Estava muito feliz. Eu também me sentia muito feliz ao seu lado. No sonho beijei-a pela primeira vez e experimentei uma sensação de imensa felicidade.&lt;br /&gt;Acordei chorando, com a impressão de tudo ter sido real, e disse a mim mesmo:&lt;br /&gt;-Não a vejo há mais de quarenta anos. Ela morreu, sinto isto. A minha alma se encontrou com a sua alma.&lt;br /&gt;Ontem, uma ex-colega de Mary na Graded School me reconheceu. Perguntei:&lt;br /&gt;-E a Mary?&lt;br /&gt;A ex-colega me contou que ela, logo depois de voltar para os Estados Unidos, foi vítima de um acidente automobilístico e ficou numa cadeira de rodas, sem poder falar e movimentar as pernas, os braços, as mãos. E concluiu:&lt;br /&gt;-Mary morreu há duas semanas.&lt;br /&gt;Invadiu-me uma tristeza indescritível. Pensei: a minha alma, e a alma da mocinha americana que me amou, encontraram-se numa outra dimensão, graças a um sonho. Estiveram bem juntas, a fim de aliviar as saudades que eu sentia dela e ela sentia de mim...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-5130566858664111895?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/5130566858664111895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=5130566858664111895' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/5130566858664111895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/5130566858664111895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2011/05/o-sonho-e-nossa-alma-que-sai-do-corpo.html' title='O sonho é a nossa alma que sai do corpo'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-1655274919450101222</id><published>2011-05-06T15:21:00.000-07:00</published><updated>2011-05-06T15:21:44.967-07:00</updated><title type='text'>Marta Suplicy não gostou de mim...</title><content type='html'>É verdade, amigo leitor, a Marta Suplicy não gostou de mim. Vou explicar o motivo. Quando ela foi candidata a prefeita de São Paulo pela segunda vez, a produção do programa “Resumo da Ópera”, dirigido pelo excelente comunicador Fernando Mauro e apresentado todas as sextas-feiras pela TV Aberta, Canal 9, das sete às oito da noite, convidou-me para ser um dos seus entrevistadores. Aceitei o convite.&lt;br /&gt;Além de minha pessoa, mais três jornalistas compareceram, a fim de formular perguntas à candidata. Programa ao vivo, com grande audiência. Fernando Mauro é um comunicador nato, muito simpático, inteligente. Ele sabe conduzir o “Resumo da Ópera” de maneira firme, imparcial, e prender a atenção dos telespectadores.&lt;br /&gt;Marta Suplicy se sentou a pouca distância do mediador. Ela estava vestida de forma discreta, mas notei que os seus pés, calçados com sandálias brancas, achavam-se empoeirados, não vou dizer sujos. Ao ver o meu olhar fixo nos seus alvos pés, ela os escondeu. Decerto, na sua campanha eleitoral, frenquentava os bairros da periferia, andando por ruas sem calçamento. Não era falta de higiene...&lt;br /&gt;Os meus companheiros, no programa, lançavam as perguntas e Marta Suplicy respondia, desembaraçada. Tendo chegado a minha vez, o Fernando Mauro avisou-a, em tom de brincadeira:&lt;br /&gt;-Cuidado com ele, o Fernando Jorge é especializado em pegadinhas.&lt;br /&gt;Tranquilo, soltei estas palavras:&lt;br /&gt;-Senhora Marta Suplicy, a senhora é candidata a prefeita da cidade de São Paulo e não ignora que quem concorre a um cargo público, como é o seu caso, deve sempre falar a verdade. Então, por favor, diga-me em qual fonte se baseou para declarar que hoje, em todo o Brasil, não existe uma só família onde alguém não esteja separado, ou o pai de um filho, ou a esposa de um marido, ou um irmão de um irmão, etc. A sua afirmativa foi publicada pela revista Veja – São Paulo, há duas semanas.&lt;br /&gt;Algo nervosa, Marta Suplicy respondeu:&lt;br /&gt;-Ah, meu Deus, nem é preciso citar nenhuma pesquisa! Isto é do conhecimento geral! Todo mundo sabe!&lt;br /&gt;Repliquei, de modo sereno:&lt;br /&gt;-Desculpe-me, mas se não citar a fonte na qual se baseou para declarar que hoje, em todo o Brasil, de sul a norte, de leste a oeste, não existe uma única família onde alguém não esteja separado, então a senhora generalizou, a sua afirmação não corresponde à verdade.&lt;br /&gt;Marta Suplicy fitou-me com os seus olhos em chamas e a resposta veio rápida:&lt;br /&gt;-Ah, meu Deus, o senhor é teimoso! Repito, isto é do conhecimento geral!&lt;br /&gt;Voltei à carga:&lt;br /&gt;-Senhora Marta Suplicy, sou amigo de mais de quarenta famílias e em nenhuma delas alguém está separado. Desculpe-me, a senhora generalizou.&lt;br /&gt;Atrás da candidata, o meu caro amigo Fernando Mauro juntou as palmas das mãos, como que implorando para eu me conter.&lt;br /&gt;Um companheiro do programa fez a ela a seguinte pergunta:&lt;br /&gt;-A senhora tem mais alguma ambição política, além desta, de ser eleita prefeita de São Paulo?&lt;br /&gt;Resposta da candidata:&lt;br /&gt;-Não, não tenho mais nenhuma outra ambição política. Só quero ser eleita prefeita de São Paulo para ajudar esse povo sofrido, martirizado, que vive penando nos pontos de ônibus. Prometeram a esse povo querido mais de dez corredores de ônibus e até agora não lhe deram nenhum. Eu prometo, vou dar a ele mais linhas de ônibus e corredores novos.&lt;br /&gt;Interrompi as palavras da candidata:&lt;br /&gt;-A senhora me desculpe, mas está havendo aí uma incoerência, um paradoxo.&lt;br /&gt;Com os olhos novamente em chamas, Marta Suplicy interrogou:&lt;br /&gt;-Como assim? Que incoerência?&lt;br /&gt;-A senhora tem mais uma ambição política, além desta de ser eleita prefeita de São Paulo.&lt;br /&gt;-Não compreendo!&lt;br /&gt;-A senhora, há pouco tempo, concedeu uma entrevista ao jornal O Globo do Rio de Janeiro e assegurou, nessa entrevista, que vai ser no Brasil a primeira mulher a se tornar presidente da República. Portanto a senhora alimenta uma ambição política ainda maior.&lt;br /&gt;Procurando manter-se calma, Marta Suplicy me contestou:&lt;br /&gt;-Ah, meu Deus, o senhor implicou comigo, resolveu pegar no meu pé!&lt;br /&gt;Tive vontade de lhe dizer:&lt;br /&gt;-Não quero pegar no seu pé, porque ele está muito empoeirado.&lt;br /&gt;Ela começou a explicar:&lt;br /&gt;-Eu disse de fato que ia ser a primeira mulher a se tornar presidente da República no Brasil, porém em outra circunstância, pois agora estou apoiando, com o Lula, a candidatura da minha amiga Dilma Rousseff.&lt;br /&gt;Respondi, sempre calmo:&lt;br /&gt;-Perdoe-me, o nome da Dilma já havia sido divulgado, quando a senhora afirmou que ia ser a primeira mulher no Brasil a alcançar a presidência da República. Posso provar isto, guardo no meu arquivo a sua entrevista, com a respectiva data.&lt;br /&gt;Um pouco exaltada, Marta Suplicy não se conteve:&lt;br /&gt;-É, não há dúvida, o senhor resolveu implicar comigo!&lt;br /&gt;Tratei logo de responder:&lt;br /&gt;-Em absoluto! Não tenho nada pessoalmente contra sua pessoa. E tanto é verdade, que eu já a defendi!&lt;br /&gt;-O senhor me defendeu?&lt;br /&gt;-Defendi-a na página 98 do meu livro Vida e obra do plagiário Paulo Francis, publicado pela Geração Editorial, pois ele, o Francis, desrespeitou a senhora num texto aparecido em novembro de 1992 no jornal O Estado de S.Paulo. Texto repleto de sentido erótico.&lt;br /&gt;-Eu não soube disso.&lt;br /&gt;-Vou enviar-lhe o meu livro contra o Paulo Francis, onde a defendo. E também a defendi num artigo publicado em agosto de 2005 na revista IMPRENSA, pois o jornalista Marcelo Coelho chamou-a de perua na revista Veja. Ora, segundo o dicionário Aurélio, um dos significados do substantivo perua no sentido chulo é meretriz. Critiquei o Marcelo, salientando que nunca é elegante chamar uma senhora de perua, porque esta palavra se aplica a uma prostituta ou a uma mulher de aparência e comportamento exagerados.&lt;br /&gt;E conclui, como quem encerra uma premissa:&lt;br /&gt;-Assim sendo, é fácil deduzir que venho agindo, em relação à senhora, com inegável imparcialidade.&lt;br /&gt;Após o fim do programa, um pouco mais amistosa e sorrindo de leve, Marta Suplicy me disse:&lt;br /&gt;-Sabe de uma coisa? Eu devia lhe dar um puxãozinho de orelha....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-1655274919450101222?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/1655274919450101222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=1655274919450101222' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/1655274919450101222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/1655274919450101222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2011/05/marta-suplicy-nao-gostou-de-mim.html' title='Marta Suplicy não gostou de mim...'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-1421508112729030574</id><published>2011-05-01T16:47:00.000-07:00</published><updated>2011-05-01T16:47:52.383-07:00</updated><title type='text'>Palavras para o meu leitor casado com uma mulher barbuda</title><content type='html'>Recebi a carta de um leitor que declarou isto:&lt;br /&gt;“Casei-me com uma jovem linda, bem feminina, de rosto delicado e voz suave. Mas após cinco anos de matrimônio, pêlos de barba surgiram na sua fisionomia. Eles não pararam de crescer e ela, cansada de cortá-los, tornou-se barbuda! Hoje carrega uma abundante barba negra. Muitos pensam que a minha esposa é homem!”&lt;br /&gt;O meu leitor levou-a a um endocrinologista. Este, depois de examiná-la cuidadosamente, informou-lhe: a jovem não é hermafrodita, com genes dos dois sexos, nem transexual, criatura predisposta a mudar de sexo, do ponto de vista psicológico. Ela é mesmo mulher, porém vítima da anomalia chamada hipertricose ou hirsutismo, cuja característica é o acentuado aumento da pilosidade. Tal anomalia pode ser geral, em todo corpo, ou localizada no rosto, de caráter genético ou adquirido. E certos distúrbios provocam a hipertricose, como a insuficiência ovariana e o excesso de atividade das glândulas supra-renais.&lt;br /&gt;Cheio de angústia, o meu leitor não sabe o que fazer. Ele a ama bastante e vive ao seu lado numa fazenda de Minas Gerais, longe do convívio social. A esposa barbuda está grávida do segundo filho. O meu leitor pergunta:&lt;br /&gt;“Existiram mulheres barbudas que deram à luz? Se existiram, este fato me consolará um pouco. Verei que não sou o único homem que teve filhos com uma mulher barbuda.”&lt;br /&gt;Prezado leitor, sim, existiram. Uma delas foi a alemã Lisa Schoeffer, nascida em Hamburgo, no século XIX. Dona de barba espessa, comprida, era lindíssima e gerou quatro filhas também muito bonitas, mas sem barbas.&lt;br /&gt;Ficou famoso, na Espanha do inicio do século XX, o caso da sedutora Viola Mercedes. Desde a idade de três anos, ela começou a ter pêlos nas partes laterais das faces, ou melhor, suíças, que pouco a pouco se transformaram numa barba cerrada. Mercedes, bem feminina, de voz doce, envolvente, casou-se aos dezessete anos e as suas filhas não não apresentavam nenhuma anormalidade.&lt;br /&gt;Um quadro do pintor espanhol José Ribera (1591-1652), mestre do realismo barroco, intitulado La mujer barbuda, exibe uma senhora de barba enorme, farta, junto do seu marido, e sustentando nos braços o filho recém-nascido. Um seio da barbuda aparece na tela. Pormenor interessante: o marido tem barba, mas a dela é bem maior do que a dele...&lt;br /&gt;Portanto, prezado leitor, você não é o único homem do mundo cuja esposa barbuda virou mãe.&lt;br /&gt;Sempre houve mulheres barbudas e várias ficaram famosas.&lt;br /&gt;Anne de Vaux, no século XVII, heroína da cidade francesa de Lille, lugar-tenente no regimento de Mercy, tinha barba no queixo.&lt;br /&gt;A mais célebre mulher barbuda dos Estados Unidos foi Annie Jones, do século XIX. Menina ainda, o audacioso empresário Phineas Taylor Barnum, incomparável showman, mostrou-a em Nova York, no picadeiro do seu circo. Ela possuía, desde os nove meses, além de vastos bigodes, uma barba opulenta. Annie fez a felicidade de três maridos e ficou viúva, pela última vez, aos vinte e sete anos. Ganhou milhares de dólares. Orgulhava-se tanto dos seus bigodes, da sua barba, que pediu no testamento para ser enterrada com ambos. Queria, até no além, ostentar os títulos de Super-Mulher Barbuda e Super-Mulher Bigoduda...&lt;br /&gt;Outra americana barbuda famosa: a senhora Post Myers, na primeira década do século XX. Bem cedo, com pouca idade, a sua barba e o seu bigode nasceram. Post era dotada de beleza rara. Os rapazes enviavam-lhe cartas apaixonadas. E aos quatorze anos a barba da adolescente já media quinze centímetros de largura. Antes de completar dezoito anos, quatro moços a pediram em casamento, mas ela os rejeitou e só deu o seu coração a um senhor chamado Myers, que era homem de negócios. Depois de se casar, a encantadora jovem bigoduda e barbuda explicou:&lt;br /&gt;“O meu marido gosta da minha barba. Ele a acha muito bonita e sempre me diz que se eu a cortar, abandona-me”.&lt;br /&gt;Post Myers e o seu esposo tiveram três filhos: duas meninas e um menino. Morreram quando eram pequenos. O casal não conseguiu saber se as duas meninas iam herdar da mãe os pêlos faciais.&lt;br /&gt;Evoquei todos estes fatos a fim de convencer o meu leitor a aceitar de modo natural a barba da sua esposa. Faço questão de aconselhá-lo a não ter preconceito. Ele, o preconceito, é a idiotice vitoriosa, a miopia da mente, das células cerebrais. Só admito um preconceito: o preconceito contra o preconceito.&lt;br /&gt;Se é verdadeiro, o amor nos obriga a amar tudo na criatura amada: verruga, calvície, nariz meio torto, pé ou orelhas avantajados. A prova disso é que se a pessoa muito querida falece com uma dessas características, passamos a sentir saudades até de qualquer defeito do seu físico.&lt;br /&gt;O gosto é caprichoso, pois inúmeras vezes gostamos de coisas que outros abominam. Reza a quadra popular, colocada por Afrânio Peixoto no livro Trovas brasileiras:&lt;br /&gt;“Duas coisas neste mundo&lt;br /&gt;São minha grande paixão:&lt;br /&gt;Perna grossa cabeluda,&lt;br /&gt;Peito em pé no cabeção”&lt;br /&gt;Ora, se as pernas grossas cabeludas de uma mulher são amadas, por que um barbudo rosto feminino não pode ser?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-1421508112729030574?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/1421508112729030574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=1421508112729030574' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/1421508112729030574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/1421508112729030574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2011/05/palavras-para-o-meu-leitor-casado-com.html' title='Palavras para o meu leitor casado com uma mulher barbuda'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-8251756337444736457</id><published>2011-04-15T17:30:00.000-07:00</published><updated>2011-04-15T17:30:24.450-07:00</updated><title type='text'>A bondade é a ponte de luz entre a lama da Terra e o Céu</title><content type='html'>A Bondade é a ponte de luz entre a lama da Terra e os páramos estelares, a escada argêntea que Jacó viu em sonhos, pela qual subiam e desciam anjos.&lt;br /&gt;Um sacerdote quis incutir no coração de certo crente o sentimento da generosidade. Por isto começou a perguntar:&lt;br /&gt;-Supõe, meu filho, que tu possuis duas casas e a igreja está na pobreza. Serias capaz de vender uma das casas para ajudar a tua igreja?&lt;br /&gt;O crente respondeu:&lt;br /&gt;-Sem dúvida, padre.&lt;br /&gt;-E se possuísses duas fazendas, sacrificarias uma em favor da igreja, se preciso fosse?&lt;br /&gt;-Claro, por que não?&lt;br /&gt;O sacerdote prosseguiu:&lt;br /&gt;-Se por acaso possuísses dois cavalos, não venderias um, doando o seu valor à Caixa de Socorro da igreja?&lt;br /&gt;-Sim, sim, com toda certeza.&lt;br /&gt;-Muito bem, meu filho. Mas se tivesses só duas vacas não venderias uma, a fim de auxiliar a igreja?&lt;br /&gt;-Perfeitamente.&lt;br /&gt;O religioso estava encantado com o espírito magnânimo do crente. De modo que voltou a indagar:&lt;br /&gt;-Suponhamos que não possuísses senão duas cabritas. Venderias uma, para dar esmola à tua igreja?&lt;br /&gt;-Isto não! – exclamou o crente – isto não!&lt;br /&gt;-Estranho que negues uma cabrita em benefício da igreja – disse o padre, surpreso – foste tão generoso em sacrificar casa, fazenda, cavalo e vacas...&lt;br /&gt;-O motivo – explicou o crente – é que eu não possuo nem casas, nem fazendas, nem cavalos, nem vacas. Tenho apenas duas cabritas!&lt;br /&gt;Quanta gente é semelhante a este homem! Quanta gente só consegue ser generosa com aquilo que não tem! Mas na hora do desprendimento, da filantropia, quando se pede o mínimo sacrifício em prol de uma ação meritória, a boa vontade desaparece, evapora-se como fumaça, restando apenas os despojos inúteis das palavras vãs...&lt;br /&gt;São João, o Esmoler, gostava de contar a história do senhor Pierre, um recebedor da fazenda pública que vivia em Alexandria. Funcionário endinheirado, nunca dava esmolas, repelindo os pobres com expressões ásperas.&lt;br /&gt;Um mendigo, certa vez, perguntou aos companheiros:&lt;br /&gt;-Qual de nós conseguiu receber esmolas do senhor Pierre?&lt;br /&gt;Os infelizes se calaram. Um deles afirmou:&lt;br /&gt;-Pois bem, irei à procura do senhor Pierre e me comprometo a obter uma esmola.&lt;br /&gt;Tentaram dissuadi-lo. Mas ele se dirigiu à casa do mau cristão. Ao chegar encontrou o padeiro sobraçando uma cesta de pães. O senhor Pierre apareceu e o pedinte logo lhe solicitou uma “esmolinha, pelo amor de Deus”.&lt;br /&gt;-Vagabundo – bradou o impiedoso – vá embora!&lt;br /&gt;O mísero, porém, insitiu. Colérico, o senhor Pierre abaixou-se para apanhar uma pedra, a fim de jogá-la no desgraçado. Não a encontrando, agarrou um dos pães e o lançou à cabeça do importuno:&lt;br /&gt;-Retira-te, sem vergonha!&lt;br /&gt;O mendigo pegou o pão e escapuliu:&lt;br /&gt;-Obrigado, senhor Pierre, obrigado! Que o bom Deus vos recompense pela esmola que acabais de me conceder!&lt;br /&gt;À noite, o inclemente recebedor da fazenda pública teve um sonho tétrico. Havia morrido e achava-se no tribunal do Padre Eterno. Ecoava um côro lúgubre de vozes celestiais, enquanto o envolvia uma atmosfera pressaga. Enxergou em frente de si uma balança, cujo prato da esquerda continha todos os pecados da sua vida. Apavorado, ele os contemplava. O medo cresceu ao observar que não existia uma única obra louvável no prato direito. Jesus Cristo, ali perto, cercado de querubins, apresentava um rosto severo. Os arcanjos repetiam, tristemente:&lt;br /&gt;-Não há nada para colocar no lado direito!...&lt;br /&gt;O Altíssimo já ia pronunciar a fatídica sentença, quando surgiu um anjo:&lt;br /&gt;-Esperai, Senhor, esperai! Desejo depositar uma coisa no lado direito da balança!&lt;br /&gt;O serafim trazia o pão lançado pelo senhor Pierre na cabeça do mendigo. Entretanto o demônio, que estava presente, protestou:&lt;br /&gt;-Como podeis colocar do lado direito um pão arremessado por ódio à cabeça de um pobre?&lt;br /&gt;-Pouco importa – respondeu o anjo – ele largou esse pão ao desditoso que lhe evocara o nome de Deus.&lt;br /&gt;E dizendo isto o pôs no prato vazio.&lt;br /&gt;Maravilha das maravilhas! Este pequeno pão, sujo e amassado, fez desaparecer as obras malignas que repousavam à esquerda. No mesmo instante a balança inclinou-se do lado direito. O senhor Pierre mal pôde conter um grito de júbilo. Molhado de suor, despertou com os olhos cheios de lágrimas.&lt;br /&gt;A partir dessa noite compreendeu o valor da esmola, transformando-se num homem caridoso.&lt;br /&gt;Conhecem o caso verídico do menino inglês que legou, num testamento, os seus brinquedos a um amigo, pouco antes de falecer?&lt;br /&gt;Aconteceu em Londres. O garoto Michael Leslie, de dez anos, acordou durante a noite e viu que seus pais adotivos estavam mortos, em consequência de terem inalado gás, uma vez que, por descuido, deixaram aberta a torneira do fogão. Meio tonto, o menino ainda conseguiu escrever um bilhete, onde declarou que ia morrer, razão pela qual deixava seus brinquedos ao colega de escola Roger Simpson.&lt;br /&gt;Este acontecimento abalou a opinião pública. Todos se emocionaram com a trágica história dessa criança que prestes a abandonar o mundo não se esqueceu de executar um tocante ato de bondade.&lt;br /&gt;Michael, procedendo desta forma, deu aos adultos uma singela e eloquente lição de amor ao próximo.&lt;br /&gt;Quem se mostra caridoso não dá apenas. Recebe também, embora isto pareça paradoxal. Porque ao protegermos os deserdados da sorte, nossa alma se acrisola, purifica-se, perde as arestas. O Egoísmo, horrendo Narciso, foge do indivíduo solidário com a dor universal.&lt;br /&gt;Algumas esmolas, em lugar de empobrecer, tornam mais rico o ofertante.&lt;br /&gt;São Pedro, descrevendo Cristo ao centurião Cornélio, proferiu estas palavras simples e comoventes:&lt;br /&gt;“Passou fazendo o bem”&lt;br /&gt;Oxalá todos os homens pudessem ter na sepultura semelhante epotáfio!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-8251756337444736457?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/8251756337444736457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=8251756337444736457' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/8251756337444736457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/8251756337444736457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2011/04/bondade-e-ponte-de-luz-entre-lama-da.html' title='A bondade é a ponte de luz entre a lama da Terra e o Céu'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-9145930871328207085</id><published>2011-03-27T17:12:00.000-07:00</published><updated>2011-03-27T17:12:06.399-07:00</updated><title type='text'>ATCHIM! VOCÊ ESPIRROU?</title><content type='html'>Informa Heródoto, o “Pai da História”: na manhã da célebre batalha de Maratona, travada no ano 490 antes de Cristo, o jovem Hípias soltou um espirro tão forte, tão retumbante, que este o obrigou a expelir um dente. Aquilo foi considerado como um sinal de morte. De fato, Hipias morreu no decorrer da famosa batalha e todos os gregos viram no fim do jovem um justo castigo, uma severa punição, por ter empunhado a sua espada contra o seu próprio país.&lt;br /&gt;Mas nem sempre, na Grécia, o espirro estrondoso era contemplado como um péssimo sinal, o anúncio de uma calamidade.&lt;br /&gt;Penélope, certa vez, estava orando pelo regresso de Ulisses, o seu esposo, que viajara para combater na guerra de Tróia. Aí, nesse momento, a sua casa estremeceu, abalada por espirro fortíssimo de Telêmaco, o filho de ambos. Pois bem, a partir desse instante, Penélope alimentou a certeza de que Ulisses voltaria ao lar, e apesar da demora, das notícias falsas sobre o seu falecimento, ela nunca perdeu a fé, a esperança.&lt;br /&gt;Conforme esclarece Teócrito,  o poeta grego criador do gênero bucólico ou pastoril, o espirro procedente da narina direita era um bom aviso e proporcionava um raro prazer...&lt;br /&gt;Os romanos fitavam o espirro como sinal de azar. Portanto, se qualquer cidadão espirrasse, eles pediam a proteção de Júpiter, o deus iroso e temperamental das nuvens, dos raios, dos trovões, das tempestades.&lt;br /&gt;A Itália, no ano de 591, foi assolada por uma epidemia devastadora. Essa peste oferecia curiosa particularidade: os doentes espirravam, antes de morrer. Querendo impedir o avanço do mal, o papa Gregório Magno ordenou a celebração de missas, em todas as igrejas. Então, nessas ocasiões, quando alguém espirrava, o sacerdote punha a mão na cabeça da pessoa e diziz em latim:&lt;br /&gt;- Dominus tecum! (“Deus te ajude!”)&lt;br /&gt;Tais palavras são usadas por nós até hoje, diante de pessoas que espirram.&lt;br /&gt;Um caipira chamado Bertolino, segundo narra Cornélio Pires, ficou impressionado com esta expressão, ouvida por ele em Goiás e no centro de Minas. E decidiu, após retê-la na memória:&lt;br /&gt;-Vô levá esse “Tómenostéco” pro sertão... Quanto mais se viaja, mais se aprende!&lt;br /&gt;Ao chegar a Caiapó, ele ouviu o espirro de um cumpadre:&lt;br /&gt;-Atchim!&lt;br /&gt;Bertolino não vacilou:&lt;br /&gt;-“Tómenostéco”, compadre!&lt;br /&gt;O outro quis saber:&lt;br /&gt;-Uai Que negócio de “Tómenostéco” é esse?&lt;br /&gt;O caipira respondeu:&lt;br /&gt;-Compadre... Eu não sei o que é... Mais é muito bom pra espirro...&lt;br /&gt;Uma quadrinha popular brasileira, maldosa e injusta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se a mulher espirrasse&lt;br /&gt;Cada vez que nos ilude,&lt;br /&gt;Seria o mundo ocupado&lt;br /&gt;Só em dizer: Deus te ajude!”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-9145930871328207085?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/9145930871328207085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=9145930871328207085' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/9145930871328207085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/9145930871328207085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2011/03/atchim-voce-espirrou.html' title='ATCHIM! VOCÊ ESPIRROU?'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-6537195358167119410</id><published>2011-03-19T16:27:00.000-07:00</published><updated>2011-03-19T16:28:34.367-07:00</updated><title type='text'>Só ama de verdade quem enxerga além da aparência</title><content type='html'>Recebi uma carta, na qual a autora fez esta confissão: &lt;br /&gt;“Tenho 25 anos, sou bonita, instruída, solteira, moderna, porém me desculpe a franqueza, só dou valor às coisas novas. Sei que o senhor não é jovem, mas o admiro por que nos seus textos sempre encontro bons conselhos e grande conhecimento da vida.”&lt;br /&gt;A moça declara, nessa carta, estar amando um homem de 60 anos. E mostra-se confusa, pois contra a sua vontade, a sua natureza, agora o seu coração palpita por um sexagenário:&lt;br /&gt;“Talvez eu tenha enlouquecido. Amar um velho, eu que sempre detestei as coisas velhas! Mas é verdade, eu o amo com muita ternura, há cinco anos. O tempo me provou isto. Diga-me, escritor Fernando Jorge, eu sou uma anormal, uma degenerada? Devo procurar um psiquiatra?”.&lt;br /&gt;Prezada desconhecida, acalme-se. Jano, deus da mitologia romana, era representado com uma cabeça de duas faces contrapostas, uma voltada para frente e outra para trás. Pois bem, o deus Amor tem mais de mil faces. Não existe um só tipo de amor. As pessoas podem amar uma alma ou apenas um rosto, amar movidas pela atração física ou pela atração espiritual. Se é por causa da alma é o amor de Carolina pelo franzino e epilético Machado de Assis, se é por causa do físico, é o amor da grande atriz Sarah Bernhardt pelo belo ator Jacques Damala...&lt;br /&gt;Resiste a tudo, o amor verdadeiro, nem a velhice e a morte conseguem destruí-lo. A grega Eós, isto é, a Aurora, irmã de Hélios, o Sol, e de Selene, a Lua, apaixonou-se pelo maravilhoso Titono e pediu a Zeus a graça de conceder a imortalidade ao amado. Mas ela se esqueceu de solicitar a esse rei do Olimpo, para Titono, a juventude eterna. Pobre Titono, os seus cabelos se embranqueceram, enrugou-se-lhe o rosto. Eós tentou rejuvenescer o companheiro, alimentando-o com a ambrósia, o manjar dos deuses. Desgostosa, inconformada, a núncia do Sol encerrou Titono num recanto sombrio, onde ele perdeu a aparência humana e ficou do tamanho de uma cigarra. Então Eós o transformou nesse inseto.&lt;br /&gt;Minha jovem que ama um senhor de 60 anos: se o amor da Aurora dos “dedos cor-de-rosa”, como Homero a chamou, fosse espiritual e não físico, ela aceitaria a decrepitude de Titono. Amaria até a sua velhice, os seus cabelos brancos, as suas mãos enrugadas, porque o amor verdadeiro transforma a feiúra em poesia e beleza.&lt;br /&gt;Só ama de verdade quem enxerga além da aparência. E a propósito disso, reproduzo aqui o soneto “Feia”, do poeta português Júlio Dantas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não te amei. E por quê? Porque não há em ti&lt;br /&gt;A graça que perturba, o sorriso que enleia:&lt;br /&gt;Porque eu sou cego, filha, e porque tu és feia,&lt;br /&gt;Porque te olhei, amor, e porque não te vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foste minha e - vê lá! - nunca te conheci.&lt;br /&gt;A tua alma, tão bela e tão nobre - ignorei-a. &lt;br /&gt;Quis beleza, frescura - e construi na areia:&lt;br /&gt;Só comecei a amar-te, hoje, que te perdi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor espiritual, amor sem esperança,&lt;br /&gt;Amor que não deseja e, por isso, não cansa, &lt;br /&gt;Amor contrito e puro, arrependido e triste...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje estou convencido, ó minha gloriosa:&lt;br /&gt;A paixão sem beleza é a mais perigosa;&lt;br /&gt;O amor por uma feia é o maior que existe.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Júlio Dantas acertou. Quem ama uma pessoa sem se importar com a sua aparência, ama mais, bem mais.&lt;br /&gt;Concluo este bate-papo dizendo à minha prezada desconhecida: se você, com os seus 25 anos, ama de fato esse homem de 60 anos, você não é uma anormal e nem deve procurar um psiquiatra. Devem procurar os psiquiatras, entretanto, todos aqueles que por preconceito se escandalizam diante dos amores verdadeiros.&lt;br /&gt;_______________________________________________________&lt;br /&gt;Escritor e jornalista, Fernando Jorge é autor do livro Se não fosse o Brasil, jamais Barack Obama teria nascido, lançado pela Editora Novo Século&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-6537195358167119410?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/6537195358167119410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=6537195358167119410' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/6537195358167119410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/6537195358167119410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2011/03/so-ama-de-verdade-quem-enxerga-alem-da.html' title='Só ama de verdade quem enxerga além da aparência'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-6248285350203134067</id><published>2011-03-17T18:27:00.000-07:00</published><updated>2011-03-17T18:27:22.902-07:00</updated><title type='text'>QUEM VÊ CARA NÃO VÊ CORAÇÃO</title><content type='html'>Julgo o povo, inúmeras vezes, mais sábio que os maiores sábios. Sua filosofia nasce da soma dos mais variados conhecimentos. Na leitura de um provérbio ou de um dito sentencioso colaboraram multidões tragadas pela voragem do tempo. Quanta profundeza deparamos num rifão! Uma frase popular não é o produto espontâneo de um repente feliz. Custou amarguras, decepções, sendo argamassada com diversas e sofridas experiências. Daí o cunho verdadeiro desses adágios que correm mundo, de autores desconhecidos, mas tão expressivos, tão lapidares, como os melhores aforismos de Pascal, La Rochefoucauld e Anatole France.&lt;br /&gt;Assevera o povo, com instintiva sabedoria, que “quem vê cara não vê coração.” De fato nos enganamos, quando pretendemos avaliar o nosso semelhante pela sua fisionomia. As aparências iludem, escondem a realidade. A natureza quis brincar com o homem, oferecendo-lhe aspectos contraditórios, perturbadores, demonstrando, assim, as deficiências de nossa acuidade.&lt;br /&gt;Se os sentidos estão sujeitos a tantas falhas, que dizer, então, do nosso cérebro?&lt;br /&gt;Todo indivíduo, por mais tolerante, tem sempre encaixadas na cabeça, de forma renitente, algumas ideias convencionais, originadas de uma excessiva padronização da vida coletiva. São essas ideias preconcebidas, milhares e milhares de vezes divulgadas, que prejudicam a nossa visão particular das coisas e a capacidade de penetração psicológica. Por exemplo: em geral achamos que todo fulano com rosto assustador deve ser perigoso. Um tipo mal-encarado, de cicatriz na face, pode nos arrepiar o cabelo. Por qual motivo? É que o cinema e os romances policiais costumam mostrar os bandidos desta maneira...&lt;br /&gt;Existe gente linda, de corpo sedutor, que é ruim como o Capeta, e gente feia, horrível mesmo, que é boa como a alma protetora dos anjos.&lt;br /&gt;Sócrates, segundo Platão, possuía nariz retorcido, lábios grossos, olhos esbugalhados, pescoço bovino. Sua fealdade desaparecia perante a beleza moral que lhe ornava o espírito.&lt;br /&gt;As mulheres Saras-Djinges, do centro da África, deformam com enormes sacrifícios os seus lábios, que ficam gigantescos. Isto, para elas, é a suprema beleza.&lt;br /&gt;Os nativos das ilhas Sandwich, conforme o relato de diversos viajantes, acham que a mulher, quanto mais gorda, mais bonita se torna...&lt;br /&gt;Cleópatra, na opinião de arqueólogos da NationalGeographicSociety, tinha uma boca demasiado pequena e um nariz demasiado grande, não se justificando, por conseguinte, a paixão de Marco Antônio por ela, já que a esposa deste, Otávia, era muito mais bela.&lt;br /&gt;Do exposto, a que conclusão chegamos? Se a formosura é aquilo que nos agrada, então a fealdade, inúmeras ocasiões, é sublime, encantadora. E se a feiúra é, antes de tudo, aquilo que provoca repulsa, má impressão, quanta criatura de belo semblante é desprezível, horrorosa!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-6248285350203134067?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/6248285350203134067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=6248285350203134067' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/6248285350203134067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/6248285350203134067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2011/03/quem-ve-cara-nao-ve-coracao.html' title='QUEM VÊ CARA NÃO VÊ CORAÇÃO'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-7418704746356043227</id><published>2011-03-05T16:35:00.000-08:00</published><updated>2011-03-05T16:35:20.205-08:00</updated><title type='text'>Estes não viveram!</title><content type='html'>Não viveram os que ficaram corroídos pela inveja do sucesso de alguém e se encheram de despeito.&lt;br /&gt;Não viveram os que sempre entupiram os seus corações com o mais monstruoso dos ódios irracionais.&lt;br /&gt;Não viveram os que nunca sentiram a presença silenciosa e emocionante da saudade.&lt;br /&gt;Não viveram os que não se solidarizaram com os sofredores e os consolaram.&lt;br /&gt;Não viveram os que procuraram corromper a pureza, a inocência, as virtudes, esmagando beija-flores, lírios, camélias e rosas.&lt;br /&gt;Não viveram os que não acariciaram uma criança, não a beijaram, não brincaram com ela, ou lhe negaram um sorriso, uma palavra de ternura.&lt;br /&gt;Não viveram os que, em nome da verdade, destruíram estupidamente as ilusões das almas ingênuas e sonhadoras.&lt;br /&gt;Não viveram os que aplaudiram com cinismo o erro, o vício, a injustiça, o roubo, o crime, a venalidade, a corrupção, a prostituição.&lt;br /&gt;Não viveram os que não amaram a cultura, a música, a poesia, a obra de arte, a beleza.&lt;br /&gt;Não viveram os incapazes de ter pena de um infeliz, de um desgraçado, e que transformaram os seus corações em barras de gelo.&lt;br /&gt;Não viveram os egocêntricos, que se preocuparam apenas com o seu bem-estar e fizeram de suas vidas uma auto-idolatria, sem ligar para mais ninguém.&lt;br /&gt;Não viveram os jovens que zombaram dos velhos, e os desrespeitaram com a impaciência, a injúria, os cretinos atos de grosseria.&lt;br /&gt;Não viveram os mesquinhos, que se mostraram pequeninos no modo de agir em relação aos nossos semelhantes e jamais tiveram um gesto de nobreza, de altruísmo, de desprendimento.&lt;br /&gt;Não viveram os que só queriam “relaxar e gozar” e que acharam que o principal é encher o estômago, dormir bem, defecar bem e ter voraz e insaciável apetite sexual.&lt;br /&gt;Não viveram os que só se preocuparam com os bens materiais, em detrimento dos bens espirituais, e que converteram os seus corações em metálicas caixas registradoras, cujo som é assim: dinheiro, dinheiro, dinheiro, dinheiro, dinheiro, dinheiro, dinheiro, dinheiro, dinheiro.&lt;br /&gt;Não viveram os que, praticando uma ação vil, traíram a confiança de quem neles acreditava e assim emporcalharam as suas almas, cobrindo-as com fedorentos mantos de excremento.&lt;br /&gt;Não viveram os falsos, os hipócritas, que Cristo comparou a “sepulcros brancos, caiados por fora, mas cheios de ossos de mortos e de podridão por dentro”.&lt;br /&gt;Não viveram os que foram racistas, preconceituosos, e que por orgulho tolo, por se sentirem superiores, humilharam e maltrataram pessoas.&lt;br /&gt;Não viveram os que não sentiram a dor indescritível de perder, levada pela morte, uma pessoa querida, pois como disse o poeta Francisco Otaviano, em versos nos quais a verdade resplandece:&lt;br /&gt;Quem passou pela&lt;br /&gt;vida em branca&lt;br /&gt;nuvem e em plácido&lt;br /&gt;repouso adormeceu,&lt;br /&gt;quem não sentiu&lt;br /&gt;o frio da desgraça,&lt;br /&gt;quem passou pela &lt;br /&gt;vida e não sofreu,&lt;br /&gt;foi espectro de&lt;br /&gt;homem, não foi&lt;br /&gt;homem, só passou&lt;br /&gt;pela vida, não viveu.&lt;br /&gt;Meus amigos, viver é emocionar-se, no bom sentido, é sentir que temos alma, amor, sonhos, esperanças, coração, lágrimas, bondade, piedade, saudade. Quem não possui tudo isto não está vivo, é como um campo desprovido de flores, árvores, pássaros, sombras aconchegantes, só habitado por vermes, ossadas, escorpiões, mortíferas cobras geradas na região do horror e do espanto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-7418704746356043227?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/7418704746356043227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=7418704746356043227' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/7418704746356043227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/7418704746356043227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2011/03/estes-nao-viveram.html' title='Estes não viveram!'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-9202975943643772131</id><published>2011-02-26T15:04:00.000-08:00</published><updated>2011-02-26T15:04:47.289-08:00</updated><title type='text'>Mande benzer ou exorcizar o seu automóvel!</title><content type='html'>O ator James Dean (1931-1955) personificou a juventude americana rebelde. Ele tinha duas paixões: amava os animais e as motocicletas. Crescera no Meio Oeste dos Estados Unidos, frequentando em Los Angeles a Universidade da Califórnia. Quem o incentivou a ser ator foi a professora Adeline Nall, que era uma frustrada atriz de arte dramática. James fez pontas nos filmes comerciais de TV e em Nova York se tornou aluno do prestigioso Actors Studio, onde Marlon Brando havia estudado.&lt;br /&gt;Impressionada com o desempenho do rapaz na peça The immoralist, sucesso da Broadway em 1953, quando James se destacou no papel de um homossexual árabe, a Warner Bros Pictures, um dos maiores estúdios de Hollywood, resolveu contratá-lo. Então ele brilhou no filme East of Eden (“Vidas amargas”), de 1955, dirigido por Elia Kazan e baseado num best-seller de John Steinbeck. Nesse filme, James é o filho carente e atormentado de Raymond Massey.&lt;br /&gt;Duas películas, do ano de 1955, aumentaram a sua fama: Rebel whithout a cause (“Juventude transviada”), do diretor Nicholas Ray, e Giant (“Assim caminha a humanidade”), do diretor George Stevens.&lt;br /&gt;No mundo inteiro os jovens se identificaram com a inquietação, o inconformismo, o comportamento neurótico dos personagens cinematográficos de James Dean e isto o transformou num mito, no símbolo de uma geração inimiga dos valores convencionais.&lt;br /&gt;Pouco tempo depois, a caminho da cidade de Salinas, o moço James Dean morreu num acidente automobilístico, pois em alta velocidade o seu Porsche Spyder se chocou contra outro carro.&lt;br /&gt;A morte trágica desse ator lhe deu a aura imperecível de uma lenda, da mesma categoria das lendas que mais tarde iriam cercar os Beatles, os Rolling Stones, Janis Joplin, Jimi Hendrix, o festival de Woodstock.&lt;br /&gt;Caro leitor, agora vou narrar uma coisa que é muito estranha. &lt;br /&gt;Após o acidente, os destroços do automóvel de James Dean foram levados a uma oficina. O motor do veículo despencou sobre o mecânico e quebrou-lhe as duas pernas.&lt;br /&gt;Um médico, em seguida, comprou o motor e o colocou num carro de corrida. Logo o médico faleceu.&lt;br /&gt;Consertaram numa oficina o Porsche de James Dean. Sem demora, um incêndio destruiu a oficina...&lt;br /&gt;Exposto na cidade de Sacramento, capital do estado da Califórnia, o automóvel fatídico caiu do suporte e quebrou a bacia de um rapaz.&lt;br /&gt;Lá no Oregon, o caminhão que transportava o carro, depois de derrapar, arrebentou a vitrina de uma loja.&lt;br /&gt;Finalmente, no ano de 1959, o Porsche partiu-se em onze pedaços, enquanto se achava assentado sobre suportes de aço.&lt;br /&gt;Eu não alimento a menor dúvida: o automóvel no qual James Dean morreu, ficou possuído pelo demônio. Nunca devem descrer da crueldade deste os católicos, os protestantes, os evangélicos, os espíritas, porque essa criatura maligna existe e tem diversos nomes: Lúcifer, Tentador, Satanás, Excomungado, Pé-de-Pato, Bode-Preto, Cão Tinhoso, Bruxo do Inferno, Principe das Trevas, Espírito do Mal. Abram a Bíblia e leiam nos versículos 1 e 2 do capítulo terceiro do livro de Zacarias:&lt;br /&gt;“Deus me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do Anjo do Senhor, e Satanás estava à mão direita dele, para se lhe opor.&lt;br /&gt;Mas o Senhor disse a Satanás: o Senhor te repreende, ó Satanás, o Senhor que escolheu a Jerusalém, te repreende”...&lt;br /&gt;Há na Bíblia outras referências ao demônio. Leiam, por exemplo, o versículo 26 do capítulo doze do Evangelho de São Mateus e o versículo 23 do capítulo três do Evangelho de São Marcos.&lt;br /&gt;Ainda consoante a Bíblia, no capítulo quatro do Evangelho de São Mateus, o diabo tentou Jesus num monte bem alto e lhe ofereceu todos os reinos do mundo e a glória deles, proferindo estas palavras:&lt;br /&gt;“Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.”&lt;br /&gt;Jesus o repeliu, como alguém que esmaga uma víbora:&lt;br /&gt;“Retira-te, Satanás, porque está escrito: ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto”.&lt;br /&gt;O assassinato é um dos prediletos meios de ação do Porco Sujo. Ele é o “Senhor da Morte”, conforme salienta o versículo 14 do capítulo dois da Epístola aos Hebreus:&lt;br /&gt;“...aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo”.&lt;br /&gt;Examinem o começo do versículo 44 do capítulo oito do Evangelho de São João:&lt;br /&gt;“Ele (o diabo) foi homicida desde o princípio...”&lt;br /&gt;Assim como o demônio pode invadir uma casa, apoderar-se de uma alma, também é capaz de se instalar num automóvel e levar quem o dirige à morte. Creio que tal fato ocorreu com James Dean. Portanto, amigo leitor, convém em certas circunstâncias mandar benzer o seu carro ou exorcizá-lo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-9202975943643772131?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/9202975943643772131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=9202975943643772131' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/9202975943643772131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/9202975943643772131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2011/02/mande-benzer-ou-exorcizar-o-seu.html' title='Mande benzer ou exorcizar o seu automóvel!'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-3402850831661818594</id><published>2011-02-20T09:47:00.000-08:00</published><updated>2011-02-20T09:47:27.158-08:00</updated><title type='text'>UM LIVRO REPLETO DE ERROS DE PORTUGUÊS</title><content type='html'>Um livro de Paulo Coelho, intitulado O demônio e a srta. Prym está repleto de cacofonias, redundâncias, disparates, lugares-comuns, afirmativas absurdas, deficiências linguísticas, frases mal construídas e erros de regência verbal e colocação pronominal. Além disso, o escritor carioca não sabe inserir as vírgulas nos seus devidos lugares. Não sabe virgular. Também ignora que não se separa por vírgula o verbo do sujeito.&lt;br /&gt;Mais do que o enredo anêmico, fragilíssimo, o que impressiona no livro é a enorme quantidade de solecismos, de erros de português. Examinemos alguns desses erros, apenas uma pequena parte. Já na página 35 encontrei este:&lt;br /&gt;“...começou a rezar para sua avó, morta há algum tempo atrás...”&lt;br /&gt;Eis aí uma expressão redundante. A ideia de passado está bem presente no verbo haver, não sendo necessário, portanto, o uso do advérbio atrás. Paulo Coelho repete o erro em outras páginas do livro:&lt;br /&gt;“Há muitos anos atrás...” (página 36) – “Há três anos atrás...” (página 49) – “Há quatro dias atrás...” (página 58) – “...há milênios atrás” (página 60) – "Há três dias atrás..." (página 67).&lt;br /&gt;Paulo não sabe usar a combinação da preposição em com o pronome demonstrativo aquele, na sua forma feminina, como se vê na página 37 de “O demônio e a srta. Prym”:&lt;br /&gt;“De modo que resolveu matá-lo aquela mesma noite...”&lt;br /&gt;A noite decidiu matar alguém, era uma criminosa? Se pudesse ser claro, correto, Paulo teria escrito assim:&lt;br /&gt;“De modo que resolveu matá-lo naquela mesma noite...”&lt;br /&gt;Monumental erro de concordância resplandece na página 121:&lt;br /&gt;“Nada de apostas: aquele povo não merecia a fortuna que quase tiveram ao alcance das mãos.”&lt;br /&gt;O verbo concorda com o sujeito em número e pessoa. É a regra geral, acima violada. Convido o amigo leitor para corrigir, junto de mim, a frase do Paulo Coelho:&lt;br /&gt;“Nada de apostas: aquele povo não merecia a fortuna que quase teve ao alcance das mãos."&lt;br /&gt;Paulo Coelho não conhece as regras básicas de colocação pronominal, é incapaz de meter o pronome se no seu devido lugar:&lt;br /&gt;".. .desconhecendo que na maior parte das vezes comportam-se. . ." (página 23).&lt;br /&gt;Eu e você, amigo leitor, vamos agora corrigir o autor de “O alquimista”:&lt;br /&gt;“...desconhecendo que na maior parte das vezes se comportam...”. &lt;br /&gt;Mas Coelho é teimoso, insistente e reincidente. Para ele o que não atrai pronome se: &lt;br /&gt;“... o que mais temia transformou-se em realidade” (página 98) – "...há um momento em que um homem importante aproxima-se de Jesus" (página 138) – "E que, durante todos estes anos, tornou-se...” (página 160) – “... de modo que ninguém ali descobrisse que, em sua curta viagem até a cidade, transformara-se numa mulher rica”. (página 211).&lt;br /&gt;Observem o cacófato da última frase: “numa mulher”. Aliás, na página 40 há este cacófato medonho: “uma maneira macabra”... É mamar demais, sem ter muito leite! &lt;br /&gt;Aconselho a editora do Paulo Coelho a contratar um professor do nosso idioma para corrigir os gravíssimos erros de português desse escritor. Tais erros ensinam os seus leitores a falar errado, fazem a propaganda da ignorância.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-3402850831661818594?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/3402850831661818594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=3402850831661818594' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/3402850831661818594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/3402850831661818594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2011/02/um-livro-repleto-de-erros-de-portugues.html' title='UM LIVRO REPLETO DE ERROS DE PORTUGUÊS'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-3137573951371631675</id><published>2011-02-10T15:20:00.000-08:00</published><updated>2011-02-10T15:26:04.818-08:00</updated><title type='text'>O CARRO CELESTIAL DE AYRTON SENNA</title><content type='html'>Apesar de não gostar de automobilismo, no qual enxergo uma loucura e não um esporte, eu admirava a coragem de Senna. O seu patriotismo me comovia. Mesmo sem querer, lutando contra os meus próprios sentimentos, a emoção se apoderava da minha alma, quando via Ayrton Senna agitar a nossa bandeira, após ser o vencedor de uma corrida internacional. Um nó se formava na minha garganta e eu engolia a seco. Aquele rapaz modesto, erguendo a nossa bandeira, me devolvia o orgulho de ser brasileiro e conseguia tirar do meu coração, por alguns momentos, o ódio, a fúria, a revolta que nunca deixei de alimentar contra os nossos políticos corruptos.&lt;br /&gt;Sim, ele estufava o nosso peito, fazia desabrochar em nossas caras, mesmo que não fosse na primavera, a nacarada flor do sorriso, da alegria apetecida. Ofertava esse prazer ao povo e ainda o socorria, pois só agora se sabe, depois de sua morte, que ele ajudou em segredo, às ocultas, deficientes físicos e à entidades assistenciais. Deu milhares de dólares à Fundação Abrinq, à Associação de Assistência à Criança Defeituosa, ao Centro de Reabilitação do Hospital das Clinicas. Graças aquele piloto de ar tímido e gestos simples, máquinas carissimas foram adquiridas no exterior, como o aparelho Cybex, utilizado nas avaliações musculares. Com o dinheiro que ganhava nas pistas, arriscando sua vida, Ayrton Senna patrocinou o tratamento de centenas de crianças carentes, portadoras de distúrbios cerebrais ou neurológicos.&lt;br /&gt;Ele salvou a vida da jovem Regiane Maria dos Reis, que sofria de cirrose hepática crônica e necessitava urgentemente de um transplante de fígado. Os 65 mil dólares doados por Senna pagaram a operação da moça. E a sua bondade também favoreceu, no estado do Acre, uma instituição de assistência médica a índios e seringueiros, fundada pelo Chico Mendes. Inimigo do espalhafato, da caridade ruidosa e ostensiva, Senna exigia que essas ações jamais fossem reveladas.&lt;br /&gt;Rapaz de olhar meio triste, Ayrton Senna declarava que durante as corridas, quase sempre, tinha o costume de conversar com Deus. Aliás, em 1988, após conquistar o seu primeiro titulo mundial no Japão, ele afirmou que havia contemplado Jesus Cristo num trecho do autódromo, antes do fim da prova. Leiam as suas palavras:&lt;br /&gt;-Eu estava agradecendo a Deus pela vitória. Deus me presenteou. Era um presente enorme, essa vitória. Mesmo rezando, eu estava superconcentrado, me preparando para uma curva longa, de 180 graus, quando vi a imagem de Jesus. Ele era tão grande, tão grande... Não estava no chão. Estava suspenso, com a roupa de sempre, e uma luz em volta. O seu corpo inteirinho subia para o céu, alto, alto, alto, ocupando todo o espaço. Eu vi essa imagem incrível, enquanto guiava o carro de corrida. Guiava com precisão, com força, com...&lt;br /&gt;Ai, nesse momento, Ayrton Senna ficou mais emocionado, os seus olhos se umedeceram e ele acrescentou:&lt;br /&gt;-É de enlouquecer, não é? É de enlouquecer... &lt;br /&gt;Que moço estranho, o Ayrton Senna! Pairava no seu rosto a melancolia das criaturas que morrem cedo. Ayrton era um místico, um médium com o dom de ter visões, um ser repleto de bondade, de espiritualidade. &lt;br /&gt;Agora eu o vejo como um espírito de luz, guiando no espaço negro da morte um belíssimo e resplandecente carro de corrida. Para onde vai esse carro etéreo, mais veloz do que os carros de corrida do nosso planeta? Vai em direção à Luz suprema, à Luz de todas as luzes, à Luz que ressuscita os mortos e que se chama Deus. E de onde vem a força desse carro celestial do Ayrton? Vem de sua alma, da sua bondade, da sua piedade, da humana ternura do seu coração sensível e extremamente generoso...&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-TKIE01vghB8/TVR0Bvt3q-I/AAAAAAAAABg/u9cSY94FOeg/s1600/in_ayrton_senna_20.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="262" width="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-TKIE01vghB8/TVR0Bvt3q-I/AAAAAAAAABg/u9cSY94FOeg/s400/in_ayrton_senna_20.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-3137573951371631675?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/3137573951371631675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=3137573951371631675' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/3137573951371631675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/3137573951371631675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2011/02/o-carro-celestial-de-ayrton-senna.html' title='O CARRO CELESTIAL DE AYRTON SENNA'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-TKIE01vghB8/TVR0Bvt3q-I/AAAAAAAAABg/u9cSY94FOeg/s72-c/in_ayrton_senna_20.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-5664996603262012956</id><published>2011-02-06T11:59:00.000-08:00</published><updated>2011-02-06T11:59:06.061-08:00</updated><title type='text'>JÂNIO QUADROS, NO PALÁCIO DA ALVORADA, FEZ O EMBAIXADOR DOS ESTADOS UNIDOS ENTRAR NO SEU GUARDA-ROUPA!</title><content type='html'>Fiz esta pergunta a Jânio Quadros, durante um dos meus almoços com ele, na sua casa da rua 9 de Julho, em Santo Amaro:&lt;br /&gt;-Houve muita pressão dos Estados Unidos para o senhor apoiar a ação armada que o governo do presidente Kennedy planejava contra Cuba?&lt;br /&gt;Eufórico, com o rosto mais vermelho, Jânio Quadros fitou-me. Bebeu um pouco de vinho e de modo desembaraçado, às vezes escandindo as sílabas de algumas palavras, começou a rememorar:&lt;br /&gt;-Um mês depois da minha posse na presidência da República, nos fins de fevereiro de 1961, desembarcou em Brasília o Adolfo Berle Jr. Este, no ano de 1945, como embaixador dos Estados Unidos, havia contribuído para a derrubada do Estado Novo, da ditadura de Getúlio Vargas, mas eu jamais iria tolerar qualquer interferência do governo norte-americano em nossa política interna. Nem quis recebê-lo, pois não ignorava que o seu plano consistia em forçar o Brasil a participar de uma ação jurídica e diplomática cujo objetivo era legalizar a intervenção direta dos Estados Unidos em Cuba, como aconteceu na Coréia e no Congo, sob os auspícios da OEA e da ONU.&lt;br /&gt;Indaguei, repleto de curiosidade:&lt;br /&gt;-E de que maneira o senhor descascou o pepino?&lt;br /&gt;-Eu não o descasquei. Quem o descascou foi o Afonso Arinos de Melo Franco, o meu ministro das Relações Exteriores, a quem incumbi de falar com o Berle. O enviado de Kennedy, vendo que não conseguia nada, pediu socorro ao John Moors Cabot, embaixador dos Estados Unidos no Brasil. Cabot, na ânsia de agradar o Berle e o Kennedy, ousou interferir em nossa vida política.&lt;br /&gt;-Bem, e aí, o que o senhor fez?&lt;br /&gt;-Impaciente, fervendo de indignação, mandei chamar o John Moors Cabot. Ele, muito sem jeito, entrou no meu gabinete. Decerto já sabia que eu me achava bem informado sobre o seu vil procedimento. Sentou-se na minha frente, diante de uma mesa baixa, e fui direto ao assunto: “embaixador Cabot, o senhor é o representante de um país com o qual a minha pátria, o Brasil, mantém tradicionais laços de amizade, desde a época de Tiradentes, mas agora o senhor não está se comportando bem!”&lt;br /&gt;-O senhor teve a coragem de dizer isto? &lt;br /&gt;-Sim, é claro, pois era a pura verdade!&lt;br /&gt;-E ele, qual foi a sua reação?&lt;br /&gt;-Ficou pálido. Eu o encarei de modo firme, sem desviar o meu olhar irado dos seus olhos, enquanto lhe dizia: “o senhor está metendo o bedelho em nossa vida política. Asseguro, o senhor não tem o direito de fazer isto, assim como o nosso embaixador em Washington não tem o direito de interferir nos assuntos internos dos Estados Unidos”.&lt;br /&gt;-E aí, presidente, o que ele disse?&lt;br /&gt;-Nervoso, a gaguejar, quis me contradizer. Reagi: “não, não, não, o senhor não me desminta, eu posso apresentar as provas! Vou adverti-lo, ou o senhor pára de meter o bedelho em nossa vida política, ou serei obrigado, para o bem dos tradicionais laços de amizade entre o Brasil e os Estados Unidos, a pedir ao seu governo a sua substituição por outro embaixador. Escolha”.&lt;br /&gt;-E como acabou o encontro, presidente?&lt;br /&gt;-Levantei-me e o despedi, sem lhe apertar a mão. Ele estava tão nervoso, tão atarantado, que em vez de sair pela porta do gabinete, entrou no meu guarda-roupa!&lt;br /&gt;Eu e a dona Eloá rimos a valer, provocando os latidos dos três cães do casal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______________________________________________________&lt;br /&gt;Escritor e jornalista, Fernando Jorge é autor do livro Se não fosse o Brasil, jamais Barack Obama teria nascido, lançado pela Editora Novo Século&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-5664996603262012956?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/5664996603262012956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=5664996603262012956' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/5664996603262012956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/5664996603262012956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2011/02/janio-quadros-no-palacio-da-alvorada.html' title='JÂNIO QUADROS, NO PALÁCIO DA ALVORADA, FEZ O EMBAIXADOR DOS ESTADOS UNIDOS ENTRAR NO SEU GUARDA-ROUPA!'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-6624361926885267801</id><published>2011-01-29T08:57:00.000-08:00</published><updated>2011-01-29T08:57:59.201-08:00</updated><title type='text'>A DEFICIÊNCIA FÍSICA NÃO ELIMINA O VALOR</title><content type='html'>Recebi uma carta de um jovem que é deficiente físico, na qual ele declara:&lt;br /&gt;"Nasci quase sem pernas e sem braços, com estas duas partes do meu corpo atrofiadas. Às vezes me entristeço, porque nem sempre é fácil, para mim, aceitar tal situação. Talvez o senhor possa animar-me, numa de suas crônicas. Ficarei grato."&lt;br /&gt;Prezado leitor, atendendo ao seu pedido, vou evocar neste bate-papo uma das mais extraordinárias vidas do século XIX. É a de Arthur MacMurrough Kavanagh, nascido no dia 25 de março de 1831, terceiro filho de lady Harriet Margaret Le Poer Trench, segunda esposa de Thomas Kavanagh, parlamentar inglês. Quando Arthur saiu do ventre da mãe, uma empregada exclamou, ao vê-lo:&lt;br /&gt;-Coitadinho! Deus o levará e assim será melhor para todos!&lt;br /&gt;O menino tinha apenas dois cotos de alguns centímetros, no lugar onde deveriam estar os braços, e além disso as pernas lhe faltavam por completo. Mas Deus não quis levá-lo. Iria viver 58 anos, de maneira intensa.&lt;br /&gt;Arthur cresceu. Ele possuía um sorriso franco, límpidos olhos azuis, ombros largos e uma testa espaçosa, indicadora de alta inteligência. Perseverante, aprendeu a escrever usando a caneta com os dentes. E a sua letra era boa. Logo se tornou o mais audacioso cavaleiro dos condados do interior da Irlanda. Como fazia isto? Seguro por correias a uma sela especial, e após empurrar para a frente os ombros largos, ele agarrava as rédeas com os dois cotos de braços.&lt;br /&gt;Mostrou ser um ótimo atirador, de pontaria infalível. Eis o seu método: prendia a arma debaixo do coto do braço esquerdo e com o direito puxava o gatilho. Também foi um pescador habilíssimo. Atreveu-se até a pescar nas águas traiçoeiras das imediações do Círculo Ártico.&lt;br /&gt;Apesar de não ter mãos, Arthur MacMurrough Kavanagh sabia desenhar muito bem e era um pintor de talento.&lt;br /&gt;Em 1848, ele decidiu empreender uma longa viagem com o irmão mais velho, Thomas, e com o seu professor, o reverendo David Wood. Seria uma excursão quase sempre a cavalo, da Suécia até a Índia. E Arthur partiu. Atravessou a Finlândia, foi até a Rússia, desceu pelo Volga, navegou pelo Mar Cáspio, chegou à Pérsia e depois a Bombaim. Durante três anos o destemido homenzinho sem braços e sem pernas sofreu toda a espécie de privações: enfrentou períodos de fome, de doenças, de invernos duríssimos e de calores bárbaros.&lt;br /&gt;No Teerã participou de caçadas ao lado do príncipe persa Malichos Mirza, filho do Xá Fat-Ali. E Arthur, ao ficar doente em 1850, passou a sua convalescença no magnífico harém desse príncipe. Imaginem como foi deliciosa a sua recuperação...&lt;br /&gt;O dinheiro do homem sem pernas e sem braços acabou, mas ele não esmoreceu. Conseguiu arrumar um emprego em Aurugumbad, na Companhia das Índias Orientais. Sabem qual era a sua tarefa? Levar mensagens urgentes, a cavalo!&lt;br /&gt;Contemplando a vida de Arthur, vemos como Goethe não errou ao escrever os seguintes versos na parte nona do poema “Hermann und Dorothea”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aquele que se apoia numa vontade firme,&lt;br /&gt;forja o mundo a seu gosto”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(“Aber wer fest auf dem Sinne beharrt,&lt;br /&gt;Der bildet die Welt Sich” )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baixinho, de pernas curtas (pernicurto), Napoleão era um gigante, do ponto de vista militar. Ele e o britânico Arthur MacMurrough Kavanagh são a prova de que a deficiência física desaparece, quando quem a carrega tem coragem, tenacidade, personalidade, inteligência, em suma, indiscutível valor próprio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-6624361926885267801?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/6624361926885267801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=6624361926885267801' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/6624361926885267801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/6624361926885267801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2011/01/deficiencia-fisica-nao-elimina-o-valor.html' title='A DEFICIÊNCIA FÍSICA NÃO ELIMINA O VALOR'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-3657117661856840852</id><published>2011-01-25T09:03:00.000-08:00</published><updated>2011-01-25T09:03:27.858-08:00</updated><title type='text'>UM RATO MERECE MAIS ESTIMA QUE CERTOS HOMENS</title><content type='html'>A senhorita Stella Thompson, de trinta e sete anos, que mora em Havant, Inglaterra, resolveu não se mudar do local onde vive, embora tenha herdado do progenitor uma vasta e moderna residência. O motivo é que ela não se conforma em abandonar um rato pelo qual se afeiçoou, chamado “Will-o’-the-Wild”.&lt;br /&gt;-Se eu deixar esta casa – pergunta a mulher – quem tratará da alimentação de Will? É um ratinho muito tímido e não sabe defender a própria subsistência.&lt;br /&gt;A senhorita Thompson, conforme declarou, já teve em certa ocasião nada menos de vinte e oito ratos soltos no seu apartamento.&lt;br /&gt;-É bastante bonita e confortável a casa do meu pai, no Sussex – disse ela – porém não quero deixar Will sozinho. Levá-lo comigo seria uma solução arriscada, pois ele poderia morrer por estranhar o ambiente.&lt;br /&gt;Esta inglesa sentimental, ao contrário de tantas criaturas do seu sexo, nutre uma profunda simpatia por esses ágeis roedores, que nunca foram, através dos séculos, animais benquistos.&lt;br /&gt;Quase todos os irracionais são símbolos para o homem. A abelha representa a indústria; o galo, a vigilância; a formiga, o trabalho; o boi, a paciência; o leão, a força; a coruja, o estudo; a pomba, a paz; o cão, a fidelidade; a ovelha, a mansuetude... E o rato? Este é símbolo da cupidez e da podridão.&lt;br /&gt;Os hindus veneram a vaca. No estado de Caxemira, aquele que tirar a vida de uma, é castigado com sete anos de cadeia. Em Madagascar, recebe pena de morte quem mata um crocodilo. O tigre, esse belo quadrúpede carniceiro, é adorado em Bengala e nas ilhas de Sonda. Até o urubu, o negro e feio urubu, tem os seus admiradores, porquanto no Daomé os nativos o respeitam como um deus. Mas... e o rato, quem o enaltece, lhe presta homenagens? Se não me engano, o seu único panegirista, na época contemporânea, foi Walt Disney, o criador dos desenhos animados de Mickey Mouse...&lt;br /&gt;Dos outros animais o homem aprendeu inúmeras coisas valiosas. A aranha ensinou-lhe a arte de tecer. Alguns pássaros, como o joão-de-barro, deram exímias lições de engenharia. A raposa mostrou o que é a astúcia; a lebre, o que é a velocidade; a mula, o que é a obstinação... E assim por diante. O rato apenas ensinou o homem a ser guloso e rapinante.&lt;br /&gt;O sexo frágil sempre demonstrou por ele uma tremenda antipatia. A senhorita Stella Thompson é uma exceção. Adora esses tratantes, estremece de ternura ao vê-los. Acha que são lindos, mimosos, encantadores. Nem lhe passa pelo cérebro que os patifezinhos transmitem a peste bubônica e a disenteria bacilar.&lt;br /&gt;O amor é cego, dizem com razão. Eu compreendo, no entanto, porque essa inglesa excêntrica quer bem aos ratos. Solteirona, quase atingindo os quarenta, tem um coração ardente, repleto de meiguice. Como não pode extravasar todo o carinho que ele encerra junto a um esposo e a um filho, volta-se para os tais animalejos.&lt;br /&gt;No fim das contas, aqui entre nós, amigo leitor, um rato merece mais estima que certos homens.&lt;br /&gt;______________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escritor e jornalista, Fernando Jorge é autor do livro Se não fosse o Brasil, jamais Barack Obama teria nascido, lançado pela Editora Novo Século&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-3657117661856840852?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/3657117661856840852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=3657117661856840852' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/3657117661856840852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/3657117661856840852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2011/01/um-rato-merece-mais-estima-que-certos.html' title='UM RATO MERECE MAIS ESTIMA QUE CERTOS HOMENS'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-7447189773448078764</id><published>2011-01-16T14:01:00.000-08:00</published><updated>2011-01-16T14:01:36.031-08:00</updated><title type='text'>Professor Leodegário</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_I00V6QpSQAc/TTNqd8USm_I/AAAAAAAAABE/nblV-zpEQtw/s1600/professor.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="206" src="http://3.bp.blogspot.com/_I00V6QpSQAc/TTNqd8USm_I/AAAAAAAAABE/nblV-zpEQtw/s320/professor.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Homenagem de Paulo Schmidt&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-7447189773448078764?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/7447189773448078764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=7447189773448078764' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/7447189773448078764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/7447189773448078764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2011/01/professor-leodegario.html' title='Professor Leodegário'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_I00V6QpSQAc/TTNqd8USm_I/AAAAAAAAABE/nblV-zpEQtw/s72-c/professor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-2366612064007237985</id><published>2011-01-06T14:52:00.000-08:00</published><updated>2011-01-06T14:52:18.416-08:00</updated><title type='text'>A macaca de Milão e o meu macaco louco</title><content type='html'>Conta o escritor italiano Matteo Bandello (1485-1561) que existia no castelo Sforzesco de Milão, edifício do século XV, na época do duque Ludovico Sforza, uma macaca muito grande, muito alegre e muito brincalhona. Ela não fazia mal a ninguém. Andava à vontade dentro do castelo e pelas ruas daquela cidade gloriosa, situada entre a planície do Pó e os Alpes.&lt;br /&gt;Uma casa, das várias frequentadas por ela, pertencia a velha senhora de San Giovanni Sul Muro. Dois jovens, seus filhos, brincavam sempre com o inofensivo animal, que gostava de ir ali, pois nessa casa era melhor tratado e tinha farta alimentação. Mas à noite a macaca retornava ao castelo.&lt;br /&gt;Devido a sua idade avançada, a velha senhora adoeceu, ficou de cama. Mesmo assim, recebia a macaca e dava-lhe doces.&lt;br /&gt;Um dia a enferma morreu. Lavaram o seu corpo e puseram uma touca na sua cabeça. Depois lhe enfiaram um vestido.&lt;br /&gt;A macaca viu tudo. Celebrou-se, diante do caixão, o ofício fúnebre. Em seguida transportaram a morta para outro lugar.&lt;br /&gt;Sozinha no quarto da extinta, a macaca quis imitar o ritual das mulheres que a vestiram. Pôs a touca na cabeça e a roupa no corpo peludo. Então se deitou na cama, cobriu-se, e até parecia a velha senhora em repouso...&lt;br /&gt;Quando as criadas entraram no quarto, a fim de arrumá-lo, tiveram a forte impressão de que a morta havia voltado. Cheias de terror, desceram pela escada aos gritos. A velha senhora, estendida na cama, saíra do túmulo!&lt;br /&gt;Os parentes e os dois rapazes, apavorados, de cabelos em pé, fugiram do aposento. Imediatamente mandaram chamar um padre. Este, munido de água benta e de um crucifixo, passou a orar, exortando os filhos da morta a não terem medo, porque a mãe deles possuía uma alma boa.&lt;br /&gt;O padre benzeu toda a casa. Acompanhado pelo sacristão, foi até o quarto. Ao olhar a macaca de touca e deitada na cama, pensou que era a morta. Sentiu um pouco de medo, porém quis mostrar coragem e começou a derramar água benta em cima da macaca. Esta, vendo o religioso sacudir o aspersório, guinchava, batia os dentes.&lt;br /&gt;Sob as unhas aguçadas do medo pânico, ele fugiu, deixando tombar no chão o aspersório, após o sacristão se escafeder, despencar-se pela escada abaixo e cair de pernas para o ar. Ao tropeçar nele, o padre também caiu.&lt;br /&gt;Os filhos da morta e outras pessoas apareceram. Ansiosos, perguntaram o que tinha acontecido. Tonto, pálido, a tremer e quase sem poder falar, o padre respondeu:&lt;br /&gt;-Ai de mim, meus filhos, que eu vi o demônio na forma da senhora vossa mãe!&lt;br /&gt;Logo, entretanto, a macaca pula fora da cama. Ela tira alguns doces das caixas da morta e repleta de energia, de agilidade, saltita pela escada, rápida como um camundongo. Exibia na cabeça a touca da velha senhora e no corpo as roupas que ela usava. Apesar de se parecer com a defunta, os dois irmãos a reconheceram. Irresistível espetáculo cômico! E as gargalhadas estrugiram.&lt;br /&gt;Piruetando, dançando, produzindo singulares macaquices, mil trejeitos, a macaca escapuliu, sem se deixar agarrar. Debaixo das risadas de todos, correu em desabalada carreira para o castelo Sforzesco...&lt;br /&gt;Evoquei esta história, narrada por Matteo Bandello, porque se Milão, a bela cidade italiana onde se admira uma soberba catedral gótica, divertia-se com a tal macaca, eu também tenho um macaco que me diverte bastante. O meu macaco, embora eu ainda esteja vivo, me imita sem parar. Trata-se de um caso curioso, digno de análise.&lt;br /&gt;Primeiro explico que o meu macaco é um ser humano, não integra a família dos símios. Ele costuma visitar as livrarias, como eu, e um livreiro me informou:&lt;br /&gt;-Seu Fernando, há um fulano que copia tudo que o senhor faz.&lt;br /&gt;-Quem é?&lt;br /&gt;-É um sujeito magro como o senhor. Parece seu irmão gêmeo. Tem cara parecida com a sua, cabelos brancos iguais aos seus. Ele me disse que se casou com uma mulher pequena por sua causa.&lt;br /&gt;-Eu não acredito.&lt;br /&gt;-Foi o que me garantiu. Certa vez ele viu o senhor com a sua esposa aqui na livraria, e por ela ser baixa, ele também resolveu se casar com uma mulher pequena.&lt;br /&gt;-Meu Deus, este homem deve ser louco!&lt;br /&gt;-Eu também acho, seu Fernando. Como o senhor gosta de usar gravatas azuis, com bolinhas brancas, ele o imita. E sabe de uma coisa, esse maníaco me pediu isto: guardar para ele qualquer exemplar dos livros que o senhor compra.&lt;br /&gt;-Incrível! Que loucura!&lt;br /&gt;-Na semana passada o senhor levou um dicionário francês de História. Eu tive de separar o mesmo dicionário para ele. Há três dias o senhor comprou cinco exemplares do seu próprio livro sobre Obama, pois conforme me disse, não tem mais nenhum exemplar para dar como presente a qualquer amigo. Pois saiba, o maníaco comprou também cinco exemplares do seu livro Se não fosse o Brasil, jamais Barack Obama teria nascido.&lt;br /&gt;E o meu amigo livreiro acrescentou:&lt;br /&gt;-O dono de um sebo aqui de São Paulo precisava de dinheiro. Mentindo, ele disse ao maníaco que o senhor havia comprado oitenta livros raros. Esse cara acreditou e pediu a relação das oitenta obras. Levou todas elas!&lt;br /&gt;Não resta dúvida, se a cidade italiana de Milão, capital da Lombardia, teve uma grande e esperta macaca, eu, o escritor Fernando Jorge, tenho na cidade brasileira de São Paulo um fiel macaco. Só que o meu macaco é louco, precisa urgentemente de ser internado num manicômio...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-2366612064007237985?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/2366612064007237985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=2366612064007237985' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/2366612064007237985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/2366612064007237985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2011/01/macaca-de-milao-e-o-meu-macaco-louco.html' title='A macaca de Milão e o meu macaco louco'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-3971577101360354809</id><published>2010-12-19T05:38:00.000-08:00</published><updated>2010-12-19T05:38:41.199-08:00</updated><title type='text'>SUA EXCELÊNCIA, O GATO</title><content type='html'>Encontrei um velho amigo na rua. Achava-se com ar sorumbático, ele que sempre foi expansivo. Explicou-me:&lt;br /&gt;-Estou aborrecido. Alberto morreu. Creio que do coração. Era gordo em excesso, coitado! Tão discreto, tão educado...&lt;br /&gt;Alberto - devo esclarecer ao leitor - era um velho gato, obeso e preguiçoso, que vivia ronronando em cima de um macio sofá: tinha o orgulho de um lorde, a pachorra de um filósofo socrático. Retribuía as carícias com frieza, embora não fosse malcriado. Havia nele, no seu olhar metálico, nos seus movimentos elásticos, compassados, qualquer coisa de solene e aristocrático. Eu, que sou democrata, nunca pude suportar os seus modos altivos. Meu amigo o adorava. &lt;br /&gt;O gato tem fama de ser um animal egoísta, hipócrita e feroz, mas não são poucos os que o defendem e o preferem ao cão, o qual, segundo diversos psicólogos, é demasiado subserviente, sem a dignidade e a personalidade desse felino...&lt;br /&gt;A gatolatria é um fenômeno milenar.&lt;br /&gt;Narra Seignobos, na sua História da Civilização, que um século antes de Cristo, tendo certo cidadão romano matado um gato em Alexandria, o povo se amotinou, apoderou-se dele e o esquartejou, apesar dos pedidos do soberano e não obstante o grande medo que inspiravam os filhos da cidade de Augusto.&lt;br /&gt;Os egípcios viam no gato um animal divino. Quando algum bichano morria, o dono, em sinal de luto, raspava a sobrancelha esquerda. &lt;br /&gt;Maomé, diz a lenda, possuía uma gatinha chamada Muezza que, certa ocasião, adormeceu sobre a manga do seu hábito. O profeta, para não acordá-la, preferiu cortar a roupa. Muezza, grata e satisfeita, cada vez que ele voltava para casa, ia recebê-lo. Maomé, comovido pelo reconhecimento do animal, concedeu aos gatos um lugar no paraíso islâmico e ainda o privilégio de caírem de pé.&lt;br /&gt;Richelieu, o maquiavélico ministro de Luis XIII, tinha quatorze gatos, assim chamados: Mounard-Ie-Fougueux, Soumise, Serpolet, Gazette, Ludovic-le-Cruel, Mimie Paillon, Feliman, Lúcifer, Lodoiska, Rubis-sur-l'Ongle, Pyrame, Thisbé, Racan e Perruque. Estes dois últimos tinham estes nomes por haverem nascido em cima duma velha cabeleira do acadêmico Racan. Pela forma com que Richelieu acariciava os seus bichanos, podia fazer-se idéia do estado de sua alma. Se passava suavemente a mão sobre o pêlo do felino, era sinal de bom humor. Se as carícias fossem rápidas, nervosas, isto queria dizer o contrário. O rei, conhecendo o temperamento do seu ministro, indagava quando pretendia conversar com ele:&lt;br /&gt;-De que jeito Richelieu afagou seus gatos?&lt;br /&gt;Os gatos me intrigam, causam curiosidade. Suas maneiras indolentes, seus passos sorrateiros, suas artimanhas me fascinam. Bicho estranho! Quanto mistério, quanta profundidade nas suas pupilas verdes! É o animal sutil por excelência, repleto de cautela, de agudeza. Dir-se-ia que tem alma de odalisca e de espião...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-3971577101360354809?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/3971577101360354809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=3971577101360354809' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/3971577101360354809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/3971577101360354809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2010/12/sua-excelencia-o-gato.html' title='SUA EXCELÊNCIA, O GATO'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-8900677524425482708</id><published>2010-12-16T12:25:00.000-08:00</published><updated>2010-12-16T12:25:26.333-08:00</updated><title type='text'>A INVEJA É UMA CADELA RAIVOSA</title><content type='html'>É jornalista da chamada Grande Imprensa, redator econômico de jornal poderoso, um dos principais da cidade de São Paulo. Há cerca de três meses, meio alcoolizado, aproximou-se de mim na Alameda Barão de Limeira e insultou-me. Apliquei-lhe uma bofetada. Não se atreveu a reagir.&lt;br /&gt;Devido ao sucesso do meu livro Se não fosse o Brasil, jamais Barack Obama teria nascido, esse sujeito vive fazendo esta pergunta nas livrarias:&lt;br /&gt;-O livro do Fernando Jorge está saindo?&lt;br /&gt;Ao ouvir que sim, ele empalidece e volta a perguntar:&lt;br /&gt;-Mas sai mesmo, é comprado?&lt;br /&gt;A confirmação o deixa ainda mais pálido, como alguém prestes a desmaiar.&lt;br /&gt;Um vendedor de uma conhecida livraria da Avenida Paulista, meu amigo, percebeu que o fulano é um grande invejoso e ao ouvir a pergunta, responde assim:&lt;br /&gt;-O livro do Fernando Jorge sobre o Obama é um dos mais vendidos.&lt;br /&gt;Aí o invejoso quase desfalece. E o meu amigo exagera, para aumentar a sua inveja:&lt;br /&gt;-Hoje, eu e os meus colegas já vendemos mais de cinquenta exemplares.&lt;br /&gt;De olho amarelo, com a cara esverdeada de quem tem icterícia, o invejoso rosna:&lt;br /&gt;-Não pode ser! Não pode ser! Eu não acredito!&lt;br /&gt;Contendo o riso, o meu amigo confirma:&lt;br /&gt;-É a pura verdade.&lt;br /&gt;Na semana passada esse amigo me disse:&lt;br /&gt;-Seu Fernando, o homem parece que vai morrer, quando garanto que o seu livro está sendo muito vendido. Se eu continuar a falar desse modo, acho que ele vai ter um enfarte.&lt;br /&gt;Soltei estas palavras:&lt;br /&gt;-Você sabe como é o nome da sua doença? Ele sofre de invejaite aguda.&lt;br /&gt;Num domingo o telefone da minha casa tocou, às onze horas da noite, e eu atendi. A voz enrolada, gaguejante e pastosa do grande invejoso, golpeou o meu ouvido:&lt;br /&gt;-Fer... Fer... Fer... Fernando! Vo... Vo... vo... vo...vo... você pensa que... que... que... que... o meu jornal vai... vai... vai publicar uma no... no... no... nota sobre o seu li... li... livro de bos... bos... bos... ta... ta... ta...? Não, não vai não! Eu não vou deixar!&lt;br /&gt;Era a voz de cachaceiro mergulhado num porre monumental. Até o telefone dava a impressão de feder a álcool. Desliguei o aparelho.&lt;br /&gt;Duas semanas depois, outra vez no porre, o pinguço ganiu no telefone:&lt;br /&gt;-Fer... Fer... Fer... Fernando! Eu vou... vou... vou matar o meu colega que elogiou você num artigo aqui do... do... aqui do jornal... vou, vou matar ele, vou, vou, vou, vou!&lt;br /&gt;Ouvi um som que parecia o ronco de um suíno e, em seguida, palavrões, xingamentos. A causa da fúria: o jornal do invejoso de fato havia publicado um artigo cheio de elogios ao meu livro...&lt;br /&gt;O rancor desse animal é explicável. Uma obra de sua autoria, lançada em 2005, não teve nenhuma repercussão. Isto o feriu, azedou-lhe a alma pequenina e a fez ranger de despeito, de revolta louca, digna de ser enfiada em camisola-de-força.&lt;br /&gt;A inveja é uma cadela raivosa, fustigada pelo diabo, e que só quer rosnar e morder.&lt;br /&gt;Pertence à numerosa família dos grandes invejosos o jornalista pau-d’água que me detesta. Um dos seus antepassados, suponho, foi Nonius Asprenas, oficial do imperador romano Augusto (63 a.C – 14 d. C). Devido a um acidente, Nonius ficou aleijado. Sentindo imensa inveja dos seus amigos saudáveis, ofereceu-lhes uma festa, durante a qual cento e trinta deles morreram. O invejoso colocara veneno nos alimentos.&lt;br /&gt;Perigosa, frequentes vezes mortífera, é a família dos grandes invejosos.&lt;br /&gt;Não conseguindo suportar a fama do general Aécio, vencedor do huno Átila nos campos cataláunicos, em 451 da nossa era, o imperador Valentiniano III, do Ocidente, mandou matá-lo.&lt;br /&gt;Açulado pelos latidos da cadela Inveja, cujos dentes pontiagudos não largam as suas presas, Henrique III, rei da França de 1574 a 1584, tornou-se o responsável pela morte do Duque de Guise. Como castigo de Deus, ele tombou assassinado por Jacques Clement, um frade fanático.&lt;br /&gt;Incapaz de aplaudir a genialidade de Mozart, segundo informam vários biógrafos desse músico, o compositor italiano Antonio Salieri o envenenou, agadanhado pela inveja.&lt;br /&gt;Eu sentiria um certo prazer, talvez orgulho, se o jornalista que me execra tivesse algum valor, pois ser invejado por pessoas inteligentes, de talento, equivale a receber uma homenagem...&lt;br /&gt;O poeta Antônio Sales (1868-1940), fundador da célebre Padaria Espiritual do Ceará e autor de belas quadrinhas publicadas diariamente no Correio da Manhã do Rio de Janeiro, produziu estes versos, comparando a inveja ao estrume:&lt;br /&gt;“Deixa que a gente invejosa&lt;br /&gt;Fale de ti com ciúme:&lt;br /&gt;A flor precisa de estrume&lt;br /&gt;Para ficar mais viçosa”&lt;br /&gt;Embora não me considere um lírio ou um cravo, eu posso dizer: o jornalista invejoso, obcecado por mim, é o estrume do meu florido e bem cuidado jardim de sonhos, de poesia, de elevadas aspirações...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-8900677524425482708?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/8900677524425482708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=8900677524425482708' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/8900677524425482708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/8900677524425482708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2010/12/inveja-e-uma-cadela-raivosa.html' title='A INVEJA É UMA CADELA RAIVOSA'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-7068336572366800055</id><published>2010-11-26T09:33:00.000-08:00</published><updated>2010-11-26T09:33:29.846-08:00</updated><title type='text'>O LIVRINHO DO FICCIONISTA PAULO EDUARDO NOGUEIRA</title><content type='html'>O livrinho não parece uma biografia. Parece uma obra de ficção, uma novela mal estruturada. É por isto que eu chamo o imaginoso Paulo Eduardo Nogueira de ficcionista. Imaginoso porque no seu livrinho Paulo Francis – polemista profissional, lançado pela Imprensa Oficial de Estado de São Paulo, ele biografou um Francis bonzinho, de excelente caráter, que nunca existiu, a não ser na sua fantasia. Aliás, o Francis não era polemista profissional e sim um xingador profissional. Mostrava-se exímio na arte sórdida de achincalhar as pessoas. Investia contra as honras alheias, covardemente, protegido por longa distância, a salvo dos revides imediatos, dos murros dos ofendidos, pois morava em Nova York. Devido aos seus insultos, às difamações que ia expelindo como o vômito de uma hiena fedorenta, ele foi esbofeteado pelo escritor Guilherme Figueiredo num restaurante e pelo ator Adolfo Celi no palco do teatro Aurimar Rocha, diante de uma platéia lotada, lá no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;O ator Paulo Autran, fiel amigo da atriz Tônia Carrero, vítima das infâmias do Paulo Francis, quando viu este na entrada de um teatro, aproximou-se dele e escarrou na sua cara. Paulo Francis não reagiu, aceitou a merecida cusparada... É um depoimento da atriz Cacilda Becker.&lt;br /&gt;Após ler o meu livro Vida e obra do plagiário Paulo Francis – O mergulho da ignorância no poço da estupidez, publicado pela Geração Editorial, a jornalista Irene Solano Vianna, editora da Folha de S.Paulo, afirmou o seguinte num artigo, ao comentar essa minha obra:&lt;br /&gt;“O sr. Paulo Francis escrevia mal, plagiava sobretudo citações e ideias, errava feio nas ostentações de sua pseudo cultura. E o mais grave de todos os pecados, não tinha compromisso algum com a exatidão dos fatos, ou respeito pela honra e dignidade alheias”.&lt;br /&gt;Veja, amigo leitor, é este o Paulo Francis que o ficcionista Paulo Eduardo Nogueira admira com entusiasmo, é este o Paulo Francis que era “jornalista” entre aspas, desonesto, caluniador, racista, incapaz de escrever de forma simples e correta, larápio literário descarado, plagiador das frases de Shakespeare, James Baldwin, Winston Churchill, Dostoievski, Albert Einstein, Machado de Assis, Nelson Rodrigues, Roberto Campos, Artur Azevedo, Sérgio Porto, Ibrahim Sued, etc, etc.&lt;br /&gt;Sustento, a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, dirigida pelo competente Hubert Alquéres, não devia ter lançado o livrinho do ficcionista Paulo Eduardo Nogueira sobre o difamador Paulo Francis. A senhora Cecília Scharlach, coordenadora editorial, e a senhora Viviane Vilela, assistente editorial, são profissionais de valor e tiveram de cuidar – sinto pena delas – de uma obra falsa, aleijada, muito defeituosa e lacunosa. Ambas cometeram o ato heróico de ler o texto indigesto do ficcionista Paulo Eduardo Nogueira. Livrinho anêmico, capenga, arrasado pelo jornalista Luís Eblak, que escreveu estas palavras num artigo publicado na edição do dia 22 de maio de 2010 da Folha de S.Paulo:&lt;br /&gt;“A principal falha do biógrafo, porém, é não dialogar com outros livros sobre Francis. Nogueira só cita em poucas linhas um livro que deveria ser mais bem explorado: Vida e obra do plagiário Paulo Francis (1997), de Fernando Jorge. A obra de Jorge é a grande crítica publicada em livro durante a vida de Francis”.&lt;br /&gt;Paulo Eduardo Nogueira, nas páginas 83 e 84 do seu livrinho caolho, daltônico e manquitola, declara que o meu livro pretendia provar que Paulo Francis era racista, ignorante, plagiário. Vou corrigir o ficcionista Nogueira: pretendia não, eu provei, senhor ficcionista. E provei de tal modo que o senhor é incapaz de garantir que eu menti. Prove, vamos!&lt;br /&gt;Querendo fazer pouco caso do meu livro, o ficcionista Nogueira acrescentou:&lt;br /&gt;“Acuado pelo processo judicial, Francis comentou com amigos e familiares que a Petrobras estava por trás da publicação, para desmoralizá-lo. Jamais leu o livro ou pensou em medidas judiciais contra o autor (Fernando Jorge). Recebeu apenas uma cópia de uma resenha, enviada por amigos, mas jogou-a no lixo sem lê-la, dando de ombros”.&lt;br /&gt;Desfechei uma retumbante gargalhada, ao ler estas linhas. Quanta mentira! A Petrobras nunca me financiou. E se o Paulo Francis ousasse processar-me, iria perder de maneira estrondosa. Outra coisa, ele leu o meu livro sim, eu soube por intermédio de uma fonte idônea. Na opinião do jornalista Alberto Dines, expressa numa entrevista concedida ao Correio Popular de Campinas, o meu livro, e o processo da Petrobras contra o Francis, causaram a sua morte. Verdade ou exagero? Se é verdade, sou o pai do “primeiro livro assassino do mundo” e mereço aparecer no Guinnes, o livro dos recordes...&lt;br /&gt; No próximo bate-papo exibirei uma prova indestrutível do racismo do Paulo Francis, do seu ódio contra os negros, os nordestinos. Acertou em cheio o estadista, ensaísta e filósofo inglês Francis Bacon (1561-1626), quando escreveu esta frase nos seus Essays:&lt;br /&gt; “Não há prazer comparável ao de pisar firme no vantajoso terreno da verdade”&lt;br /&gt;(“No pleasure is comparable to the standine upon the vantage ground of truth”)&lt;br /&gt;O ficcionista Paulo Eduardo Nogueira, no seu livrinho sobre Paulo Francis, não quis frisar que em outubro de 1996, no programa de televisão Manhattan Connection, o leviano e destabocado Francis, sem apresentar nenhuma prova, acusou Joel Rennó, presidente da Petrobras, e os outros diretores dessa empresa, de terem “formado a maior quadrilha de assaltantes do Brasil”. Que fez o senhor Joel Rennó, de forma correta? Entrou na Justiça americana com um pedido de indenização de 100 milhões de dólares. Paulo Francis tremeu, apavorou-se. E Sônia Nolasco, sua esposa, disse que o processo da Petrobras era “sórdido”. Eu pergunto: sórdido por quê? Então qualquer fulano tem o direito de achincalhar uma honesta e poderosa empresa do nosso país, cobrindo-a de lama podre, prejudicando-lhe a reputação? Isto deve ser aceito? E fato incrível, o jornalista Elio Gaspari hipotecou solidariedade ao difamador!&lt;br /&gt;Paulo Eduardo Nogueira distorceu a verdade. Tentou exibir o Paulo Francis como vítima, porém se houve uma vítima, esta foi a Petrobras, acusada, sem qualquer prova, de estar agindo como uma bandida!&lt;br /&gt;Nogueira se mostra tão cego diante do Francis, que nas páginas 77 e 78 do seu livrinho falso, omisso, procurou provar, sem conseguir, que ele não era racista ou preconceituoso. Era sim! Vou agora descrever um episódio nojento da vida do Paulo Francis, revelador do seu racismo empedernido, tão desumano como o sádico racismo dos nazistas em relação aos judeus.&lt;br /&gt;Quando o meu livro Vida e obra do plagiário Paulo Francis foi lançado no ano de 1997, pela Geração Editorial, três meses antes da morte do Francis, a sucursal do Jornal do Brasil, aqui em São Paulo, convidou-me para dar uma entrevista. Fui à sucursal e lá o repórter Júlio Fonseca me disse:&lt;br /&gt;-Trabalha aqui um fanático admirador do Paulo Francis. Desejo apresentá-lo ao senhor.&lt;br /&gt;Eu respondi:&lt;br /&gt;-Não faça isto. O meu livro é contra o Francis e talvez esse homem queira me agredir. Ai vou revidar, pois não sou covarde. Vai ser muito desagradável.&lt;br /&gt;O jornalista me tranquilizou:&lt;br /&gt;-Não se preocupe. Ele é calmo, bem educado.&lt;br /&gt;Fiquei inquieto. Afinal de contas, se o sujeito era um fanático admirador do Francis, o seu fanatismo não podia combinar com tranquilidade... Logo surgiu na minha frente um homem de cor, baixo, atarracado, nordestino. Dirigindo-se a mim, perguntou:&lt;br /&gt;-É o senhor que escreveu um livro contra o Paulo Francis?&lt;br /&gt;Preparei-me para reagir, disposto a lhe aplicar um rabo-de-arraia, se ele avançasse contra mim. Sou capoeirista. Explico, o rabo-de-arraia é o golpe certeiro com o qual o capoeirista arremessa o corpo, num rápido movimento giratório, e joga a perna na direção das pernas do adversário, cortando-as por baixo e atingindo-lhe a cabeça. Mas não foi preciso, o homem sorriu de maneira doce e soltou estas palavras:&lt;br /&gt;-Se o senhor escreveu um livro contra o Paulo Francis, eu agradeço, fico feliz. Odeio o Francis.&lt;br /&gt;-E por que o senhor o odeia?&lt;br /&gt;Ele informou:&lt;br /&gt;-O meu nome é Sebastião Ferreira da Silva. Todos aqui no Jornal do Brasil me chamam de Ferreirinha. Nasci em Pernambuco e trabalhava como motorista para a Folha de S.Paulo. Um dia o meu chefe me disse: olhe, o Paulo Francis veio de Nova York e você, amanhã, deve ir ao seu apartamento para o levar aonde ele quiser.&lt;br /&gt;Algo emocionado, o Ferreirinha fez uma pausa e prosseguiu:&lt;br /&gt;-No dia seguinte, às onze horas da manhã, fui lá no apartamento do Francis. Ele estava sentado num sofá e quando me viu, falou assim: você já chegou meu escravo?&lt;br /&gt;-Ele o chamou de escravo?&lt;br /&gt;-É, ele me chamou de escravo. Eu respondi: olhe, doutor, não sou escravo de ninguém. Ai ele respondeu: é meu escravo sim, porque você é preto, nordestino, pernambucano.&lt;br /&gt;-E o senhor, o que fez?&lt;br /&gt;-Respondi: não sou seu escravo. Mas ele insistiu: é meu escravo sim, porque eu sou branco e você pertence a uma raça inferior, que só existe para obedecer a nós, os brancos, de raça superior.&lt;br /&gt;-O Francis não estava bêbado ou drogado?&lt;br /&gt;-Não, não estava. Durante os quinze dias em que ele ficou aqui, só me chamava de escravo. Na frente dos outros não fazia isto. Eu protestava. Ele dizia: se está achando ruim, faço você perder o seu emprego.&lt;br /&gt;-Depois, o que aconteceu?&lt;br /&gt;-O meu chefe me chamou, após alguns dias, e me disse: amanhã o Paulo Francis vai voltar para Nova York. Vá lá no apartamento dele, a fim de levá-lo até o aeroporto e pegar as suas várias malas de lona. Eu não quis ir e falei pro meu chefe: tô cansado de ser humilhado, não vou, mas ele disse que eu tinha de ir.&lt;br /&gt;-E o senhor foi?&lt;br /&gt;-Fui. Quando cheguei lá, o Paulo Francis, sentado no sofá, logo me disse: você já chegou meu escravo? Respondi: é melhor o senhor parar com isto, hoje não estou com a cabeça boa, a minha cuca tá quente. Aí ele gritou: cala a boca, escravo, senão eu faço você perder o seu emprego!&lt;br /&gt;-E aí, o que houve?&lt;br /&gt;-Aí, doutor, eu perdi a cabeça. Avancei na direção dele, cuspi na sua cara e xinguei o Francis de f. da p., sem parar. Depois, com a ponta do meu sapato bicudo, arrebentei com pontapés as suas doze malas de lona. Ele gritava, parecia um doido. Antes de ir embora, cuspi mais uma vez na sua cara, bati a porta do seu apartamento com toda a minha força e ele ficou lá sozinho, berrando como um bezerro desmamado.&lt;br /&gt;-O senhor perdeu o emprego de motorista da Folha de S.Paulo?&lt;br /&gt;-Não, mas fui transferido para outro setor...&lt;br /&gt;Eis aqui a prova indestrutível, meus amigos, do racismo do Paulo Francis, do seu ódio aos pretos, aos nordestinos. Racismo e ódio que o ficcionista Paulo Eduardo Nogueira, num livrinho clorótico, farisaico, repleto de lacunas, não quis ver.&lt;br /&gt;Endereço do Ferreirinha, no nordestino Sebastião Ferreira da Silva, prova viva, grande vítima do racismo do ídolo do ficcionista Nogueira: Parque Cecap, Bloco 13, apartamento D21, Condomínio Paraná, Guarulhos, São Paulo, CEP: 07190-905&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;Fernando Jorge é escritor e jornalista, autor do livro Se não fosse o Brasil, jamais Barack Obama teria nascido, lançado pela Editora Novo Século&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-7068336572366800055?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/7068336572366800055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=7068336572366800055' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/7068336572366800055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/7068336572366800055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2010/11/o-livrinho-do-ficcionista-paulo-eduardo.html' title='O LIVRINHO DO FICCIONISTA PAULO EDUARDO NOGUEIRA'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-3203005149051273599</id><published>2010-10-08T11:35:00.000-07:00</published><updated>2010-10-08T11:35:13.505-07:00</updated><title type='text'>Luís Schwarcz é vítima do seu Departamento Editorial</title><content type='html'>Estou impressionado com o desleixo, a incompetência, a leviandade, a desorganização, a falta de cultura, de sensatez, do Departamento Editorial da Companhia das Letras, do talentoso Luís Schwarcz, no qual vejo sobretudo o escritor e não o editor. A sua editora está sendo muito prejudicada por esse departamento. Agora pude compreender porque vários livros da Companhia das Letras se mostram com enorme carência de vírgulas, de frases corretas, bem construídas, e repletos de gravíssimos erros de português. Já anotei dezenas desses erros. Posso provar.&lt;br /&gt;Luís Schwarcz precisa reorganizar, o mais depressa possível, o seu departamento editorial, pois se não proceder assim, a sua editora vai ficar bastante vulnerável.&lt;br /&gt;Inocente Luís Schwarcz! Ele me dá até a impressão de ser um meigo cordeirinho de presépio, no meio de pastores tontos, desorientados! A rigor, o Luís é uma crédula vítima das lacunas, do despreparo, do apedeutismo de gente que troca as mãos pelos pés e cujas cabeças, se fossem cortadas, subiriam aos ares como balões, perder-se-iam nas alturas.&lt;br /&gt;Recebi do Luís (escritor de talento, reafirmo), três livros de sua autoria, com dedicatórias. Para retribuir a gentileza, enviei-lhe a sexta edição do meu vitorioso romance satírico “O grande líder”, reeditado pela Geração Editorial, também com dedicatória. O que fez o desastrado Departamento Editorial da Companhia das Letras? Não entregou o meu livro ao Luís Schwarcz, pensando que eu queria vê-lo relançado pela Companhia! O Luís, coitado, gasta o seu dinheiro com esses zonzos, especializados em confundir, embaralhar, fazer saladas não de alface mas de besteiras, de cretinices, de disparates.&lt;br /&gt;Telefonei para o babélico Departamento e um fulano me atendeu. Educadamente expliquei ao fulano que o meu livro “O grande líder” foi enviado ao escritor Luís Schwarcz e não ao caótico Departamento Editorial da Companhia das Letras. Eu o mandei para o escritor Luís Schwarcz e não para o editor, sem lhe pedir nada. Pura e desinteressada gentileza de um escritor em relação a outro escritor. Eis a resposta idiota que ouvi:&lt;br /&gt;-Houve confusão, um mal-entendido. O Departamento achou que era para reeditar.&lt;br /&gt;Eu não me contive:&lt;br /&gt;-Quanta estupidez! Não pedi nada a vocês!&lt;br /&gt;Desliguei o telefone e após ver o imbróglio do desorganizado departamento, dirigido pela senhora Bagunça, lembrei-me das seguintes palavras do capítulo CXXIII do romance “Dom Casmurro”, de Machado de Assis:&lt;br /&gt;“A confusão era geral”.&lt;br /&gt;E Rui Barbosa estava certo:&lt;br /&gt;“Eu acho que a desorganização é o estado da anarquia. O nosso corpo se anarquiza muitas vezes nas suas funções e a medicina pode ainda acudir em tempo de vencer; quando a desorganização começa, a vida está comprometida em seus elementos principais e as forças humanas já não valem para debelar a catástrofe”.&lt;br /&gt;(“Obras completas” de Rui Barbosa, volume XLVI, tomo II, página 37).&lt;br /&gt;Inspirando-me no texto do imortal baiano, eu aconselho o Luís Schwarcz a eliminar a doença do seu Departamento Editorial. Sabem o nome da moléstia que o atinge? Ela tem dois nomes: Incompetência e Desorganização. Aja como um bom cirurgião, Luís, arranque desse organismo bem enfermo os órgãos profundamente lesados por uma crônica e incurável estupidez. E memorize este provérbio latino:&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Aerogroto mortuo sero venit medicus&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;(“Tarde vem o remédio, depois que o doente morreu”)&lt;br /&gt;Vou apresentar, no fim deste meu comentário, outra prova eloquente da incompetência do Departamento Editorial da Companhia das Letras. A “Folha de S.Paulo”, na sua edição do dia 21 de abril de 1999, revelou que esse departamento havia recebido, seis meses antes, uma novela intitulada “Casa Velha”, sem o nome do autor. O departamento não quis apurar de quem era a novela, rejeitou-a de maneira sumária. Pois bem, a referida obra, esclareceu a “Folha de S.Paulo”, é de Machado de Assis, e foi publicada no jornal “A Estação” do Rio de Janeiro, de janeiro de 1885 a fevereiro de 1886...&lt;br /&gt;Que imensa ignorância! Vejam como é incomensurável a cegueira mental do pretensioso departamento. Preciso dizer mais alguma coisa? Não, é o suficiente.&lt;br /&gt;_______________________________________________________&lt;br /&gt;Escritor e jornalista, Fernando Jorge é autor do livro “Se não fosse o Brasil, jamais Barack Obama teria nascido”, lançado pela Editora Novo Século&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-3203005149051273599?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/3203005149051273599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=3203005149051273599' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/3203005149051273599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/3203005149051273599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2010/10/luis-schwarcz-e-vitima-do-seu.html' title='Luís Schwarcz é vítima do seu Departamento Editorial'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-8062996236324339979</id><published>2010-07-20T15:54:00.000-07:00</published><updated>2010-07-20T15:54:17.796-07:00</updated><title type='text'>Morra o racismo! Todos nós somos iguais!</title><content type='html'>A Comissão do Negro e de Assuntos Antidiscriminatórios da Ordem dos Advogados do Brasil, seção São Paulo (OAB-SP), recebe atualmente, a cada dois dias, uma denúncia de discriminação racial contra os negros, na capital paulista. Quem informa isto é o presidente desse órgão, Marco Antônio Zito Alvarenga. &lt;br /&gt;Aqui vai outro exemplo. No dia 3 de fevereiro de 2004, em Santana, região da Zona Norte da cidade de São Paulo, policiais militares da Força Tática do 5º Batalhão, todos brancos, mataram a tiros o dentista negro Flávio Ferreira, de vinte e oito anos. Ele foi confundido com um assaltante e nem pôde defender-se. Era negro, portanto um criminoso... Para disfarçar o erro fatal, os policiais brancos colocaram uma pistola 357 na mão direita do cadáver e, no bolso deste, a carteira do comerciante Antônio Alves dos Anjos, vítima do assalto de um bandido. &lt;br /&gt;Ao prestar na delegacia o seu primeiro depoimento, o comerciante declarou: Flávio havia disparado vários tiros contra os policiais. Mas no segundo depoimento, voltando à delegacia, admitiu ter sido pressionado a mentir. &lt;br /&gt;Em frente de tantas evidências, os policiais confessaram que o dentista Flávio Ferreira ergueu os braços, sem esboçar qualquer resistência.&lt;br /&gt;Acusados de atirar no inocente, pelo fato de ele ser negro, o tenente Carlos Alberto de Sousa Santos e o soldado Luciano José Dias, foram condenados a dezessete anos e seis meses de prisão, por homicídio, fraude processual e porte ilegal de arma. &lt;br /&gt;Na noite em que perdeu a vida, o dentista negro retornava do Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo. &lt;br /&gt;Outro negro, o baiano Januário Alves Santana, de trinta e nove anos, vigilante na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, foi humilhado e espancado por ter sido confundido com um bandido, no dia 7 de agosto de 2009. A agressão ocorreu no hipermercado do Carrefour de Osasco, também na região metropolitana de São Paulo. Cinco seguranças brancos o surraram, durante vinte minutos. &lt;br /&gt;Após o espancamento, muito machucado, cheio de dores, Januário emagreceu oito quilos em duas semanas. Sua dentadura se quebrou, devido a série de socos dos seguranças, e ele passou a alimentar-se com sucos e sopas, pois a gengiva superior do vigilante ficou deslocada, em carne viva. Cabisbaixo, ele confessou: &lt;br /&gt;“Morri naquele dia. O que mais dói é saber que não foi a primeira vez e que pode não ser a última." &lt;br /&gt;Conforme a segunda edição do Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil, de 2009, feito a partir de dados do SUS e coordenado por Marcelo Paixão, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, entre 2006 e 2007 foram mortos por hora em nosso país, acredite o amigo leitor, 3,5 negros, enquanto a proporção entre brancos chegou a apenas, 1,7.&lt;br /&gt;Tombaram assassinados, no citado período, em números absolutos, 52.059 negros e 29.982 brancos. Indago se nesta estatística não há a sombra do racismo, mesmo admitindo que muitos dos negros mortos eram criminosos. Outra pergunta: quantos deles, totalmente inocentes, sucumbiram nas garras dos policiais racistas? &lt;br /&gt;É na televisão da pátria de Lula que se nota, de maneira forte, a presença do preconceito racial. Joel Zito Araújo analisou este fato no livro “A negação do Brasil - O negro na telenovela brasileira,” lançado pela Editora SENAC. Ele mostra: os produtores das telenovelas nacionais defendem o branqueamento da nossa sociedade, não se interessam por atores negros e atrizes negras. Preferem as moças e os galãs de cabelos louros e olhos azuis, como Hitler gostava de vê-los nos filmes da Alemanha nazista. O negro nas telenovelas, salientou Joel numa entrevista, faz sempre papel de "bundão", de pessoa boba, mole. E as negras ou as mulatas, nessas histórias, são objetos sexuais do homem branco, destruidoras de lares, só feitas para transar... &lt;br /&gt;O editor José Olympio, em 1964, apresentou-me ao sociólogo Gilberto Freyre. Conversando com este, eu quis saber: &lt;br /&gt;-Na sua opinião o Brasil ainda é a maior democracia racial do mundo? &lt;br /&gt;Gilberto Freyre respondeu, exibindo um sorriso brejeiro: &lt;br /&gt;-Claro que é. Veja a nossa enorme quantidade de mulatos.&lt;br /&gt;Hoje duvido desta afirmativa, pois acho que a mestiçagem, ou melhor, a miscigenação, estudada de modo profundo pelo sociólogo anglo-americano E.B. Reuter no livro “The mulatto in the United States,” publicado em 1918, a miscigenação deixou de ser, se já foi, a prova definitiva da ausência do preconceito racial. Existe uma outra espécie de racismo, oriundo do mulato não querer ser mulato e do negro não querer ser negro, quando ambos, por causa da ascensão social, negam a própria raça e procuram agir como brancos. &lt;br /&gt;Orgulho-me de ser antiracista. Para mim a humanidade é toda igual, não existe raça superior a outra raça. Gosto de citar, como símbolo do povo brasileiro, a nossa notável pintora e desenhista Djanira da Mota e Silva (1914-1979), primeira artista latino-americana a ter uma obra aceita pelo Museu do Vaticano, em 1971. Suas telas retratam o povo e as paisagens do Brasil, com um saboroso lirismo algo ingênuo. Djanira descendia de índios guaranis pelo pai e pela mãe de italianos. A avó era austríaca, chamava-se Maria Elizabeth Pliger. No ano de 1943, em plena época da Segunda Guerra Mundial, essa pintora esteve nos Estados Unidos e despertou a admiração de Eleanor Roosevelt, esposa do presidente Franklin Delano Roosevelt, que por causa disso escreveu uma crônica sobre ela.&lt;br /&gt;Reafirmo, não existe raça superior a outra raça e sim, acrescento, diferenças econômicas e sociais, como o demonstrou, valendo-se de farta documentação, A. Niceforo na obra “Antropologia delle classi povere,” onde prova o seguinte: o trabalho, as profissões, o gênero de vida, a riqueza ou a pobreza, determinam e fixam os caracteres físicos e mentais do indivíduo, dando aspecto próprio a uma região, a uma classe ou a uma sociedade. &lt;br /&gt;Morra o racismo! Todos nós somos iguais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Jorge é escritor e jornalista, autor do livro “Se não fosse o Brasil, jamais Barack Obama teria nascido”, lançado recentemente pela Editora Novo Século&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-8062996236324339979?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/8062996236324339979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=8062996236324339979' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/8062996236324339979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/8062996236324339979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2010/07/morra-o-racismo-todos-nos-somos-iguais.html' title='Morra o racismo! Todos nós somos iguais!'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-4030045112971078517</id><published>2010-06-30T21:04:00.000-07:00</published><updated>2010-06-30T21:04:22.043-07:00</updated><title type='text'>Ler Paulo Coelho? Só se for para o corrigir</title><content type='html'>“A admiração, freqüentes vezes, é filha da ignorância”&lt;br /&gt;Provérbio árabe &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O ignorante se irrita com o entendido”&lt;br /&gt;Provérbio alemão &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários estudantes dos cursos de jornalismo da PUC de Minas Gerais, da UCAM do Rio de Janeiro e da UFSM do Rio Grande do Sul, em cartas enviadas a mim, querem saber se os livros do Paulo Coelho são modelos de boa linguagem.&lt;br /&gt;O autor de A bruxa de Portobello se enfureceu após eu afirmar, numa crônica, que ele ignora esta regra gramatical: não se separa por vírgula o verbo do sujeito. Paulo Coelho comentou, no decorrer de um programa de televisão apresentado em Belo Horizonte:&lt;br /&gt;-E daí? Que importância tem que eu separe por vírgula o verbo do sujeito?&lt;br /&gt;Ora, o escritor capaz de perpetrar este erro, mostra-se um apedeuta, um soberbo ignorante, pois o sujeito é o termo essencial da oração, indica o ser do qual se diz algo e revela, na maioria das vezes, quem executa a ação, o agente do processo verbal. Salientemos: a função sintática do sujeito pode ser exercida por um substantivo. Exemplo:&lt;br /&gt;“A coruja piou durante toda a noite”.&lt;br /&gt;Como o Paulo Coelho separa por vírgula o verbo do sujeito, esta frase nas suas mãos ficaria assim:&lt;br /&gt;“A coruja, piou durante toda a noite”.&lt;br /&gt;Do ponto de vista material, o Paulo é um vencedor. Cerca de 74 editoras, em todo o mundo, lançam os seus livros para mais de 100 milhões de leitores. É lido em 76 línguas e em 160 países. Recebeu mais de 70 prêmios. As honrarias o acompanham. Tornou-se membro da Academia Brasileira de Letras, o Mensageiro da Paz e o Embaixador Europeu da Cultura, pela ONU, um cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra da França, criada por Napoleão. Imensamente rico, Paulo Coelho vive num vasto apartamento parisiense do sofisticado Distrito XVI.&lt;br /&gt;De que modo explicar a razão de tamanho sucesso? Ele é a nulidade literária vitoriosa, um escritor incorreto, mediocríssimo, de quinta ou oitava categoria. Eis as causas de sua fama imerecida:&lt;br /&gt;I- A onda de esoterismo que o favoreceu desde o ano de 1987, quando estreou na subliteratura com o abominável Diário de um mago.&lt;br /&gt;II- O despreparo, a falta de cultura dos seus leitores, que não sabem discernir, ponderar, pois é ela – a cultura – que fornece o senso crítico, a capacidade de avaliação. E hoje existem milhões de leitores ignorantes, até mesmo nos países mais cultos, como a França, a Inglaterra, a Itália, a Alemanha.&lt;br /&gt;III- Paulo Coelho é assunto obrigatório da mídia. Se esta decide prestigiar alguém - por mais medíocre ou nulo que seja o beneficiado - os meios de comunicação, a tv, os jornais, as revistas, vão sempre lhe dar cobertura.&lt;br /&gt;O último livro de Paulo Coelho é autêntica subliteratura. Possui um enredo cinematográfico, no pior sentido. Corresponde a um péssimo filme de terror, produzido na Boca-do-Lixo de São Paulo. Intitula-se O vencedor está só e foi inspirado, salta à vista, na história de Jack, o Estripador, o serial killer que em Londres, a partir do mês de agosto de 1888, assassinou diversas prostitutas, cortando-lhes a garganta, extraindo as suas vísceras, os seus úteros, os seus ovários, partes da bexiga.&lt;br /&gt;Mas o que impressiona, no novo livreco do Paulo Coelho, mais do que a história frágil, anêmica, é a enorme quantidade de absurdos, de lugares-comuns, de erros de português, de impropriedades lingüísticas.&lt;br /&gt;Coelho gosta de soltar disparates. Na opinião dele, depois de mais de cinco anos de casamento, o homem e a mulher, todos, sem exceção, querem cometer adultério. Papai tenta cornear mamãe e mamãe tenta cornear papai (página 229).&lt;br /&gt;No seu último livro, que parece o aborto monstruoso de uma cafetina sifilítica, os lugares-comuns se sucedem: “foi obrigado a percorrer um caminho árduo” (página 139); “guerras sangrentas” (página 163); “passado remoto” (página 186); “verdadeiro clima de histeria” (página 272); “morrendo de tédio” (página 272); “custos proibitivos” (página 289); “camisa imaculadamente branca” (página 290); “tinha uma vida inteira pela frente” (página 344); “às vezes, os sonhos se transformam em pesadelos” (página 364).&lt;br /&gt;Só os escritores insignificantes, sem talento, usam estas expressões gastas, estes lugares-comuns mais surrados do que uma gigolete por um gigolô...&lt;br /&gt;Erros gravíssimos de português não faltam nas páginas do romanceco O vencedor está só. Assemelham-se ao desfile de um interminável exército composto de soldados capengas, descalços, famintos, em molambos.&lt;br /&gt;Paulito Coelhito, por ser um escritor tão fraquito, não sabe que o correto é “sentar-se à mesa” e não “sentar-se na mesa”. Quem o lê tem a impressão de que ele, quando quer almoçar ou jantar lá em Paris, prefere pousar as suas bem nutridas nádegas em cima das mesas dos restaurantes Apicius, da avenida de Villiers; do Le Pré Catelan, do Bois de Boulogne; do Au Trou Gascon, da rua Taine; do Le Pavillon Montsouris, da rua Gazan... Aqui vai a prova:&lt;br /&gt;“Depois da quinta pessoa a sentar em sua mesa” (página 20); “sentar-se na mesa para conversar” (página 110); “sentar-se na mesa sem pedir permissão” (página 113); “ sentou-se na mesa do canto” (página 368); “sentada naquela mesa” (página 372).&lt;br /&gt;Portanto, amigo leitor, se você for a Paris e entrar no restaurante Le Train Bleu, em estilo Belle Époque, da Gare de Lyon, e ali puder ver o Paulo Coelho devorando uma suculenta salsicha lionesa, com a sua fofa região glútea posta em cima de uma das mesas cobertas de toalhas azuis, por favor, não se escandalize, pois a riqueza do escritor mais errado do nosso planeta lhe permite fazer qualquer extravagância...&lt;br /&gt;Paulo continua a não saber usar a combinação da preposição em com o pronome demonstrativo aquele, na sua forma feminina, como se vê na página 131 de O vencedor está só:  &lt;br /&gt;...“terminava matando duas pessoas inocentes aquela manhã”.&lt;br /&gt;Foi a manhã que matou as duas pessoas? Correção: “...naquela manhã”.&lt;br /&gt;Ele também não sabe que a preposição para atrai o pronome se, nestas duas frases: “...para masturbar-se...”(página 201), e “...para distrair-se...” (página 345).&lt;br /&gt;Na página 212 encontrei este despropósito: ...“parecia congelar de frio”. Pergunto: alguém se congela de quente? Além disso o verbo congelar, no trecho acima, é pronominal: congelar-se.&lt;br /&gt;Vou parar aqui. Os erros gramaticais do Paulo Coelho são infindáveis e combinam com o seu sobrenome, pois eles se multiplicam mais do que os coelhos da Austrália.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-4030045112971078517?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/4030045112971078517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=4030045112971078517' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/4030045112971078517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/4030045112971078517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2010/06/ler-paulo-coelho-so-se-for-para-o.html' title='Ler Paulo Coelho? Só se for para o corrigir'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-4905754345642841072</id><published>2010-06-08T08:02:00.000-07:00</published><updated>2010-06-08T08:02:30.722-07:00</updated><title type='text'>Se não fosse o Brasil, jamais Barack Obama teria nascido</title><content type='html'>Neste livro lançado pela Editora Novo Século, obra perturbadora e sensacional, Fernando Jorge prova documentadamente que se não fosse a obsessão da mãe de Barack Obama pelo filme Orfeu Negro, baseado na peça Orfeu da Conceição, do poeta brasileiro Vinicius de Moraes, o atual presidente dos Estados Unidos jamais teria nascido.&lt;br /&gt;Fernando Jorge, para provar isto, valeu-se dos depoimentos do próprio Obama, registrados nos seus livros Dreams from my father e The audacity of hope Thoughts on reclaiming the americam dream.&lt;br /&gt;O livro Se não fosse o Brasil, jamais Barack Obama teria nascido, é também uma impressionante história do racismo nos Estados Unidos e será lançado nesse país e em vários outros. Quem começa a ler esta obra, não consegue largá-la!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos sortear para o mês de junho três exemplares autografados deste livro. Escrevam para o e-mail: fj2010@terra.com.br - Obrigado e Boa Sorte!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-4905754345642841072?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/4905754345642841072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=4905754345642841072' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/4905754345642841072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/4905754345642841072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2010/06/se-nao-fosse-o-brasil-jamais-barack.html' title='Se não fosse o Brasil, jamais Barack Obama teria nascido'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-7305471758988542789</id><published>2010-02-21T09:48:00.000-08:00</published><updated>2010-02-21T09:48:28.369-08:00</updated><title type='text'>EU AMO AS COISAS BELAS E ESPIRITUAIS</title><content type='html'>Rosas... Todas as almas sensíveis amam as rosas. Elas são o símbolo dos sentimentos nobres, puros, verdadeiros, dos sentimentos que não nascem no abismo da mentira, da hipocrisia e da traição, mas sim no jardim esplendidamente florido do amor, do carinho e da sinceridade. Jardim do mundo espiritual, onde as víboras não rastejam. Talvez andem nesse jardim, repleto de rosas deslumbrantes, as almas boas dos que sofreram muito aqui na Terra.&lt;br /&gt;Narra uma lenda chinesa: as rosas brancas abrem o chão onde lançamos os maus pensamentos; as amarelas secam as lágrimas dos incompreendidos, dos injustiçados, dos sofredores; as vermelhas escancaram as portas magníficas da alegria e da esperança.&lt;br /&gt;Tanto Homero como Anacreonte enalteceram a rainha das flores – a rosa – essa flor que brota no meio de espinhos, porque todas as coisas raras, sutis, preciosas, nascem entre mil perigos, entre mil dificuldades. A soberana das flores apareceu, segundo Anacreonte, no momento em que Vênus surgia das águas do mar, quando a alva espuma do corpo perfeito da deusa, a escorrer devagarinho, transformava-se em rosas de uma brancura imaculada.&lt;br /&gt;Cleópatra, querendo seduzir Júlio César, forrou os ladrilhos de sua sala de banquetes com espesso tapete de pétalas de rosas. Mais tarde, em outra ocasião, ofereceu a Marco Antônio uma coroa de rosas, porém envenenadas, a fim de provar isto: ela poderia matá-lo, sem gerar a menor desconfiança no espírito do cônsul romano.&lt;br /&gt;Santa Radegonda, ao homenagear o poeta Fortunato com uma ceia no seu mosteiro de Poitiers, mandou substituir a toalha de mesa por uma camada de pétalas de rosas. A santa agiu de modo correto, pois as pétalas dessa flor são tão delicadas como a alma dos poetas e dos sonhadores...&lt;br /&gt;Quando Nossa Senhora surgiu diante de Santa Bernardete na gruta de Massabielle, onde uma roseira brava se cobria de rosas brancas na primavera, em cada um dos pés da aparição havia uma rutilante rosa amarela. É oportuno frisar que a rosa se tornou, depois do fim do simbolismo pagão, o emblema da Virgem Maria. Esta é chamada pelos católicos de “Rosa Mística”.&lt;br /&gt;Uma lenda de Sardenha conta a história de um par de namorados. Eram dois adolescentes, unidos por um grande amor. Mas certo dia o rapaz morreu. Logo em seguida, angustiada pela saudade, a moça também fechou os olhos.&lt;br /&gt;Ficaram enterrados em dois túmulos, um a pouca distância do outro. Então uma roseira começou a alongar a sua haste – de onde pendia uma imperecível rosa branca – de um túmulo para outro túmulo, como se quisesse aproximar os dois jovens que a morte cruelmente tinha separado. E a rosa da haste não murchava, porque o amor verdadeiro é uma flor que nunca fenece. As pétalas da rosa branca caíam nos túmulos, sem parar, como infinitas lágrimas da cor da plumagem dos cisnes. Esse milagre só cessou quando os camponeses deixaram os dois túmulos bem juntinhos.&lt;br /&gt;Ora, amigo leitor, por que estou contando estas histórias, talvez ridículas para o gosto de certas pessoas? É porque tenho alma, coração, sensibilidade, e amo as coisas belas e espirituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escritor e jornalista, Fernando Jorge é autor do livro “Vida, Obra e Época de Paulo Setúbal, Um Homem de Alma Ardente”, publicado pela Geração Editorial&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-7305471758988542789?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/7305471758988542789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=7305471758988542789' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/7305471758988542789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/7305471758988542789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2010/02/eu-amo-as-coisas-belas-e-espirituais.html' title='EU AMO AS COISAS BELAS E ESPIRITUAIS'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-8423470222171469879</id><published>2010-01-27T04:45:00.000-08:00</published><updated>2010-01-27T04:45:37.816-08:00</updated><title type='text'>UMA VELHA DOENÇA DO BRASIL: A CORRUPÇÃO</title><content type='html'>Doença crônica da nossa pátria amada, salve, salve, a corruptite levou um grande orador, o padre Antônio Vieira, a soltar estas afirmativas, perguntas e respostas num sermão pronunciado em 1665:&lt;br /&gt;“Perde-se o Brasil (digâmo-lo em uma palavra) porque alguns ministros de Sua Majestade não vêm cá buscar nosso bem, vem cá buscar nossos bens... EI-Rei manda-os tomar Pernambuco e eles contentam-se com o tomar... Toma nesta terra o ministro da Justiça? Sim, toma. Toma, o ministro da Fazenda? Sim, toma... Toma o ministro da República? Sim, toma. Toma o ministro do Estado? Sim, toma..."&lt;br /&gt;Autoridades do rei dom José I, na época do Brasil Colonial, exibiam as suas gananciosas unhas aduncas até na palma da mão, e os outros figurões também, como os contratadores de diamantes. Esses contratadores arrendavam do Estado as jazidas. João Fernandes de Oliveira, um deles, apaixonou-se pela negra Xica da Silva e tinha palácios, templos, edifícios opulentos, minas de ouro. Uma riqueza oriunda das infrações que ele cometia contra o erário do reino. Sabendo disso, o marquês de Pombal o obrigou a pagar, ao Estado português, a imensa quantia de 11 milhões de cruzados.&lt;br /&gt;Fiscais e meirinhos se locupletavam às custas de safadezas, mormente na barroca Minas Gerais do século XVIII.&lt;br /&gt;Se Brasil Colonial já era um país de corruptos, o Brasil Império não ficou atrás, também foi uma Corruptolândia.&lt;br /&gt;Narra Moreira de Azevedo no seu livro “Mosaico brasileiro” (Editora Garnier, Rio de Janeiro, 1869, página 135), que tendo ocorrido um roubo no Tesouro Público do Império, uma pessoa transmitiu esta notícia ao marquês de Maricá. O assalto, observou o informante, havia sido praticado “por uns miseráveis”. Indignado, o marquês de Maricá respondeu:&lt;br /&gt;- Miseráveis! Miseráveis! Ah, meu caro amigo, o roubo de milhões enobrece os ladrões.&lt;br /&gt;De fato, em larga escala, a desonestidade no Brasil dava foros de nobreza. Filosofando, o povo dizia:&lt;br /&gt;“Quem rouba um tostão é ladrão. Quem rouba um milhão é barão.”&lt;br /&gt;Cínicos e audaciosos, os corruptos se multiplicavam nas épocas de dom Pedro I e de dom Pedro II. E os monarquistas não me venham com essa história de que nos reinados de ambos só se via, em toda parte, a decência, a honradez, a probidade administrativa. O britânico Henry Coster, autor do livro “Travels in Brazil”, publicado em Londres no ano de 1816, afirmou o seguinte nessa obra: aqui, no tempo de dom Pedro I, eram comuns o peculato, a corrupção, vários delitos, porém os autores desses crimes escapavam da Justiça. Van Halle, outro europeu, ficou escandalizado em 1881, quando soube que o governo de dom Pedro II reintegrara no serviço público alguns agentes de polícia exonerados por desonestidade.&lt;br /&gt;Após a queda do Império em 1889, os corruptos da República substituiram em numerosos postos os corruptos do regime monárquico. Ratos ocuparam os lugares de outros ratos. Eles, como os da mesma espécie do Segundo Reinado, passaram a navegar calmamente nas águas mansas da Corruptolândia. Ao ver essa afrontosa tranqüilidade da rataria, o austero barão de Lucena, ministro da Fazenda, escreveu estas palavras numa carta enviada no dia 4 de novembro de 1891 ao seu amigo Cesário Alvim, governador de Minas:&lt;br /&gt;“...em nosso Brasil não há falta de homens inteligentes e ilustrados; a falta que há é de homens de caráter e patriotas!”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-8423470222171469879?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/8423470222171469879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=8423470222171469879' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/8423470222171469879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/8423470222171469879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2010/01/uma-velha-doenca-do-brasil-corrupcao.html' title='UMA VELHA DOENÇA DO BRASIL: A CORRUPÇÃO'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-7917453256048146478</id><published>2010-01-14T07:38:00.000-08:00</published><updated>2010-01-14T07:44:00.707-08:00</updated><title type='text'>JÂNIO QUADROS, NO PALÁCIO DA ALVORADA,  FEZ O EMBAIXADOR DOS ESTADOS UNIDOS  ENTRAR NO SEU GUARDA-ROUPA!</title><content type='html'>Fiz esta pergunta a Jânio Quadros, durante um dos meus almoços com ele, na sua casa da rua 9 de Julho, em Santo Amaro:&lt;br /&gt;- Houve muita pressão dos Estados Unidos para o senhor apoiar a ação armada que o governo do presidente Kennedy planejava contra Cuba?&lt;br /&gt;Eufórico, com o rosto mais vermelho, Jânio Quadros fitou-me. Bebeu um pouco de vinho e de modo desembaraçado, às vezes escandindo as sílabas de algumas palavras, começou a rememorar:&lt;br /&gt;- Um mês depois da minha posse na presidência da República, nos fins de fevereiro de 1961, desembarcou em Brasília o Adolfo Berle Jr. Este, no ano de 1945, como embaixador dos Estados Unidos, havia contribuído para a derrubada do Estado Novo, da ditadura de Getúlio Vargas, mas eu jamais iria tolerar qualquer interferência do governo norte-americano em nossa política interna. Nem quis recebê-lo, pois não ignorava que o seu plano consistia em forçar o Brasil a participar de uma ação jurídica e diplomática cujo objetivo era legalizar a intervenção direta dos Estados Unidos em Cuba, como aconteceu na Coréia e no Congo, sob os auspícios da OEA e da ONU.&lt;br /&gt;Indaguei, repleto de curiosidade:&lt;br /&gt;- E de que maneira o senhor descascou o pepino?&lt;br /&gt;- Eu não o descasquei. Quem o descascou foi o Afonso Arinos de Melo Franco, o meu ministro das Relações Exteriores, a quem incumbi de falar com o Berle. O enviado de Kennedy, vendo que não conseguia nada, pediu socorro ao John Moors Cabot, embaixador dos Estados Unidos no Brasil. Cabot, na ânsia de agradar o Berle e o Kennedy, ousou interferir em nossa vida política.&lt;br /&gt;- Bem, e aí, o que o senhor fez?&lt;br /&gt;- Impaciente, fervendo de indignação, mandei chamar o John Moors Cabot. Ele, muito sem jeito, entrou no meu gabinete. Decerto já sabia que eu me achava bem informado sobre o seu vil procedimento. Sentou-se na minha frente, diante de uma mesa baixa, e fui direto ao assunto: “embaixador Cabot, o senhor é o representante de um país com o qual a minha pátria, o Brasil, mantém tradicionais laços de amizade, desde a época de Tiradentes, mas agora o senhor não está se comportando bem!”&lt;br /&gt;- O senhor teve a coragem de dizer isto? &lt;br /&gt;- Sim, é claro, pois era a pura verdade!&lt;br /&gt;- E ele, qual foi a sua reação?&lt;br /&gt; - Ficou pálido. Eu o encarei de modo firme, sem desviar o meu olhar irado dos seus olhos, enquanto lhe dizia: “o senhor está metendo o bedelho em nossa vida política. Asseguro, o senhor não tem o direito de fazer isto, assim como o nosso embaixador em Washington não tem o direito de interferir nos assuntos internos dos Estados Unidos”.&lt;br /&gt;- E aí, presidente, o que ele disse?&lt;br /&gt;- Nervoso, a gaguejar, quis me contradizer. Reagi: “não, não, não, o senhor não me desminta, eu posso apresentar as provas! Vou adverti-lo, ou o senhor pára de meter o bedelho em nossa vida política, ou serei obrigado, para o bem dos tradicionais laços de amizade entre o Brasil e os Estados Unidos, a pedir ao seu governo a sua substituição por outro embaixador. Escolha”.&lt;br /&gt; - E como acabou o encontro, presidente?&lt;br /&gt;- Levantei-me e o despedi, sem lhe apertar a mão. Ele estava tão nervoso, tão atarantado, que em vez de sair pela porta do gabinete, entrou no meu guarda-roupa!&lt;br /&gt;Eu e a dona Eloá rimos a valer, provocando os latidos dos três cães do casal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-7917453256048146478?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/7917453256048146478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=7917453256048146478' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/7917453256048146478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/7917453256048146478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2010/01/janio-quadros-no-palacio-da-alvorada.html' title='JÂNIO QUADROS, NO PALÁCIO DA ALVORADA,  FEZ O EMBAIXADOR DOS ESTADOS UNIDOS  ENTRAR NO SEU GUARDA-ROUPA!'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-2518697176493049678</id><published>2009-12-25T15:44:00.000-08:00</published><updated>2009-12-25T15:48:33.020-08:00</updated><title type='text'>Brasileiro: pare de ser macaco do americano!</title><content type='html'>Não sou inimigo de nenhum povo e de nenhum país e sim dos governos de certas nações. Um amigo dotado de bela cultura, jornalista de “O Estado de S.Paulo”, que me viu ser entrevistado no programa “Provocações”, do Antônio Abujamra, da TV Cultura, e que leu a entrevista que concedi ao colega Gilberto Amendola do “Jornal da Tarde”, publicada na edição do dia 8 de julho de 2009 desse periódico, o referido amigo chegou a esta conclusão:&lt;br /&gt;-Fernando Jorge, você é um anarquista, um fiel seguidor do italiano Enrico Malatesta e do russo Mikhail Aleksandrovitch Bakunin.&lt;br /&gt;Não posso negar: sempre tive uma entusiástica admiração pelos anarquistas. Desde jovem eu lia e aplaudia os textos do inglês William Godwin (1756-1836), paladino da tese de que o homem pode tornar-se perfeito pela educação e pela razão, e se conseguir criar uma sociedade livre de qualquer coercitivo governo autoritário. Sonho utópico, irrealizável? Depois mergulhei na leitura das obras de Bakunin (“Deus e o Estado”, “O catecismo revolucionário”, “Os princípios da revolução”), cuja escola se opunha vigorosamente ao socialismo ditatorial de Karl Marx e defendia uma espontânea ação revolucionária, com o objetivo de destruir o “desumano capitalismo” da época moderna. Confesso também li e reli, e até adorei, o livro “A doutrina anarquista ao alcance de todos”, do professor José Oiticica (1882-1957), um homem puro, honrado, profundo conhecedor do nosso idioma, tão conhecedor que lecionou Filologia Portuguesa na Universidade de Hamburgo.&lt;br /&gt;Diversas vezes perguntei a mim mesmo: sou ou não sou um anarquista? Bem, se ser anarquista é rebelar-se contra a macaqueação do brasileiro diante do americano, contra a sua mania de querer falar bem o inglês e mal o português, então de fato eu sou um fanático adepto de Peter Alexievitch Kropotkin (1842-1921), autor, entre outros livros, das “Palavras de um revoltado” e de “A conquista do pão”, lidos e relidos por mim, o primeiro publicado em 1885, e o segundo em 1892.&lt;br /&gt;Repito, não sou inimigo de nenhum povo e de nenhum país, mas não aceito, não me conformo, esculhambo, meto o porrete nessa paranóia de milhões de brasileiros se obstinarem em serem macacos dos americanos. Isto para mim é falta de cultura, de caráter, de personalidade, de patriotismo.&lt;br /&gt;Você liga o rádio e só ouve a música cacofônica dos Estados Unidos. Os brasileiros americanizados, ou melhor, americanalhados, metidos a besta, acham que é prova de mau gosto, de atraso, ouvir um tango argentino, uma canção italiana, mexicana ou francesa. Ouvimos mais a ensurdecedora música cacofônica americana do que a nossa, a da Bethânia, da Gal, da Zizi Possi, do Caetano Veloso. E se ligarmos a televisão, é só filme americano de quinta ou oitava categoria, exibindo cretinices, assassinatos, barbaridades. Filmes para os criminosos se sentirem estimulados a assaltar, a estrangular, a fuzilar, a cortar cabeças.&lt;br /&gt;O brasileiro é tão macaco do americano, tão complexado, tão sem personalidade, que hoje, em dezenas de lojas comerciais, quando deseja anunciar uma grande liquidação, ele coloca as palavras inglesas off e sale.&lt;br /&gt;Lá no Rio de Janeiro, os jovens da alta classe média copiam nas praias os jogos da americana National Football League. É o Superbowl! É o Touchdown! Eles mal sabem se expressar em português, mas gritam, no decorrer das partidas:&lt;br /&gt;-Field goals! (Gol de campo!)&lt;br /&gt;-Tight-end! (Bloqueio!)&lt;br /&gt;-Safety! (Vale dois pontos!)&lt;br /&gt;-Defensive tackies! (Jogar pelo meio da defesa!)&lt;br /&gt;-Defensive ends! (Defender as pontas!)&lt;br /&gt;-Quaterbaks! (Armação das jogadas de ataque!)&lt;br /&gt;As mocinhas americanizadas do Leblon, de Ipanema, de Copacabana, da Barra da Tijuca, vendo as partidas dos simiescos garotões, vomitam estas palavras, como se estivessem soltando orgasmos:&lt;br /&gt;-Wonderful! (Maravilhoso!)&lt;br /&gt;-Beauty! (Beleza!)&lt;br /&gt;-What a bit of luck! (Que sorte!)&lt;br /&gt;-Gracious goodness!, good gracious! (Ora essa, céus, meu Deus!)&lt;br /&gt;-That makes us square! (Agora estamos quites!)&lt;br /&gt;-Over again! (Outra vez!)&lt;br /&gt;-Well, I’m jiggered! (Por essa eu não esta esperava!)&lt;br /&gt;Entrevistada por uma repórter de televisão, uma das tais mocinhas assim se expressou:&lt;br /&gt;-Prefiro falar o inglês do que o português. Acho tão feia, tão cafona a nossa língua! Take my Word for it. (Dou-lhe a minha palavra). My dream (meu sonho) é conhecer, em New York City, o Music and Dance Booth, no Bryant Park. Take my word for it! (Dou-lhe a minha palavra!)&lt;br /&gt;Ao ver esta fulana na televisão, eu pensei: amanhã, se os Estados Unidos invadirem o Brasil, milhões de jovens como ela vão renegar a sua nacionalidade, trair o seu país, virar americanos ou americanas de carteirinha.&lt;br /&gt;Na pátria do Lula existem idosos americanizados. Rubem Fonseca, nascido em Juiz de Fora, Minas Gerais, no dia 11 de maio de 1925, não parece um escritor brasileiro e sim americano. Os textos dos seus contos e romances se assemelham às narrativas de John Steinbeck, Ernest Hemingway e Jerome David Salinger. Aliás, Rubem imita este último na vida pessoal, usa o estratagema de nunca dar entrevistas, a fim de se mostrar difícil, estranho, singular... É oportuno dizer que esse escritor cem por cento americanizado, estudou administração e comunicação nas universidades de Boston e de Nova York.&lt;br /&gt;João Ubaldo Ribeiro, no artigo “Vergonha da mesóclise” (“O Globo”, 2-6-2009), provou como o fascínio pelo inglês dos americanos está mudando, de forma corrosiva, horrenda, a língua portuguesa falada em nosso país.&lt;br /&gt;Brasileiro, você quer continuar a ser macaco do americano? Peça para ficar numa jaula de um jardim zoológico dos Estados Unidos, a fim de nela pular, guinchar, fazer caretas, empinar o rabo e comer bananas, pipoca e amendoim, em frente dos olhos aparvalhados dos visitantes.&lt;br /&gt;Brasileiro, tenha um pouco de vergonha na cara, pare de ser macaco do americano!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-2518697176493049678?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/2518697176493049678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=2518697176493049678' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/2518697176493049678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/2518697176493049678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2009/12/brasileiro-pare-de-ser-macaco-do.html' title='Brasileiro: pare de ser macaco do americano!'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-5702369833549068359</id><published>2009-10-24T09:15:00.000-07:00</published><updated>2009-10-24T09:21:37.821-07:00</updated><title type='text'>O HOMEM QUE ESTÁ CANSADO DE SUA PRÓPRIA ESPOSA</title><content type='html'>Jamais gostei de dar conselhos, porque não me julgo nenhum sábio, mas agora estou numa posição especial, que me força a violentar o meu temperamento. Um leitor de Santos enviou-me uma carta, descrevendo o seu drama íntimo. Ele declara, em determinado trecho da carta:&lt;br /&gt;“Peço ao senhor que me responda, numa de suas crônicas. Não sou egoista. Pode ser que meu caso não seja o único. Deste modo um outro indivíduo, que esteja em idêntica situação, poderá aproveitar os seus conselhos, os quais, tenho certeza, serão respeitosamente acolhidos.”&lt;br /&gt;Examinemos o problema desse leitor. Homem de meia-idade, diz ele, tem quatro filhos e está casado há quase trinta anos com uma senhora que conta igual número de outonos. De uns tempos para cá, sem conseguir explicar a razão, sente-se nervoso, aflito. Tudo o fatiga, tudo o aborrece. Já não suporta a presença da dedicada companheira. Ela, sempre fiel, calma, discreta, causa-lhe um mal-estar indefinível. A fisionomia abatida, murcha e um pouco enrugada da paciente esposa, e os seus cabelos já meio brancos, provocam no espírito do meu leitor um certo desencanto, uma profunda melancolia... Confessou-me que se acha cansado da própria mulher. Não descobre nela nada mais que o seduza. &lt;br /&gt;Aqui vai um conselho ao meu leitor: não menospreze a sua esposa. Procure ver quanta beleza existe nos seus cabelos algo prateados. Cada um dos fios brancos da sua cabeça é a marca de uma fidelidade silenciosa.&lt;br /&gt;Vou evocar, para o meu agoniado leitor, a crise psicológica de um nobre europeu. A história é verdadeira.&lt;br /&gt;A condessa de Eglington, uma das mulheres mais lindas da Escócia, tinha ultrapassado a casa dos quarenta anos. O seu marido pretendia, de maneira obstinada, ganhar um herdeiro, e a condessa lhe dera sete filhas. Desesperado pelo fato de não ter um sucessor, o conde, tipo excêntrico, resolveu separar-se para sempre da esposa. Propôs que consentisse no divórcio.&lt;br /&gt;- Sem dúvida - disse a condessa - mas eu não devo, nem posso consentir na separação, enquanto o senhor não me devolver tudo que recebeu de mim.&lt;br /&gt;Esta foi a resposta do conde:&lt;br /&gt;- Concordo. Não somente pretendo devolver o dote que recebi de sua pessoa, como também concedo à senhora, da mesma forma, uma pensão vitalícia.&lt;br /&gt;- O senhor não me compreendeu - replicou a condessa - guarde o meu dote e todos os seus bens. Não é disso que eu falo. Para que nos separemos é necessário, primeiro, a devolução da minha mocidade. Em seguida, a da minha beleza de jovem. Depois, senhor conde, quero a entrega de minha condição de solteira, pois o senhor haverá de convir que recebeu de mim essas três coisas muito preciosas.&lt;br /&gt;Impressionado com o pedido, o conde de Eglington abaixou os olhos, reconhecendo a injustiça que praticara. E nunca mais falou em divórcio.&lt;br /&gt;Agora, meu insatisfeito leitor, disposto a acabar com o seu casamento, permita-me fazer esta pergunta, baseado na história acima narrada: após trinta anos de convivência, o senhor poderá devolver à sua esposa a mocidade que ela possuia e que lhe entregou, e também a sua beleza de jovem, as suas ilusões, a sua condição de solteira? Se puder devolver-lhe tudo isto, o senhor terá o direito, na minha opinião, de abandoná-la e de andar de cabeça erguida, até o fim da sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______________________________________________________&lt;br /&gt;Escritor e jornalista, Fernando Jorge é autor do livro “Vida e poesia de Olavo Bilac”, cuja 5ª edição foi lançada pela editora Novo Século.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-5702369833549068359?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/5702369833549068359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=5702369833549068359' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/5702369833549068359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/5702369833549068359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2009/10/o-homem-que-esta-cansado-de-sua-propria.html' title='O HOMEM QUE ESTÁ CANSADO DE SUA PRÓPRIA ESPOSA'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-4457216641852086569</id><published>2009-10-13T13:43:00.000-07:00</published><updated>2009-10-13T13:44:38.608-07:00</updated><title type='text'>UMA CALÚNIA CONTRA JESUS CRISTO</title><content type='html'>Desde 1983 até 1995, ano do seu falecimento, o jornalista Amaral Netto quis legalizar a pena de morte em nosso país. Julgando que a maioria da população lhe dava apoio para realizar esse projeto, encaminhou como deputado, na Câmara Federal, a emenda destinada a estabelecer um plebiscito. Sua iniciativa repercutiu no mundo inteiro e ele recebeu um minucioso documento, com o protesto de mais de oitenta nações.&lt;br /&gt;Eu costumava ver na televisão as entrevistas do Amaral Netto. Uma coisa me surpreendia: ele tinha o hábito de declarar que o próprio Jesus Cristo era a favor da pena de morte. Ora, basta ler a “Bíblia” com atenção para saber como isto não é verdade. Jesus nunca pronunciou qualquer frase ou qualquer palavra, a fim de apoiar a pena capital.&lt;br /&gt;Mas descobri o motivo que instigava o Amaral a espalhar aquela mentira. Foi quando examinei o seu livro “A pena de morte”, lançado pela Editora Record em 1991, pois ele, depois de ler o prefacio do padre Emílio Silva de Castro para a sua obra, passou a acreditar que de fato o Salvador dera apoio a essa pena. O padre modificou uma frase de Jesus no Sermão da Montanha, isto é, o texto do versículo 21 do capitulo quinto do Evangelho de São Mateus. Eis a frase de Cristo, adulterada pelo padre, e que o Salvador nunca proferiu:&lt;br /&gt;“Não matarás e quem matar será réu de morte” (página 21 do livro de Amaral Netto).&lt;br /&gt;A expressão “réu de morte” designa “o que está condenado à morte por crime”, segundo esclarece um verbete da página 4.452 do volume quinto do “Grande e novíssimo dicionário da língua portuguesa”, de Laudelino Freire (Livraria José Olympio Editora, 3ª edição, Rio de Janeiro, 1957).&lt;br /&gt;Jesus Cristo nunca se expressou desta forma – “Não matarás, e quem matar será réu de morte” - porque a rigor a frase do Filho de Deus é assim, segundo a “Bíblia” traduzida diretamente dos originais pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma:&lt;br /&gt;“Não matarás, e quem matar será submetido a juízo”, (Mat. V. 21). &lt;br /&gt;Cristo não podia apoiar a pena de morte, pois ele abrogou a Lei de Talião, do “olho por olho, dente por dente”, a lei da chamada “vingança justa”, conforme se vê no versículo 28 desse capítulo do Evangelho de São Mateus. Ao ser preso no Jardim do Getsêmani, informam os versículos 51 e 52 do capítulo vigésimo sexto do mesmo evangelho, o Rabi da Galiléia aconselhou a um discípulo, que ali, com a sua espada, havia cortado a orelha de um homem:&lt;br /&gt;"Guarda a tua espada, porque todos que pegam a espada pela espada, perecerão".&lt;br /&gt;Mais uma vez, portanto, ele condenou o espírito de vingança, de represália, salientando apenas isto: a violência gera a violência e causa a destruição, o aniquilamento. Não é correto, por conseguinte, dizer que Cristo nesta passagem apoiou a pena de morte, como dá a entender o Amaral Netto na página 80 do seu livro. Aliás, segundo os versículos 17, 18 e 19 do capítulo décimo do Evangelho de São Mateus, pondo-se Jesus a caminho, um homem correu ao seu encontro, e após se ajoelhar, perguntou-lhe:&lt;br /&gt;-Bom mestre, que farei para herdar a vida eterna? &lt;br /&gt;O Nazareno exaltou a bondade de Deus e respondeu: &lt;br /&gt;-Tu conheces os mandamentos, “não matarás”...&lt;br /&gt;As provas são esmagadoras. Todavia, mesmo assim, oh fato incrível!, o padre Emilio Silva de Castro, no prefácio do livro de Amaral Netto, obrigou o Redentor a apoiar a pena de morte! É por isto que o Amaral vivia proclamando: até Jesus Cristo foi um defensor dessa pena. O jornalista aceitou sem pestanejar a adulteração do padre, mas agiu de boa fé, não sabia que estava sendo enganado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-4457216641852086569?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/4457216641852086569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=4457216641852086569' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/4457216641852086569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/4457216641852086569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2009/10/uma-calunia-contra-jesus-cristo.html' title='UMA CALÚNIA CONTRA JESUS CRISTO'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-3871137550774222628</id><published>2009-10-07T10:58:00.000-07:00</published><updated>2009-10-07T11:06:41.589-07:00</updated><title type='text'>AS BESTEIRAS DA “TEÓLOGA” MARCELLA</title><content type='html'>Li a entrevista que a “teóloga” Marcella Althaus - Reid concedeu à repórter Eliane Brum, da revista “Época”, e fiquei chocado. Nascida em Rosário, na Argentina, a senhora Marcella leciona Ética Cristã e Teologia Prática na Universidade de Edimburgo. Verborrágica, embrulhona, ela adora a confusão, a complicação, o excesso de palavras inúteis. Lá na Escócia publicou dois livros caóticos, “Indecent Theology” (“Teologia Indecente”), e “The Queer Good” (“O Deus Gay”). Nessas obras a autora defende a tese de que a teologia precisa resgatar a sexualidade! Vejam o disparate. Ciência que trata de Deus, a teologia não tem nada a ver com os problemas da sexualidade humana.&lt;br /&gt;Marcela é obcecada por sexo. Propõe uma teologia “sem roupas íntimas”, isto é, nua, bem peladinha. Sua “Indecent Theology”, segundo afirmou, corresponde a “levantar as saias de Deus”. É tão obcecada por sexo, essa senhora de fisionomia maltratada pelo tempo, que ela vomitou a seguinte besteira, registrada por Eliane Brum:&lt;br /&gt;“A ‘Bíblia’ está cheia de metáforas sexuais. O Cristianismo vem de uma metáfora sexual - um Deus que tem amores com uma mulher e dessa relação amorosa nasceu Cristo. Sai tudo de uma matriz sexual que querem sempre dessexualizar.”.&lt;br /&gt;Vamos corrigir a besteira. Primeiro, não é a “Bíblia” que está repleta de metáforas sexuais e sim a cabeça da Marcella. Segundo, Deus não se casou com a Santíssima Virgem e sim José, carpinteiro por profissão (Mateus, capítulo 1, versículo 18; Lucas, capítulo 3, versículo 23).&lt;br /&gt;Essa “teóloga” trapalhona não aceita a imagem do “Deus perfeito”, dotado de “sabedoria suprema”. Para ela, o Criador comete erros e também é palhaço! Leiam estas suas palavras absurdas:&lt;br /&gt;“Falo de um deus que abre seu armário e diverte seus amigos, dizendo: ‘Agora sou Marlene Dietrich’.”&lt;br /&gt;Quanta idiotice! A senhora Marcella devia ter vergonha na cara, a fim de não espalhar esta blasfêmia: fazer o Todo Poderoso imitar a atriz alemã cujas longas pernas esculturais, cobertas por uma meia preta, apareceram com destaque no filme “Der Blaue Engel” (“O Anjo Azul”), dirigido em 1930 pelo vienense Josef von Sternberg.&lt;br /&gt;Mais adiante, na entrevista concedida a Eliane Brum, a nossa “teóloga” declarou:&lt;br /&gt;“... quero reivindicar um Deus que é marginal. Sou indecente, graças a Deus"&lt;br /&gt;Admire este disparate, amigo leitor, um Deus traficante de drogas, um Deus Fernandinho Beira Mar! É necessário corrigir outra vez a senhora Marcella Althaus - Reid: ela não é indecente, graças a Deus, e sim graças ao diabo!&lt;br /&gt;Sempre obcecada pelo sexo, a “notável teóloga” voltou a abrir a torneira do seu interminável besteirol. Aí vai uma de suas cretinices:&lt;br /&gt;“Que sabemos da sexualidade de Jesus? Nada. O que dizem os Evangelhos? Dizem que foi circuncidado... Então, por que não assumir que Jesus teria outra sexualidade? E qual teria sido? Busco elaborar um Bi-Cristo.”&lt;br /&gt;Ah, prezado leitor, o Nazareno não merece isto, ser crucificado outra vez! E agora por essa criatura que quer transformar a Teologia numa pornografia. Juro, o Salvador não merece isto!&lt;br /&gt;Incapaz de se libertar da sua obsessão pelo sexo, a "teóloga” fez a sua cabeça de miolos enfermos gerar outra blasfêmia fedorenta:&lt;br /&gt;"Estou convencida de que a Igreja tem um falo (órgão sexual masculino) muito grande e, ao mesmo tempo, tem uma base homossexual muito grande".&lt;br /&gt;Mundo imundo! Incrível! Marcella Althaus - Reid é professora de Teologia da Universidade de Edimburgo. Pobre Teologia, pobre universidade! Ela leciona Ética Cristã. Como pode lecionar ética cristã quem não tem ética cristã? Mundo imundo! Ficaria bem mais limpo sem a presença dessa pornógrafa, dessa ofensora de Deus, de Jesus Cristo, dos católicos, dos protestantes, dos evangélicos, dos espíritas, dos fiéis leitores da nossa santa, querida e maravilhosa “Bíblia”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-3871137550774222628?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/3871137550774222628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=3871137550774222628' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/3871137550774222628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/3871137550774222628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2009/10/as-besteiras-da-teologa-marcella.html' title='AS BESTEIRAS DA “TEÓLOGA” MARCELLA'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-5777838458265348653</id><published>2009-10-01T06:46:00.000-07:00</published><updated>2009-10-01T06:48:43.225-07:00</updated><title type='text'>EU DEFENDO AS SOGRAS</title><content type='html'>Evoquei no meu bate-papo “A sogra, esta incompreendida”, uma conversa com um motorista de táxi, que me disse que detestava a sogra, porque esta comia todos os seus franguinhos colocados na geladeira. Tenho vários amigos taxistas. No automóvel fico ao lado deles, para conversar. Pois bem, outro dia um desses profissionais, após me narrar vários episódios de sua vida, fez a seguinte confissão:&lt;br /&gt;-A minha mulher me trata mal, vive dizendo que eu chego tarde em casa pelo motivo de ter uma amante.&lt;br /&gt;-E você tem?&lt;br /&gt;-Não, doutor, nunca tive, mas a peste não acredita, é super desconfiada. Quem me defende é a minha sogra, que é um anjo. &lt;br /&gt;Como podemos ver, de modo bem claro, o meu amigo taxista pertence à classe dos amigos das sogras. Já dissertei sobre os inimigos dessas criaturas tão injustiçadas. É justo, portanto, que eu agora evoque dois homens de valor que eram amigos de suas sogras.&lt;br /&gt;Amigo da sogra foi o grande romancista russo Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski (1821-1881). Sua segunda esposa, Anna Grigoriev¬na Dostoievskaia, reproduziu no livro “Meu marido Dostoievski” (traduzido para o nosso idioma por Zoia Prestes) as palavras desse escritor dirigidas à futura sogra:&lt;br /&gt;“Claro que a senhora já sabe que pedi a mão de sua filha em casamento. Ela concordou em ser minha mulher e estou muito feliz. Gostaria que aceitasse a sua escolha. Anna Grigorievna me falou tão bem da senhora, que me acostumei a respeitá-la. Dou-lhe a minha palavra que farei o possível e o impossível para que ela seja feliz. Para a senhora serei um genro dedicado e amoroso.”&lt;br /&gt;A esposa do autor de “Crime e castigo” admitiu:&lt;br /&gt;“Devo reconhecer que Fiódor Mikhailovitch, realmente, durante os quatorze anos de casamento, sempre foi muito gentil e atencioso com a minha mãe, tratando-a com amor e estima.”&lt;br /&gt;Outro escritor insigne, Edgar Allan Poe (l809-l849), também era amigo de sua sogra, a senhora Marie Clemm. Esta lhe arranjava dinheiro quando ele não tinha um níquel, consolava-o nas desventuras, fazia-o adormecer perpassando a mão rechonchuda pela sua atormentada fronte. Edgar amou-a como se fosse sua mãe. Numa carta, das últimas que escreveu, ele assim se referiu a ela:&lt;br /&gt;“Você tem sido... tudo para mim, querida e sempre amada mãe, a mais querida e verdadeira amiga.”&lt;br /&gt;Depois da morte de Poe, a sua sogra declarou:&lt;br /&gt;“Jamais gostava de ficar sozinho, e eu costumava sentar-me com ele, muitas vezes até as quatro horas da madrugada. Ele, na sua mesa, escrevendo, e eu cochilando na minha cadeira. Quando estava compondo ‘Eureka’, costumávamos passear para lá e para cá no jardim, abraçados um ao outro, até ficar eu tão cansada, a ponto de não poder mais andar... Sempre me sentava perto dele quando estava escrevendo e dava-lhe uma xícara de café quente, de uma ou de duas em duas horas... Durante todos os anos em que viveu comigo, não me recordo de uma só noite em que tenha deixado de vir beijar sua ‘mãe’, como me chamava, antes de ir para a cama.”&lt;br /&gt;Aconselho os inimigos das sogras a seguir os exemplos de Dostoiévski e Edgar Allan Poe, pois a sografobia, a aversão às sogras, além de complicar a vida, ataca logo o fígado, os nervos e a cabeça...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-5777838458265348653?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/5777838458265348653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=5777838458265348653' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/5777838458265348653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/5777838458265348653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2009/10/eu-defendo-as-sogras.html' title='EU DEFENDO AS SOGRAS'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-5290977477595422566</id><published>2009-08-31T18:18:00.000-07:00</published><updated>2009-08-31T18:19:05.047-07:00</updated><title type='text'>Fraude não é o Chico Buarque, é o Diogo Mainardi!</title><content type='html'>Diogo Mainardi, no seu insosso texto “Edna entendeu tudo”, publicado na “Veja” de 15 de julho de 2009, garante que o Chico Buarque é uma fraude. O Dioguinho endossa a opinião da péssima romancista irlandesa Edna O’Brien, autora de obras soporíferas, uma das participantes da Flip, da festa literária de Paraty, na qual escritores movidos a cachaça, nacionais e estrangeiros, vagam no porre pelas ruelas da cidadezinha sem rede de esgoto, mijando e defecando. No decorrer dessa festa mais etílica que literária, o fedor da urina e do cocô se torna insuportável, asfixiante.&lt;br /&gt;O Dioguinho Maisnada, aliás, Mainardi, esculhambou também um escritor de talento, Milton Hatoum. Todavia, eu pergunto: quem é Dioguinho Maisnada, aliás Mainardi, para condenar a literatura do Chico e do Milton? Respondo: ele é apenas o Dioguinho Maluquinho da “Veja”, sem a graça do Menino Maluquinho do Ziraldo.&lt;br /&gt;Por que esse apedeuta meteu o pau nos dois? Explica-se, o desvairado colunista, - energúmeno-mor da imprensa brasileira, - é um invejoso crônico, incurável. Não se conforma com o sucesso literário alheio. Deve ter sofrido um forte ataque de invejeite aguda, ao saber que o livro “Leite derramado”, Best-seller de Chico Buarque, vai ser lançado na Itália pela editora Feltrinelli. Estava certo Pierre Corneille (1606-1684), o criador da tragédia francesa, quando colocou estas palavras na cena segunda do ato V da sua peça “Suréna”:&lt;br /&gt;“Nunca um invejoso perdoa o mérito”.&lt;br /&gt;(“Jamais un envieux ne pardonne au mérite”)&lt;br /&gt;Há anos leio as cretinices, os disparates, os insultos, as cacaborradas, os gravibundos erros de sintaxe do hidrófobo Dioguinho Maisnada. E fico espantado, pois a revista “veja” é excelente, assemelha-se a uma bela e confortável casa, onde seus leitores se sentem à vontade. Mas eu pergunto: qual é a casa, por mais moderna que seja, que não tem a sua latrina?&lt;br /&gt;Vejamos se o Dioguinho sabe escrever, se revela cultura para execrar os livros do Chico Buarque e do Milton Hatoum.&lt;br /&gt;Erro de português do Dioguinho no texto “Vamos soltar os bandidos”:&lt;br /&gt;“A gente é menos primário” (“Veja”,4-5-2005).&lt;br /&gt;Correção: “A gente é menos primária”, pois gente, aqui, é substantivo feminino.&lt;br /&gt;Erro de português do Dioguinho no texto “Sai, Lula, sai”:&lt;br /&gt;“Sai, Lula, sai. Sai rápido daí” (“Veja”, 13-7-)&lt;br /&gt;Correção: “Saia, Lula, saia. Saia rápido daí.” O indouto Dioguinho, sempre apressadinho, não percebeu que sai é a terceira pessoa do presente do indicativo do verbo sair. É um conselho dele e não a descrição de uma saída no tempo presente.&lt;br /&gt;Erro de português do Dioguinho no texto “O resumo da ópera”:&lt;br /&gt;“O resultado foram a perda de controle do Congresso e a eleição de Severino Cavalcanti” (“Veja”, 7-9-2005).&lt;br /&gt;Correção: “Os resultados foram...” Erro berrante, tão tonitruante como a peidorrada de um porco-do-mato peidorreiro.&lt;br /&gt;Erro de português do Dioguinho no texto “Para entender o caso Nahas”:&lt;br /&gt;“O governo rachou ao meio”.&lt;br /&gt;Correção: “O governo rachou-se ao meio”. Aí o verbo rachar é pronominal. Foi o governo que se rachou, ele não rachou outra coisa.&lt;br /&gt;Erro de português do Dioguinho no texto “Atear fogo no PSDB?”&lt;br /&gt;“Do Canadá, onde foi passar férias, telefonava a José Serra, para garantir-lhe seu apoio”... (“Veja”, 22-3-2006).&lt;br /&gt;Correção: “...para lhe garantir seu apoio...” A preposição para atrai o pronome, como nesta passagem do canto IV do poema “Os Lusíadas” de Camões:&lt;br /&gt;“Já para se entregar quase rendidos&lt;br /&gt;a fortuna das forças africanas”.&lt;br /&gt;Ou como na seguinte frase de um sermão do padre Antônio Vieira:&lt;br /&gt;“Por isso não teve ocasião para o estimar, nem boca para o aplaudir, nem olhos para o ver”.&lt;br /&gt;Erro de português do Dioguinho no texto “Ginecomastia, sanfoneiros, pobres”:&lt;br /&gt;“Nos últimos quatro anos, Lula enriqueceu” (“Veja”, 23-8-2006).&lt;br /&gt;Correção: “...Lula se enriqueceu”. O verbo, aí, é pronominal. Dioguinho Maisnada, aliás Mainardi, quis dizer que Lula ficou rico e não que ele enriqueceu outra pessoa...&lt;br /&gt;Erro de portugues do Dioguinho no texto “O mensalão das artes”:&lt;br /&gt;“A Petrobras é o maior patrocinador cultural do Brasil” (“Veja”, 30-8-2006).&lt;br /&gt;Correção: “A Petrobras”, é a maior patrocinadora”. Se fosse “O Petrobras”, vá lá. Dioguinho Dioguinho, menininho malvadinho e ignorantesinho!&lt;br /&gt;Erro de português do Dioguinho no texto “A voz do PT”:&lt;br /&gt;“Devolve o dinheiro aí, José Dirceu” (“Veja”, 6-9-2006).&lt;br /&gt;Correção: “Devolva o dinheiro aí, José Dirceu”. O Dioguinho está dando um conselho. Portanto, salta à vista, o correto é devolva. Ele não conhece de modo seguro os três tempos fundamentais do verbo: presente, passado e futuro.&lt;br /&gt;Erros de português do Dioguinho no texto “A imprensa lubrificada”:&lt;br /&gt;“Quando ‘IstoÉ’ publicou a entrevista com o chefe dos sanguessugas... Agora a CPI dos sanguessugas... Para combinar a entrevista com o chefe dos sanguessugas... Um dos articuladores da entrevista com o chefe dos sanguessugas” (“Veja”, 29-11-2006)&lt;br /&gt;Correção: quatro vezes o Dioguinho provou que não sabe que o substantivo sanguessuga é feminino, pois devemos dizer a sanguessuga e não o sanguessuga. Todos os bons dicionários da língua portuguesa ensinam isto, como o do Cândido de Figueiredo, o do Caldas Aulete, o do Laudelino Freire, o do Antenor Nascentes, o do Silveira Bueno, o do Aurélio, o do Antônio de Moraes Silva.&lt;br /&gt;Agora, amigo leitor, diga-me se o Dioguinho Maisnada, aliás, Mainardi, tem capacidade para criticar os livros do Chico Buarque e do Milton Hatoum. Tem? Se ele tem, a ignorância no Brasil atual vale muito mais do que a cultura e a inteligência. E notem, eu não mostrei os intermináveis erros de português dos livrecos do Dioguinho. Isto fica para outra ocasião.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-5290977477595422566?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/5290977477595422566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=5290977477595422566' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/5290977477595422566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/5290977477595422566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2009/08/fraude-nao-e-o-chico-buarque-e-o-diogo.html' title='Fraude não é o Chico Buarque, é o Diogo Mainardi!'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-7207758461497313547</id><published>2009-08-25T14:18:00.000-07:00</published><updated>2009-08-25T14:23:18.234-07:00</updated><title type='text'>Brasileiro: pare de ser macaco do americano!</title><content type='html'>Não sou inimigo de nenhum povo e de nenhum país e sim dos governos de certas nações. Um amigo dotado de bela cultura, jornalista de “O Estado de S.Paulo”, que me viu ser entrevistado no programa “Provocações”, do Antônio Abujamra, da TV Cultura, e que leu a entrevista que concedi ao colega Gilberto Amendola do “Jornal da Tarde”, publicada na edição do dia 8 de julho de 2009 desse periódico, o referido amigo chegou a esta conclusão:&lt;br /&gt;-Fernando Jorge, você é um anarquista, um fiel seguidor do italiano Enrico Malatesta e do russo Mikhail Aleksandrovitch Bakunin.&lt;br /&gt;Não posso negar: sempre tive uma entusiástica admiração pelos anarquistas. Desde jovem eu lia e aplaudia os textos do inglês William Godwin (1756-1836), paladino da tese de que o homem pode tornar-se perfeito pela educação e pela razão, e se conseguir criar uma sociedade livre de qualquer coercitivo governo autoritário. Sonho utópico, irrealizável? Depois mergulhei na leitura das obras de Bakunin (“Deus e o Estado”, “O catecismo revolucionário”, “Os princípios da revolução”), cuja escola se opunha vigorosamente ao socialismo ditatorial de Karl Marx e defendia uma espontânea ação revolucionária, com o objetivo de destruir o “desumano capitalismo” da época moderna. Confesso também li e reli, e até adorei, o livro “A doutrina anarquista ao alcance de todos”, do professor José Oiticica (1882-1957), um homem puro, honrado, profundo conhecedor do nosso idioma, tão conhecedor que lecionou Filologia Portuguesa na Universidade de Hamburgo.&lt;br /&gt;Diversas vezes perguntei a mim mesmo: sou ou não sou um anarquista? Bem, se ser anarquista é rebelar-se contra a macaqueação do brasileiro diante do americano, contra a sua mania de querer falar bem o inglês e mal o português, então de fato eu sou um fanático adepto de Peter Alexievitch Kropotkin (1842-1921), autor, entre outros livros, das “Palavras de um revoltado” e de “A conquista do pão”, lidos e relidos por mim, o primeiro publicado em 1885, e o segundo em 1892.&lt;br /&gt;Repito, não sou inimigo de nenhum povo e de nenhum país, mas não aceito, não me conformo, esculhambo, meto o porrete nessa paranóia de milhões de brasileiros se obstinarem em serem macacos dos americanos. Isto para mim é falta de cultura, de caráter, de personalidade, de patriotismo.&lt;br /&gt;Você liga o rádio e só ouve a música cacofônica dos Estados Unidos. Os brasileiros americanizados, ou melhor, americanalhados, metidos a besta, acham que é prova de mau gosto, de atraso, ouvir um tango argentino, uma canção italiana, mexicana ou francesa. Ouvimos mais a ensurdecedora música cacofônica americana do que a nossa, a da Bethânia, da Gal, da Zizi Possi, do Caetano Veloso. E se ligarmos a televisão, é só filme americano de quinta ou oitava categoria, exibindo cretinices, assassinatos, barbaridades. Filmes para os criminosos se sentirem estimulados a assaltar, a estrangular, a fuzilar, a cortar cabeças.&lt;br /&gt;O brasileiro é tão macaco do americano, tão complexado, tão sem personalidade, que hoje, em dezenas de lojas comerciais, quando deseja anunciar uma grande liquidação, ele coloca as palavras inglesas off e sale.&lt;br /&gt;Lã no Rio de Janeiro, os jovens da alta classe média copiam nas praias os jogos da americana National Football League. É o Superbowl! É o Touchdown! Eles mal sabem se expressar em português, mas gritam, no decorrer das partidas:&lt;br /&gt;-Field goals! (Gol de campo!)&lt;br /&gt;-Tight-end! (Bloqueio!)&lt;br /&gt;-Safety! (Vale dois pontos!)&lt;br /&gt;-Defensive tackies! (Jogar pelo meio da defesa!)&lt;br /&gt;-Defensive ends! (Defender as pontas!)&lt;br /&gt;-Quaterbaks! (Armação das jogadas de ataque!)&lt;br /&gt;As mocinhas americanizadas do Leblon, de Ipanema, de Copacabana, da Barra da Tijuca, vendo as partidas dos simiescos garotões, vomitam estas palavras, como se estivessem soltando orgasmos:&lt;br /&gt;-Wonderful! (Maravilhoso!)&lt;br /&gt;-Beauty! (Beleza!)&lt;br /&gt;-What a bit of luck! (Que sorte!)&lt;br /&gt;-Gracious goodness!, good gracious! (Ora essa, céus, meu Deus!)&lt;br /&gt;-That makes us square! (Agora estamos quites!)&lt;br /&gt;-Over again! (Outra vez!)&lt;br /&gt;-Well, I’m jiggered! (Por essa eu não esta esperava!)&lt;br /&gt;Entrevistada por uma repórter de televisão, uma das tais mocinhas assim se expressou:&lt;br /&gt;-Prefiro falar o inglês do que o português. Acho tão feia, tão cafona a nossa língua! Take my Word for it. (Dou-lhe a minha palavra). My dream (meu sonho) é conhecer, em New York City, o Music and Dance Booth, no Bryant Park. Take my word for it! (Dou-lhe a minha palavra!)&lt;br /&gt;Ao ver esta fulana na televisão, eu pensei: amanhã, se os Estados Unidos invadirem o Brasil, milhões de jovens como ela vão renegar a sua nacionalidade, trair o seu país, virar americanos ou americanas de carteirinha.&lt;br /&gt;Na pátria do Lula existem idosos americanizados. Rubem Fonseca, nascido em Juiz de Fora, Minas Gerais, no dia 11 de maio de 1925, não parece um escritor brasileiro e sim americano. Os textos dos seus contos e romances se assemelham às narrativas de John Steinbeck, Ernest Hemingway e Jerome David Salinger. Aliás, Rubem imita este último na vida pessoal, usa o estratagema de nunca dar entrevistas, a fim de se mostrar difícil, estranho, singular... É oportuno dizer que esse escritor cem por cento americanizado, estudou administração e comunicação nas universidades de Boston e de Nova York.&lt;br /&gt;João Ubaldo Ribeiro, no artigo “Vergonha da mesóclise” (“O Globo”, 2-6-2009), provou como o fascínio pelo inglês dos americanos está mudando, de forma corrosiva, horrenda, a língua portuguesa falada em nosso país.&lt;br /&gt;Brasileiro, você quer continuar a ser macaco do americano? Peça para ficar numa jaula de um jardim zoológico dos Estados Unidos, a fim de nela pular, guinchar, fazer caretas, empinar o rabo e comer bananas, pipoca e amendoim, em frente dos olhos aparvalhados dos visitantes.&lt;br /&gt;Brasileiro, tenha um pouco de vergonha na cara, pare de ser macaco do americano!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-7207758461497313547?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/7207758461497313547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=7207758461497313547' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/7207758461497313547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/7207758461497313547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2009/08/brasileiro-pare-de-ser-macaco-do.html' title='Brasileiro: pare de ser macaco do americano!'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-3044298999932810097</id><published>2009-08-25T14:16:00.000-07:00</published><updated>2009-08-25T14:17:39.726-07:00</updated><title type='text'>Palavras para a minha esposa morta</title><content type='html'>Querida Artemisia, durante um ano, vendo o seu grande sofrimento, quantas vezes eu chorei às escondidas! Quantas vezes os seus olhos se encheram de lágrimas ao me olhar! Quantas vezes você beijou a minha mão, sussurrando:&lt;br /&gt;-Você é o meu amor, a paixão da minha vida!&lt;br /&gt;Querida, você era como uma flor humilde do campo, florzinha modesta, orvalhada, porém tão bela na sua despretensão, na sua singeleza, como a mais perfumada e a mais esplêndida das rosas!&lt;br /&gt;A nossa união durou cinquenta anos. Não foi apenas um amor puro, sincero, o que já é muito, mas também amizade inabalável, compreensão total, solidariedade nas horas difíceis e de dor. O seu coração pulsava junto do meu e o meu junto do seu. Era como se dois corações tivessem se transformado num só.&lt;br /&gt;Quem me devolverá o seu amor, a sua amizade, a sua lealdade, a sua compreensão, a sua mãozinha beijando a minha mão? Creio que Deus me devolverá tudo isto, um dia ou em breve...&lt;br /&gt;O amor eterno é aquele que é despercebido, que parece só amizade, que sereno atravessa o tempo. Ele é silencioso e cria raízes profundas na alma. E quando a Morte inexorável chega, ela dá a impressão de arrancar brutalmente este amor de nós. Mas não, a Morte não consegue destrui-lo. Pelo contrário, a Morte o aviva ainda mais, embora nos cause uma dor indescritível.&lt;br /&gt;Obrigado, querida, por me acompanhar nos momentos mais amargos da minha vida, quando eu chorei por causa da perda dos meus irmãos, dos meus pais, dos meus amigos.&lt;br /&gt;Obrigado, querida, por ter me tratado tão bem nos dias em que estive enfermo. Sua voz, seu olhar, seus cuidados, seu carinho, me curavam mais do que os remédios.&lt;br /&gt;Obrigado, querida, pelas horas de alegria que você me deu, pela sensação de felicidade, vinda exclusivamente de você.&lt;br /&gt;Obrigado, querida, pela sua permanente dedicação ao lar, no qual nunca faltou a ordem, o asseio, o alimento, o amor.&lt;br /&gt;Obrigado, querida, pelos momentos em que você pacificou o meu coração, após este ter sido ferido pelas inevitáveis ingratidões humanas.&lt;br /&gt;Obrigado, querida, pela oferta de duas jóias: os nossos dois filhos.&lt;br /&gt;Querida, espero que Deus me permita reencontrá-la. Se este encontro não for na sua Mansão Celeste, sonorizada por sinos de ouro, que seja pelo menos em qualquer lugar do mundo espiritual.&lt;br /&gt;Querida, querida Artemísia, único amor da minha vida, você era a minha própria vida!&lt;br /&gt;Querida! Querida! Querida! Querida! Lancei tudo isto aqui para que Deus leia e mostre estas palavras a você. É a confissão, por escrito, do meu amor pela minha insubstituível amada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-3044298999932810097?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/3044298999932810097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=3044298999932810097' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/3044298999932810097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/3044298999932810097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2009/08/palavras-para-minha-esposa-morta.html' title='Palavras para a minha esposa morta'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-1259371946488285407</id><published>2009-06-23T18:51:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T18:55:14.570-07:00</updated><title type='text'>A MULHER, NO FUTURO, FICARÁ CARECA?</title><content type='html'>Tenho um amigo que se lamenta e se desespera porque está perdendo os pêlos do crânio. Cada manhã, ao passar o pente, este lhe arranca um punhado de cabelos, com raiz e tudo. Já experimentou uma grande quantidade de remédios. De nada valeu. Passou, então, a empregar o óleo de rícino, a gema de ovo, o azeite, e até, pasme o amigo leitor, matérias mal cheirosas... Esforço inútil, sua cabeça continua a ser devastada, à semelhança de uma floresta que não resiste à fúria do vendaval. No começo eu costumava lhe perguntar:&lt;br /&gt;-Como é, os cabelos ainda estão caindo?&lt;br /&gt;Ele fazia uma cara tão aborrecida que eu ficava com pena, não me atrevendo a articular nenhuma frase de consolo. Agora me calo... Porém vejo que o meu amigo se encontra cada vez mais calvo. O que lhe falta, sem dúvida, é resignação, espírito esportivo. Julga a calvície uma calamidade, olvidando que diversos indivíduos a temem por causa desse espantalho horrendo, denominado convencionalismo. &lt;br /&gt;O homem é que inventa, inchado de vaidade, os seus figurinos estéticos. Se fosse hábito rotineiro toda gente andar de crânio à mostra, ninguém ficaria triste, deprimido.&lt;br /&gt;Entre os caldeus, a plebe usava a cabeça completamente raspada. O mesmo acontecia com os assírios e babilônios. No velho Egito, o povo e os escravos tinham costume semelhante. Apenas a aristocracia enfeitava a caixa craniana com suntuosas cabeleiras postiças, das quais restam alguns exemplares nas coleções arqueológicas.&lt;br /&gt;Mas tudo isso é relativo. Variam os cânones de beleza. Há quem se extasie diante de um quadro cubista e sinta náuseas contemplando uma paisagem de Corot.&lt;br /&gt;O bípede implume de Platão é o ser mutável por excelência. Daqui a uns cem ou duzentos anos, derrubará talvez quase todos os padrões consagrados. Muita coisa que hoje é feia, ridícula, amanhã possivelmente será bela e graciosa.&lt;br /&gt;Informa Tom Antongini que ao contrário de Júlio César e de Domiciano, o poeta e escritor Gabriele D’Annunzio nunca se queixou da sua calvície. Certo dia ele chegou mesmo a responder a uma dama impertinente, que lhe indagara a opinião a esse respeito:&lt;br /&gt;-Minha senhora, a beleza futura será calva.&lt;br /&gt;Os poetas às vezes se tornam videntes. D’Annunzio fez esta declaração antes dos prognósticos efetuados pelos cientistas contemporâneos, os quais asseguram que nos séculos vindouros a mulher ostentará uma cabeça lisa, pelada e brilhante. Na hipótese de que esta previsão se concretize, a célebre sentença de Schopenhauer sobre a mulher pode ficar desprovida de sentido, pois ela não será mais “um animal de inteligência curta e cabelos compridos”. Aliás, ela nunca foi burra ou pouco inteligente. Burros e pouco inteligentes são os homens que não conseguem compreendê-la.&lt;br /&gt;Afrânio Peixoto, no seu livro &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Trovas Brasileiras&lt;/span&gt;, publicado em 1944 pela Companhia Editoria Nacional, divulgou esta quadra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Esse teu cabelo louro&lt;br /&gt;É que me faz confusão;&lt;br /&gt;Nas tranças deste cabelo&lt;br /&gt;Perdeu-se o meu coração.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-1259371946488285407?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/1259371946488285407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=1259371946488285407' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/1259371946488285407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/1259371946488285407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2009/06/mulher-no-futuro-ficara-careca.html' title='A MULHER, NO FUTURO, FICARÁ CARECA?'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-6778779632990609580</id><published>2009-06-17T17:46:00.000-07:00</published><updated>2009-06-17T17:48:26.418-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reforma ortografica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evanildo Bechara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ABL'/><title type='text'>Eu acuso o gramaticida Evanildo Bechara!</title><content type='html'>Sim, eu acuso o gramaticida Evanildo Bechara, coordenador da equipe da ABL que preparou a 5ª edição do “Vocabulário ortográfico da língua portuguesa”, de ser o culpado pela publicação de trinta erros nessa obra. Cleo Guimarães, jornalista de “O Globo”, também informou isto na seção “Gente Boa” do seu jornal, no dia 31 de maio de 2009.&lt;br /&gt;A pressa, o despreparo, o assanhamento, estas três coisas fizeram o Evanildo autorizar logo a publicação do calhamaço de 887 páginas, com 349.737 palavras e expressões. Um livrão bem caro, pois custa quase cem reais. Eu indago: e esta gente que iludida comprou a porcaria ortográfica, não vai receber o seu dinheiro de volta? Ela terá de aceitar os trinta erros, apontados por mim e pela jornalista de “O Globo”?&lt;br /&gt;Eu acuso o gramaticida Evanildo Bechara, membro da estéril, inútil e grotesca Academia Brasileira de Letras, de não ter feito um trabalho em conjunto com a Academia de Ciências de Lisboa, na elaboração desse vocabulário coxo: sem consultar o outro grêmio, a ABL se antecipou, revelando que é fascista, nazista, mussolinica, hitleriana.&lt;br /&gt;Eu acuso o gramaticida Evanildo Bechara, por haver tomado decisões unilaterais. Quem o autorizou a transformar vagalume e regabofe, sem traços, em vaga-lume e rega-bofe com traços? Quem? A Hebe Camargo? O Ronaldinho? O Kim Jong-il, ditador da Coreia do Norte, com a ameaça de arremessar na Academia Brasileira de Letras uma bomba atômica de 30 quilotons, superior à de 21 quilotons que destruiu a cidade japonesa de Nagasaki, em 1945?&lt;br /&gt;Eu acuso o gramaticida Evanildo Bechara de ter agido como o paranoico Heinrich Himmler, chefe da SS na Alemanha nazista, responsável pelo extermínio de milhões de judeus, porque ele, o funesto Evanildo, sem consultar a Academia de Ciências de Lisboa, desprezando-a, agiu como um Himmler da língua portuguesa, impôs de modo arbitrário, sem nenhum motivo justo, o desaparecimento do hífen nas expressões a-toa, auto-escola, extra-oficial, dia-a-dia, fim-de-semana, infra-estrutura, neo-expressionismo, semi-árido.&lt;br /&gt;Eu acuso o gramaticida Evanildo Bechara de “normatizar” o que não era necessário, como por exemplo colocar o hífen em ziguezague (zigue-zague), em zunzum (zum-zum), em lengalenga (lenga-lenga), palavras que não exigem pausas, intervalos, pois a rigor são onomatopaicas, imitam ou sugerem determinados sons ou ruídos, como as onomatopeias verbais e etimológicas assoviar, chimpar, bambolear, bebericar, escarrar, espocar, gorgear, gargalhar, murmurar, rasgar, retumbar, ribombar, silvar, sussurrar, trombetear, zurrar.&lt;br /&gt;Eu acuso o gramaticida Evanildo Bechara de derreter as cacholas dos falantes com as suas esdruxularias (extravagâncias). Os dogmas dele, tão errados como o português do Paulo Coelho, tornam dificílima a aglutinação dos vocábulos compostos. Evanildo complica tudo. À semelhança de Reinhard Heydrich, o comandante das SS na “noite das longas facas”, Bechara ordenou nazistamente que o hífen só deve aparecer, nas palavras compostas, quando estas apresentarem “unidade sintagmática e semântica”. E valendo-se de tal linguagem nauseabunda, capaz de impressionar os intelectualoides metidos a besta, o babélico Evanildo, mestre na arte de parir imbróglios, abortos linguísticos, estabeleceu o seguinte: é permitido usar o hífen nos “compostos por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos possuem natureza nominal, adjetival, numeral e verbal”. Apenas faltou ele dizer: “e também natureza asnal ou fecal”.&lt;br /&gt;Eu acuso o gramaticida Evanildo Bechara de estuprar a prosódia dos ditongos nas paroxítonas (vocábulos nos quais o acento tônico cai na penúltima sílaba). Por causa do pançudo ditador da ABL, não se acentuam mais, ilogicamente, os ditongos ei e oi de timbre aberto. Agora, devido a esta imbecilidade, jóia é jôia, bóia é bôia, colméia é colmêia, idéia é idêia (coloquei o acento circunflexo de propósito, a fim de mostrar como a nova ortografia destas palavras deve soar nos ouvidos de uma criança que está sendo alfabetizada).&lt;br /&gt;Eu acuso o gramaticida Evanildo Bechara de ter imposto, sem consulta prévia a comissões de professores, escritores e jornalistas, uma reforma cretina, desnecessária. O acordo, ou melhor, o desacordo, “é impreciso, ambíguo e anticientífico”. Juízo do professor Gabriel Antunes de Araújo, linguista da Universidade de São Paulo, que afirma num artigo publicado na edição do dia 21 de maio de 2009 do “Jornal do Brasil”:&lt;br /&gt;“Os argumentos dos defensores da anulação do acordo são razoáveis: a reforma não auxiliará no combate ao analfabetismo e nem ajudará o português a se tornar uma língua internacional. Não será a abolição de tremas ou regras de emprego do hífen que tornarão a tarefa de alfabetizar mais simples ou a língua portuguesa mais prestigiada”&lt;br /&gt;E este professor da USP enfatizou:&lt;br /&gt;“A língua inglesa convive com as normas britânica e norte-americana: isso não impediu que se tornasse global e que o analfabetismo, nesses países, fosse praticamente erradicado. Além disso, o acordo carece de embasamento científico e coerência interna”.&lt;br /&gt;Eu acuso o gramaticida Evanildo Bechara, por ter redigido um acordo que conforme garantiu o deputado português Vasco Graça Moura, “é um acúmulo de disparates”.&lt;br /&gt;Eu acuso o gramaticida Evanildo Bechara de ter criado um caos ortográfico, uma bagunça em nosso idioma, sem respeito à etimologia das palavras.&lt;br /&gt;Eu acuso o gramaticida Evanildo Bechara, por ser autor de uma péssima gramática e por não saber escrever. Afinal de contas, ele é um gramaticida... Faltou-lhe competência, portanto, para nos obrigar a engolir o monstruoso feto sifilítico defecado pela sua mioleira. Como ele redige mal, como é pernóstico! Leiam esta passagem do seu teratológico artigo sobre palavras compostas, publicado na edição do dia 22 de fevereiro de O Estado de S.Paulo:&lt;br /&gt;“Além dos princípios gerais o utente tem de conhecer também as exceções, exceções que não são exclusivas da língua...”&lt;br /&gt;Olhem o pernosticismo, o uso do substantivo utente, em vez de usuário. E a repetição do plural exceções, provando como o seu vocabulário é fraquíssimo, gago, vesgo, cambaleante, necessitado urgentemente de muletas, ou melhor, de uma bem mortífera câmara de gás...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-6778779632990609580?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/6778779632990609580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=6778779632990609580' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/6778779632990609580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/6778779632990609580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2009/06/eu-acuso-o-gramaticida-evanildo-bechara.html' title='Eu acuso o gramaticida Evanildo Bechara!'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-2318044165713425964</id><published>2009-05-29T12:37:00.000-07:00</published><updated>2009-05-29T12:38:43.127-07:00</updated><title type='text'>O erro primário e fatal de Guiomar de Grammont</title><content type='html'>A historiadora mineira Guiomar de Grammont, no livro Aleijadinho e o aeroplano, lançado pela Civilização Brasileira, afirma que o seu conterrâneo Antônio Francisco Lisboa, conhecido pelo apelido de Aleijadinho, nunca existiu, é uma ficção inventada pelo historiador Rodrigo José Ferreira Bretas.&lt;br /&gt;No entender da desconfiadíssima senhora Grammont, as obras do nosso genial escultor são uma “criação coletiva”. Antes de exibir o seu erro primário e fatal, que destrói completamente a sua afirmativa, vamos apresentar três erros graves que ela cometeu.&lt;br /&gt;Primeiro erro grave da senhora Guiomar de Grammont. Sem nenhuma prova, denegriu a memória de Rodrigo Ferreira Bretas, o primeiro biógrafo do Aleijadinho, pois sustenta que ele o “inventou”. Ora, Bretas era um homem honrado. Conforme informo no meu livro sobre o Aleijadinho, já na sétima edição, ele veio à luz em Cachoeira do Campo, no ano de 1814, e faleceu em 1866. Advogou na localidade de Bonfim do Paraopeba, onde fundou e dirigiu um colégio. De 1852 a 1861, em quatro legislaturas, foi atuante deputado à Assembléia Provincial. Também exerceu o cargo de secretário do governo mineiro e lecionou filosofia em Barbacena. Além de ter sido diretor do Ensino Público de Minas Gerais e sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, ele dirigiu o Colégio de Congonhas do Campo. Alguns dos seus discursos, pronunciados na Assembleia Provincial, foram reunidos num opúsculo, hoje bastante raro. Em 1861, o governo mineiro o designou para representá-lo na instalação da vila de São Paulo de Muriaé, fato que revela como era bem respeitado e gozava de prestígio.&lt;br /&gt;A desconfiadíssima senhora Guiomar, sem nenhuma prova, mostra Rodrigo Bretas como um vigarista, um “especialista em retórica”. Chega ao cúmulo de dizer, também sem nenhuma prova, que ele “inventou” um pai para o Aleijadinho, o arquiteto português Manuel Francisco Lisboa. E ainda sem nenhuma prova, garante que Bretas “incorporou” dados da vida de Miguel Ângelo à vida do Aleijadinho. Mas o historiador mineiro apenas coloca diante de nós algumas semelhanças entre o artista brasileiro e o artista italiano, mais nada...&lt;br /&gt;Segundo erro grave da senhora Guiomar de Grammont. Ela despreza os depoimentos dos viajantes estrangeiros que estiveram em Minas Gerais no século XVIII, como o francês Saint-Hilaire e o inglês Sir Richard Burton, Tais depoimentos provam que o Aleijadinho existiu realmente. Os dois fazem referência à sua deformidade. Aliás, três anos antes da morte do Aleijadinho, o barão Guilherme de Eschwege visitou Minas em 1811 e depois escreveu no seu Journal von Brasilien:&lt;br /&gt;“O principal escultor que aqui se salientou era um homem aleijado, com as mãos paralíticas.”&lt;br /&gt;Terceiro erro grave da senhora Guiomar de Grammont. Não há nenhuma prova de que o Estado Novo de Getúlio Vargas, instituído em 10 de novembro de 1937, criou o “mito Aleijadinho”, para ele adquirir a imagem de “herói nacional”. Este herói já existia: é Tiradentes. A tese da senhora Guiomar é tão ilógica, tão absurda, tão desprovida de fundamento como a da senhora Isolde Helena Brans Venturelli, que em 1979 quis provar, a todo custo, que os doze profetas esculpidos em pedra sabão pelo Aleijadinho, no adro do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo, representam os vultos da Inconfidência Mineira...&lt;br /&gt;E agora o erro mais grave da historiadora Guiomar de Grammont. Erro primário e fatal, repito, e que destrói completamente esta afirmativa: o Aleijadinho nunca existiu. Prezada e desconfiadíssima senhora Guiomar, meu Deus do Céu, como a senhora pôde cometer este erro tão grande, tão impressionante? Se foram vários os artistas que executaram as obras atribuídas a Antônio Francisco Lisboa, como se explica que ao longo de mais de quarenta anos os recibos assinados pelo Aleijadinho apresentam sempre a mesma grafia? A assinatura dele era bem característica. O livro primeiro de Receita e Despesa da Ordem de São Francisco de Assis de Ouro Preto é a prova disso. A conclusão é lógica, se fossem vários os Antônio Francisco Lisboa, as assinaturas seriam diferentes. Basta examinar os recibos descobertos pelos pesquisadores do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. A afirmativa da desconfiadíssima senhora Guiomar, portanto, desmorona, fica reduzida a pó. Ela se esqueceu desse pormenor, que é fundamental, mas logrou convencer, com a sua tese maluca, até um jornalista calejado como o Zuenir Ventura, de O Globo...&lt;br /&gt;Aconselho a desconfiadíssima senhora Guiomar de Grammont a memorizar esta frase do filósofo Francis Bacon (1561-1626), inserida no capítulo 31 de seus Essays:&lt;br /&gt;“Nada induz o homem a desconfiar muito, como saber pouco.”&lt;br /&gt;(“There is nothing makes a man suspect much more than to know little”)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-2318044165713425964?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/2318044165713425964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=2318044165713425964' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/2318044165713425964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/2318044165713425964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2009/05/o-erro-primario-e-fatal-de-guiomar-de.html' title='O erro primário e fatal de Guiomar de Grammont'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-2929540057180692891</id><published>2009-05-24T16:45:00.000-07:00</published><updated>2009-05-24T16:48:30.188-07:00</updated><title type='text'>Todo o estado do Acre se revolta contra o acordo fascista!</title><content type='html'>Os &lt;span style="font-style:italic;"&gt;acreanos&lt;/span&gt; (escrevo assim e não acrianos) se sentem revoltados. Eles não engolem a agressão do Evanildo Bechara e de outros deformadores do nosso idioma (deformadores e não reformadores) que impuseram a mudança da grafia acreano, gentílico do qual tanto se orgulham. Bechara e os demais “gênios” da capenga reforma ortográfica, condenam esta grafia. Para o grupo o certo é acriano. Resultado: o brioso e glorioso Acre está fremindo de indignação. A Assembleia Legislativa desse estado criou um blog, “O Acreano”, a fim de acolher os milhares de protestos contra a desarrazoada medida. E o governador Binho Marques ordenou que a estatal Agência de Notícias deve continuar a usar a grafia acreano. Binho obteve até o apoio da deputada Perpétua de Almeida, do PCdoB. Ela declarou:&lt;br /&gt;“Queremos salvar o jeito acreano de ver o mundo e nos apresentar como um povo consciente de suas verdades, tradições e cultura.”&lt;br /&gt;Viva a revolta dos acreanos! Mostraram que possuem amor-próprio e coragem, que não são capachos de gramaticoides, de apedeutas. Enfim, no Brasil, um povo inteiro se levantou contra o aborto parido pela incompetente comissão da Reforma Ortográfica, na qual pontificou com seu ar de gordanchudo conselheiro Acácio, o sonífero Evanildo Bechara, filólogo idêntico à maconha, porque seus textos e a sua conversa entorpecem, geram a confusão mental. Dou a prova. Leiam esta passagem de um horripilante artigo do Bechara, “O não emprego do hífen”, publicado na edição de 8 de março de 2009 de O Estado de S.Paulo:&lt;br /&gt;“Ainda neste terreno, tínhamos de exigir de quem escrevia saber distinguir um à-toa hifenado, se era locução adjetiva (trata-se de um problema à-toa). Ou ainda um dia-a-dia, locução substantiva com o sentido de ‘cotidiano’ (Meu dia-a-dia é agradável), de dia a dia, locução adverbial, valendo por ‘diariamente’ (A criança cresce dia a dia)”.&lt;br /&gt;Entenderam? O que é isto? Masturbação gramatical? Aqui vai outro exemplo desse onanismo lexicográfico, divulgado no artigo “Distinguindo casos do acordo”, aparecido na edição de 29 de março de 2009 do jornal dos Mesquitas:&lt;br /&gt;“O que ocorre é que o caso de guarda (verbo) não se enquadra no princípio que relaciona a ocorrência do 1º elemento terminado por vogal com a consoante inicial do 2º elemento para o uso do hífen...”&lt;br /&gt;Volto a perguntar: o que é isto? O labirinto de Creta? Um argumento com dor de barriga, prisão de ventre? Ah, já sei, é a esquálida lombriga expelida pelo ânus de um nordestino flagelado por uma seca do Ceará. É o que eu chamo de estilo Tênia, por ser retorcido como um verme intestinal. A cabeça do Evanildo Bechara precisa tomar um purgante.&lt;br /&gt;Em Portugal a rebelião contra o fascista Acordo Ortográfico aumenta cada vez mais. O abaixo-assinado de cem mil pessoas já vai ter meio milhão de assinaturas, e o escritor Vasco Graça Moura atacou de forma violenta a calamitosa reforma feita pela ABL, num artigo publicado no “Diário de Notícias” de Lisboa. Afirma o escritor:&lt;br /&gt;“Tudo isso é uma chuçadeira. Um país que preza verdadeiramente a sua cultura e a sua língua deve sentir e exprimir a mais profunda das vergonhas pelo que está a acontecer. E devia exigir que não seja assim.”&lt;br /&gt;Empregado por Vasco Graça Moura, o substantivo feminino chuçadeira, oriundo do verbo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;chuçar&lt;/span&gt;, significa &lt;span style="font-style:italic;"&gt;bom&lt;/span&gt; negócio ou caçoada, zombaria, escárneo. De fato esse acordo fascista é um bom negócio. As gráficas vão ganhar muito dinheiro com os milhões de livros que devem ser reimpressos, a fim de obedecerem à nova ortografia. E se trata mesmo de um escárneo, pois os redatores do acordo devem estar rindo dos trouxas que o apoiaram de maneira incondicional, como escravos submissos aceitam receber vigorosas chibatadas nas nádegas.&lt;br /&gt;Membro da circense Academia Brasileira de Letras, o professor Arnaldo Niskier insiste em defender a quadrupedal Reforma Ortográfica, feita mais com patas do que com mãos. Se houvesse um concurso entre muares, essa reforma tiraria o primeiro lugar, seria a mais relinchante das mulas vitoriosas, capaz de dar patadas homéricas, como o coice que a bela mula preta do papa Bonifácio, após esperar sete anos para se vingar, aplicou no traseiro do patife Tistet Védène. Quem narra este episódio é Alphonse Daudet no seu clássico livro “Les lettres de mon moulin” (“As cartas do meu moinho”), publicado em 1866.&lt;br /&gt;Pois é, embora pertença a uma raça heroica, barbaramente perseguida, torturada e assassinada pelos seguidores do monstro Adolf Hitler, o habilidoso Arnaldo Niskier se encarniça na tarefa de louvaminhar a jumental reforma. Niskier, meta na sua cabeça: esta reforma é também nazista! Ela tem a alma do Führer do III Reich, porque o Evanildo Bechara e os seus cúmplices nesse crime linguistico, não ouviram a opinião de comissões de escritores, professores, jornalistas, intelectuais, etc. Obrigaram todos nós a aceitá-la fascistamente, nazistamente. Tal ato de arbítrio levou o editor Jorge Michalany a enviar as seguintes palavras à revista “Agitação”, do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE):&lt;br /&gt;“Até quando os experts da língua portuguesa irão parar de brincar com a gente? Na minha infância e adolescência – estou com 92 anos – seguíamos a lógica da ortografia etimológica, o que facilitava a compreensão do inglês e francês, por sinal, idiomas imutáveis. Mas no Brasil não se respeita a tradição, até na língua”.&lt;br /&gt;Meu caro Michalany, antes a ortografia era de fato etimológica. Hoje é zoológica e do especial agrado dos que zurram, soltam coices e comem capim...&lt;br /&gt;O Desacordo Ortográfico do Evanildo, além de exibir o seu caráter nazi-fascista, é também deficiente mental. Não unifica a língua portuguesa, separa os seus falantes. Tem regras que deviam ser internadas num manicômio, e com camisas-de-força.&lt;br /&gt;Regra louca da debiloide: o trema é eliminado. Lingüiça (com trema) se transforma em linguiça (sem trema), e tranqüilo (também com trema) agora é tranquilo (sem trema). Entretanto os Bechara do Desacordo Ortográfico admitem o trema em nomes próprios estrangeiros e seus derivados. Por quê? Qual é a lógica? Absoluta incoerência! Legítimo atentado à prosódia!&lt;br /&gt;As novas regras sobre o hífen equivalem ao caos, parecem o produto de uma arteriosclerose cerebral, do amolecimento dos miolos de um mijoso e baboso membro da Academia Brasileira de Letras.&lt;br /&gt;Concluindo, saliento que usei neste artigo a grafia escárneo e não escárnio, pelo fato de ser a correta, utilizada por dois grandes escritores da língua portuguesa, Alexandre Herculano e o padre Antônio Vieira. Aqui no Brasil quem a usou foi o excelente gramático João Ribeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-2929540057180692891?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/2929540057180692891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=2929540057180692891' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/2929540057180692891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/2929540057180692891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2009/05/todo-o-estado-do-acre-se-revolta-contra.html' title='Todo o estado do Acre se revolta contra o acordo fascista!'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-6747922882508427973</id><published>2009-05-09T16:11:00.000-07:00</published><updated>2009-05-09T16:17:23.557-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Um filho que tem mãe'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tem todos os parentes'/><title type='text'>Um filho que tem mãe, tem todos os parentes</title><content type='html'>Reproduzi num álbum os mais belos versos e os mais expressivos pensamentos sobre as mães. Do poeta santista Martins Fontes, que evoquei no meu livro Vida e poesia de Olavo Bilac (Editora Novo Século, 5ª edição) são estes dois lindos versos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ao pé das nossas mães, todos nós somos crentes...&lt;br /&gt;Um filho que tem mãe, tem todos os parentes”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis aqui a mais bela quadra popular sobre  as mães:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu vi minha mãe rezando&lt;br /&gt;Aos pés da Virgem Maria:&lt;br /&gt;Era uma santa escutando&lt;br /&gt;O que outra santa dizia."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guerra Junqueiro, na opinião de Unamuno, era "el primeiro de los poetas portugueses" e também "uno de los mayores del mundo". Estas palavras do insigne ensaista se acham no livro “Por tierras de Portugal y de España.” O entusiasmo de Unamuno se justificava, pois Junqueiro foi um poeta extraordinário, dotado de imenso talento verbal, conforme podemos constatar, lendo estes versos do seu livro “A velhice do Padre Eterno”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Minha mãe, minha mãe!  ai que saudade imensa&lt;br /&gt;Do tempo em que ajoelhava, orando, ao pé de ti.&lt;br /&gt;Caía mansa a noite, e andorinhas aos pares&lt;br /&gt;Cruzavam-se voando em torno dos seus lares&lt;br /&gt;Suspensos do beiral da casa onde nasci.&lt;br /&gt;Era a hora em que já sobre o feno das eiras,&lt;br /&gt;Dormia quieto e manso o impávido lebréu.&lt;br /&gt;Vinham-nos da montanha as canções das ceifeiras,&lt;br /&gt;E a lua branca, além, por entre as oliveiras,&lt;br /&gt;Como a alma dum justo, ia em triunfo ao céu!...&lt;br /&gt;E, mãos postas, ao pé do altar do teu regaço,&lt;br /&gt;Vendo a lua subir, muda, alumiando o espaço,&lt;br /&gt;Eu balbuciava a minha infantil oração,&lt;br /&gt;Pedindo ao Deus que está no azul do firmamento&lt;br /&gt;Que mandasse um alívio a cada sofrimento, &lt;br /&gt;Que mandasse uma estrela a cada escuridão.&lt;br /&gt;Por todos eu orava e por todos pedia,&lt;br /&gt;Pelos mortos no horror da terra negra e fria,&lt;br /&gt;Por todas as paixões e por todas as máguas,...&lt;br /&gt;Pelos míseros que entre os uivos das procelas&lt;br /&gt;Vão em noite sem lua e num barco sem velas&lt;br /&gt;Errantes através do turbilhão das águas.&lt;br /&gt;O meu coração puro, imaculado e santo&lt;br /&gt;Ia ao trono de Deus pedir, como inda vai,&lt;br /&gt;Para toda a nudez um pano do seu manto,&lt;br /&gt;Para toda a miséria o orvalho do seu pranto&lt;br /&gt;E para todo o crime o seu perdão de Pai!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o indestrutível amor materno que deu ao grande lírico português a inspiração para compor esta magnífica poesia. Talvez alguns amantes da poesia moderna a julguem retórica, verbosa, palavrosa, mas um insigne poeta moderno, Stéphane Mallarmé, após ouvir uma queixa do pintor Degas, soltou a seguinte afirmação:&lt;br /&gt;- Não é com idéias que se fazem versos, é com palavras.&lt;br /&gt;Sim, é a pura verdade, pois as palavras são para os poetas o que os sons são para os músicos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-6747922882508427973?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/6747922882508427973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=6747922882508427973' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/6747922882508427973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/6747922882508427973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2009/05/um-filho-que-tem-mae-tem-todos-os.html' title='Um filho que tem mãe, tem todos os parentes'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-3316599181227041093</id><published>2009-05-06T18:40:00.000-07:00</published><updated>2009-05-06T18:50:06.819-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A revolta contra o fascista Acordo Ortográfico'/><title type='text'>A revolta contra o fascista Acordo Ortográfico</title><content type='html'>É lamentável que Lula, um homem que se considera de Esquerda, tenha apoiado um acordo de caráter fascista, a medida imposta por pequeno grupo de acadêmicos, sem qualquer consulta aos intelectuais, aos jornalistas, aos professores, aos estudantes, ao povo.&lt;br /&gt;    Há uma grande reação em Portugal contra o Acordo Ortográfico, esse monstrengo com cara de Mussolini. Um abaixo-assinado de mais de cem mil pessoas, lá na “santa terrinha”, exige a revisão do assunto. Vários escritores lusos chamam a decisão de “bizarrice” e acusam o texto do Acordo de conter “inúmeras contradições e até mesmo equívocos”. Só três jornais de lá resolveram adotar o novo procedimento. Magoado por causa desses fatos, o “imortal” mortal Arnaldo Niskier declarou no artigo “A reação à bizarrice”, publicado pela “Folha de S.Paulo”:&lt;br /&gt;    “O que dói um pouco, nisso tudo, é a posição de alguns escritores de Lisboa. Escrevem contra o Acordo e contra o Brasil, acusando-nos de tentativa de neocolonialismo” (11-3-2009).&lt;br /&gt;     Niskier, esses escritores não exageraram. Trata-se, é inquestionável, de uma tentativa de neocolonialismo lingüístico, estúpida como todas as tentativas dessa natureza.&lt;br /&gt;     Vasco Graça Moura, escritor português de prestígio, condena o Acordo e acha difícil a sua implementação na pátria de Gil Vicente. Nascida em Coimbra, no ano de 1962, a escritora Inês Pedrosa também se mostra contra o aborto parido pela Academia Brasileira de Letras. Ela recebeu em Portugal o Prêmio Máxima de Literatura, com o livro “Nas tuas mãos”, e afirma, categórica:&lt;br /&gt;     “Sou contra, porque, para começar, o Acordo é um produto falso, um produto pirata. Na verdade, ele não estabelece um acordo. Significa, então, jogar livros fora”.&lt;br /&gt;     O repórter da “Folha de S.Paulo” que a entrevistou, no inicio de 2009, quis saber o motivo pelo qual ela não vê o novo sistema como um acordo. Inês Pedrosa respondeu:&lt;br /&gt;     “Porque ele cria muita confusão, é inútil e prejudicial. É um acordo em desacordo. O hífen, por exemplo, gera confusão” (4-1-2009).&lt;br /&gt;Mas a revolta contra o código fascista não ocorre apenas em Portugal. Acontece também no Brasil. Informa Ancelmo Gois, de “O Globo”, no comentário “Desacordo na ABL”: circula no meio editorial um e-mail atribuído a Sérgio Pachá, contendo pesadas críticas a essa lei de unificação do idioma português. Pachá, chefe do Serviço de Lexicografia e Lexicologia da Academia Brasileira de Letras, é um gramático competente. Ele estava sob as ordens do acadêmico Evanildo Bechara, o principal responsável pela gestação do Acordo, este feto repulsivo. Aqui vai um trecho do citado e-mail:&lt;br /&gt;     “As mudanças impostas pelos podres poderes da República, não pedem menos que a rejeição maciça [do Acordo] por parte da sociedade” (“O Globo”, 25-3-2009).&lt;br /&gt;Baiano de Itaparica, ocupando na ABL a cadeira número 34, o escritor João Ubaldo Ribeiro meteu o pau no mussolinico regulamento-jumento, durante uma entrevista concedida ao “Correio Braziliense”. Segundo ele, autor de mais de um milhão de livros vendidos em dezesseis países, “ninguém vai levar muito a sério esta reforma”. Na sua tranquila opinião, ela contribuirá para piorar o conhecimento da língua portuguesa. Eis como Ubaldo explica a quase geral falta de respeito pela amalucada alteração ortográfica:&lt;br /&gt;     “Porque, em primeiro lugar, é muito perfunctória, pequena, apesar de afetar um número grande de palavras. Para mim, não enriquece em nada o entendimento da língua com qualquer um dos seus falantes. Sinceramente, não vejo nessa reforma nenhuma perspectiva realmente nova, a não ser dinheiro trocando de mãos” (“Correio Braziliense”, 4-1-2009).&lt;br /&gt;     A reforma, no entender de Ubaldo, criou a confusão e ainda por cima despesas, programas de texto para computador. Como exemplo da bagunça, ele diz que devido ao fim do trema, hoje ninguém sabe se a pronúncia correta é &lt;span style="font-style:italic;"&gt;liquidificador&lt;/span&gt; (sem trema) ou &lt;span style="font-style:italic;"&gt;liqüidificador&lt;/span&gt; (com trema).&lt;br /&gt;     Disparates se tornaram bem visíveis no acordo fascista. Um deles: não deve mais ser usado o acento diferencial entre as palavras homógrafas (com a mesma grafia). Exemplos: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;para&lt;/span&gt; (conjugação do verbo parar) e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;para&lt;/span&gt; (preposição simples); &lt;span style="font-style:italic;"&gt;pelo&lt;/span&gt; (conjugação do verbo pelar) e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;pelo&lt;/span&gt; (substantivo). Todavia, foi mantido o acento diferencial da palavra &lt;span style="font-style:italic;"&gt;pôde&lt;/span&gt; (terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo do verbo poder), a fim de distingui-la de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;pode&lt;/span&gt; (terceira pessoa do singular do presente do indicativo do mesmo verbo). Quanta complicação e confusão!&lt;br /&gt;     Vejam agora a seguinte frase da manchete de um jornal:&lt;br /&gt;     “Crise mundial para o comércio”&lt;br /&gt;      Esta frase, por causa da reforma ortográfica, é ambígua. A crise parou o comércio ou apenas o ameaça?&lt;br /&gt;      Outra insensatez: o acento gráfico dos ditongos ei, eu, oi, desaparece nas palavras paroxítonas (vocábulos nos quais o acento tônico cai na penúltima sílaba), como &lt;span style="font-style:italic;"&gt;idéia, epopéia, assembléia, bóia, jibóia&lt;/span&gt;. Todos sem acento. No entanto, em compensação, o acento agudo permanece nas palavras oxítonas (vocábulos nos quais o acento tônico cai na última sílaba), como &lt;span style="font-style:italic;"&gt;rói, dói, herói, anéis, pastéis, céu, réu, troféu, papéis, chapéus&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;       Coitado do povo! Para escrever certo, ou melhor, errado, precisa compreender estas sutilezas gramaticais, aceitar estas regras esdrúxulas!&lt;br /&gt;       Jornal cheio de boas intenções, “O Estado de S.Paulo” convidou Evanildo Bechara para esclarecer em artigos dominicais as dúvidas sobre a reforma. Evanildo escreve corretamente mal. Dos seus textos retorcidos como cólicas hepáticas, pinga a chatice. Lê-lo é mergulhar não no sono, mas num pesadelo. E como é pernóstico! Em vez de usar a palavra &lt;span style="font-style:italic;"&gt;usuário&lt;/span&gt;, emprega a palavra &lt;span style="font-style:italic;"&gt;utente&lt;/span&gt;. Adora o substantivo ortógrafo. O seu estilo complicadíssimo é mais indigesto do que uma azeda macarronada coberta de mofo, baratas e percevejos. Amostra da sua linguagem trevosa, tediosa e misteriosa:&lt;br /&gt;      “Emprega-se o hífen nas palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido”.&lt;br /&gt;Entenderam? Foi assim, com a sua escrita idêntica a um tenesmo (forte desejo de defecar ou urinar, acompanhado de sensação dolorosa), que o Evanildo ganhou fama...       &lt;br /&gt;     Concluindo: ele produziu diversos artigos para &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Estadão&lt;/span&gt; e é como se não tivesse feito nenhum.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-3316599181227041093?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/3316599181227041093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=3316599181227041093' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/3316599181227041093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/3316599181227041093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2009/05/revolta-contra-o-fascista-acordo.html' title='A revolta contra o fascista Acordo Ortográfico'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-6911717948493736450</id><published>2009-04-05T14:16:00.000-07:00</published><updated>2009-04-05T14:18:47.160-07:00</updated><title type='text'>Ladrões de livros</title><content type='html'>Inúmeras vezes, no Brasil, as livrarias têm sido, para os intelectuais, agradáveis centros de reunião. Pelo menos foi assim no Rio de Janeiro de outrora. Quem penetrasse na Garnier, das quatro às seis da tarde, veria Sílvio Romero, Machado de Assis, Joaquim Nabuco, Olavo Bilac, Alberto de Oliveira, Raimundo Correira, sem falar em dezenas de outros. A Livraria Briguiet, situada na Rua do Ouvidor, era preferida por Pandiá Calógeras, Graça Aranha, José Veríssimo, Rui Barbosa, Medeiros e Albuquerque. E na Laemmert, que se localizava também na mesma rua, podiam ser encontrados Euclides da Cunha, João Ribeiro, Múcio Teixeira, Gonzaga Duque, Afonso Celso, Inglês de Sousa... Bons tempos, aqueles! Havia fraternidade. Os escritores se mostravam mais puros, menos preocupados com as famigeradas panelinhas e a hipotética glória literária.&lt;br /&gt; Hoje, nas livrarias, não há mais tertúlias de escritores, mas sim de ladrões de livros. Já vi fulanos cometendo esses roubos. Agem às vezes em grupos, como se fossem professores realizando uma pesquisa bibliográfica. Roubam as obras não para ler, tornarem-se cultos, e sim para as vender nos sebos ou de outra maneira.&lt;br /&gt; A classe desses ladrões é curiosa, eclética, e apresenta figuras bem pitorescas, dignas de serem estudadas pelos psicanalistas.&lt;br /&gt; Afirmam alguns cronistas que Sir Edward Fitzgerald se viu condenado a dois anos de prisão, devido ao fato de ter surrupiado, em Paris, uma Bíblia rara...&lt;br /&gt; Larápios de livros... Que se pode deduzir, quando tais tipos proliferam? Amor excessivo à cultura? Paixão invencível, descontrolada, que leva à insânia, a atos reprováveis? Em algumas ocasiões, acredito, é cleptomania. Em outras, trata-se de sem-vergonhice, de assalto.&lt;br /&gt; Anatole France escreveu um romance intitulado O crime de Silvestre Bonnard, onde narra, com fino humor, a história de um velhote erudito, que rapta uma jovem para dá-la em casamento a um rapaz. Como dote, o encanecido tutor oferece aquilo que mais ama na existência: os seus preciosos livros. Mas à noite, no silêncio da casa adormecida, Silvestre levantava-se, saía furtivamente do quarto e ia retirar, da biblioteca, os volumes prediletos.&lt;br /&gt; O rapto da protegida não se afigurava um crime, perante a consciência do bibliomano. Pouco versado em leis, desconhecia a gravidade do delito. Todavia, o roubo de vários livros, embora fossem seus, causou-lhe remorsos. É que Silvestre furtava o dote da moça. Quebrando a palavra empenhada, estabelecia uma brecha no sua dignidade. E isto, aos olhos de um cidadão honrado, torna-se uma falta imperdoável.&lt;br /&gt; Merece indulgência um sujeito que age desta maneira? Sim. O motivo é tão humano que temos de ser complacentes.&lt;br /&gt; Os plagiários são mais nocivos que os larápios de livros. É que estes roubam materialmente, enquanto os primeiros furtam raciocínios e imagens, ou melhor, as criações felizes da nossa inteligência, os frutos da árvore frondosa da nossa imaginação.&lt;br /&gt; Quem me tira um livro da estante se apodera de um objeto amado, mas eu sei, no íntimo, que posso adquirir outro exemplar, em tudo idêntico ao que foi subtraído, caso a obra não esteja esgotada. Aquele, no entanto, que me despoja de uma bela frase e de um nobre pensamento, está me esbulhando de um tesouro. Nesta circunstância, asseguro, sinto-me lesado, expropriado.&lt;br /&gt; É mais difícil caracterizar um plágio do que um roubo comum, pois há larápios super-habilidosos, exímios na arte de furtar idéias, de vesti-las com roupagens elegantes.&lt;br /&gt; Aqui entre nós, leitor, quero confessar uma coisa. Para mim todo plagiário é um assaltante manhoso e sub-reptício, que rouba o produto do nosso cérebro empregando a mesma desenvoltura e o mesmo cinismo de um esperto ladrão de livros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-6911717948493736450?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/6911717948493736450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=6911717948493736450' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/6911717948493736450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/6911717948493736450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2009/04/ladroes-de-livros.html' title='Ladrões de livros'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-4555757920728685994</id><published>2009-03-15T15:50:00.000-07:00</published><updated>2009-03-15T16:16:52.155-07:00</updated><title type='text'>O CARRO CELESTIAL DE AYRTON SENNA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_I00V6QpSQAc/Sb2K7Kw1yxI/AAAAAAAAAAw/QoSP6BJUz0w/s1600-h/230.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_I00V6QpSQAc/Sb2K7Kw1yxI/AAAAAAAAAAw/QoSP6BJUz0w/s320/230.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313555884473174802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Livro inédito:&lt;br /&gt;FHC, COLLOR, ITAMAR, MALUF, SARNEY E ENEAS SEM MÁSCARAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(E TAMBÉM ACM, ROBERTO MARINHO, BRESSER PEREIRA, JÂNIO QUADROS, JUSCELINO KUBITSCHEK, ETC)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capitulo: XXXIV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CARRO CELESTIAL DE AYRTON SENNA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evoquei neste livro as figuras de várias dos nossos políticos. Apareceram o Fernando Henrique, o Collor, o Maluf, o Sarney, o ltamar Franco, o Enéas, o Amaral Netto, o Antônio Carlos Magalhães, o Jânio Quadros, o Juscelino Kubitschek, etc, etc. Políticos vivos e mortos. Descrevi os lances de suas existências e, de alguns, os seus negativos aspectos morais. Confesso: ao narrar certos fatos me senti enojado. Pois bem, a fim de formar um contraste com esses aspectos negativos e com esses fatos, eu resolvi evocar, no Ultimo capitulo deste livro, um brasileiro já falecido, que não era político, que nunca ocupou qualquer cargo público, mas cuja vida curta foi um belo exemplo e um grande estimulo para todos nós, filhos de uma pátria onde a política se tornou sinônimo dos substantivos ‘mentira, hipocrisia, ladroeira, falsidade, incapacidade, corrupção’. Refiro-me a Ayrton Senna.&lt;br /&gt;Eu não sou esportista e nunca fui adepto de nenhum esporte. Não sei nadar, nunca corri como um atleta e detesto as lutas de boxe. Também não gosto de automobilismo. Sou apenas um escritor, um cerebral, um homem apaixonado por livros e pela cultura. Não há para mim maior prazer do que o de ler e escrever, mas confesso que a morte do piloto Ayrton Senna me causou uma profunda emoção. Fiquei muito triste e o meu coração se encheu de pena.&lt;br /&gt;Apesar de não gostar de automobilismo, no qual enxergo uma loucura e não um esporte, eu admirava a coragem de Senna. O seu patriotismo me comovia. Mesmo sem querer, lutando contra os meus próprios sentimentos, a emoção se apoderava da minha alma, quando via Ayrton Senna agitar a nossa bandeira, após ser o vencedor de uma corrida internacional. Um nó se formava na minha garganta e eu engolia a seco. Aquele rapaz modesto, erguendo a nossa bandeira, me devolvia o orgulho de ser brasileiro e conseguia tirar do meu coração, por alguns momentos, o ódio, a fúria, a revolta, que nunca deixei de alimentar contra os nossos políticos corruptos.&lt;br /&gt;Ayrton Senna, nesses instantes, foi para mim a imagem do Brasil dinâmico, valente, idealista, vitorioso. Os dois se mesclavam, Senna e o Brasil. Ambos eram campeões, ou Senna era o Brasil e este era o Senna.&lt;br /&gt;Quem poderia, como ele, encher o nosso peito de orgulho? O Antonio Rogério Magri, ex-ministro do Trabalho e da Previdência Social, que aceitou um suborno de 30 mil dólares? O deputado José Geraldo, do PMDB de Minas Gerais, que metendo a mão nos cofres públicos os criou três entidades sociais fantasmas, com sedes também fantasmas? O risonho, o vaidosíssimo Fernando Henrique Cardoso, deslumbrado presidente da Republica que entregou o Brasil aos agiotas do FMI e que não fez nada, absolutamente nada, em prol do seu país?&lt;br /&gt;Esta gente sempre nos desiludiu. Mas Ayrton Senna estufava o nosso peito, fazia desabrochar em nossas caras, mesmo que não fosse na primavera, a nacarada flor do sorriso, da alegria apetecida. Ofertava esse prazer ao povo e ainda o socorria, pois só agora se sabe, depois de sua morte, que ele ajudou em segredo, às ocultas, deficientes físicos e entidades assistenciais. Deu milhares de dólares à Fundação Abrinq, à Associação de Assistência a Criança Defeituosa, ao Centro de Reabilitação do Hospital das Clinicas. Graças aquele piloto de ar tímido e gestos simples, máquinas caríssimas foram adquiridas no Exterior, como o aparelho Cybex, utilizado nas avaliações musculares. Com o dinheiro que ganhava nas pistas, arriscando a vida, Ayrton Senna patrocinou o tratamento de centenas de crianças carentes, portadoras de distúrbios cerebrais ou neurológicos.&lt;br /&gt;Ele salvou a vida da jovem Regiane Maria dos Reis, que sofria de cirrose hepática crônica e necessitava urgentemente de um transplante de fígado. Os 65 mil dólares doados por Senna pagaram a operação da moça. E a sua bondade também favoreceu, no estado do Acre, uma instituição de assistência médica a índios e seringueiros, fundada pelo Chico Mendes. Inimigo do espalhafato, da caridade ruidosa e ostensiva, Senna exigia que essas ações jamais fossem reveladas.&lt;br /&gt;Rapaz de olhar meio triste, Ayrton Senna declarava que durante as corridas, quase sempre, tinha o costume de conversar com Deus. Aliás, em 1988, após conquistar os seu primeiro título mundial no Japão, ele afirmou que havia contemplado Jesus Cristo num trecho do autódromo, antes do fim da prova. Leiam as suas palavras:&lt;br /&gt;- Eu estava agradecendo a Deus pela vitória. Deus me presenteou. Era um presente enorme, essa vitória. Mesmo rezando eu estava superconcentrado, me preparando para uma curva longa, de 180 graus, quando vi a imagem de Jesus. Ele era tão grande, tão grande... Não estava no chão. Estava suspenso, com a roupa de sempre, e uma luz em volta. O seu corpo inteirinho subia para o céu, alto, alto, alto, ocupando todo o espaço. Eu vi essa imagem incrível, enquanto guiava o carro de corrida. Guiava com precisão, com força, com...&lt;br /&gt; Ai, nesse momento, Ayrton Senna ficou mais emocionado, os seus olhos se umedeceram e ele acrescentou:&lt;br /&gt; - É de enlouquecer, não é? É de enlouquecer...&lt;br /&gt;Que moço estranho, o Ayrton Senna! Pairava no seu rosto a melancolia das criaturas que morrem cedo. Ayrton era um místico, um médium com o dom de ter visões, um ser repleto de bondade, de espiritualidade.&lt;br /&gt;Agora eu o vejo como um espírito de luz, guiando no espaço negro da morte um belíssimo e resplandecente carro de corrida. Para onde vai esse carro etéreo, mais veloz do que os carros de corrida do nosso planeta? Vai em direção a Luz Suprema, à luz de todas as luzes, à luz que ressuscita os mortos e que se chama Deus. E de onde vem a força desse carro celestial do Ayrton? Vem de sua alma, da sua bondade, da sua piedade, da humana ternura do seu coração sensível e extremamente generoso...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-4555757920728685994?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/4555757920728685994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=4555757920728685994' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/4555757920728685994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/4555757920728685994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2009/03/o-carro-celestial-de-ayrton-senna.html' title='O CARRO CELESTIAL DE AYRTON SENNA'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_I00V6QpSQAc/Sb2K7Kw1yxI/AAAAAAAAAAw/QoSP6BJUz0w/s72-c/230.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-8423113332642738704</id><published>2009-03-15T15:46:00.000-07:00</published><updated>2009-03-15T15:49:42.539-07:00</updated><title type='text'>A mocidade é bela, mas a desses cretinos é horrenda</title><content type='html'>No dia 10 de fevereiro de 2009, o calouro Bruno Ferreira, de vinte e um anos, do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera, em Leme, no interior do estado de São Paulo, foi levado em coma alcoólico para a Santa Casa daquela cidade. Dezenas de veteranos, aos berros, ou melhor, aos zurros, no decorrer de um trote, agrediram Bruno e outros calouros com chibatadas, obrigando-os a comer ração de cachorro, a nadar numa lama fedorenta, a ingerir grande quantidade de vodca e cachaça, a tomar banho no meio de montes de estrume, de restos de animais mortos. Um espetáculo ignóbil, de pura selvageria, de legitimo sadismo.&lt;br /&gt;Na Universidade Federal de Goiás, os veteranos também embebedaram os calouros. Depois puseram coleiras neles. Uma jovem de dezenove anos desmaiou, mergulhada na embriaguês. Foi conduzida às pressas, em agudo estado de coma etílico, para o Hospital de Urgência de Goiânia.&lt;br /&gt;Priscila Muniz, grávida de três meses, caloura de dezoito anos, teve de ser internada num hospital da cidade de Santa Fé do Sul, a 625 quilômetros de São Paulo, após sofrer no trote queimaduras de segundo grau, tanto nas costas como nas pernas e nos braços. A veterana que a atacou, valendo-se de forte mistura líquida de tiner e creolina, é aluna do curso de Pedagogia, ambiciona ser professora... Ela se aproximou da vítima e garantiu:&lt;br /&gt;-Se eu não pegar você agora, vou pegar amanhã.&lt;br /&gt;Tentando escapar, Priscila respondeu que estava grávida, mas mesmo assim a cretina despejou o líquido. Atingida, bem queimada, a caloura começou a passar mal, a perder os sentidos, antes de ser atendida no pronto-socorro.&lt;br /&gt;O trote violento, bárbaro, tornou-se instituição sagrada no Brasil, pois os que o praticam, na maioria das vezes, não são punidos. A lei não existe para esses criminosos sádicos.&lt;br /&gt;Em 1999, o estudante Edison Tsung Chi Hsueh morreu afogado numa piscina na USP, durante um trote regado a álcool, maconha e lança-perfume. Vomitando insultos, palavrões, os veteranos do curso de Medicina dessa universidade, mais de cinquenta, atiravam os calouros na água e pisavam nas mãos dos que, agarrados às bordas da piscina, queriam sair. Edison, rapaz tímido, de pesados óculos de grau, não sabia nadar. Ao fazer a autópsia, os legistas não encontraram, no seu cadáver, vestígios de álcool ou de drogas.&lt;br /&gt;O DHPP, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, investigou o caso. Logo veio a público um vídeo onde Frederico Carlos Jana Neto, o “Ceará”, sextanista do curso de Medicina, afirmou sorridente numa choperia, junto de vários amigos:&lt;br /&gt;-Eu matei o japonês. Sim, eu matei o japonês que se afogou!&lt;br /&gt;Interrogado pela polícia, ele disse:&lt;br /&gt;-Juro, isto foi apenas uma brincadeira de mau gosto!&lt;br /&gt;“Ceará” ficou quatro dias preso. Alunos e mestres da Faculdade de Medicina protestaram contra a sua detenção. Oito professores da USP o visitaram, hipotecando-lhe solidariedade.&lt;br /&gt;Quatro veteranos, acusados de causar a morte de Edison, livraram-se da ação penal no ano de 2006, porque o Supremo Tribunal de Justiça trancou a ação, devido a “falta de justa causa para embasar a denúncia”.&lt;br /&gt;Hsueh Feng Ming, engenheiro civil e pai do estudante Edison Tesung Chi Hsueh, perdeu a esperança de ver a condenação dos assassinos do seu filho e morreu de desgosto em 2008.&lt;br /&gt;Amigo leitor, faço questão de salientar: rapazes como esses estudantes criminosos pensam que ser jovem é mostrar-se perverso, imbecil, débil mental. Não, seus idiotas. Ser jovem é agir como criatura inteligente, repleta de alma, de coração, de sentimentos nobres.&lt;br /&gt;A mocidade é bela, mas a desses cretinos é horrenda &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou, modéstia à parte, um escritor e jornalista superorganizado. Nunca abro a boca, nos debates dos programas de rádio ou de televisão, para falar sobre assuntos que não conheço. Já deixei nesses debates muita gente em situação difícil, pois estou extremamente bem informado. Documento tudo, posso provar tudo, graças às informações extraídas do meu rico arquivo, fruto de mais de quarenta anos de minuciosas pesquisas, de cuidadoso recolhimento de dados.&lt;br /&gt;Adoto também esse método para escrever os meus livros e os meus artigos. Portanto o que vou informar aqui não pode ser posto em dúvida.&lt;br /&gt;No ano de 1962, os veteranos de Medicina da PUC de Sorocaba, agarraram um calouro e o despiram. Em seguida ele foi colocado num barril cheio de água e volumosa quantidade cal. Consequência: o calouro morreu com a pele em fogo, toda queimada. E observem, os jovens cretinos que fizeram isto eram estudantes de Medicina! Imagine agora, amigo leitor, quantos pacientes eles mataram, se lograram concluir os seus cursos...&lt;br /&gt;Em 1973, calouros da Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz, de Piracicaba, foram obrigados a comer grama com urina de porco. Resultado: tiveram diarréias e vários pegaram graves infecções intestinais.&lt;br /&gt;Em 1980, num trote, o jovem Carlos Alberto Sousa, por não permitir o corte dos seus cabelos, recebeu golpes nos rins, no estômago, no fígado, no peito. O agressor teve uma pena leve: apenas cinco anos de prisão.&lt;br /&gt;Ainda em 1980, na Academia Militar de Realengo, do Rio de Janeiro, um calouro, depois de ser amarrado a trilhos de trem, sofreu um enfarte fatal.&lt;br /&gt;Em 1992, surrado por veteranos do curso de Educação Física da Faculdade Maria Teresa, de Niterói, o calouro Roberto Alcântara de Oliveira quase perdeu a vida.&lt;br /&gt;Em 1994, os veteranos queimaram vinte calouros com o corrosivo nitrato de prata, na Escola Técnica Conselheiro Antônio Prado (ETECAP), de Campinas.&lt;br /&gt;Em 1997, desfigurado por socos e pontapés, a sangrar, o calouro Mário César Caliman tentou fugir do ataque dos veteranos, internando-se num matagal, onde aranhas venenosas o picaram, Submetido aos cuidados de médicos e enfermeiras de um hospital, Mário conseguiu sobreviver.&lt;br /&gt;Em 2006, quinze veteranos da Universidade Federal de Uberlândia, forçaram um calouro a se deitar sobre um enorme formigueiro. O moço, sob centenas de picadas, ficou com o corpo todo ferido, inchado, ensanguentado. Dores insuportáveis o atenazaram no leito de um hospital, ele nem podia dormir. Dois dos seus agressores foram expulsos da universidade e treze ficaram suspensos por quatro meses. Pena leve...&lt;br /&gt;A ferocidade dos jovens cretinos se expande de todas as maneiras. Orgulham-se de ser burros e perversos. As feras carniceiras – os tigres, os leões, os abutres, os crocodilos – são melhores do que eles, porque matam por imposição da lei da sobrevivência, mas os jovens cretinos ferem, espezinham, torturam, assassinam, por cálculo e sadismo, pelo exclusivo prazer de causar o mal.&lt;br /&gt;Há poucos dias um estudante da Universidade Mackenzie agrediu sem nenhuma razão, no Jardim Guanabara de Campinas, o mendigo Irenaldo Onofre Salvador Júnior, homem fraco, doente, quase cego. O estudante raspou-lhe a cabeça, quebrou os seus dentes e encharcou as suas roupas com álcool.&lt;br /&gt;Eu sinto pena do Brasil, ao olhar esses jovens degenerados. Poderemos confiar neles, quando se tornarem médicos, advogados, professores, engenheiros, políticos?&lt;br /&gt;O poeta latino Ovídio escreveu estas palavras nas “Heroïdes”, coletânea de versos elegíacos:&lt;br /&gt;“Ars fit, ubi a teneris crimen condiscitur annis” (verso 25 do capítulo IV).&lt;br /&gt;É um verso que pode ser traduzido assim, de modo mais extenso:&lt;br /&gt;“Quem desde os seus primeiros anos se acostuma com a maldade, faz logo do crime uma arte”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-8423113332642738704?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/8423113332642738704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=8423113332642738704' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/8423113332642738704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/8423113332642738704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2009/03/mocidade-e-bela-mas-desses-cretinos-e.html' title='A mocidade é bela, mas a desses cretinos é horrenda'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-2838529580361356879</id><published>2009-01-22T11:06:00.000-08:00</published><updated>2009-01-22T11:10:16.238-08:00</updated><title type='text'>Ricardo Noblat, de “O Globo”, não errou!</title><content type='html'>Leitora assídua da coluna de Ricardo Noblat, do jornal “O Globo”, a professora carioca Ana Rocha Moreira não se conforma com as críticas que ele vem sofrendo no referido matutino, por parte de uma equipe chefiada pelo Aluizio Maranhão. Leiam um trecho da carta de Ana, enviada a mim:&lt;br /&gt;“Aluizio Maranhão condenou o Noblat, da sucursal de Brasília, porque ele disse no texto ‘Boa sorte, Obama!’, publicado na edição do dia 10 de novembro de 2008 de ‘O Globo’, que ‘Lula desfruta de uma popularidade de que presidente algum desfrutou”. Sublinhei o ‘desfruta de’. No entender do Aluizio e do seu grupo, a frase do Ricardo contém um vistoso erro de português, pois o verbo desfrutar, alegam eles, ‘não pede preposição’. Para o grupo o correto é assim: “desfruta uma popularidade”. Ora, volta e meia eu vejo em livros, jornais e revistas, à farta, este verbo com a preposição de. É uma regência aceita no Brasil, há dezenas de anos. Nas questões de linguagem, o uso, em casos dessa natureza, faz a regra. Concorda?”&lt;br /&gt;Eu concordo professora. Basta dizer que no verbete desfrutar, inserido na página 484 do “Dicionário de usos do português do Brasil”, coordenado pelo professor Francisco S. Borba (Editora Ática, São Paulo, 2002), foram registradas estas três construções:&lt;br /&gt;“...o passarinho de minha história desfruta de liberdade ampla e irrestrita.”&lt;br /&gt;“O Brasil desfrutou de condições muito favoráveis.”&lt;br /&gt;“O Sr. Gabriel Bernardes desfrutou de elevado conceito.”&lt;br /&gt;A primeira frase é do jornal “O Popular”, de Goiânia; a segunda é do livro “Os servos da morte”, de Adonias Filho, lançado em 1965; e a terceira é do diário “Correio do Povo”, de Porto Alegre. Exemplos eloqüentes de uma regência adotada por jornais sérios e um escritor culto. Não se justifica, portanto, a crítica do Aluizio Maranhão e da sua equipe ao texto do Ricardo Noblat. Ele, Aluizio, e a tal equipe, precisam atualizar-se e deixar de agir como cegos fiscais da língua portuguesa.&lt;br /&gt;Todavia, a história não acaba aqui. Mereceu mais uma censura da professora Ana Rocha Moreira a crítica irracional do Aluizio e do seu grupo a um outro texto do Ricardo Noblat, intitulado “Como jabuticaba”, aparecido na edição do dia 17 de novembro de 2008 de “O Globo”. Procedendo como um Hitler, como os ditadores do III Reich da Gramaticolândia, eles reprovaram fascistamente, nazistamente, esta construção do Noblat:&lt;br /&gt;“...5% da receita do município servem para pagar os vereadores...”&lt;br /&gt;Correção do Aluizio e da sua turma:&lt;br /&gt;“...servem para pagar aos vereadores”...&lt;br /&gt;Aluizio e o seus cupinchas não evoluíram, só aceitam, com o verbo pagar, o objeto indireto de pessoa. Esconjuram a sintaxe pagar alguém. Ora, Antonio de Moraes e Silva, no clássico “Diccionario da lingua portugueza”, cuja primeira edição é de 1813, já havia apoiado esta regência ao dar quatro exemplos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I – Pagar as tropas.&lt;br /&gt;II – Pagar os criados.&lt;br /&gt;III – Pagar os trabalhadores.&lt;br /&gt;IV – Pagar as dívidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como observou Antenor Nascentes no livro “O problema da regência”, a primitiva transitoriedade direta do verbo pagar é que permitiu, ao nosso idioma, transformá-lo num transitivo direto, com objeto de pessoa.&lt;br /&gt;Concluindo: a crítica do Aluizio Maranhão e de seus auxiliares aos textos do Ricardo Noblat não foi só injusta. Foi antes de tudo desastrosa e trouxe à  nossa memória estas palavras do moralista francês Vauvenargues (1715-1747), colocadas nas “Réflexions et Maximes”:&lt;br /&gt;“O erro é a noite dos espíritos e a armadilha da inocência”.&lt;br /&gt;(“L’erreur est la nuit des esprits et le piège de l’innocence”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escritor e jornalista, Fernando Jorge é autor do romance satírico “O grande líder”, cuja 5ª edição foi lançada pela Geração Editorial.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-2838529580361356879?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/2838529580361356879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=2838529580361356879' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/2838529580361356879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/2838529580361356879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2009/01/ricardo-noblat-de-o-globo-no-errou.html' title='Ricardo Noblat, de “O Globo”, não errou!'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-2355153038667000565</id><published>2009-01-02T11:36:00.000-08:00</published><updated>2009-01-02T11:37:55.117-08:00</updated><title type='text'>O gringo que veio ao Brasil para insultar Santos Dumont</title><content type='html'>Quem me chamou a atenção para o insulto, o jato de lama podre arremessado por um gringo na imagem de Santos Dumont, foi o meu amigo Emil Farhat, autor de algumas obras clássicas da moderna literatura brasileira:&lt;br /&gt; - Fernando, saiu na “Folha de S. Paulo” um ataque contra Santos Dumont, feito por um jornalista norte-americano. Ele afirmou que o Pai da Aviação "não é ninguém”.&lt;br /&gt; Fui logo comprar a “Folha”, pois sou um dos biógrafos do genial inventor, um dos mais belos símbolos da nossa nacionalidade, autor de “As lutas, a glória e o martírio de Santos Dumont”, obra que me fez ganhar dois prêmios: o diploma Pioneiros da Aeronáutica, da Fundação Santos Dumont, e o diploma e a medalha Ordem do Mérito Aeronáutico, concedidos pela Comissão de Alto Nível do Ministério da Aeronáutica, durante a gestão do brigadeiro Paulo Salema Ribeiro.&lt;br /&gt; O gringo que procurou enxovalhar o imperecível Santos Dumont se chama Barth Schwartz. Eis como ele se refere ao nosso patrício: '&lt;br /&gt; "Tinha um quê de obsessão e talvez de megalomania. Se Brasília não for obsessão e megalomania, então não sei o que pode ser. Se Kubitschek não foi um megalomaníaco, ninguém mais foi. E fracassou. Assim como o Brasil, e Santos Dumont".&lt;br /&gt; Difamador profissional, Barth Schwartz insultou de uma só vez o presidente Juscelino Kubitschek, o Brasil e Santos Dumont, que no seu entender não passam de "três fracassos". Depois este americano arrogante ainda teve a coragem de ridicularizar a Força Aérea Brasileira, da qual Santos Dumont é patrono:&lt;br /&gt; "Fui a Petrópolis e me mostraram a casa de Santos Dumont. Não pude entrar, porque havia a banda da Força Aérea, tocando em homenagem ao Pai da Aviação. Era uma banda felliniana. Todos de uniforme. Sempre que um americano vê um latíno-americano de uniforme, não o leva a sério. Todas as associações com uma república de bananas vêm à cabeça".&lt;br /&gt; Na ânsia de insultar o Brasil, o grosseiro Barth Schwartz observou, referindo-se ao nosso grande inventor.&lt;br /&gt; "É interessante que ele fosse brasileiro. O fracasso dele é muito brasileiro".&lt;br /&gt; Portanto, na sua opinião, Santos Dumont foi um fracassado, como fracassados somos todos nós, brasileiros. Vitoriosos são os filhos do Tio Sam, que levaram uma surra monumental na guerra do Vietnã e que agora, no campo da eletrônica, da tecnologia e da indústria automobilística, estão sendo esmagados pelos japoneses...&lt;br /&gt; Um fato é incontestável: Santos Dumont, em 23 de outubro de 1906, conseguiu voar com o seu 14-bis. Esse vôo foi realizado diante dos membros do Aero Clube de Paris e de uma imensa multidão. Quanto a isto não há dúvidas, e a revista “The Illustrated London News”, a mais importante da Inglaterra, informou no seu número 3.524, do dia 3 de novembro de 1906, evocando essa proeza:&lt;br /&gt; "The first flight of a machine heavier than air: Santos Dumont winning the Archdeacon Prize".&lt;br /&gt; ("O primeiro vôo de um aparelho mais pesado que o ar: Santos Dumont ganha o Prémio Archdeacon")&lt;br /&gt; Por que Barth Schwartz está enlameando a glória de Santos Dumont? É simples: ele nasceu em Dayton, no Ohio, na mesma cidadezinha dos irmãos Wright. E o vôo de ambos, segundo asseveram os ianques, ocorreu em Kitty Hawk, na Carolina do Norte, no dia 17 de dezembro de 1903. Mas até os historiadores norte-americanos da aviação duvidam desse vôo, pois David C. Cooke indaga no seu livro “Who really invented the airplane”:&lt;br /&gt; "Será que os Wrights realmente voaram naquele dia, na Colina Kill Devil? E se de fato o fizeram, foram os primeiros a elevar-se nos ares com asas construídas pelo homem? Será que inventaram mesmo o avião"? .&lt;br /&gt; A fúria desvairada de Barth Schwartz contra Santos Dumont, se a analisarmos de modo frio, é o ódio impotente de um gringo que foi derrotado pela verdade histórica.&lt;br /&gt;______&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escritor e jornalista, Fernando Jorge é autor do livro “As lutas, a glória e o martírio de Santos Dumont”, cuja 5ª edição foi lançada pela Geração Editorial.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-2355153038667000565?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/2355153038667000565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=2355153038667000565' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/2355153038667000565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/2355153038667000565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2009/01/o-gringo-que-veio-ao-brasil-para.html' title='O gringo que veio ao Brasil para insultar Santos Dumont'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-9175200749425439353</id><published>2008-12-31T13:46:00.000-08:00</published><updated>2008-12-31T13:54:34.724-08:00</updated><title type='text'>A CORRUPTITE, DOENÇA CRÔNICA  E ANTIGA DO BRASIL</title><content type='html'>É uma doença antiga do Brasil a corruptite, mas ela não prejudica os que carregam o seu vírus no sangue. Só causa danos ao povo, à massa sofrida dos trabalhadores mal remunerados, a uma gente pobre e injustiçada.&lt;br /&gt;Doença crônica da nossa pátria amada, salve, salve, a corrupti-te levou um grande orador, o padre Antônio Vieira, a soltar estas afirmativas, perguntas e respostas num sermão pronunciado em 1665:&lt;br /&gt;“Perde-se o Brasil (digâmo-lo em uma palavra) porque alguns ministros de Sua Majestade não vêm cá buscar nosso bem, vem cá buscar nossos bens... EI-Rei manda-os tomar Pernambuco e eles contentam-se com o tomar... Toma nesta terra o ministro da Justiça? Sim, toma. Toma, o ministro da Fazenda? Sim, toma... Toma o ministro da República? Sim, toma. Toma o ministro do Estado? Sim, toma..."&lt;br /&gt;Autoridades do rei dom José I, na época do Brasil Colonial, exibiam as suas gananciosas unhas aduncas até na palma da mão, e os outros figurões também, como os contratadores de diamantes. Esses contratadores arrendavam do Estado as jazidas. João Fernandes de Oliveira, um deles, apaixonou-se pela negra Xica da Silva e tinha palácios, templos, edifícios opulentos, minas de ouro. Uma riqueza oriunda das infrações que ele cometia contra o erário do reino. Sabendo disso, o marquês de Pombal o obrigou a pagar, ao Estado português, a imensa quantia de 11 milhões de cruzados.&lt;br /&gt;Fiscais e meirinhos se locupletavam às custas de safadezas, mormente na barroca Minas Gerais do século XVIII.&lt;br /&gt; Se Brasil Colonial já era um país de corruptos, o Brasil Império não ficou atrás, também foi uma Corruptolândia.&lt;br /&gt; Narra Moreira de Azevedo no seu livro “Mosaico brasileiro” (Editora Garnier, Rio de Janeiro, 1869, página 135), que tendo ocorrido um roubo no Tesouro Público do Império, uma pessoa transmitiu esta notícia ao marquês de Maricá. O assalto, observou o informante, havia sido praticado “por uns miseráveis”. Indignado, o marquês de Maricá respondeu:&lt;br /&gt;- Miseráveis! Miseráveis! Ah, meu caro amigo, o roubo de milhões enobrece os ladrões.&lt;br /&gt; De fato, em larga escala, a desonestidade no Brasil dava foros de nobreza. Filosofando, o povo dizia:&lt;br /&gt; “Quem rouba um tostão é ladrão. Quem rouba um milhão é barão.”&lt;br /&gt;Cínicos e audaciosos, os corruptos se multiplicavam nas épocas de dom Pedro I e de dom Pedro II. E os monarquistas não me venham com essa história de que nos reinados de ambos só se via, em toda parte, a decência, a honradez, a probidade administrativa. O britânico Henry Coster, autor do livro “Travels in Brazil”, publicado em Londres no ano de 1816, afirmou o seguinte nessa obra: aqui, no tempo de dom Pedro I, eram comuns o peculato, a corrupção, vários delitos, porém os autores desses crimes escapavam da Justiça. Van Halle, outro europeu, ficou escandalizado em 1881, quando soube que o governo de dom Pedro II reintegrara no serviço público alguns agentes de polícia exonerados por desonestidade.&lt;br /&gt;Após a queda do Império em 1889, os corruptos da República substituiram em numerosos postos os corruptos do regime monárquico. Ratos ocuparam os lugares de outros ratos. Eles, como os da mesma espécie do Segundo Reinado, passaram a navegar calmamente nas águas mansas da Corruptolândia. Ao ver essa afrontosa tranqüilidade da rataria, o austero barão de Lucena, ministro da Fazenda, escreveu estas palavras numa carta enviada no dia 4 de novembro de 1891 ao seu amigo Cesário Alvim, governador de Minas:&lt;br /&gt;“...em nosso Brasil não há falta de homens inteligentes e ilustrados; a falta que há é de homens de caráter e patriotas!”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-9175200749425439353?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/9175200749425439353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=9175200749425439353' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/9175200749425439353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/9175200749425439353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2008/12/corruptite-doena-crnica-e-antiga-do.html' title='A CORRUPTITE, DOENÇA CRÔNICA  E ANTIGA DO BRASIL'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-6025803720286652974</id><published>2008-12-21T15:52:00.000-08:00</published><updated>2008-12-21T15:54:17.461-08:00</updated><title type='text'>Difamar Jesus e a mais imunda das baixezas</title><content type='html'>Com todos os meus defeitos, com todos os meus pecados, sempre tive e tenho um amor forte por Jesus Cristo. Acredito firmemente no Filho de Deus Humanado. Ele, para mim, nunca deixou ser o Verbo Divino, a Verdade Eterna, o Príncipe da Paz,  a Imorredoura Luz Celestial,  o Alto Pastor do Universal Rebanho, o Piedoso,  o Amoroso,  o Vitorioso, o Guia, a Esperança,  a Salvação. Todas as vezes,  quando  abro a Bíblia e volto a ler os episódios da sua vida, eu me emociono muito. Ninguém se compara a Cristo, ninguém. E causam-me nojo, ânsia de vomito, desprezo imenso, os que o atacam e o ridicularizam. Difamar Jesus, como fez Dan Brown no livro O Código Da Vinci, é a suprema infâmia, a mais imunda das baixezas.&lt;br /&gt;Sou bem grato ao Rabino da Galiléia. Quantas vezes ele me ajudou! Obrigado ò Redentor boníssimo, generosíssimo! Lembro-me de que certo dia um editor ateu me propôs:&lt;br /&gt;-Fernando, pretendo lhe dar uma grande soma de dinheiro, se você escrever um livro  contra Jesus Cristo.&lt;br /&gt;Reagi indignado:&lt;br /&gt;-Como se atreve a propor isto? Em hipótese alguma aceitaria esta oferta, nem que você me entregue um cofre enorme, repleto de pérolas, diamantes e moedas de ouro! Jamais!&lt;br /&gt;O editor respondeu:&lt;br /&gt;-Admiro o seu procedimento. Perdoe-me, não insistirei.&lt;br /&gt;Esse editor era meu amigo e já desencarnou. Deus ilumine a sua alma.&lt;br /&gt;Conta velha lenda oriental que várias pessoas se ajuntavam em redor de um cão morto, no mercado de populosa cidade da Síria. Ali, num canto, ele tinha no magro pescoço a corda suja com a qual o haviam arrastado pelo chão. Uma daquelas pessoas, tampando o nariz, soltou este comentário:&lt;br /&gt;-Ele cheira mal, deve estar podre!&lt;br /&gt; Logo um comerciante exibiu a sua repulsa:&lt;br /&gt;-A pele rasgada deste bicho horrível e fedorento não serve nem para se transformar na correia de uma sandália.&lt;br /&gt;Outro fulano declarou:&lt;br /&gt;-Sem dúvida a corda do seu pescoço é a prova de que era um cachorro ladrão. Mereceu ser enforcado!&lt;br /&gt;Depois de ouvir tais comentários, aproximou-se do grupo um homem de rosto sereno, em cujo meigo olhar uma estranha luz resplandecia. O desconhecido se inclinou na frente do animal e proferiu estas palavras:&lt;br /&gt;-As pérolas mais lindas não têm a alvura dos seus dentes.&lt;br /&gt;Surpresos, todos se entreolharam, e cabisbaixos, sob o domínio da vergonha, começaram a ir embora, mas um deles arriscou-se a dizer:&lt;br /&gt;-Este homem deve ser Jesus de Nazaré, pois só ele e capaz de ver a pura beleza no corpo xingado, humilhado e maltratado de um mísero cão morto.&lt;br /&gt;É mesmo, só Jesus possui o dom de ver o que nos não vemos, de descobrir uma flor viçosa e recendente num imundo pântano estagnado.&lt;br /&gt;Apenas Jesus acolhe a todos, não discrimina, não separa o homem preto do homem branco, o enfermo do sadio, o opulento do pobre, o infeliz do venturoso, conforme mostra este magnífico soneto do livro Porta do Céu, escrito pelo meu pai, Salomão Jorge:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Água da fonte, rico pão da vida,&lt;br /&gt;Videira santa que floriu no prado, &lt;br /&gt;Só tu podes curar qualquer ferida,&lt;br /&gt;E a lágrima enxugar do desgraçado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a existência que tombou vencida&lt;br /&gt;Encontra em Ti o lar ambicionado,&lt;br /&gt;E o que geme na dor incompreendida&lt;br /&gt;Será por Ti ouvido e consolado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó Lírio de ouro das vergéis amenos,&lt;br /&gt;De olhos doces, nostálgicos, profundos,&lt;br /&gt;Teu coração é a pátria dos pequenos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó Lâmpada do cego, sempre acesa,&lt;br /&gt;Mendigos, párias, órfãos, vagabundos,&lt;br /&gt;Sentam-se, hóspedes de honra, à Tua mesa!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, eu lamento, livros, revistas e jornais se empenham na porca tarefa de enxovalhar Jesus. Querem crucificá-lo pela segunda vez&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-6025803720286652974?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/6025803720286652974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=6025803720286652974' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/6025803720286652974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/6025803720286652974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2008/12/difamar-jesus-e-mais-imunda-das.html' title='Difamar Jesus e a mais imunda das baixezas'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-5419434122828888188</id><published>2008-12-14T13:49:00.000-08:00</published><updated>2008-12-14T13:53:41.186-08:00</updated><title type='text'>Cinco provas históricas da passagem de Jesus por este mundo</title><content type='html'>Eu li, no número 450 da revista Época, as seguintes linhas de Hildeberto Aquino:&lt;br /&gt; “Jesus é a maior ilusão da humanidade, à custa da qual oportunistas se locupletam. De sua efetiva existência, não há uma só prova cabal, científica, irrefutável. Tudo se resume a intencionais conjecturas com o propósito de iludir e oprimir os incautos e deles sugar até a última gota de consciência... e de dinheiro”.&lt;br /&gt; Para o Hildeberto Aquino, portanto, Jesus é uma criação dos vigaristas. Um personagem inventado por alguém que apenas quis causar a alienação de todos nós e arrancar dinheiro dos crédulos, dos ingênuos, dos trouxas... Hildeberto pertence à família dos “Novos Ateus”, da qual fazem parte o filósofo americano Daniel Dennet e o zoólogo britânico Richard Dawkins. Ambos, em 2006, lançaram manifestos dedicados a contestar a existência de Deus.&lt;br /&gt; Agora vamos revelar como de fato Jesus Cristo existiu (e ainda existe), desmentindo a afirmativa do materialista Hildeberto Aquino.&lt;br /&gt; Prova histórica número 1. A bela Bíblia sagrada. Ela não é apenas um livro religioso, é também um magnífico livro histórico. Tudo que apresenta sobre Jesus Cristo, a Palestina, o Egito, a Assíria, o Império Romano, as regiões do Oriente, os seus reis, os seus profetas, os apóstolos, tudo tem o cunho da verdade.&lt;br /&gt; Prova histórica número 2. O texto do historiador judeu Flávio Josefo, da época de Cristo. Ele evocou a incomparável figura deste no capítulo terceiro do volume XVIII da obra Antiguidades judaicas. Reproduzo aqui o seu texto:&lt;br /&gt; “Entretanto existia, naquele tempo, um certo Jesus, homem sábio... Era fazedor de milagres... ensinava de tal maneira que os homens o escutavam com prazer... Era o Cristo, e quando Pilatos o condenou a ser crucificado, esses que o amavam não o abandonaram e ele lhes apareceu no terceiro dia...”&lt;br /&gt; Como estamos vendo, o historiador Flávio Josefo mencionou, inclusive, a ressurreição do Verbo Divino!&lt;br /&gt; Prova histórica número 3. O texto de Públio Cornélio Tácito, um dos maiores historiadores da Antiguidade (56-57 AC), na parte XV dos seus Anais:&lt;br /&gt; “Nero infligiu as torturas mais refinadas a esses homens que sob o nome comum de cristãos, eram já marcados pela mais merecida das infâmias. O nome deles se originava de Cristo, que sob o reinado de Tibério, havia sofrido a pena de morte por um decreto do procurador Pôncio Pilatos”.&lt;br /&gt; Comentário do grande historiador inglês Edward Gibbon (1737-1794) sobre esta evocação do autor de Dialogus de oratoribus:&lt;br /&gt; “A crítica mais cética deve respeitar a verdade desse fato extraordinário e a integridade desse tão famoso texto de Tácito.”&lt;br /&gt; Prova histórica número 4. A carta do procônsul Plínio, o Jovem (62-114, após JC), enviada ao imperador Trajano. Eis dos trechos da carta:&lt;br /&gt; “...maldizer Cristo, um verdadeiro cristão não o fará jamais... cantam (os cristãos) hinos a Cristo, como a um Deus...”&lt;br /&gt; Prova histórica numero 5. Um trecho do capitulo XXV do livro quinto da obra Vitae duodecim Caesarum (Os doze césares), escrita pelo historiador romano Suetônio (cerca de 70-130 d.C.). Nesse trecho do capítulo  no qual evoca o imperador Tibério, ele assim menciona o Nazareno:&lt;br /&gt; “Expulsou de Roma os judeus, que instigados por um tal Chrestus (Cristo), provocavam freqüentes tumultos.”&lt;br /&gt; Estas cinco provas históricas, citadas por nós, destroem totalmente a infeliz declaração de Hildebrando Aquino, que garantiu que “não há uma só prova cabal, científica, irrefutável”, da passagem de Jesus por este mundo. Hildeberto, você tem autoridade para invalidar as informações da Bíblia, os textos dos historiadores Flávio Josefo, Suetônio e Cornélio Tácito, do procônsul Plínio, o Jovem? Você despreza a opinião do insigne historiador inglês Edward Gibbon sobre o escrito de Tácito, onde este se refere a Jesus Cristo?&lt;br /&gt; Por favor, Hildeberto, leia mais, estude mais, adquira mais conhecimentos. Não desrespeite a nossa fé com afirmativas absurdas, insensatas, nascidas de uma profunda carência de cultura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-5419434122828888188?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/5419434122828888188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=5419434122828888188' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/5419434122828888188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/5419434122828888188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2008/12/cinco-provas-histricas-da-passagem-de.html' title='Cinco provas históricas da passagem de Jesus por este mundo'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-1624983361623693875</id><published>2008-11-16T08:11:00.000-08:00</published><updated>2008-11-16T08:20:41.121-08:00</updated><title type='text'>Respondendo a professores e estudantes de Jornalismo</title><content type='html'>Tenho recebido muitas cartas e e-mails de professores e estudantes de Jornalismo. Eles desejam obter esclarecimentos sobre questões de linguagem, de estilística do idioma português. O jovem Jeová Astério de Farias, de Belo Horizonte, enviou-me esta pergunta:&lt;br /&gt;“Quando o sujeito é um substantivo coletivo, seguido de complemento no plural, o verbo deve ir para o singular ou para o plural?”&lt;br /&gt;Prezado Jeová, tanto faz, é indiferente. Você pode escrever assim:&lt;br /&gt;“Um bando de marginais atacou.”&lt;br /&gt;Ou desta forma:&lt;br /&gt;“Um bando de marginais atacaram.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*    *    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professor de Jornalismo, porém apaixonado por semântica, ramo da lingüística que estuda a significado das palavras e as suas variações ao longo do tempo, o senhor Luís de Melo Bittencourt, residente em Mogi das Cruzes, quer saber de onde veio o substantivo &lt;em&gt;paraninfo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Na antiga Grécia e na Roma imperial, o paraninfo era um dos três rapazes que conduziam a noiva à casa do noivo. Palavra oriunda do grego &lt;em&gt;paránymphos&lt;/em&gt; (de para, “ao lado de”, e nymphè, “noiva”). Hoje este substantivo significa padrinho, testemunha de casamento ou de formatura universitária, conforme elucida o professor Francisco da Silveira Bueno no seu “Grande dicionário etimológico-prosódico da língua portuguesa.” Aliás, frisa o referido mestre, Santo Agostinho, o mais célebre dos padres latinos, fecundíssimo autor de 93 obras, inclusive da imortal De civitate dei, usou a palavra paraninfo na sua forma latina, &lt;em&gt;paranymphu&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*    *    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Selma Lourença Pontes, estudante de Jornalismo em Porto Alegre, indaga se é correto o emprego da expressão &lt;em&gt;devido a&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Cara Selma, os puristas, os gramaticões apegados à leitura dos clássicos, exigem que esta locução causal seja substituída pela expressão &lt;em&gt;por causa de &lt;/em&gt;ou &lt;em&gt;em virtude de&lt;/em&gt;. Eles não evoluíram. Hoje a expressão devido a é totalmente aceita, até pelos bons gramáticos modernos. Aqui vai este exemplo:&lt;br /&gt;“...devido ao esforço com que são proferidas.”&lt;br /&gt;(J. J. Nunes, “Compêndio de gramática histórica”).&lt;br /&gt;Também a empregou um escritor clássico da literatura portuguesa:&lt;br /&gt;“Mas, devido a uns e a outros, o estado de coisas era intolerável”.&lt;br /&gt;(Alexandre Herculano, “História de Portugal”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*    *    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antônia Rodrigues de Oliveira Lourenção, estudante de Jornalismo no Rio de Janeiro, declarou isto numa carta:&lt;br /&gt;“Volta e meia encontro palavras, em jornais e revistas, que não se acham nos dicionários. Há poucos dias li esta palavra: &lt;em&gt;dextrofobia&lt;/em&gt;. Nem o Aurélio e nem o Houaiss a registraram, apesar de serem considerados dois excelentes dicionários. Sei que é uma fobia, mas de quê?”&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dextrofobia&lt;/em&gt;, Antônia, é sentir medo dos objetos colocados à nossa direita, como a &lt;em&gt;acrofobia&lt;/em&gt; é o medo dos lugares altos; a &lt;em&gt;amaxofobia&lt;/em&gt;, o medo de ficar em frente dos automóveis; a &lt;em&gt;betracofobia&lt;/em&gt;, o medo dos sapos e das rãs; a &lt;em&gt;blemofobia&lt;/em&gt;, o medo de ser olhado; a &lt;em&gt;ginecofobia&lt;/em&gt;, o medo de ver mulheres; a &lt;em&gt;misofobia&lt;/em&gt;, o medo de ser contagiado; a &lt;em&gt;odontofobia&lt;/em&gt;, o medo de ver os dentes dos animais; a &lt;em&gt;paracavedecatrifobia&lt;/em&gt;, o medo da sexta-feira 13; a &lt;em&gt;quelofobia&lt;/em&gt;, o medo de ser abraçado; a &lt;em&gt;quinesiofobia&lt;/em&gt;, o medo do movimento; a &lt;em&gt;siderodromofobia&lt;/em&gt;, o medo viajar pelas estradas-de-ferro; a &lt;em&gt;tricofobia&lt;/em&gt;, o medo de tocar em coisas peludas; a &lt;em&gt;urofobia&lt;/em&gt;, o medo da urina; a &lt;em&gt;xantofobia&lt;/em&gt;, o medo de ver coisas amarelas.&lt;br /&gt;Chega, não agüento mais. Tomei um porre de fobias... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*    *    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leitor Alexandre Sérgio Korag, de Juiz de Fora, pergunta quais são os gentílicos de Buenos-Aires, Guaiaquil, Oxford e Jerusalém. Tentou achá-los nos dicionários e não conseguiu.&lt;br /&gt;Substantivo masculino, gentílico é o nome designativo de naturalidade. Exemplo: &lt;em&gt;bagdali&lt;/em&gt; é o gentílico para quem nasce em Bagdá. Portanto, caro Alexandre, os naturais de Buenos Aires são &lt;em&gt;bonaerenses&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;buenairenses&lt;/em&gt;; os de Guaiaquil, principal porto do Equador, são &lt;em&gt;guaiaquilenhos&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;guaiaquileses&lt;/em&gt;; os de Oxford, condado da Inglaterra, &lt;em&gt;oxonianos&lt;/em&gt;; os de Jerusalém, capital espiritual do povo judeu e cidade santa dos cristãos, &lt;em&gt;hierosolimitas&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;hierosolimitanos&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*    *    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesuina Jacinta da Cunha, de Caetité, cidade baiana, indaga se o diminutivo de núcleo é nuclezinho e o de pico é picozinho. Não, Jesuina, o de núcleo é &lt;em&gt;nucléolo&lt;/em&gt; e o de pico é &lt;em&gt;picote&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;picoto&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*    *    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi uma carta de Júlio da Silva Gonçalves, que mora em Petrópolis, e na qual ele comenta:&lt;br /&gt;“No meu entender, está errado o plural da palavra &lt;em&gt;gol&lt;/em&gt;, apotuguesamento do vocábulo inglês &lt;em&gt;goal&lt;/em&gt;, pois se o plural de lençol é lençóis, o plural de gol dever ser &lt;em&gt;góis&lt;/em&gt;. Entretanto, violando a regra gramatical, o brasileiro diz gols. Por quê?”&lt;br /&gt;Júlio, o professor Domício Proença Filho, titular de literatura brasileira da Universidade Federal Fluminense, já mostrou a causa disso no livro “Por dentro das palavras da nossa língua portuguesa”, lançado em 2003 pela Editora Record. O uso contínuo fez o errado ser aceito. A pura verdade é esta: o povo repeliu o plural correto e é ele - o povo - que centenas de vezes, no campo da linguagem, impõe os seus caprichos, a sua maneira de falar, embora o poeta Olavo Bilac tivesse afirmado:&lt;br /&gt;“A pátria não é o meio, não é o conjunto dos aparelhos econômicos e políticos – é o idioma criado ou herdado pelo povo. Um povo só começa a perder a sua independência, a sua existência autônoma, quando começa a perder o amor do idioma natal. A morte de uma nação começa sempre pelo apodrecimento da língua”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-1624983361623693875?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/1624983361623693875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=1624983361623693875' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/1624983361623693875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/1624983361623693875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2008/11/respondendo-professores-e-estudantes-de.html' title='Respondendo a professores e estudantes de Jornalismo'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-7116724187052032335</id><published>2008-10-19T12:24:00.000-07:00</published><updated>2008-10-19T12:27:05.034-07:00</updated><title type='text'>Gilberto Amado desfechou tiros num poeticida</title><content type='html'>Jornalista atuante, colaborador do &lt;strong&gt;Estado de Sergipe&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Diário de Pernambuco&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Jornal do Commercio&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Correio Paulistano&lt;/strong&gt; e de outros órgãos, Gilberto Amado condenou as obras de dois mandões da república das letras, num artigo publicado no diário O País, em 23 de setembro de 1913. Esses mandões – podemos classificá-los desse modo porque eram muito severos, autoritários – chamavam-se Elói Pontes e Lindolfo Collor, autores, respectivamente, dos livros A luta anônima e Elogios e símbolos. A crítica de Gilberto, áspera, inexorável, não se valeu de circunlóquios:&lt;br /&gt; “Recebi por mãos deles, e com as mais penhoradas dedicatórias, os seus livros. Mas ao lê-los foi tal a minha impressão ante a volumosa nulidade literária, tão prestigiosamente impingida ao público ingênuo, que a minha serenidade e o meu bom gosto se revoltaram. É demais! De resto é um crime acoroçoar a vaidade desses rapazes a um trabalho inútil como a literatura, quando o país, em plena agitação do progresso, exige atividades propícias nas profissões remuneradoras”...&lt;br /&gt; Crítica desapiedada, sem qualquer dúvida, porém justa em relação à poesia de Lindolfo Collor. Analise o leitor, por exemplo, estes versos do empertigado gaúcho de São Leopoldo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“E deixo todo livre e sem entraves&lt;br /&gt;o pensamento no país inconho&lt;br /&gt;da Fantasia, onde gorjeiam aves,&lt;br /&gt;sob a cúpula azul de um céu risonho.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Versos de um rimador, de um poeticida, de um assassino da poesia. Quase total carência de gosto, de senso crítico. Horrível o tal “país inconho” para combinar com “céu risonho”.&lt;br /&gt; E o último verso também é um desastre:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“só com os meus versos e com meu Orgulho”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Reminiscência grotesca, infeliz, do epílogo do soneto “Avatara”, de Olavo Bilac:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Mas o simum do orgulho enfunava o meu peito:&lt;br /&gt;E eu galopava, livre, e voava, satisfeito&lt;br /&gt;Da força de ser só, da glória de ser triste!”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sim, péssima, execrável, a poesia de Lindolfo Collor, se é que podemos lhe dar o nome de poesia. Ele, um rapaz alto, robusto, descendente de alemães, sempre de monóculo como um marechal prussiano, ficou fulo de raiva, pôs-se de trombra. No outro dia, logo em seguida ao aparecimento da crítica, o poeticida ataca Gilberto Amado a bengaladas, quando o sergipano atravessava a rua do Ouvidor, de braço com o jornalista João do Rio. Ligeiro, Gilberto saca o seu revólver e dispara: pummmm!&lt;br /&gt; Aterrorizadas, as pessoas se escafederam em todas as direções...&lt;br /&gt; Imenso escândalo, a agressão repercutiu intensamente, logo se converteu no assunto predileto de todas as rodas da capital federal. João Ribeiro, num artigo, usou a expressão “intolerância porreteira”, e Lindolfo Collor, no vespertino A Noite, publicou uma descrição do episódio.&lt;br /&gt; Bem, aí está a fúria de um poetastro contra o articulista de um diário. Perder a compostura por causa de uma crítica de jornal, como se deduz, não constitui o privilégio exclusivo de certos cabras-topetudos, mas é também o labéu de alguns intelectuais dogmáticos, pedantes, metidos a besta. &lt;br /&gt;______&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escritor e jornalista, Fernando Jorge é autor do livro “Cale a boca, jornalista”, cuja 5ª edição foi lançada pela Editora Novo Século&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-7116724187052032335?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/7116724187052032335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=7116724187052032335' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/7116724187052032335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/7116724187052032335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2008/10/gilberto-amado-desfechou-tiros-num.html' title='Gilberto Amado desfechou tiros num poeticida'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-733711931630041491</id><published>2008-09-14T07:27:00.000-07:00</published><updated>2008-09-14T07:29:18.185-07:00</updated><title type='text'>Ler Paulo Coelho? Só se for para o corrigir</title><content type='html'>“A admiração, freqüentes vezes, é filha da ignorância”&lt;br /&gt;Provérbio árabe &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O ignorante se irrita com o entendido”&lt;br /&gt;Provérbio alemão &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários estudantes dos cursos de jornalismo da PUC de Minas Gerais, da UCAM do Rio de Janeiro e da UFSM do Rio Grande do Sul, em cartas enviadas a mim, querem saber se os livros do Paulo Coelho são modelos de boa linguagem.&lt;br /&gt;O autor de A bruxa de Portobello se enfureceu após eu afirmar, numa crônica, que ele ignora esta regra gramatical: não se separa por vírgula o verbo do sujeito. Paulo Coelho comentou, no decorrer de um programa de televisão apresentado em Belo Horizonte:&lt;br /&gt;-E daí? Que importância tem que eu separe por vírgula o verbo do sujeito?&lt;br /&gt;Ora, o escritor capaz de perpetrar este erro, mostra-se um apedeuta, um soberbo ignorante, pois o sujeito é o termo essencial da oração, indica o ser do qual se diz algo e revela, na maioria das vezes, quem executa a ação, o agente do processo verbal. Salientemos: a função sintática do sujeito pode ser exercida por um substantivo. Exemplo:&lt;br /&gt;“A coruja piou durante toda a noite”.&lt;br /&gt;Como o Paulo Coelho separa por vírgula o verbo do sujeito, esta frase nas suas mãos ficaria assim:&lt;br /&gt;“A coruja, piou durante toda a noite”.&lt;br /&gt;Do ponto de vista material, o Paulo é um vencedor. Cerca de 74 editoras, em todo o mundo, lançam os seus livros para mais de 100 milhões de leitores. É lido em 76 línguas e em 160 países. Recebeu mais de 70 prêmios. As honrarias o acompanham. Tornou-se membro da Academia Brasileira de Letras, o Mensageiro da Paz e o Embaixador Europeu da Cultura, pela ONU, um cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra da França, criada por Napoleão. Imensamente rico, Paulo Coelho vive num vasto apartamento parisiense do sofisticado Distrito XVI.&lt;br /&gt;De que modo explicar a razão de tamanho sucesso? Ele é a nulidade literária vitoriosa, um escritor incorreto, mediocríssimo, de quinta ou oitava categoria. Eis as causas de sua fama imerecida:&lt;br /&gt;I- A onda de esoterismo que o favoreceu desde o ano de 1987, quando estreou na subliteratura com o abominável Diário de um mago.&lt;br /&gt;II- O despreparo, a falta de cultura dos seus leitores, que não sabem discernir, ponderar, pois é ela – a cultura – que fornece o senso crítico, a capacidade de avaliação. E hoje existem milhões de leitores ignorantes, até mesmo nos países mais cultos, como a França, a Inglaterra, a Itália, a Alemanha.&lt;br /&gt;III- Paulo Coelho é assunto obrigatório da mídia. Se esta decide prestigiar alguém - por mais medíocre ou nulo que seja o beneficiado - os meios de comunicação, a tv, os jornais, as revistas, vão sempre lhe dar cobertura.&lt;br /&gt;O último livro de Paulo Coelho é autêntica subliteratura. Possui um enredo cinematográfico, no pior sentido. Corresponde a um péssimo filme de terror, produzido na Boca-do-Lixo de São Paulo. Intitula-se O vencedor está só e foi inspirado, salta à vista, na história de Jack, o Estripador, o serial killer que em Londres, a partir do mês de agosto de 1888, assassinou diversas prostitutas, cortando-lhes a garganta, extraindo as suas vísceras, os seus úteros, os seus ovários, partes da bexiga.&lt;br /&gt;Mas o que impressiona, no novo livreco do Paulo Coelho, mais do que a história frágil, anêmica, é a enorme quantidade de absurdos, de lugares-comuns, de erros de português, de impropriedades lingüísticas.&lt;br /&gt;Coelho gosta de soltar disparates. Na opinião dele, depois de mais de cinco anos de casamento, o homem e a mulher, todos, sem exceção, querem cometer adultério. Papai tenta cornear mamãe e mamãe tenta cornear papai (página 229).&lt;br /&gt;No seu último livro, que parece o aborto monstruoso de uma cafetina sifilítica, os lugares-comuns se sucedem: “foi obrigado a percorrer um caminho árduo” (página 139); “guerras sangrentas” (página 163); “passado remoto” (página 186); “verdadeiro clima de histeria” (página 272); “morrendo de tédio” (página 272); “custos proibitivos” (página 289); “camisa imaculadamente branca” (página 290); “tinha uma vida inteira pela frente” (página 344); “às vezes, os sonhos se transformam em pesadelos” (página 364).&lt;br /&gt;Só os escritores insignificantes, sem talento, usam estas expressões gastas, estes lugares-comuns mais surrados do que uma gigolete por um gigolô...&lt;br /&gt;Erros gravíssimos de português não faltam nas páginas do romanceco O vencedor está só. Assemelham-se ao desfile de um interminável exército composto de soldados capengas, descalços, famintos, em molambos.&lt;br /&gt;Paulito Coelhito, por ser um escritor tão fraquito, não sabe que o correto é “sentar-se à mesa” e não “sentar-se na mesa”. Quem o lê tem a impressão de que ele, quando quer almoçar ou jantar lá em Paris, prefere pousar as suas bem nutridas nádegas em cima das mesas dos restaurantes Apicius, da avenida de Villiers; do Le Pré Catelan, do Bois de Boulogne; do Au Trou Gascon, da rua Taine; do Le Pavillon Montsouris, da rua Gazan... Aqui vai a prova:&lt;br /&gt;“Depois da quinta pessoa a sentar em sua mesa” (página 20); “sentar-se na mesa para conversar” (página 110); “sentar-se na mesa sem pedir permissão” (página 113); “ sentou-se na mesa do canto” (página 368); “sentada naquela mesa” (página 372).&lt;br /&gt;Portanto, amigo leitor, se você for a Paris e entrar no restaurante Le Train Bleu, em estilo Belle Époque, da Gare de Lyon, e ali puder ver o Paulo Coelho devorando uma suculenta salsicha lionesa, com a sua fofa região glútea posta em cima de uma das mesas cobertas de toalhas azuis, por favor, não se escandalize, pois a riqueza do escritor mais errado do nosso planeta lhe permite fazer qualquer extravagância...&lt;br /&gt;Paulo continua a não saber usar a combinação da preposição em com o pronome demonstrativo aquele, na sua forma feminina, como se vê na página 131 de O vencedor está só:  &lt;br /&gt;...“terminava matando duas pessoas inocentes aquela manhã”.&lt;br /&gt;Foi a manhã que matou as duas pessoas? Correção: “...naquela manhã”.&lt;br /&gt;Ele também não sabe que a preposição para atrai o pronome se, nestas duas frases: “...para masturbar-se...”(página 201), e “...para distrair-se...” (página 345).&lt;br /&gt;Na página 212 encontrei este despropósito: ...“parecia congelar de frio”. Pergunto: alguém se congela de quente? Além disso o verbo congelar, no trecho acima, é pronominal: congelar-se.&lt;br /&gt;Vou parar aqui. Os erros gramaticais do Paulo Coelho são infindáveis e combinam com o seu sobrenome, pois eles se multiplicam mais do que os coelhos da Austrália.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-733711931630041491?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/733711931630041491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=733711931630041491' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/733711931630041491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/733711931630041491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2008/09/ler-paulo-coelho-s-se-for-para-o.html' title='Ler Paulo Coelho? Só se for para o corrigir'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-1164798854640096550</id><published>2008-08-11T11:23:00.000-07:00</published><updated>2008-08-11T11:27:15.007-07:00</updated><title type='text'>VARIANTE LINGÜÍSTICA É UMA COISA E ERRO DE PORTUGUÊS É OUTRA</title><content type='html'>Depois que Jânio Quadros venceu a eleição de 1954 para o governo paulista, com 660.264 votos de diferença, contra 641.960, dados a Ademar de Barros, quatro prostitutas, vítimas da violência de um grupo de policiais, foram apresentar as suas queixas ao novo governador. Elas lhe disseram:&lt;br /&gt;-Nóis semo prostituta.&lt;br /&gt;Ex-professor de português do Colégio Dante Alighieri, o político nascido em Mato Grosso protestou:&lt;br /&gt;-“Nóis semo prostituta”, não, o correto é “nós somos prostitutas”.&lt;br /&gt;Arregalando os olhos, muito espantadas, as quatro mulheres quiseram saber:&lt;br /&gt;-Puxa, intão o sinhor também é?&lt;br /&gt;Vermelho, indignado, Jânio não se conteve:&lt;br /&gt;-Retirem-se imediatamente!&lt;br /&gt;O episódio é anedota, mas aqui ficou bem claro que Jânio Quadros corrigiu a frase errada das quatro mulheres. Se esta frase fosse uma variante lingüística, ele não as corrigiria. Sim, porque variante lingüística é uma coisa e erro de português é outra.&lt;br /&gt;Alguns professores querem ser “modernos”, “avançados”, e embora consigam ver os clamorosos solecismos de certas frases, preferem aceitá-los. Tal atitude faz com que eles se tornem mais simpáticos, junto dos seus alunos. É uma estratégia.&lt;br /&gt;Discordo da senhora Thaís Nicoleti de Camargo, consul-tora de língua portuguesa da “Folha de S.Paulo”. Ela sustentou, na edição do dia 31 de outubro de 2002 desse jornal:&lt;br /&gt;“O que se considera ‘erro’, entretanto, depende do padrão tomado como referência e está longe de ser uma questão objetiva”.&lt;br /&gt;A senhora Thaís reprova quem corrige as expressões “nós vai lá” e “os menino”. Reprova e ainda sentencia:&lt;br /&gt;“Esse comportamento (o de corrigir estas expressões) não revela mais que o desejo de afirmar uma suposta superioridade sobre os demais num mundo de desigualdades... não falta quem se dê o direito de discriminar aqueles que ‘erram’”...&lt;br /&gt;Vamos ser objetivos. Um erro de português numa frase é erro mesmo. Corrigi-lo não é “discriminar” quem errou. O professor Pasquale Cipro Neto, colaborador da “Folha”, vive corrigindo na sua seção as frases com erros de português dos textos dos seus leitores. Eu pergunto: ele os discrimina? Sérgio Rodrigues, na seção “Língua Viva” do “Jornal do Brasil”, publicada nas edições de domingo, também adota esse método. Volto a perguntar: ele está “discriminando” os seus leitores? Os dois desejam “afirmar uma suposta superioridade sobre os demais num mundo de desigualdades”? Não, senhora Thaís Nicoleti de Camargo, tanto o Pasquale como o Sérgio Rodrigues apenas pretendem, com singeleza e modéstia, ajudar o povo brasileiro a falar de maneira correta. Eles não aplaudem as pessoas que se expressam assim:&lt;br /&gt;-Nóis vai lá nas casa dus homi pra elis integrá us livru, as roupa i us papel.&lt;br /&gt;-As moça i ais sinhora fórum gastá us dinheiru dela nas loja.&lt;br /&gt;Estas duas frases não são variantes lingüísticas. Construções desse tipo mostram apenas a ignorância, a falta de cultura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-1164798854640096550?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/1164798854640096550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=1164798854640096550' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/1164798854640096550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/1164798854640096550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2008/08/variante-lingstica-uma-coisa-e-erro-de.html' title='VARIANTE LINGÜÍSTICA É UMA COISA E ERRO DE PORTUGUÊS É OUTRA'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-3045507487538424478</id><published>2008-07-28T08:44:00.000-07:00</published><updated>2008-07-28T08:54:55.705-07:00</updated><title type='text'>Provocações - Dia 31/07/2008</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SI3qOeR5pTI/AAAAAAAAAAY/npE673tbRO4/s1600-h/home-lateraldit.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228092276814226738" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SI3qOeR5pTI/AAAAAAAAAAY/npE673tbRO4/s320/home-lateraldit.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Programa número 376&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fernando Jorge provoca polêmica e admiração. Olhem só o que um jornalista escreveu sobre nosso convidado: “sua língua ferina faz alvoroçar os inimigos. Não deixa o tempo esfarelar as páginas amarelas de sua consciência. Sua linguagem virulenta e ácida, temperada com fina ironia e humor sarcástico de boca maldita, continua a provocar tremor nas bases de quem topar pelo seu caminho”.Nosso convidado arrasa a Academia Brasileira de Letras, respondendo à pergunta: "Como deveria ser a Academia num país que não lê?"Fernando Jorge escreveu dezenas de livros, entre eles "Cale a Boca, jornalista!", contundente e minucioso relato sobre as perseguições sofridas por jornalistas brasileiros desde o império até o período da ditadura militar.Fernando Jorge é um contador de histórias.Relata como conheceu os planos de Jânio Quadros para as Güianas. Confira!E preparem-se para seguinte afirmação: "Se não fosse o Brasil, Barack Obama não teria nascido." Imperdível!! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Convidados:Fernando Jorge jornalista &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por Antônio Abujamra&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-3045507487538424478?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/3045507487538424478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=3045507487538424478' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/3045507487538424478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/3045507487538424478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2008/07/provocaes-dia-31072008.html' title='Provocações - Dia 31/07/2008'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SI3qOeR5pTI/AAAAAAAAAAY/npE673tbRO4/s72-c/home-lateraldit.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-4108861337466613726</id><published>2008-07-22T05:14:00.000-07:00</published><updated>2008-07-22T05:16:42.597-07:00</updated><title type='text'>Se não fosse o Brasil, jamais Barack Obama teria nascido</title><content type='html'>Na noite do dia 25 de setembro de 1956, estreou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro a peça &lt;strong&gt;Orfeu da Conceição&lt;/strong&gt;, do poeta brasileiro Vinícius de Morais (1913-1980). Esta peça é uma adaptação do mito grego do lendário cantor Orfeu, cuja lira, dotada de sons melodiosos, amansava as feras que vinham deitar-se-lhe aos pés. Filho da musa Calíope, ele resgatou a sua esposa Eurídice do Inferno, após ela ter sido picada por serpente. A história de Vinícius decorre numa favela carioca, durante os três dias de carnaval.&lt;br /&gt;Em 1959, o diretor francês MarceI Camus transpôs a peça para o cinema. Daí surgiu o filme &lt;strong&gt;Orfeu Negro&lt;/strong&gt;, com músicas de Luiz Bonfá e Tom Jobim, a negra atriz americana Marpessa Dawn, os negros brasileiros Breno Mello, Lourdes de Oliveira e Adhemar da Silva. Cheio de belas imagens, como a do romper do sol na favela, a do aparecimento da Morte numa central elétrica, e ainda com o som dos sambas empolgantes, a película baseada na obra do letrista de "Garota de Ipanema", além de alcançar grande sucesso comercial, ganhou a Palma de Ouro do Festival de Cinema de Cannes e o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em Hollywood.&lt;br /&gt;Pois bem, nesse ano de 1959, uma jovem americana de dezesseis anos, extremamente branca, sem um pingo de sangue negro, chamada Stanley Ann Dunham, nascida no Kansas, resolveu assistir em Chicago ao primeiro filme estrangeiro de sua existência. Foi ver o &lt;strong&gt;Orfeu Negro&lt;/strong&gt;, só com atores negros, paisagens brasileiras, música brasileira, história brasileira. Ela saiu do cinema em estado de êxtase, maravilhada. Adorou aqueles negros encantadores de um país tropical e logo admitiu:&lt;br /&gt;"Nunca vi coisa mais linda, em toda a minha vida."&lt;br /&gt;Depois de tal arrebatamento, a jovem Stanley embarcou para o Havaí. E ali, aos dezoito anos, ela se tornou colega, numa aula de russo, de um jovem negro de vinte e três anos, Barack Hussein Obama, nascido no Quênia. A moça branca do Kansas, influenciada pelo filme &lt;strong&gt;Orfeu Negro&lt;/strong&gt;, entregou-se a ele e dessa união inter-racial, nasceu em 4 de agosto de 1961 um menino, a quem ela deu o mesmo nome do pai e que é agora, aos quarenta e seis anos, o primeiro candidato negro à presidência dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;Eis um detalhe perturbador: comparando duas fotografias, descobri enorme semelhança física entre o brasileiro Breno Mello, o Orfeu do filme &lt;strong&gt;Orfeu Negro&lt;/strong&gt;, e o queniano Barack Hussein Obama, pai do filho da americana Stanley Ann Dunham.&lt;br /&gt;No começo da década de 1980, ao visitar o seu filho em Nova York, a senhora Stanley o convidou para ver o filme &lt;strong&gt;Orfeu Negro&lt;/strong&gt;. Segundo o depoimento do próprio Barack, no meio do filme ele se sentiu entediado, quis ir embora. Disposto a fazer isto, desistiu do seu propósito, no momento em que olhou o rosto da mãe, iluminado pela tela. A fisionomia da senhora Stanley mostrava deslumbramento. Então o filho pôde entender, como se deduz da sua autobiografia, porque ela, tão branca, tão anglo-saxônica, uniu-se ao seu pai, tão negro, tão africano...&lt;br /&gt;Não há dúvida, a sexualidade às vezes percorre caminhos misteriosos, que alteram de modo decisivo os rumos da história universal.&lt;br /&gt;Se não fosse o fascínio da branca mãe de Barack Obama pelo filme &lt;strong&gt;Orfeu Negro&lt;/strong&gt;, ela não se entregaria ao rapaz queniano, um preto retinto.&lt;br /&gt;A rigor, sem o Brasil, sem a história do poeta brasileiro Vinícius de Morais, o filme &lt;strong&gt;Orfeu Negro&lt;/strong&gt; não existiria. Portanto, se não fosse o Brasil, jamais Barack Obama teria nascido.&lt;br /&gt;Apresenta uma lógica perfeita, a nossa conclusão. E avanço mais: se ele for eleito, o meu país, a pátria de Lula, será a causa da mudança da historia dos Estados Unidos. Aliás, o Brasil já mudou essa história...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Escritor e jornalista, Fernando Jorge é autor do livro “Vida, obra e época de Paulo Setúbal, um homem de alma ardente”, cuja 2ª edição foi lançada pela Geração Editorial&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-4108861337466613726?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/4108861337466613726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=4108861337466613726' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/4108861337466613726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/4108861337466613726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2008/07/se-no-fosse-o-brasil-jamais-barack.html' title='Se não fosse o Brasil, jamais Barack Obama teria nascido'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8056649878618904865.post-6226083474501854769</id><published>2008-06-26T07:47:00.000-07:00</published><updated>2008-06-26T07:59:34.414-07:00</updated><title type='text'>PAULO COELHO DISSE QUE É CAPAZ DE FAZER CHOVER E VENTAR!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;     Sou um escritor e jornalista que detesta a mentira, a calúnia, a hipocrisia, a traição. Não faço ataques de natureza pessoal, nunca difamei os meus semelhantes. Quando critico, sempre me escoro em fa&amp;shy;tos, em provas. Tudo o que digo, posso provar documentadamente. Agi assim no meu livro “Vida e obra do plagiário Paulo Francis”, já na segunda edi&amp;shy;ção e lançado pela Geração Editorial, onde mostro que o Francis era igno&amp;shy;rante, gatuno literário, racista (odiava os nordestinos, os negros, os ju&amp;shy;deus, os árabes, os portugueses, os japoneses), péssimo jornalista (não sa&amp;shy;bia escrever de modo simples e correto), e mau-caráter, pois tinha o hábito de achincalhar as pessoas, cobrindo-as de insultos pesadíssimos.&lt;br /&gt;     A jornalista Irene Solano Vianna, ex-editora da “Folha de S. Paulo”, apoiou-me nessa crítica, mas o Alberto Dines afirmou, num depoimento concedido ao “Correio Popular” de Campinas, que o meu livro so&amp;shy;bre o Paulo Francis, e um processo da Petrobrás contra ele, na Justiça norte-americana, causaram a sua morte. Se isto é verdade, eu mereço apare&amp;shy;cer no “Guinnes”, o livro dos recordes, porque me tornei, na história do mundo, o pai do “primeiro livro assassino”. Im-pressionante! Sou o pai de um “livro homicida”, de um livro que matou o Francis. Gostaria de saber: o meu livro deve ser condenado à morte ou à prisão perpétua? Além disso de&amp;shy;vo salientar: se o meu livro matou o Paulo Francis, o Alberto Dines é meu cumplice, porque me inspirei nos seus textos publicados na “Folha de S. Paulo”, na época em que ele, aos domingos, criticava sem piedade as matérias de outros jornalistas. Dines não os poupava. Segui o seu método. A rigor, por conseguinte, o jornalista Alberto Dines me ajudou a escrever esta minha obra sobre o Paulo Francis...&lt;br /&gt;     Há pouco tempo declarei, num programa de televisão, que o Paulo Coelho é um loroteiro, pois ele garantiu ser capaz de fazer chover e ventar. Após dizer isto,acrescentei:&lt;br /&gt;     - O Lula deve logo mandar contratá-lo! Está solucionado o problema da seca no Nordeste! Basta levar o autor de “O alquimista” até lá e pronto, milhares de trombas d’água vão cair no solo esturricado das caatingas!&lt;br /&gt;     Paulo Coelho me desmentiu. Na sua opinião, eu agi como um mentiroso, um caluniador. Ele sustentou:&lt;br /&gt;    - Nunca disse que sou capaz de fazer chover e ventar!&lt;br /&gt;   Perdeu a memória, Paulo Coelho? Esqueceu-se do depoimento que você deu à “Playboy”, publicado na edição de outubro de 1992 dessa revista? Consulte o número 207 da “Playboy” e leia esta sua afirma&amp;shy;tiva, na página 30:&lt;br /&gt;   “Sei abrir buraco em nuvem, fazer chover...”&lt;br /&gt;    Na mencionada página 30, há a seguinte pergunta da re&amp;shy;vista à sua pessoa:&lt;br /&gt;   “- Em ‘O Diário de um Mago’ você conseguiu fazer o vento soprar. Cá para nós, isso é verdade mesmo?”&lt;br /&gt;    Leia a sua resposta, Paulo Coelho:&lt;br /&gt;    “- Quanto ao vento, é verdade, sim. E não é tão difícil.”&lt;br /&gt;   Então, Paulo Coelho, quem é o mentiroso? Sou eu ou você? Por amor de Deus, não me desminta! Tome muito cuidado, querer contestar-me é mau negócio. Repito, quando critico, sempre me escoro em fatos, em provas.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Escritor e jornalista, Fernando Jorge é autor de “O Grande Líder”,&lt;br /&gt;ro&amp;shy;mance satírico contra os nossos políticos corruptos, cuja 5ª edição foi lançada pela Geração Editorial.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8056649878618904865-6226083474501854769?l=fernandojorge88.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/feeds/6226083474501854769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8056649878618904865&amp;postID=6226083474501854769' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/6226083474501854769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8056649878618904865/posts/default/6226083474501854769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fernandojorge88.blogspot.com/2008/06/paulo-coelho-disse-que-capaz-de-fazer.html' title='PAULO COELHO DISSE QUE É CAPAZ DE FAZER CHOVER E VENTAR!'/><author><name>Fernando Jorge</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06184000093845910665</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_I00V6QpSQAc/SGOrPiSg9xI/AAAAAAAAAAM/MUiFGoec8GI/S220/jp+diario+de+pernambuco.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
